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  • O Drama é o romance mais sincero dos últimos tempos

    A convite da Diamond Films , assistimos antecipadamente ao romance “O Drama”, protagonizado por Zendaya e Robert Pattinson , que chega aos cinemas no dia 9 de abril, mas já conta com sessões antecipadas a partir do dia 2 de abril. O enredo O Drama acompanha o casal apaixonado Emma e Charlie, que está nos preparativos para o casamento, escolha de cardápio, DJ, bolo, escrever os votos, tudo que um casal prestes a casar faz, até que em um jantar despretensioso, um casal de amigos desafia os noivos a contarem a pior coisa que cada um fez na vida, é nesse momento que Emma revela algo que mudou para sempre o destino do casal. O roteiro O primeiro grande feito de O Drama é que o trailer não entrega praticamente nada do roteiro, e isso torna a experiência de assistir ao filme em algo único. O início nos prepara para uma comédia romântica daquelas que são ótimas para assistir aos finais de semana, mas a partir de um momento o clima muda e dá espaço para cenas hilárias e que rendem boas risadas. Em O Drama eu defendo que qualquer spoiler estraga a experiência da narrativa, por isso não vou contar o que de fato acontece, mas o filme nos leva a compreender que nunca conhecemos totalmente uma pessoa, mesmo que essa pessoa seja sua esposa ou marido, escondemos informações um dos outros com medo de julgamento ou que a imagem criada por quem nos ama seja quebrada. É incrível como o diretor inclui símbolos e sinais que nos fazem mergulhar ainda mais nos personagens e na história. Emma, por exemplo, não escuta com um dos ouvidos, e isso todo tempo é reforçado durante a história, como em momentos que estamos ouvindo como ela, ou seja, nada. A verdade é que no fim entendemos que diariamente estamos conhecendo uma versão nova de cada pessoa que nos cerca e é interessante que o filme não aborda apenas o relacionamento amoroso, mas também sobre amizade. O elenco Confesso que ver Robert Pattinson e Zendaya atuando como um casal não me convenceu em um primeiro momento, mas conforme a divulgação do filme aumentava, era possível notar a harmonia entre os dois e que aquela dupla poderia criar algo inédito. Robert Pattinson foi a escolha perfeita para viver Charlie, um homem tímido, desastrado, mas com iniciativa e vontade de viver um amor, já Zendaya interpreta aquela menina brincalhona e que é a parte leve que falta em Charlie, mas capaz de carregar sentimentos pesados com ela. Não só Robert Pattinson e Zendaya que brilharam, temos Alana Haim, fico feliz em ver como ela ganhou destaque após atuar em Licorice Pizza, Alana interpreta a melhor amiga de Emma, Rachel, e que também tem papel importante na trama. Zoe Winters e Mamoudou Athie também fazem um ótimo trabalho.  Nosso veredito O Drama é aquele romance sincero, que nos traz clareza sobre as relações, sejam elas amorosas ou não. O roteiro é impecável, sem pontas soltas, com cenas hilárias que ficam ainda melhores com Robert Pattison, a duração fica pequena para um filme tão brilhante, com certeza entrou na minha lista de favoritos. Vale a pena assistir nos cinemas!

  • A Cronologia da Água: Kristen Stewart sabe bem o que faz

    A convite da Filmes do Estação, assistimos antecipadamente ao filme “A Cronologia da Água”, primeiro longa dirigido por Kristen Stewart e que chega aos cinemas no dia 2 de abril. Vem saber o que achamos! Sobre o enredo O filme é baseado no livro de memórias de Lídia Yuknavitc e acompanha diferentes momentos de sua vida , da infância marcada por violência e silêncios familiares à vida regada de vícios, perdas e relações conflituosas com o próprio corpo, por meio da arte Lídia encontrou como lidar com tudo e se reconstruir.  Sobre o roteiro Que Kristen Stewart é uma mulher que sentia demais e fala de menos, isso sempre ficou bem claro conforme acompanhamos a trajetória dela e ficou ainda mais depois de assistir A Cronologia da Água. Logo no início sentimos que aquela história será profunda demais e vai te puxar pra ela a todo momento, usando muitos símbolos, texturas e imagens desconexas, o começo do filme não nos desperta curiosidade ou interesse, mas em poucos minutos aquela história começa a desenrolar. Mostrando a infância de Lídia, vendo sua mãe sendo agredida por seu pai e não podendo fazer nada para salvá-la, pois só era uma criança, ela então internaliza tudo aquilo que viveu quando era pequena e isso influenciou suas relações amorosas e com a vida. É interessante como Kristen usa a menstruação, algo muitas vezes demonizado pelos homens, como sinônimo de dor, para repassar a ideia de que não importa o momento, mulheres estão sempre sangrando por dentro. Outro ponto que chama a atenção são as relações amorosas de Lídia ao longo de sua vida, como em sua infância nunca recebeu carinho ou reconhecimento de seu pai, qualquer migalha afetiva que ela recebia já a fazia acreditar que aquilo era pra sempre. O filme utiliza muitos artifícios visuais para transmitir a mensagem, mostra também o lado sexual escondido pelas mulheres na maioria das vezes. Em entrevistas Kristen ressalta que teve muita dificuldade para escrever o roteiro com base no livro, isso porque a vida de Lídia estava escrita em forma de contos e não do jeito tradicional. No final podemos ver como a literatura salvou Lídia e a ajudou a encontrar seu caminho, se tornando uma ex-nadadora e uma escritora de sucesso.  O elenco Para interpretar Lídia, temos Imogen Poots, que para mim é uma ótima atriz para dramas e filmes cults que fogem do óbvio, como Lídia ela foi espetacular, fazendo cenas complexas e incríveis. Temos também Jim Belushi, sim, nossa estrela de K-9, um Policial Bom pra Cachorro no papel do professor Ken, Earl Cave, no papel de Phillip, primeiro marido de Lídia e muitos outros nomes não tão conhecidos atualmente, mas que fizeram história no cinema. Quando analiso o elenco como um todo percebi que foi feito um ótimo trabalho de seleção, cada escolha faz sentido para a história que é contada e acredito que Kristen teve grande influência nisso. Nosso veredito Confesso que não estava esperando o resultado que assisti, para um primeiro filme Kristen apresentou um trabalho muito maduro e potente para todas as mulheres , com certeza a produção vai gerar sensações diferentes para homens e mulheres e vale a pena ser visto nas telonas. Não é um filme que vai agradar a todos, até porque é um filme apresentado em Cannes, feito para festivais e têm uma estética e uma linguagem fora do comum, mas a experiência é completa.

