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- GOAT: esporte e terror combinam?
A convite da Universal Pictures assistimos antecipadamente ao novo filme produzido por Jordan Peele, GOAT . A produção estreia dia 2 de outubro nos cinemas. Vem saber o que achamos! O enredo A produção acompanha Cameron Cade, um quarterback em ascensão que sofre uma lesão que pode pôr fim a sua carreira. Cameron acompanhava o esporte desde pequeno, graças à paixão de seu pai, que sonhava que ele fosse o próximo jogador do seu time. Após a lesão ele acaba recebendo uma proposta de seu herói, Isaiah White, que se oferece para treiná-lo em seu complexo, mas à medida que o treinamento avança, Cameron começa a notar algo estranho. O roteiro O roteiro de GOAT entrega algo bem semelhante ao roteiro de “Corra!”, produção aclamada de Jordan Peele que levou o Oscar. Começamos o filme conhecendo quem é Cameron e porque ele quer tanto ser o próximo quarterback de seu time do coração , o filme não demora na apresentação e logo estamos junto com ele no complexo de treinamento de Isaiah White, um dos maiores campeões do esporte. O treinamento é dividido em temas e dias, cada dia é dedicado a desenvolver uma habilidade, no início tudo parece normal, mas aos poucos Cameron começa a enxergar o lado sombrio de Isaiah e porque ele chegou aonde chegou, é interessante como o filme vai inserindo pistas de que algo está errado, mas você não sabe exatamente o que, te deixando mais vidrado ainda no enredo. A trilha sonora que traz o lifestyle do esporte e da cultura black dão um tom ainda melhor ao filme. As cenas do treinamento são satisfatórias, cheias de violência e sangue, para quem é fã com certeza vai adorar, aqui a reflexão sobre até que ponto somos capazes de chegar em nome da fama surge, é a grande crítica do filme. É interessante ver como a violência e o medo vão escalando à medida que a história se desenvolve, para ao final nos presentear com uma cena épica de mais sangue e morte , fechando então todas as dúvidas que puderam ficar em relação a história. O elenco O diretor apostou em Marlon Wayans no papel de Isaiah, o ator é conhecido pelos papéis em filmes de comédia, principalmente em "As Branquelas", confesso que estava curiosa para ver o ator nesse papel e o resultado foi satisfatório, mesmo seu personagem exigindo que sua postura fosse mais sombria, o ator conseguiu inserir um toque de comédia nas situações que potencializava ainda mais o ar sombrio do seu personagem. Tyriq Withers interpreta Cameron e talvez você não tenha visto nada com o ator ainda, pois ele só começou a atuar em 2019, seu mais recente trabalho foi no remake de “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” , mas ao lado de Marlon Wayans o ator consegue sustentar bem o papel e a responsabilidade que lhe foi dada, sendo a cena final a sua melhor atuação. Nosso veredito Mesmo sabendo que o filme conta apenas com um dedo de Jordan Peele, já conseguimos ver algumas características do diretor e roteirista na produção, a crítica inteligente, as cenas perturbadoras, mas que não assustam, tudo isso é muito semelhante aos seus outros longas. Para quem adora um terror regado de sangue e violência, com certeza sairá da sala de cinema feliz.
- Vencedor de quatro prêmios em Cannes, “O Agente Secreto” é selecionado para representar o Brasil no Oscar 2026
“O Agente Secreto” é o representante do Brasil para tentar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no 98º Oscar. A escolha foi anunciada pelo Comitê de Seleção da Academia Brasileira de Cinema nesta segunda-feira, 15, e representa a chance de o audiovisual brasileiro emplacar um longa-metragem nacional na categoria por dois anos consecutivos – algo que só aconteceu anteriormente entre 1998 e 1999. A shortlist, com os países pré-selecionados para competirem, será anunciada no dia 16 de dezembro, e os cinco finalistas, no dia 22 de janeiro de 2026. A cerimônia de premiação acontece no dia 15 de março. “Nossa campanha começou em maio, no Festival de Cannes, e agora segue mais forte ainda. Grande abraço por todo o apoio popular e para o comitê de seleção pela confiança a esse filme que acaba de começar a ser visto no Brasil,” declarou Kleber Mendonça Filho sobre a seleção. Emilie Lesclaux, produtora do filme, complementa: “que honra o reconhecimento da Academia Brasileira de Cinema e a indicação para representar o Brasil no Oscar. Estou orgulhosa do filme que fizemos e da nossa trajetória. Trabalharemos muito para levarmos ‘O Agente Secreto’ o mais longe possível, representando a força do cinema brasileiro no mundo”. O filme trilha agora uma extensa trajetória por festivais nacionais e internacionais, com a presença do diretor Kleber Mendonça Filho, da produtora Emilie Lesclaux e do elenco em diferentes momentos. A próxima parada acontece no AFI Latin American Film Festival (de 18 de setembro a 6 de outubro), nos EUA; terá exibição no dia 21 de setembro no 73º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián (de 19 a 27 de setembro), na Espanha; seguindo para o Beyond Fest (de 25 de setembro a 9 de outubro), em Los Angeles; e o 63º Festival de Cinema de Nova York (de 26 de setembro a 13 de outubro). O longa abre, no dia 21 de setembro, o 34º Festival de Cinema Latino-Americano de Biarritz (de 20 a 26 de setembro), na França, que também homenageará Kleber Mendonça Filho. Em outubro, o filme tem sessões confirmadas no prestigioso BFI London Film Festival (de 8 a 19 de outubro, reunindo o maior colegiado de votantes do Oscar fora dos Estados Unidos), no 23º Festival de Morelia (de 10 a 19 de outubro), no México; e no dia 19 de outubro será o filme de abertura do BRAVO Film Festival, no Museu da Academia, em Los Angeles, com apresentação de Walter Salles e sessão seguida de debate com Kleber e a produtora Emilie Lesclaux. A agenda traz ainda Wagner Moura como homenageado no Festival de Zurique, na Suíça. Essas sessões dão sequência a uma bem-sucedida trajetória por alguns dos mais importantes festivais de cinema do mundo, como: Festival de Cannes, na França, onde garantiu os prêmios de Melhor Direção (Kleber Mendonça Filho) e Melhor Ator (Wagner Moura) e o Prêmio FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema) e “Art et Essai”, concedido pela AFCAE (Associação Francesa de Cinema d'Art et d'Essai); Festival de Cinema de Sydney, na Austrália; Festival Cinéma Paradiso Louvre, na França; Festival de Cinema New Horizons, em Wroclaw, na Polônia; Festival de Cine de Lima - PUCP, no Peru, onde recebeu os prêmios de Melhor Filme do Júri Oficial e Melhor Filme pela crítica internacional ( FIPRESCI); Festival Internacional de Cinema da Nova Zelândia; Festival Internacional de Cinema de Melbourne; Festival de Cinema de Telluride. Trajetória nacional Após suas primeiras sessões públicas no Brasil, que ocorreram no dia 10, nos cinemas São Luiz e Teatro Parque, no Recife ( veja fotos ) , “O Agente Secreto” trilha ainda um caminho por diversos eventos nacionais. No Brasil, o filme acaba de abrir o Festival de Brasília, no último dia 12, e agora parte para o Olhar do Norte, em Manaus (16/09); Maranhão na Tela (18/09); CineBH (23/09); Cine Ceará (24/09); e Festival do Rio (data a ser divulgada), em sessões que fazem parte da série de exibições especiais que o longa terá pelo país, antes de chegar às salas de todo país oficialmente, no dia 6 de novembro, com distribuição da Vitrine Filmes. O lançamento em cinemas de todo o Brasil tem patrocínio master da Petrobras, que em 2025 comemora 30 anos de apoio ao cinema brasileiro. Para aquecer o público e presentear aqueles que não puderam conferir as primeiras sessões no Brasil, “O Agente Secreto” revelou, na última quarta-feira, seu primeiro trailer, que destaca a atuação de Wagner Moura (Melhor Ator em Cannes), apresenta grande elenco em ação, ressalta a riqueza das locações pernambucanas, a assinatura visual de Kleber Mendonça Filho e ainda revela o clima de tensão que promete tomar conta dos cinemas brasileiros nos próximos meses. Além do lançamento no Brasil, “O Agente Secreto” tem estreia confirmada em mais de 90 países da América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e Oceania, de acordo com a MK2, responsável pela comercialização dos direitos de exibição do filme internacionalmente. Entre os territórios já confirmados estão alguns dos maiores mercados cinematográficos do mundo, como China, México e Coreia do Sul, além de países como Grécia, Índia, Nova Zelândia e Finlândia. Nos Estados Unidos, o filme chega ao circuito comercial de Nova York no dia 26 de novembro, ampliando para as salas de Los Angeles em 5 de dezembro, e, posteriormente, será expandido. “O Agente Secreto” é uma coprodução internacional, com produção da CinemaScópio, e tem como coprodutora a francesa MK2 Films, a alemã One Two Films e a holandesa Lemming, com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes e patrocínio da Petrobras. Sinopse Brasil, 1977. Fugindo de um passado misterioso, Marcelo, um especialista em tecnologia, na casa dos quarenta, volta ao Recife em busca de um pouco de paz, mas percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.
- Minissérie Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente é um grito necessário nos dias atuais
Foi ao ar no domingo (28), o último episódio da minissérie brasileira “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”, produzida pela HBO Max. Vem saber o que achamos! A produção é baseada em fatos reais e retrata a epidemia de AIDS no Brasil nos anos 80. A série mostra um grupo de comissários de bordo que, devido a falta de suporte do governo, inicia uma operação clandestina para trazer o medicamento AZT do exterior. É incrível ver como a produção brasileira evoluiu ao longo dos anos, e principalmente depois do Oscar de 2025. A série se inicia com uma ótima apresentação dos personagens, nos fazendo nos apegar e criar empatia por eles, começando com um clima feliz e alto astral, além disso, as cenas de sexo são muito bem construídas. A série muda de tom quando o vírus da AIDS surge para deixar todos apreensivos, a produção consegue transmitir com maestria o que a desinformação foi capaz de fazer com quem tinha o vírus. O elenco escolhido com certeza fez toda a diferença, Johnny Massaro é o protagonista ao lado de Bruna Linzmeyer, os dois têm uma grande amizade fora dos holofotes e isso fez com que o entrosamento deles nas cenas fosse ainda melhor. Ícaro Silva é mais um ator que merece destaque, interpretando cenas difíceis com a maior naturalidade possível. A fotografia e a direção de arte são outro ponto forte, a ambientação nos anos 80 é impecável, desde roupas até a decoração das casas e dos hospitais. No momento em que os casos de AIDS vem aumentando no mundo “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente” se torna necessário para conscientizar as pessoas sobre os riscos da doença, apesar de atualmente termos acesso ao tratamento, é importante evitar o contágio e isso só será possível com informação. A séries possui cinco episódios de 50 minutos cada e pode ser maratonada com facilidade.