  • Ruas da Glória explora a busca de identidade nas noites do Rio de Janeiro

    Ruas da Glória é o novo longa do diretor Felipe Sholl, que fez parte do time de   roteiristas do longa Manas.   O filme que marcou presença no Festival do Rio em 2025 estreia nos cinemas brasileiros em 2 de abril de 2026 . Confira a seguir as nossas impressões. Sob o escuro da cidade Na trama, acompanhamos Gabriel, que se muda para o Rio de Janeiro após a devastadora perda da avó. Entre o clima noturno da cidade, no Bar da Glória, ele acaba conhecendo Adriano, um garoto de programa que atrai a atenção do jovem. Ao se envolver com ele, Gabriel conhece o mundo perigoso e cheio de adrenalina  das ruas noturnas. Tudo muda quando Adriano desaparece de repente. Gabriel então inicia uma busca desesperada  para descobrir o paradeiro de Adriano. Na esperança de encontrar o seu par, Gabriel se instala nas ruas perigosas do Rio de Janeiro tomado por uma busca frenética, que não só coloca sua vida em risco, mas vai lhe custar muito mais do que um elo perdido. Atuações O filme se sustenta por uma fundação muito bem estabelecida. Os pilares de Ruas da Glória são personagens que ganham corpo pelo trabalho de atuação da equipe.   Do elenco, se destaca Diva Menner. A atriz, que recebeu o Troféu Redentor no Festival do Rio, interpreta Mônica,  a dona do Bar da Glória. Ela funciona como um laço afetivo para o protagonista e, com poucas cenas, já estabelece uma personagem marcante,   cheia de vivências e que crava, com força, sua presença. Outro destaque é de Alejandro Claveaux que dá vida a Adriano. O ator já experiente tem um trabalho muito físico e que demandou bastante estudo  para viver o complexo uruguaio que vai cruzar o caminho do protagonista.  Caio Macedo se sai bem no filme como Gabriel. A fórmula do casal é explosiva e cheia de reagentes. O ator se entrega ao papel e dá ao protagonista camadas que saem para o lado do sutil e desencadeiam em um ritmo frenético e passional.   Caio ganha um efeito magnético com a câmera do diretor Felipe Sholl. Drama Contemporaneo  O roteiro carrega na trama uma representação clássica da vivência marginalizada de pessoas da comunidade LGBT   tentando se adequar e sobreviver como podem. Dentre o mundo da prostituição aos bares efervescentes, o filme se firma principalmente na relação conturbada do casal principal como tema chave. Muitos momentos fazem o espectador se sentir impotente, olhando de perto e sem filtros uma relação que obviamente não conseguirá se sustentar. Porém em outros, existe uma implicância quase inevitável com o temperamento impulsivo do protagonista.  Como um garoto viveu uma vida cheia de privilégios vai para um lugar sem recursos, essa falta de recorte acaba soando irritante na maioria das cenas. É perceptível o quão pessoal parece ser a história para o diretor, que também assina o roteiro. A câmera do diretor tem a ambição de acompanhar de perto,  muitas vezes buscando junto do protagonista qual direção seguir. O uso de cores neon nos ambientes internos, junto da contraposição das praias e do sol, dão sempre ao filme um aspecto de dualidade que está sempre junto dos personagens.  Uma ideia simpática foi adicionar um diário de vídeos que o protagonista faz para a avó. Algo que é impossível não notar é o quão a história parece asséptica e até de certa forma muito inclinada a um drama batido e com pouco envolvimento emocional por parte do espectador. Previsível até, eu diria. Ao abordar o papel das drogas e do sexo como preenchedor da lacuna de falta de afeto familiar, o longa parece mais interessado em punir cada vez mais o protagonista do que de fato se aprofundar em um tema que, ao mesmo tempo faz parte da vivencia noturna, mas também é elemento fácil de estereotipar a maioria das histórias contadas sobre a comunidade LGBT. “Isso não vai dar certo…” Ruas da Glória é um longa que reflete a vida das pessoas marginalizadas pela comunidade LGBT. É um drama sem romance, mas que poderia ter ido um pouco mais além ao explorar o desejo como combustível,   mas que até encontra uma própria voz com a direção de Felipe Sholl. Encontrar acolhimento e identidade em um ambiente distante de casa é um baita desafio. Apesar de já visto centenas de vezes em outros dramas cult, essa é ainda uma das principais lutas da quem é LGBT. Um ritmo cadenciado e bem controlado é um dos destaques do longa junto de uma mensagem de esperança como uma pequena fresta de luz no fim do túnel. Vale a pena conferir, mas não com tanta garra.