- O que achamos da terceira temporada de O Verão que Mudou Minha Vida
A última temporada da série “O Verão Que Mudou Minha Vida” acabou na última quarta e ao contrário das outras temporadas, a terceira virou a copa do mundo das garotas. Vem saber o que achamos! Desde 2022, acompanhamos o triângulo amoroso entre Belly e os irmãos Fisher, a primeira e a segunda temporada nos apresentaram a relação entre a família de Belly e a família Fisher, também descobrimos que Susannah está com câncer e todos tentam lidar com a perda. Na terceira temporada vemos a maior reviravolta de todas, Belly e Jeremiah vão se casar, mas Conrad ainda ama Belly. Nessa temporada Jenny Han nos enrolou um pouquinho, isso porque acompanhamos em diversos episódios o desenrolar da relação e dos atritos entre Belly e Jeremiah , até finalmente ocorrer o rompimento entre os dois, sendo um dos episódios mais comentados. Essa temporada também fez nos aprofundarmos nos sentimentos de Belly, o que causou muito hate para a personagem, nos fazendo pensar que toda a culpa da confusão entre os irmãos era de Belly e não da imaturidade dos dois e da expectativa de Susannah , que colocou pressão para que Belly casasse com um dos seus filhos. Apenas no último episódio, que tem 1 hora e 20 minutos de duração, quase um filme, vimos o que gostaríamos de ter visto na metade da temporada, a relação entre Belly e Conrad finalmente se desenrolando, mas deixando gostinho de quero mais para entender como eles vão levar para frente essa relação, deixando muitas pontas soltas. Vemos também Steven e Taylor se entendendo muito antes do esperado, novos personagens surgem, como Denise, colega de trabalho de Steven e Jeremiah. É claro que a Amazon não iria deixar de faturar ainda mais com a saga, já foi anunciado um filme para finalizar a história e será sobre as últimas três páginas do livro , sendo assim, Jenny Han terá muita liberdade para criar o roteiro, que deve chegar aos cinemas apenas em 2027. A última temporada foi lançada exatamente para aumentar o hype dos fãs da série pela história e fez isso muito bem a cada episódio, um dom que só Jenny Han tem, mas também cansou os fãs que esperaram muito para que algo finalmente fosse concluído.
- The Paper falha na difícil missão de ser a sequência de The Office
Conferimos algumas séries feitas pelos criadores de The Office que nos deixaram bastante satisfeitos com o resultado, não sendo uma cópia de The Office, mas com a essência da série de sucesso . Infelizmente The Paper tem a difícil missão de ser a sequência de The Office, mas acaba falhando na missão. Vem saber mais! A produção acompanha a equipe documental responsável por registrar a filial de Scranton da Dunder Mifflin na premiada série. Agora, eles encontram um novo tema: um histórico jornal dos Estados Unidos e seu editor, que luta para revitalizar o veículo, ou seja, Dunder Mifflin não existe mais, quem ocupa o antigo espaço da empresa é o jornal local de baixo orçamento e praticamente falido. Precisamos dizer que o sucesso da versão americana de The Office se dá principalmente por seu elenco, o que Steve Carell foi capaz de fazer ao lado de outros atores excepcionais será difícil ser replicado por outros , e aqui eu acho que foi o maior erro de The Paper. No papel do novo Michael temos Domhnall Gleeson, que para mim é um ótimo ator em filmes de drama e romances, mas está longe de ser um prodígio da comédia , seu jeito travado deixa suas cenas cômicas forçadas e sem graça, temos também Sabrina Impacciatore, no papel da estrangeira da equipe, mas que também tenta tirar algumas risadas e não consegue. Chelsea Frei e Ramona Young são as únicas com potencial de nos fazer rir, mas são mal aproveitadas. A série copia The Office em praticamente tudo, depoimentos, enquadramentos, piadas, mas não têm o mesmo efeito, já que seu elenco não está realmente entrosado, nosso querido Oscar retorna no papel de Oscar e apenas ele parece estar realmente à vontade com o roteiro, dando um toque de nostalgia a série. Ainda não temos todos os episódios liberados, só os quatro primeiros, a cada quinta-feira mais dois episódios são liberados, podemos ter esperanças de uma melhora, sendo que a primeira temporada de The Office também não agradou logo de cara. Para quem quer matar a saudade da fórmula The Office, eu recomendo que você assista Park and Recreation , uma espécie de The Office em uma repartição pública e com um elenco afiado. Também temos a premiada série Jury Dury , onde todas as pessoas são atores, menos um, o que rende cenas hilárias. Essas duas produções têm participação dos criadores de The Office e entregam muita qualidade e originalidade.
- “Os Estranhos: Capítulo 2” repete os mesmos erros do filme anterior
Os Estranhos: Capítulo 2 é o quarto filme da franquia e a segunda parte de uma nova trilogia, dando sequência ao longa de 2024. Dirigido por Renny Harlin e estrelado por Madelaine Petsch, Gabriel Basso e Ema Horvath, fomos convidados pela Paris Filmes para assistir antecipadamente ao projeto. Confira a seguir nossas considerações sobre a obra, que chega hoje aos cinemas brasileiros. Enredo Seguindo os acontecimentos logo após o final do filme anterior , os assassinos mascarados descobrem que Maya, uma de suas vítimas, escapou da morte e continua em recuperação no hospital. Quando voltam para dar um fim definitivo, a jovem é colocada em perigo e, sem poder confiar em ninguém, precisa lutar para sobreviver enquanto é perseguida. Roteiro Dando sequência aos eventos do primeiro filme, Maya se recupera no hospital após os ataques dos assassinos. Ao ser interrogada pela polícia, percebe-se rapidamente que a autoridade esconde alguma coisa. Não demora muito para os mascarados descobrirem que a protagonista sobreviveu, e logo voltam a persegui-la. Embora a história se passe em uma cidade pequena, é estranho que todos os lugares estejam sempre muito vazios — principalmente o hospital. Maya, que levou uma facada no filme anterior, foge como se estivesse 100% recuperada. Os assassinos parecem sempre saber onde ela está, e diversas decisões forçadas servem para prolongar uma trama que não tem mais para onde ir. O elenco de apoio, por sua vez, não apresenta profundidade e existe somente para acrescentar tempo ao filme. Além disso, a produção tenta explicar, de forma desnecessária, o motivo dos assassinos serem como são (e, no fim, não explica nada). O resultado é genérico e dificilmente vai convencer um público mais exigente do gênero. Embora a qualidade tenha melhorado em relação ao capítulo anterior, nada soa real, e nem mesmo o cliffhanger empolga para o desfecho da trilogia. Elenco Madelaine Petsch demonstra estar mais familiarizada com o universo e com sua personagem, mas ainda passa a sensação de estar somente cumprindo tabela — entregando o mínimo. Ela carrega 95% do filme nas costas, não por escolha, mas por obrigação. Sua personagem carece de carisma para gerar torcida. Froy Gutierrez aparece rapidamente em flashbacks e sonhos, servindo para intensificar a carga emocional da protagonista. Gabriel Basso, assim como o restante do elenco, surge em cenas pontuais, sem muito desenvolvimento, mantendo o mistério sempre no ar. Considerações Começo dizendo que Os Estranhos (2008) é um dos meus filmes favoritos. Toda vez que anunciam uma sequência, crio a esperança de ver algo no mesmo nível (e também de um retorno da Liv Tyler, rs). A sequência de 2018, além de ter chegado tarde demais, é totalmente desnecessária e com qualidade duvidosa — embora conte com um elenco bem bacana (P.S.: #JusticeForChristinaHendricks). Ano passado, quando anunciaram esta trilogia, fiquei animado. Porém, o Capítulo 1 se mostrou uma tentativa pobre de refazer o longa original. Como sempre estou disposto a dar uma segunda e até uma terceira chance, cá estou novamente. Os Estranhos: Capítulo 2 erra nos mesmos pontos do antecessor. Ainda vemos tentativas de explicações em que nada é realmente explicado — sendo que, para ser sincero, nem tudo precisa de explicação. Essa era justamente a força do original: os assassinos faziam o que faziam simplesmente porque queriam, e ponto. Esta sequência até tenta ser maior que o capítulo anterior, com direito a uma homenagem a Halloween II (que, convenhamos, é tão bom quanto o original — e até hoje não entendo por que foi ignorado na trilogia de David Gordon Green). Mas não há como levar essa nova trilogia a sério, já que reúne todos os clichês do terror em um só lugar. Em muitos momentos, o filme ainda se sustenta em flashbacks da produção anterior. A obra começa do nada e termina do nada. É bem provável que muitos nem tenham paciência para chegar ao Capítulo 3, ainda sem data oficial de estreia.