  • Eles Vão Te Matar: parece que já vi essa história antes!

    Misturando ação, comédia e terror, Eles Vão Te Matar conta com grandes nomes em seu elenco, como Zazie Beetz, Myha'la, Paterson Joseph, Tom Felton, Heather Graham e Patricia Arquette. Dirigido por Kirill Sokolov, o roteiro é coescrito com Alex Litvak. Estreando hoje nos cinemas de todo o Brasil , fomos chamados pela Warner Bros. Pictures para conferir o filme antecipadamente.  A seguir, nossas considerações. Enredo Uma mulher responde a um anúncio enigmático para uma vaga de governanta em um luxuoso e sombrio arranha-céu em Nova York. Ao chegar, ela descobre que moradores desapareceram sem deixar rastros por décadas, alimentando boatos de um culto satânico escondido nas sombras. Roteiro No passado, vemos Asia e Maria, a protagonista e sua irmã, fugindo de seu pai, um cara violento e abusivo. Quando ele as encontra, Asia tenta defender-se, mas, ao falhar, se desespera e tenta fugir, deixando sua irmã mais nova para trás. No presente, após sair da prisão, Asia chega a um misterioso arranha-céu para ser a nova governanta. Após ser recepcionada pelos moradores, logo ela é apresentada ao seu quarto, onde, em seguida, já se organiza para dormir. Nesse tempo, pessoas mascaradas começam a tentar invadir o seu quarto para atacá-la. O que essas pessoas não sabiam é que Asia foi para lá muito bem preparada e dá rapidamente o troco, matando todos eles. Só que aí é que está o plot: o que ela descobre em seguida é que essa comunidade tem pacto com o demônio, e todos ali conseguem ressuscitar.   Conhece aquele ditado sobre trabalho de faculdade que depois virou um grande meme: “cada um faz a sua parte em casa, depois a gente junta tudo e apresenta” ?  É a sensação que esse filme dá a partir daí. Admiro a coragem, é uma produção que não tem receio de ser chocante. E, realmente, o começo soa muito promissor, mas é depois disso que a chave vira e tudo muda. Não sei se é por causa do tempo curto, mas tudo fica uma bagunça, nenhum personagem é desenvolvido. Parece que a história nunca vai além e a única intenção é ser trash, e nada contra — há muitos filmes que sabem trabalhar muito bem com essa proposta. Embora as cenas de lutas estejam bem coreografadas, e vejamos violência e sangue em excesso (e um CGI meio falho), tudo soa muito corrido. Por exemplo, os personagens utilizam máscaras em certos momentos, mas isso acaba não servindo para nada; eles tiram e colocam quando convém. Qual era o motivo, afinal? No terceiro ato, cheguei até a ficar com vergonha e sem acreditar no que eu estava vendo. Mas só assistindo para saber o que estou falando.   Ponto positivo: a duração do longa é tão curta, 94 minutos, que, quando você decide pensar, os créditos sobem. Elenco Zazie está sensacional e dá conta de todas as suas cenas, sua personagem é muito boa e inteligente. É sempre excelente ver protagonistas fodonas nesse gênero! Em contrapartida, Myha'la não apresenta muito carisma, embora suas cenas com Zazie até sejam boas. Quanto ao resto do elenco, eu senti que todos estão ali de forma genérica e foram tão mal aproveitados ; até mesmo a ganhadora do Oscar Patricia está bem apagada e senti que não combinou com o papel, embora seu esforço seja válido. Destaque também para Tom e Heather, que, embora tenham carisma e eu adore ambos, seus personagens soam meio bobos na maior parte do tempo. Considerações No contexto atual, Eles Vão Te Matar tem uma ideia até que criativa e original. Hoje, é difícil ver um filme que se entregue completamente e tente ser diferente.  O que temos visto muito por aí são sequências, remakes, reboots, dando a entender que Hollywood está sem ideias. E, sim, não só pelo seu elenco com nomes bem conhecidos, temos também na produção Andy e Barbara Muschietti, os quais são muito famosos por IT, e isso vai chamar um público grande para os cinemas. O maior problema aqui é que a história lembra bastante a de Casamento Sangrento (2019). E detalhe: sua sequência, Casamento Sangrento: A Viúva, saiu na semana passada. Talvez eu teria gostado mais de Eles Vão Te Matar se eu não estivesse com esse ainda tão fresco na minha memória. Foi mais um longa ao qual cheguei ao cinema com muitas expectativas, mas, ao final da sessão, fiquei mais pensativo e decepcionado do que satisfeito.   Não sei se a edição que está chegando aos cinemas é o corte do diretor, mas parece que ao filme falta alguma coisa.

  • “Velhos Bandidos” diverte sem se levar a sério

    Dirigido por Cláudio Torres, Velhos Bandidos conta em seu elenco com Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Vladimir Brichta, Bruna Marquezine e Lázaro Ramos. Fomos convidados pela Paris Filmes para assistir antecipadamente ao longa, que chega no dia 26 de março aos cinemas brasileiros.  A seguir, nossas considerações. Enredo Um casal de aposentados, Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura), planeja um ousado assalto a banco.  Para realizar o roubo perfeito, eles precisam da ajuda de um casal de jovens assaltantes, Nancy (Bruna Marquezine) e Sid (Vladimir Brichta), que se reúnem à dupla.   Porém, a equipe não contava com a insistência de Oswaldo (Lázaro Ramos), um persistente investigador. Roteiro Com um pouco mais de 90 minutos de duração, Velhos Bandidos não enrola no desenvolvimento de sua história. Já de início, somos apresentados ao elenco principal: Marta e Rodolfo saem para uma viagem em um cruzeiro, mas retornam rapidamente ao perceberem que esqueceram seus passaportes, encontrando Sid e Nancy assaltando sua casa. Na hora, Marta percebe que o casal é perfeito para colaborar em um plano que ela vem elaborando há meses: o de assaltar um banco. Após uma conversa, Sid e Nancy aceitam a proposta, mas com a ideia de passar a perna no casal de idosos. Em nenhum momento, o roteiro se esforça em ser inteligente, e a todo tempo somos lembrados do que está acontecendo. A história está mais focada em mostrar as interações entre o elenco, e muitas vezes é reforçado o quanto os idosos são subestimados pelas pessoas. Com algumas falhas e previsibilidade pelo caminho, o plano do assalto ao banco acaba soando meio artificial. Porém, tudo isso é ignorado, mostrando a todo momento que é apenas um filme para se divertir.   Embora não seja um longa que te faça rir a cada minuto, o elenco apresenta muito carisma. Elenco Fernanda e Ary estão muito bem em seus papéis e levam o filme a outro patamar, mostrando a todo momento suas grandezas e bagagens. Bruna e Vladimir conseguem acompanhar o ritmo do casal veterano, e os quatro acabam apresentando bastante química juntos e entregam muitas interações divertidas. Lázaro é o que tem menos destaque entre o elenco principal, mas o ator entrega o que é solicitado no roteiro, embora às vezes pareça destoar do restante. Além disso, também temos participações breves de Reginaldo Faria, Vera Fischer e Tony Tornado, com personagens que não acrescentam muito à história, mas deixam o projeto mais especial. Considerações Gravado em 2024 e vendo a luz do dia apenas agora, é a primeira vez que Cláudio Torres dirige a sua mãe, Fernanda Montenegro.  Percebe-se todo o cuidado não apenas com ela, mas com Ary, que já estão acima dos 90 anos. Velhos Bandidos não é um filme para assistir com altas expectativas, isso já fica claro no trailer. É um filme leve e simples, para tirar o pensamento dos problemas diários e se divertir por 1h30. O filme não aparenta ter um alto valor de produção, parecendo até ser um filme para streaming. Longe de ser um longa com objetivo de chegar a premiações , Velhos Bandidos diverte principalmente por não se levar a sério.

  • Ditto - Conexões do Amor: um romance não tão clichê

    O filme “Ditto - Conexões do amor” estreia dia 26 de março, distribuído pela Sato Company,   esse novo romance coreano vai marcar presença nos cinemas para aquecer nossos corações e fazer a gente repensar sobre tudo que entendemos sobre relacionamentos.  Enredo O filme se passa em 1999, e acompanhamos a vida de um universitário Kim Yong.  Ele está no departamento de engenharia e precisa acolher os novos calouros , uma delas é Seo Han-sol e ele acaba ficando muito nervoso ao apresentar o campus para ela. Até que depois de uns dias, ele toma coragem e a convida para sair e ela aceita e assim começa um romance entre os dois. Mas assim, que tudo começa a dar certo para Kim, ele acaba usando o radioamador do melhor amigo , Kim Eun-sung, e consegue se comunicar com uma menina, Kim moo-nee, que também está na mesma universidade, mas em 2022. Ela acaba ajudando ele com a Seo e ele acaba sendo um projeto de trabalho dela, sobre o amor e suas conexões. A descoberta Depois de várias conversas, a menina deixa escapar que é filha do seu melhor amigo junto com a sua atual namorada .  A partir daí, ele começa a entrar em pânico e não sabe como reagir a essa notícia. Enquanto isso, a menina que está no futuro pergunta pra mãe dela o que aconteceu com esse rapaz, e ela falou que ele sumiu repentinamente.  Considerações finais  O filme é um romance não tão clichê assim , ela consegue fazer com que nós, que estamos do outro lado da tela, fiquemos tocados com essa história e o final é de impressionar e faz com o que fiquemos felizes por ele.