- Uma Batalha Após a Outra é um recado genial para os Estados Unidos
A convite da Warner Bros Pictures , assistimos antecipadamente ao filme “Uma Batalha Após a Outra”, que chega aos cinemas no dia 25 de setembro. Vem saber o que achamos! Sobre o enredo O filme acompanha Bob Ferguson, um ex-revolucionário que sai da aposentadoria para resgatar sua filha , ele viveu a juventude como integrante de um grupo de guerrilha, mas só depois de 16 anos, seus inimigos retornam. Ele então encontra seus antigos companheiros para salvar quem ele mais ama. Sobre o roteiro Já começo dizendo que 2h50 de filme não são nem sentidas, pelo contrário, você tem a impressão que o roteiro poderia ser ainda mais longo e continuaria te surpreendendo. A sinopse pode até fazer você acreditar que Bob é o personagem principal, mas muito pelo contrário, na trama, as mulheres são quem têm maior destaque. No início somos apresentados ao grupo de rebeldes da qual Bob faz parte junto com sua amada Perfídia e outros amigos, sua missão é libertar os imigrantes presos pelo Estado, além disso, eles pressionam o Estado para agir em favor dos mais necessitados, um recado e tanto para o atual presidente Trump, até a palavra fascistas aparece no enredo . É difícil não dar spoilers na hora de falar de todos os temas abordados pelo filme, mas o ponto principal é a violência política que hoje os Estados Unidos vive, o papo de hegemonia branca, de serem superiores e por aí vai, mas Paul Thomas Anderson quis deixar claro a hipocrisia de quem defende essas ideias, inserindo até um tom cômico ao filme que faz toda a diferença . Desde o início o filme entrelaça de forma única uma trama na outra, criando assim uma narrativa robusta e que nos surpreende a cada cena. Movimentos de câmera e cenas de ação são incrivelmente bem executadas (algumas delas me deram até um certo enjoo vistas em IMAX), a trilha sonora ajuda a dar o tom de resistência e de suspense na trama. Assim como foi todo o filme, o final não poderia ser diferente, reforça mais uma vez a violência política, amarrando cada ponta solta que poderia ficar. Sobre o elenco Paul Thomas Anderson selecionou nomes de peso com revelações para formar um elenco que sustentasse seu roteiro ambicioso. Temos Leonardo DiCaprio no papel de Bob, seu papel é diferente de tudo que já vimos DiCaprio interpretar, o tom cômico e ácido combinou com o ator. Além disso, temos Sean Penn no papel de Steven, um grande ator dos anos 80 e que merecidamente voltou aos holofotes de Hollywood. Teyana Taylor interpreta Perfídia e é incrível a versatilidade da atriz, capaz de atuar em qualquer gênero, mas para mim a grande revelação foi Chase Infiniti, que interpreta Willa, a filha de Bob e Perfídia , tendo em seu histórico apenas o filme “Acima de Qualquer Suspeita”, lançado em 2024, mas servindo cenas incríveis ao lado de Sean Penn. Nosso veredito “Uma Batalha Após a Outra” é um recado inteligente ao momento atual dos Estados Unidos, apesar de abordar muitos temas, o roteiro faz isso de forma genial e envolvente, assistir em IMAX pode dar uma emoção a mais nas cenas de perseguição. Com certeza é um filme que fará você sair do cinema dizendo o famoso “uau, que filme é esse?”.