  • UCI anuncia Fan Event de “Super Mario Galaxy: O Filme” com brindes e combo especial de pipoca

    Pode anotar na agenda! Uma das produções infantis mais esperadas do ano está chegando aos cinemas UCI e em grande estilo. O Fan Event de “Super Mario Galaxy: O Filme” acontece no dia 1º de abril , durante a estreia oficial do longa. E para deixar a ocasião ainda mais especial o público vai ganhar brindes exclusivos e ainda aproveitar um combo com balde temático do filme, com pipoca e refrigerante. Durante o Fan Event, todos os clientes ganham tattoo de “Super Mario Galaxy: O Filme” , e os participantes do UCI Unique , programa de relacionamento da rede, recebem também uma cartela de adesivos exclusiva . E quem for fantasiado de qualquer personagem do universo de Mario ganha cortesia de ingresso , oportunidade perfeita para as crianças irem caracterizadas para a sessão e participarem da festa. Os brindes são limitados e distribuídos por ordem de chegada, de acordo com a disponibilidade em cada cinema participante. E para completar a experiência, a UCI preparou um combo especial com balde temático , que vem com pipoca e refrigerante. “Super Mario Galaxy: O Filme” chega às telas da UCI nas salas especiais da rede: 4DX, IMAX, XPLUS e VIP DE LUX . Na 4DX, a história ganha cadeiras que se movimentam e efeitos sensoriais que acompanham cada ação, como vento, vibrações e luzes, aumentando a sensação de estar dentro do jogo. Na IMAX, a tela gigante e o som mais potente deixam a aventura ainda mais imersiva. As salas XPLUS oferecem projeção de altíssima qualidade e sistema de som de última geração, enquanto a VIP DE LUX garante ainda mais conforto, com poltronas amplas e reclináveis em um ambiente sofisticado para curtir a sessão em grande estilo. Depois de salvar o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos se encontram em uma missão intergaláctica para deter um novo vilão ameaçador . Agora, eles precisam viajar por galáxias cheias de planetas fantásticos, desafios imprevisíveis e inimigos poderosos, colocando à prova a coragem, a amizade e o trabalho em equipe. Para mais informações sobre a compra, valores e programação, acesse o site oficial da rede. Os clientes do UCI Unique , o programa de relacionamento da rede, têm o benefício de pagar meia-entrada em qualquer dia e sessão e contam também com 10% de desconto na compra do combo especial. Para fazer parte do grupo, basta ter 18 anos, adquirir o cartão na bilheteria de qualquer cinema UCI e fazer o cadastro no site. Os novos associados ganham um ingresso cortesia que pode ser utilizado de segunda a quinta-feira, inclusive feriados.

  • Casamento Sangrento: A Viúva - Mais violento e mais louco. Funciona?

    Casamento Sangrento: A Viúva serve como sequência direta do filme lançado em 2019.  Com o retorno de todo o time original de produção, temos Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett na direção, e Guy Busick e R. Christopher Murphy no roteiro. Com o retorno de Samara Weaving, o elenco ainda conta com Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, David Cronenberg e Elijah Wood. Fomos convidados pela Disney para conferir em primeira mão o longa que estreia hoje nos cinemas do Brasil.   Confira a seguir o que achamos. Enredo Grace novamente precisa lutar para sobreviver a uma caçada brutal, agora junto à irmã distante Faith (Kathryn Newton). Após escapar ao ataque da família de seu noivo em um jogo mortal de pique-esconde, Grace descobre que sua vitória veio com um preço: as famílias mais ricas do mundo vão caçá-la para não perder seu poder.  Ao se recusar a participar, eles juram de morte a sua irmã. Agora, a dupla precisa proteger uma à outra e vencer o jogo, já que matar Grace significa ganhar o trono e controlar todas as decisões. Roteiro Continuando exatamente onde o primeiro filme foi encerrado, vemos Grace sentada em frente à mansão da família de seu noivo em chamas, desmaiando junto à chegada da polícia. Levada ao hospital, a polícia desconfia que ela é a responsável pelas mortes da família de seu noivo. E aqui temos uma situação interessante, me pergunto como Grace provaria que ela era inocente? Quando a sua irmã, Faith, com quem perdera contato, chega ao hospital, não demora para o caos começar novamente. Com uma história quase parecida com a do original, o que muda neste é o cenário. Enquanto no primeiro filme Grace tenta se esconder da família em uma mansão, trazendo aquela sensação de não ter para onde fugir , aqui somos apresentados a diversos ambientes, visto que dessa vez é utilizada toda a propriedade da família Danforth. Dessa vez, o humor está ainda mais afiado, e todo aquele sangue em exagero, o qual é marca registrada da Radio Silence, também está muito presente. Agora, a sensação de perigo é ainda maior, principalmente por Grace estar ao lado de sua irmã. E realmente, basicamente todas as cenas delas no filme são juntas, e as interações entre ambas são ótimas. Também é nítida a evolução de Grace após os acontecimentos anteriores. Embora ainda fragilizada e claramente com traumas, ela se mostra muito mais madura e destemida.  Em algumas cenas e falas, quase dá para lembrar de Sam Carpenter de Pânico. Com o desenrolar do enredo, fica a sensação de que os roteiristas não sabiam como seguir a história, tornando-se um pouco repetitiva e com o ritmo mais lento. O terceiro ato, embora não seja melhor que o do primeiro, ainda consegue trazer surpresas positivas (e bizarras!). É definitivamente um filme para não ser levado a sério, mas quem já assistiu ao primeiro filme e conhece outros trabalhos dos diretores não vai se decepcionar. Ah, foi tão lindo ver o filme começando com Will You Still Love Me Tomorrow? na voz de Amy Winehouse. Elenco Samara Weaving, além de linda, é incrível, e a atriz encaixou muito bem como Grace. E como é ótimo rever ela fazendo esse papel após 7 anos.   Para mim, Grace é uma das melhores Final Girls no universo do terror. Como é bom encontrar Kathryn Newton em filmes nesse estilo, ela é a rainha das personagens campy. A atriz tem carisma, e embora eu não ache que ela tenha tido a melhor química com Samara, ela foi uma excelente adição ao elenco. Sou fã de Sarah Michelle Gellar desde os anos de Buffy, e é sempre ótimo ver ela retornando ao gênero que a fez famosa . Embora ela não seja das melhores atrizes, aqui ela não parece nem se esforçar em cenas específicas. Elijah Wood também está super contido durante o filme, e embora ele esteja em todo o longa, seu personagem está sempre bem discreto e sem grande destaque. Considerações Sou uma pessoa que gosta de histórias e me apego a personagens,   adoro idealizar o que acontece com minhas protagonistas favoritas após o encerramento de um determinado filme. Lançado em 2019, Casamento Sangrento fez um grande sucesso de crítica e público, trazendo notoriedade à Radio Silence, que depois dirigiu Pânico 5 e 6, e também finalmente estabelecendo Samara Weaving como uma Scream Queen. Grace MacCaullay mostrou ser uma grande protagonista, entrando na lista de personagens femininas inteligentes, então fico muito feliz em ver Samara fazendo esse papel mais uma vez. Casamento Sangrento 2 consegue ser ainda maior que o seu antecessor, temos mais sangue e pessoas explodindo, mas infelizmente acaba perdendo um pouco da originalidade mostrada no primeiro. Mas aqui o que vale é a diversão, e isso o filme consegue entregar. Adoro filmes que misturam os gêneros comédia e terror, então não reclamaria em reencontrar Grace MacCaullay futuramente em uma nova sequência. Obs.¹:   Curiosamente, recentemente Guy Busick também contribuiu no roteiro de Pânico 7, nos entregando duas histórias abaixo do esperado.   2026 definitivamente não é o seu ano! Obs.²:  achei o título original genial e queria muito ter visto ele traduzido literalmente aqui no Brasil. Embora não tenha gostado do título nacional, eles souberam tirar leite de pedra.

  • Uma Segunda Chance esqueceu o melhor de Colleen Hoover

    A convite da Universal Pictures assistimos antecipadamente ao romance baseado no livro de Colleen Hoover , Uma Segunda Chance, que chega dia 19 de março aos cinemas. Vem saber o que achamos!  O enredo O filme acompanha Kenna, que volta à sua cidade natal após ficar 5 anos presa por um erro que custou a vida do seu namorado. Ela então volta determinada a se reaproximar da filha, que a foi tirada na prisão, mas ela enfrenta a rejeição dos avós da criança e encontra apoio em Ledger Ward, um dono de bar local.  O roteiro Já é o terceiro filme baseado nos livros de Colleen Hoover lançado em menos de dois anos nos cinemas, primeiro tivemos “É Assim Que Acaba ” , depois “Se Não Fosse Você” e agora “Uma Segunda Chance”. Infelizmente devo dizer que se você deseja assistir um romance clichê com um toque de drama e dilemas, não é o que você encontrará em Uma Segunda Chance. Para quem não leu o livro, as pistas sobre o que aconteceu com Kenna vão sendo inseridas aos poucos e deixa o espectador entretido, sua busca para manter uma relação com a filha também é satisfatória , mas o filme peca extremamente no desenvolvimento do romance entre Kenna e Ledger. O espectador não consegue entender em que momento o sentimento entre Kenna e Ledger surgiu, parecendo que aquela relação deveria acontecer de qualquer forma apenas para o bom desenvolvimento da narrativa. O casal não transparece ter uma química, temos então a impressão de que o filme preferiu focar na história de Kenna e em sua relação com a filha do que no romance em si. Apesar da produção conseguir entreter o espectador, a história apresentada se torna superficial até demais, com um desfecho de conto de fadas. O elenco  No papel de Kenna temos Maika Monroe, que não tem filmes tão relevantes no currículo, o único deles é Longlegs, mas claramente vemos que o gênero romance não é seu forte. O mesmo vemos acontecer com Tyriq Withers no papel de Ledger, seu papel de maior destaque foi no terror GOAT , também não mostrando talento para o gênero romance, isso prejudicou ainda mais o roteiro. Nosso veredito  Uma Segunda Chance mostra que é hora de dar uma pausa nas adaptações de Colleen Hoover, apesar do sucesso das produções anteriores, é nítido a falta de cuidado na hora de criar este lançamento, provavelmente unido a pressa do lançamento para ainda aproveitar a boa avaliação do último filme do autor. Se você busca um romance clichê carregado de drama familiar para passar o tempo, é melhor escolher uma adaptação de Nicholas Sparks.