- A Grande Viagem da Sua Vida é contemplativo e poético
Já pensou em poder revisitar momentos-chave da sua vida e ter o poder de mudar completamente a forma como você enxerga o mundo? Essa é a premissa de A Grande Viagem da Sua Vida, filme que chega aos cinemas no dia 18 de setembro . Posso adiantar que é uma das boas surpresas do ano. Vem que eu te conto mais! Portas são complicadas David vai sozinho a um casamento de um amigo. Sua noite muda quando ele conhece Sarah, com quem rapidamente cria uma conexão. O acaso os leva a compartilhar uma viagem , guiada pelo GPS do carro de David, que os conduz até uma porta vermelha isolada no meio de uma lindo campo. Eles decidem atravessar a porta, e acabam mergulhando em uma aventura pelo tempo, onde revisitam momentos marcantes de suas próprias vidas. Entre memórias do passado, David e Sarah descobrem não só quem foram, mas também quem ainda podem se tornar. Os dois juntos são os pilares de uma road trip existencial que mistura fantasia e romance com um olhar delicado sobre as escolhas que moldam a vida. Dois estranhos e um casamento na chuva Para Margot Robbie é muito fácil roubar a cena. Aqui ela pega toda sua bagagem como atriz e dá um show, criando nuances dramáticas e cativantes para Sarah. O papel dela se amplifica tendo como parceiro o magnífico Colin Farrell. O divo abandona aquela maquiagem pesada do Pinguim e retoma o charme contido e o olhar melancólico dele para compor o David. É uma química instantânea desde a primeira cena juntos, e que sustenta a narrativa quase inteira apenas pela intensidade da relação que constroem em cena. O elenco de apoio também acrescenta brilho à trama. Destaco aqui a pequena, mas simpática, aparição de Phoebe Waller-Bridge - para os órfãos de Fleabag - e a delicadeza calorosa da atuação de Lily Rabe como a mãe de Sarah, presença que traz grande impacto para o desfecho da história. Estranhamente lindo ou lindamente estranhoUm dos grandes destaques do filme se encontra no trabalho da fotografia. As cenas são construídas com cores escuras em alto contraste, ao mesmo tempo vibrantes, criando uma atmosfera que flutua entre o real e o onírico. A maioria dos frames possui uma fonte de luz que guia o olhar do espectador. Postes, lâmpadas, reflexos e até a própria lua parece ter uma iluminação ainda mais radiante para combinar com o tom fantasioso da história. Tem uma brincadeira entre a cor azul e vermelho no figurino, que parece muito a técnica que A Verdadeira Dor utilizou para compor aspecto “opostos complementares” dos personagens principais. Esse equilíbrio estético dialoga com a assinatura de Kogonada, conhecido por seu estilo contemplativo em Columbus, pela precisão simétrica de seus enquadramentos e pela sensibilidade já vista em Pachinko e os episódios mais contemplativos de The Acolyte. Aqui, ele mistura esse olhar com o roteiro de Seth Reiss (O Menu), que arma um truque engenhoso: apresenta-se como linear, mas vai lentamente impondo suas próprias regras para aquele universo fantástico, sem nunca confundir o espectador. Boa parte do peso dramático vem dos diálogos. Conversas banais, lembranças mundanas ou até trocas aparentemente sem importância acabam se revelando essenciais para o tom do filme. São momentos que falam menos sobre grandes acontecimentos e mais sobre o simples ato de existir. E é justamente essa simplicidade que dá força à experiência. Sendo contentes juntos A Grande Viagem da Sua Vida não aposta em grandes reviravoltas ou explosões narrativas, mesmo partindo de uma premissa que poderia facilmente resvalar no caos. Kogonada conduz a história com uma direção sensível, guiada mais pelo sentimento do que pelo espetáculo. Ele passeia por símbolos muito bem consolidados das comédias românticas, mas com seu olhar delicado, nunca cai na obviedade. A verdadeira viagem proposta não é pelo tempo ou pelas memórias, mas pelo que cada um descobre dentro de si. E é nessa simplicidade que o filme encontra sua força: uma experiência que, sem pressa e sem alarde, traduz a poesia do que é estar vivo — e, nesse caso, estar junto.
- Ghibli Fest: saiba tudo sobre o festival que começa nos próximos dias
Os 14 títulos da primeira parte do Festival chegarão aos cinemas a partir do dia 18 de setembro e estarão disponíveis até o dia 01 de outubro em diversas cidades do Brasil. Os ingressos já estão em pré-venda e podem ser comprados pelo site da Ingresso.com . O Festival celebra os 40 anos da SATO COMPANY , pioneira na distribuição de filmes asiáticos no Brasil, em conjunto com o aniversário de 40 anos do STUDIO GHIBLI, um dos maiores estúdios de animação do planeta e reconhecido mundialmente por seu estilo único e cativante. Esta será uma oportunidade única para reviver nos cinemas a magia das animações e experienciar narrativas que, até hoje, conquistam novos admiradores. Entre os títulos selecionados para a Parte 1 da Mostra, estão obras que definiram a identidade do Studio e se tornaram referências mundiais na animação. “A Viagem de Chihiro” (2001), vencedor do Oscar de Melhor Animação e sucesso internacional, conta a jornada da jovem Chihiro por um mundo mágico repleto de deuses, espíritos e desafios que refletem o crescimento pessoal. Dirigido pelo mestre Hayao Miyazaki, o filme foi selecionado recentemente como o 9o melhor filme do século XXI pela New York Times. Já “Meu Amigo Totoro” (1988) apresenta as irmãs Satsuki e Mei e sua amizade com o espírito da floresta Totoro, em uma celebração da infância e da natureza que se tornou símbolo da produtora. “O Castelo Animado” (2004) envolve o público em uma fantasia romântica onde uma jovem amaldiçoada encontra refúgio no castelo ambulante de um excêntrico mago, em uma obra que combina imaginação e crítica à guerra. A programação também inclui “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” (2008), inspirado no conto da Pequena Sereia e que mistura magia, infância e ecologia, além de “O Serviço de Entregas da Kiki” (1989), um delicado retrato do amadurecimento de uma jovem bruxa em busca de independência. O aventureiro “Porco Rosso: O Último Herói Romântico” (1992) leva o espectador à Itália entre guerras, onde um piloto amaldiçoado com aparência de porco vive aventuras aéreas carregadas de lirismo. Outro título aclamado é “Vidas ao Vento” (2013), inspirado na vida do engenheiro Jirô Horikoshi, que reflete sobre sonhos, amor e sacrifícios em meio ao Japão em transformação. As preocupações ambientais do estúdio aparecem desde cedo, como em “Nausicaä do Vale do Vento” (1984), obra visionária que influenciou a fundação do Ghibli e narra a luta de uma princesa pela harmonia entre humanidade e natureza. O romance juvenil também tem espaço em “Sussurros do Coração” (1995), que acompanha a estudante Shizuku em uma história de amadurecimento e autodescoberta. Já “Pom Poko: A Grande Batalha dos Guaxinins” (1994) traz uma sátira ecológica, enquanto “Meus Vizinhos, os Yamadas” (1999) diverte com seu traço estilizado e retrato bem-humorado da vida familiar japonesa. Com um olhar mais maduro e intimista, “Memórias de Ontem” (1991) alterna presente e passado para refletir sobre infância e escolhas adultas. Produzido originalmente para a TV, “Eu Posso Ouvir o Oceano” (1993) traz uma visão realista sobre juventude, amizade e primeiros amores. E encerrando a seleção da primeira parte, “Da Colina Kokuriko” (2011) apresenta um romance ambientado no Japão dos anos 1960, onde um grupo de estudantes luta para preservar sua escola em meio às transformações sociais do pós-guerra. O GHIBLI FEST - PARTE 1 oferece ao público brasileiro a chance rara de vivenciar esses clássicos na tela grande, com toda a beleza que só o cinema pode proporcionar. É uma verdadeira celebração da arte, da imaginação e da emoção — marcas registradas do Estúdio Ghibli ao longo de quatro décadas. Confira abaixo a lista completa dos filmes que serão exibidos. GHIBLI FEST PARTE 1 - De 18 de setembro a 01 de outubro de 2025 A Viagem de Chihiro (2001) - dublado e legendado Chihiro é uma garota de 10 anos que descobre um mundo secreto de espíritos estranhos, criaturas e feitiçaria. Quando seus pais são misteriosamente transformados, ela deve recorrer à coragem que nunca soube que tinha para se libertar e devolver sua família ao mundo exterior. Diretor: Hayao Miyazaki Roteiristas: Hayao Miyazaki Produção: Toshio Suzuki Elenco: Rumi Hiiragi, Miyu Irino, Mari Natsuki, Takeshi Naito, Yasuko Sawaguchi Meu Amigo Totoro (1988) - dublado e legendado Duas meninas se mudam com o pai para o interior do Japão, com o objetivo de ficar perto da mãe, que está internada em um hospital. Lá, elas viverão muitas aventuras ao lado de um simpático espírito protetor da floresta chamado Totoro. Diretor: Hayao Miyazaki Roteiristas: Hayao Miyazaki Produção: Toru Hara Elenco: Chika Sakamoto, Noriko Hidaka, Hitoshi Takagi O Castelo Animado (2004) - dublado e legendado Uma bruxa lança uma terrível maldição sobre a jovem Sophie, transformando-a numa velha de 90 anos. Desesperada, ela embarca em uma odisseia em busca do mago Howl, um misterioso feiticeiro que pode ajudá-la a reverter o feitiço. Diretor: Hayao Miyazaki Roteiristas: Hayao Miyazaki Produção: Toshio Suzuki Elenco: Chieko Baisho, Takuya Kimura, Akihiro Miwa Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar (2008) - dublado e legendado Um garoto de 5 anos chamado Sosuke fica amigo de uma princesa peixinho-dourado chamada Ponyo, que quer desesperadamente virar humana. Diretor: Hayao Miyazaki Roteiristas: Hayao Miyazaki Produção: Toshio Suzuki Elenco: Tomoko Yamaguchi, Kazushige Nagashima, Yuki Amami, George Tokoro, Yuria Nara O Serviço de Entregas da Kiki (1989) - dublado e legendado Ao completar 13 anos, seguindo a tradição de todas as bruxas, Kiki deve se mudar para uma cidade na qual não haja nenhuma bruxa e passar lá um ano morando sozinha em uma espécie de “estágio”. Após achar uma bela cidade à beira mar, Kiki e seu gatinho Jiji tentam se adaptar à nova vida. Diretor: Hayao Miyazaki Roteiristas: Hayao Miyazaki Produção: Hayao Miyazaki Elenco: Minami Takayama, Rei Sakuma Kappei, Yamaguchi Porco Rosso: O Último Herói Romântico (1992) - dublado e legendado Costa do Mar Adriático, início dos anos 30. Marco Porcellino, mais conhecido como Porco Rosso, é um aviador caçador de recompensas que luta contra piratas aéreos. Cansados de serem derrotados por Porco, os piratas se unem e contratam um piloto americano para duelar com ele. Diretor: Hayao Miyazaki Roteiristas: Hayao Miyazaki Produção: Toshio Suzuki Elenco: Shuichiro Moriyama, Tokiko Kato, Akemi Okamura, Akio Otsuka Vidas ao Vento (2013) - dublado e legendado O mestre da animação Hayao Miyazaki conta uma história inspirada na vida de Jirô Horikoshi, designer do avião Zero da Segunda Guerra Mundial. Diretor: Hayao Miyazaki Roteiristas: Hayao Miyazaki Produção: Toshio Suzuki Elenco: Hideaki Anno, Miori Takimoto, Hidetoshi Nishijima, Masahiko Nishimura, Morio Kazama Nausicaä do Vale do Vento (1984) - legendado Após os Sete Dias de Fogo, uma guerra que destruiu a civilização humana e a maior parte do ecossistema da Terra, surge uma floresta que exala gases venenosos. Apenas insetos e um ser conhecido