  • I Swear é o filme que faltou no Oscar 2026

    O filme britânico foi lançado em alguns países ainda em 2025, conquistou o público e o BAFTA 2026, mas não pôde entrar na disputa do Oscar 2026, pois ainda não foi lançado oficialmente nos Estados Unidos. Vem saber mais sobre o filme! O filme é um drama biográfico que narra a vida real de John Davidson, um escocês com síndrome de Tourette, uma doença que faz com que as pessoas tenham tiques involuntários e não tenham filtros antes de falar . John se tornou ativista com foco na conscientização das pessoas sobre a doença, diminuindo assim a vergonha e o sofrimento das pessoas que sofrem da mesma síndrome. Acompanhamos a vida de John desde a sua infância, quando o início da doença tira seu sonho de ter uma carreira como goleiro, a síndrome chega de repente e sem aviso prévio, na época ninguém realmente imaginava que se tratava de algo tão sério. Também vemos como a doença afetou sua família e seu ciclo de amigos. O filme faz um ótimo trabalho ao mostrar como o único desejo de John era ter uma vida normal, sem ter que se preocupar com seus tiques, também vemos o lado sombrio da falta de conhecimento da doença, John foi levado pela polícia algumas vezes por conta de seus tiques, já que os policiais não sabiam da sua condição, mergulhamos na angústia de John de forma muito genuína. Mas apesar da história e do roteiro impecáveis, a grande estrela foi Robert Aramayo, que deu vida a John, não conseguimos nem imaginar o desafio de interpretar alguém com síndrome de Tourette e o ator nos faz acreditar que ele realmente tem a doença. Se compararmos com todos os atores concorrendo ao Oscar de Melhor Ator 2026, sem dúvidas esse é o papel mais difícil, não é à toa que Roberto ganhou o BAFTA 2026, o Oscar britânico, na categoria Melhor Ator concorrendo com Timothée Chalamet , Michael B. Jordan, Leonardo DiCaprio, Ethan Hawke e Jesse Plemons. I Swear é um filme necessário, inspirador e único, ao final você pode estar mergulhado em lágrimas, mas com a certeza que assistiu a um dos melhores filmes do ano, que ainda termina com o som da banda Oasis.

  • A Noiva! é apenas um esqueleto de boas ideias

    A convite da Warner Bros Pictures , assistimos antecipadamente ao filme “A Noiva!”, que chega aos cinemas no dia 5 de março. Vem saber o que achamos!  Sobre o enredo O filme se passa na Chicago da década de 1930, quando Frankenstein procura Dra. Euphronious com um pedido inusitado: reviver uma mulher para que ela seja sua companheira , o que acontece depois que a Dra. traz a vida uma jovem é algo que nenhum dos dois imaginava.  Sobre o roteiro  Estava curiosa para descobrir como seria o filme “A Noiva!”, já que a protagonista é ninguém mais ninguém menos que Jessie Buckley, indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 2026 por sua atuação em Hamnet.  No início da trama tentamos entender quem era A Noiva antes de retornar dos mortos, mas não temos muitas certezas, em seguida, conhecemos Frankenstein que busca a ajuda da Dra. Euphronious para reviver uma jovem moça que será sua companhia. A partir disso vemos uma viagem de descoberta de Frankenstein e a Noiva pelo mundo, ao mesmo tempo que o filme se passa em 1930, alguns pontos fazem parecer que estamos em 2026, notamos então a intenção da diretora de chamar a atenção para temas importantes, como assédio sexual, protagonismo feminino e machismo. O filme quer mostrar que o amor pode surgir em situações inusitadas e não apenas da forma que a sociedade está acostumada e que todos têm o direito de viver uma história de amor, mas o foco em outros temas não nos faz criar uma ligação com o casal, que ao meu ver tem uma história de amor rasa. Há algumas cenas de música e dança, pois a ideia inicial era do filme ser um musical, mas essa ideia acabou sendo descartada e o que restou disso deu a sensação de estarmos assistindo a um episódio da série Wandinha. Há ainda uma história paralela, onde mostra um detetive e sua assistente em busca do casal morto vivo, onde novamente o protagonismo feminino vira assunto. A estética Noir está bem presente na produção , há também cenas fortes de violência, não posso deixar de destacar a maquiagem e a caracterização dos personagens que estão impecáveis, principalmente da Noiva, prevejo muitas meninas vestidas da personagem no Halloween de 2026. Infelizmente ao final do filme você sente que assistiu a um roteiro cheio de boas ideias, mas nenhuma delas forte o suficiente para deixar marcas. Até o filme Barbie foi mais corajoso ao abordar certos temas, se você é mulher vai saber exatamente do que estou falando. O elenco  É inegável o talento de Jessie Buckley, e em A Noiva! ela é a atriz perfeita para o papel, conseguindo ofuscar diversas vezes seus companheiros de atuação por conta de seu enorme talento, Christian Bale faz Frankenstein e parece até que ele está ali só para dar suporte a Noiva, já que seu personagem exala solidão e carência. Gosto também da atuação de Penélope Cruz como a assistente Myrna, sempre achei que ela deveria ser melhor aproveitada por Hollywood. Nosso veredito A Noiva! pode ser agradável para quem quer apreciar mais uma vez o talento de Jessie Buckley, mas infelizmente você sairá do cinema com a sensação de que não viu um roteiro forte o suficiente para ser lembrado.

  • Kokuho - O Preço da Perfeição é a maior bilheteria do Japão com razão

    Em parceria com a Sinny Comunicação  e Sato Company , conferimos o longa representante do Japão no Oscar. Kokuho – que chega aos cinemas no dia 5 de março de 2026  – é um drama que reúne a rica cultura histórica japonesa e foi   indicado na categoria Melhor Maquiagem e Penteado.  Faz todo sentido. Vem entender o porquê! Nagasaki, 1964 Acompanhamos Kikuo Tachibana, um jovem que, após a morte de seu pai, é acolhido por Hanai Hanjiro, um grande ator de Kabuki – uma arte tradicional japonesa de atuação.  Kikuo começa a desenvolver um talento único, e ao lado do filho desse grande astro, Shunsuke, se envolve em uma irmandade que vai do brilho dos palcos até a rígida escola de atuação. Com o passar dos tempos, a dupla que se apresenta junta vai lidando com o sucesso ,  as conexões e as traições, preenchidos pela alma e a tradição de atuar. Kikuo, agora órfão, vê o seu talento emergir e efervescer, enquanto Shunsuke   procura se esforçar ao máximo para chegar no nível de precisão do pai e levar o legado da família adiante. A linhagem, a sucessão e as gerações são colocadas à prova durante a narrativa, onde o que está em voga é a ambição de até onde é preciso ir para alcançar a grandeza. Pai, filho e filho O diretor Sang-il Lee é uma presença de renome no cinema japonês e um conhecido de Hollywood, sendo sua participação mais recente dirigindo alguns episódios da série Pachinko da AppleTV+.  Mas não se engane. Apesar da sua linguagem cinematográfica ser palatável para o ocidente, com Kokuho, o cineasta está dedicando completamente a narrativa para o Japão. Certo ele. Com um elenco comprometido, o longa tece um registro muito simbólico de um período histórico no Japão ,  utilizando do tradicional teatro Kabuki como um palco para uma narrativa cheia de reviravoltas.  Nele, o astro Ryô Yoshizawa é o protagonista que carrega a trama do começo ao fim. O Kikuo é um jovem às vezes calmo e frio, que se vê em frente a uma oportunidade única. Sua ambição, muitas vezes só disfarçada de ganância, é sutil, mas muito perceptível em tela.  Seu amor pelo irmão de criação, Shunsuke, acaba ficando no caminho dos seus sonhos, e Ryô consegue transmitir essa dúvida viva no seu personagem. Falando de seu parceiro de cena, Ryûsei Yokohama, se mostra como outro destaque positivo do longa. O garoto exilado da própria família,  dá o seu sangue para ganhar a aprovação do pai. Sua atuação tem alcances interessantes e uma dualidade que faz dele um antagonista interessante de ver em tela.  Ken Watanabe, amigaço de Hollywood, é outro ator que dispensa apresentações. Sua breve, mas marcante presença no longa como o Hanjiro Hanai é o fio condutor e a base que sustenta parte da narrativa do filme.  Mais uma atuação impressionante da lenda. Espetáculo Visual Se tem um aspecto que o longa acerta,   é no conjunto visual.  Tudo parece estar conectado. Começando pela fotografia que aposta em um tom vibrante e levemente saturado para dar mais vivacidade aos figurinos e às maquiagens dos palcos – essa que vem carregada de referências, estudos e vivências.  O centenário teatro Kabuki vira uma representação grandiosa de uma forma de arte que se baseia em disciplina, técnica e expressão artística. O roteiro ilumina para o público as relações de poder, amizade e ganância, enquanto a dupla (ou os indivíduos) dançam e atuam no palco. Em uma das cenas, mais para o final do filme, o protagonista dança sozinho no alto de um prédio sob a luz da lua.   A iluminação mais azulada em contraste com os tons vermelhos (não só de maquiagem) são trabalhadas, não só nessa, mas em diversas cenas do longa.   O que faz do longa uma obra prima visual repleta de simbolismos. Divisão O que pode ser indicado como um ponto negativo do filme é a sua longa duração. Em certos momentos, a narrativa cronológica dos protagonistas pode ir se perdendo  em termos de relevância ou de apego emocional com o público.  A narrativa não se preocupa com o tempo de duração, mas acaba traçando uma armadilha para ela própria ao não saber contar com um fio condutor mais estabelecido, fazendo com que a parte do meio do longa se arrastasse mais do que deveria.  E se fecham as cortinas Tirando esse desabafo do peito, não tem como não ficar impactado com Kokuho – O Preço da Perfeição.  Quando digo que o elenco é dedicado, estou falando de 18 meses de preparação física para interpretar os papeis. Quando menciono impacto, estou falando da maior bilheteria na história do Japão  – superando até as obras de Akira Kurosawa. Quando eu digo para não se assustar com a duração de quase três horas, eu te aconselho, desligue o celular – um pouco de atenção plena não vai te fazer mal! Se eu tivesse que convencer um amigo á assistir o longa, eu seria bem branquelo: “pensa em La La Land, só que com um legado japonês imenso nas suas costas”.  Bom, tomara que eu melhore nos meus argumentos. O que não precisa melhorar, é Kokuho, a obra que já nasceu intacta.

©2019 por pippoca.

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