como Ohmu vivem por lá. Nausicaä, filha do rei do Vale do Vento, tem o estranho poder de conseguir sentir o que a floresta sente e se vê obrigada a sair em uma jornada para tentar evitar outra guerra devastadora. Diretor: Hayao Miyazaki Roteiristas: Hayao Miyazaki Produção: Isao Takahata Elenco: Sumi Shimamoto, Goro Naya, Yoji Matsuda, Yoshiko Sakakibara, Iemasa Kayumi Sussurros do Coração (1995) - dublado e legendado Shizuku é uma estudante que sonha em ser uma escritora e decide, durante o verão, ler vinte livros. Mas, curiosamente, todas as edições que ela pegou na biblioteca já haviam sido lidas por um tal de Seiji Amasawa. Diretor: Yoshifumi Kondo Roteiristas: Hayao Miyazaki Produção: Toshio Suzuki Elenco: Yoko Honna, Issei Takahashi, Takashi Tachibana, Shigeru Muroi, Shigeru Tsuyuguchi, Keiju Kobayashi Pom Poko: A Grande Batalha dos Guaxinins (1994) - dublado e legendado Os guaxinins das colinas de Tama estão sendo expulsos de suas casas pelo rápido desenvolvimento de casas e shoppings. À medida que fica mais difícil encontrar comida e abrigo, eles decidem se unir e revidar. Eles praticam e aperfeiçoam a antiga arte de transformação até que possam aparecer como humanos. De maneiras muitas vezes hilárias, os guaxinins usam seus poderes para tentar assustar o avanço da civilização. Mas será o suficiente? Ou os guaxinins aprenderão a viver em equilíbrio com o mundo moderno? Diretor: Isao Takahata Roteiristas: Isao Takahata Produção: Toshio Suzuki Elenco: Yuriko Ishida, Shigeru Izumiya, Akira Kamiya, Hayashiya Shozo IX, Megumi Hayashibara Meus Vizinhos os Yamadas (1999) - dublado e legendado Acompanhe as aventuras da excêntrica família Yamada - do hilário ao emocionante - brilhantemente apresentadas em um estilo único de tirinhas visualmente marcante. Takashi Yamada e sua esposa Matsuko, que não tem talento para os afazeres domésticos, navegam pelos altos e baixos do trabalho, casamento e vida familiar com uma avó de língua afiada que vive com eles, um filho adolescente que deseja ter pais mais descolados e uma filha irritante cuja voz alta é incomum para alguém tão pequena. Diretor: Isao Takahata Roteiristas: Isao Takahata Produção: Takashi Shoji, Seiichiro Ujiie Elenco: Hayato Isobata, Masako Araki, Naomi Uno, Touru Masuoka Memórias de Ontem (1991) - dublado e legendado Taeko é uma mulher solteira de 27 anos que se dedica apenas ao trabalho. Ela sai de sua nativa Tóquio pela primeira vez e viaja a Yamagata para visitar a família da irmã durante a colheita anual de açafrão. Ao longo da viagem, ela começa a questionar se sua vida estressante é o que desejava quando jovem. Diretor: Isao Takahata Roteiristas: Isao Takahata Produção: Toshio Suzuki Elenco: Miki Imai, Toshiro Yanagiba, Yoko Honna Eu Posso Ouvir o Oceano (1993) - dublado e legendado O estudante universitário Taku recorda a chegada da aluna Rikako, dois anos atrás, e o fatídico verão que colocou à prova sua amizade com Yutaka. Diretor: Tomomi Mochizuki Roteiristas: Kaori Nakamura Produção: Nozomu Takahashi, Toshio Suzuki, Seiji Okuda Elenco: Nobuo Tobita, Toshihiko Seki, Yuko Sakamoto Da Colina Kokuriko (2011) - legendado Dois estudantes tentam impedir que um antigo clube da época da guerra seja destruído durante as preparações para as Olimpíadas de Tóquio de 1964. Diretor : Goro Miyazaki Roteiristas : Hayao Miyazaki, Keiko Niwa Produção : Toshio Suzuki
- Dormir de Olhos Abertos: a beleza que não sobrepõe o valor
A convite da Sessão Vitrine Petrobas, pudemos conferir antecipadamente o longa “Dormir de Olhos Abertos”. Confira a seguir o que achamos do filme. Em "Dormir de Olhos Abertos" a companhamos a jornada de três imigrantes chineses em Recife, Pernambuco. A cidade litorânea acolhe Kai, Fu Ang e Xiaoxin, cujos caminhos se cruzam por meio de uma série de encontros baldios e coincidências. A história começa com Kai, uma jovem-adulta taiwanesa que chega ao Brasil de férias, ainda se recuperando do término com o namorado no pré-embarque. Enquanto vagava pela cidade, ela se depara com a loja de guarda-chuvas de Fu Ang em um mercado local. A possibilidade de amizade surge, mas rapidamente se esvai com o súbito desaparecimento de Fu Ang. Em sua busca, Kai encontra Xiaoxin e um grupo de trabalhadores chineses que vivem em um condomínio de luxo. Gradualmente, uma conexão sutil parece tentar se desenvolver entre os três, revelando laços inesperados no contexto de sua experiência compartilhada de deslocamento. Dirigido por Nele Wohlatz, o filme procura entender as emoções dos protagonistas, explorando os fluxos e trânsitos migratórios, tanto geográficos quanto emocionais , que moldam suas vidas. Há, de certa forma, algo tentando ser formado aqui, pois é possível ver que a diretora está tentando emplacar uma mensagem crítica sobre um assunto atual e que, de fato, deve ser falado -ou no caso da película, visto- porém é tudo feito de uma forma óbvia ou forçada demais que, para além da crítica, se transforma em uma desvirtuada esquete. Muito disso se dá pela decupagem genérica que o filme apresenta que, apesar de bonita, não traz personalidade e muito menos carga dramática para a trama. Ou até mesmo o roteiro que insere as suas figuras centrais em uma local em que deveriam expor a sua vulnerabilidade social de forma impactante , porém com um único obstáculo: como? Não há como extrair emoção de um roteiro que à esvai. Não vemos nem minimamente a origem deles, de onde ou porquê vieram, é tudo tão rápido que torna a experiência, incoerentemente, maçante e cansativa. O longa, para quem quiser conferir, estreia nos cinemas dia 11 de setembro.
- Suçuarana - Os traumas de um Brasil ferido e explorado
O cinema brasileiro tem uma forma muito própria de ser, tem um jeito de contar o cotidiano nas entrelinhas e de forma visceral. Em Suçuarana, obra brasileira dirigida por Clarissa Campolina e Sérgio Borges, não tinha como ser diferente. Vem ver o que a gente achou do longa que chega dia 11 aos cinemas! Povo sofrido e terra explorada Nós acompanhamos Dora nessa estrada em busca de algo que é a única coisa que a conecta com o que ela acredita ser de verdade: O Vale da Suçuarana, um lugar importante para sua mãe, mas que Dora só conhece por foto. Chegar até esse lugar prometido é o desejo final da nossa protagonista. Nessa jornada, de vez em sempre, Dora tem a companhia de Encrenca, o seu cachorro [quase que] inseparável. Esse drama roadtrip nos entrega uma grande quantidade de cenários e paisagens amplas que vertem a história das suas paredes, chão e desolação. Acompanhamos o caminho de Dora em uma estrada que oprime, assim como a vida opressora das minas daquele local. É interessante descobrir a empatia pela vida que Dora leva, enquanto a vê desbravando sentimentos e relações e se reconstruindo de algo a muito tempo quebrado dentro de si. A direção A dupla de direção nos deixa acompanhar de forma lenta a lenta progressão de Dora pelas duras estradas de um nômade viajante, sem pressa de nos fazer entender quem ela é ou os porquês da sua escolha de vida. A união de algumas cenas foi planejada para que não fôssemos apenas observadores da situação da protagonista , mas que sentíssemos o que ela estava sentindo em cada momento importante dessa história. A fotografia Confesso ter sentido uma estranheza no começo, por ver imagens tão lavadas, cruas, que por vezes não parecia ter aquele visual de cinema, abrindo cenas com câmeras tremidas e algumas perdas de foco. Mas com o tempo fui me habituando com o clima e pude apreciar um pouco mais algumas jogadas de câmera e escolhas fotográficas que realmente ajudavam a contar uma história. Infelizmente por vezes a fotografia se perdeu. Deixando com que a fotografia fosse um elemento que ofusca a história a ser contada. As atuações Sinara Teles carrega esse enredo nas costas. A escolha da protagonista foi acertadíssima, pois além da aparência de um brasileiro de verdade, Sinara tem uma atuação cheia de camadas. Sinara demonstrou maturidade, com uma atuação que não precisa ser dita, que tá ali presente, gritando com o olhar, com as rugas da face, com o sorriso leve, com o corpo tenso. Por vezes, devo admitir que tive a sensação de que algumas pessoas do elenco, não eram atores, mas sim pessoas daquele lugar que toparam participar desse projeto. Outras vezes, notei que algumas interações de outros personagens com a Dora, pareciam mais teatrais do que uma conversa mais natural como no cinema, e isso pode acabar tirando um pouco o foco do que está acontecendo. Nosso veredito Para aqueles que não gostam muito daquele cinema lento, esse filme pode acabar sendo um pouco maçante, mas pode ter certeza que no final das contas, a relação de Dora com Encrenca pode conquistar muitos corações por esse Brasil.
- O que achamos da segunda temporada de Wandinha?
No dia 3 de setembro, estreou, na Netflix, a segunda parte da segunda temporada de Wandinha. A série da netflix ficou 3 anos sem dar as caras, mas trouxe muitas aventuras novas para essa segunda temporada, que não teve a mesma repercussão que a primeira, mas conseguiu surpreender. Parte 1 A primeira parte da segunda temporada, nos foi dada muitas informações e elas ficaram até embaralhadas . No início tudo parecia desconexo, como se cada pessoa tivesse feito uma parte do roteiro e tudo foi unido ao final. Acho que eles fizeram essa divisão da segunda temporada para apenas ajustarem o que ficou pendente de resolver na primeira parte. Na primeira parte temos Enid fazendo parte da alcateia e tendo mais amigos, até arranjou um outro namorado dentro desse grupo , já Wandinha continuou escrevendo e desenvolvendo sua habilidade psíquica , que ironicamente foi aprimorada nas férias, mas assim que precisou dela não funcionava mais. Com isso, temos Tropeço e sua mãe, Mortícia Addams, entrando na escola Nunca Mais, para a infelicidade de Wandinha. Além disso, teve uma ressuscitação de um homem, que virou um zumbi, a mãe de Bianca escondida de Galpin, Tyler aparecendo novamente e sua tutora sendo eliminada pelo mesmo dentro de um “hospício”, dentro desse lugar estavam acontecendo experimentos com as pessoas do colégio Nunca Mais. Isso tudo em apenas 4 episódios. Parte 2 A parte 2, os produtores utilizaram para explicar o motivo de todas essas informações que nos foram jogadas durante a primeira parte . Para começar, essa pessoa que foi ressuscitada por tropeço com a sua eletricidade era o melhor amigo da escola de seu pai, mas ele acabou falecendo depois de tentar algo super perigoso com sua irmã, que é um hyde. Uma dessas pessoas que estavam presas no experimento nesse “hospício” era ela, irmã dele e mãe de Tyler, ela já estava muito doente e já não conseguiria viver por muito tempo. A seguir temos o Galpin voltando, mas descobrimos que ele era apenas um peão que o verdadeiro vilão é Barry, o novo diretor da escola, que estava chantageando Bianca para poder usar seus poderes de sereia para hipnotizar a avó de Wandinha para ele roubar todo o dinheiro dela. Mas tudo isso foi confessado quando Bianca usou seu canto de sereia nele, para confessar tudo no meio de todos os alunos, pais e professores da Escola. E por fim, temos Enid que virou uma mulher lobo, já que ela é uma alpha e para proteger Wandinha, precisou usar seus poderes de transformação o que acabou deixando-a assim para “sempre”. E assim termina, com Wandinha e Tio Chico indo salvar Enid. Considerações finais A série continua muito boa e interessante, tem essa pegada de suspense, o que faz as pessoas ficarem intrigadas. Mas com toda essa espera para lançar a segunda temporada, as pessoas acabaram perdendo o interesse, levando a bem menos audiência que a primeira. Também temos muitas informações em uma só temporada, que poderiam ter sido divididas em duas e não esperarem mais três anos para lançar outra temporada. Como não teve um final, espero que a próxima temporada seja em breve.











