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- Império de Amsterdã: o novo suspense da Netflix
A nova série da Netflix, “Império de Amsterdã”, trouxe tudo que estávamos esperando: tretas de família e suspense. História A série acompanha Jack, o protagonista, que construiu um império de Coffee Shops, chamado de Jackal , por Amsterdã. Nessa história, vemos que Jack é um homem muito poderoso e que ele manda e desmanda naquela cidade, mas tudo muda quando ele resolve se divorciar da sua atual esposa para ficar com sua amante. Depois que ele resolve se separar, sua ex-mulher, Betty, começa a denunciar sua produção de cannabis e a polícia vai até ao esconderijo e ele e o sócio não conseguem mais ter acesso a ela. Mas depois que Jack elimina seu sócio, ele é obrigado a achar outro fornecedor e acaba se metendo com uma família barra pesada e tem uma fama bem ruim por Amsterdã. Com isso, ele e sua família começam a passar por várias situações por conta desse novo fornecedor, até suas ex-mulheres, Betty e Shanti acabam por sofrer as consequências e tem que salvar a vida dele e dos seus filhos. O recomeço Logo depois da Betty e Shanti conseguirem eliminar essa família de fornecedores e salvarem a vida de Jack e seu império de Coffee Shops, Jack e Betty começam a discutir amigavelmente sobre a divisão de bens e Jack resolve dar a ele o controle da Jackal. E assim ela se torna a nova dona no império. Depois de muita luta, ela consegue o que tanto queria, que era tirar o que o Jack mais ama. Considerações finais A série é bem curta, conta com apenas 7 episódios , e é possível vê-la em 1 dia, pois depois que você começa o primeiro episódio, logo fica envolvido e precisa saber como tudo vai acabar. Mesmo que a série seja focada no estabelecimento Jackal, e o Jack supostamente é o protagonista, a Betty rouba todos os holofotes e consegue se tornar a protagonista. Além disso, todos os atores atuam muito bem e conseguiram entregar uma ótima série de suspense.
- “Predador: Terras Selvagens” eleva a franquia a um novo nível
Predador: Terras Selvagens marca o nono filme geral na franquia de ficção científica. Pela terceira vez dirigido por Dan Trachtenberg (Rua Cloverfield, 10), a produção é estrelada por Elle Fanning e Dimitrius Schuster-Koloamatangi. Com estreia marcada para essa quinta , a 20th Century Studios nos convidou a assistir o longa em primeira mão. Confira a seguir o nosso veredito. Enredo No futuro, em um planeta remoto, um jovem predador é rejeitado por seu clã. Com sua raça sendo caçada, dessa vez ele não é um simples vilão e encontra uma aliada em Thia (Elle Fanning). Junto à ciborgue, os dois combinam suas habilidades para salvar suas vidas em uma terra perigosa onde todos os habitantes podem matá-los. Roteiro Dessa vez mais centrado no Predador em si, o longa nos apresenta um pouco mais sobre o seu mundo e costume. Por mais que a história possa soar clichê, para mim, aqui as coisas funcionam. A ideia de pegar o Yautja (como a espécie é chamada) mais novo e inexperiente e colocá-lo em um planeta perigoso onde nenhum outro Predador retornou antes parece interessante. Principalmente, pois nunca vimos esse personagem em uma situação semelhante antes. Com isso, somos presenteados com uma fotografia e diversas locações belíssimas, além de novas criaturas, como a “Amiga” que se junta à missão dos protagonistas. E falando em protagonista, temos Elle Fanning em dose dupla, e posso dizer que a parceria Thia (uma sintética danificada) e Dek (o jovem predador) funciona muito bem! Já considero os personagens apresentados aqui uns dos melhores da franquia. Os efeitos especiais estão ótimos e críveis, e a trilha sonora muitas vezes dá a sensação de que faz toda a sala do cinema tremer. O filme mostra todo o carinho e cuidado de Dan com a franquia. E o bom desse universo é que você nunca precisa ter necessariamente assistido o anterior, pois as histórias são antológicas. Elenco Elle Fanning como protagonista foi uma escolha certeira. Muito raro ver ela em filmes assim, e aqui ela se deu muito bem. Sua atuação vem evoluindo conforme ela vai envelhecendo, e aqui ela nos entrega duas interpretações: como Thia e Tessa. Ambas sintéticas, porém com personalidades diferentes, e assim podemos ver dois lados de sua atuação. Thia é um grande acréscimo à franquia, a personagem tem química com o Predador protagonista, e além da atriz trazer todo o seu carisma e beleza, sua personagem também é utilizada como alívio cômico em momentos-chave. Dimitrius Schuster-Koloamatangi também teve trabalho em dobro aqui, e além de ficar com o papel de Dek, também fez Njohrr, o líder do clã e pai de Dek. O dublê aprendeu a língua dos Yautja especificamente para o papel, e o CGI está realista, conseguindo transmitir as expressões sutilmente e fazendo com que a gente se importe com a sua jornada. Considerações Confesso que meu primeiro contato com o personagem Predador foi no filme Alien vs. Predador. Gosto muito de Alien, e foi a partir das ligações entre ambas que decidi dar uma chance para esta. Embora eu ache que a franquia tenha mais baixos do que altos, eu não sou de abandonar uma saga pela metade, ainda mais depois das últimas entregas de Dan Trachtenberg que trouxeram um novo fôlego. Desde que a Disney comprou a Fox, ela teve a missão de reviver grandes franquias marcadas entre o público nesses últimos anos. Planeta dos Macacos e Alien são algumas delas, e assim como Predador, o resultado de todos foi positivo. Terras Selvagens é um longa que nos entrega muita ação do início ao fim, e já o considero o maior filme entre os mais recentes desse universo. Dessa vez temos ainda mais ligações ao mundo de Alien, e o personagem Predador ganha o seu maior protagonismo até então. É aquela coisa, talvez os fãs antigos e mais apegados não curtam certas mudanças, mas se assistir com a mente aberta não vai se decepcionar. É um filme que entretém e diverte durante todos os seus 107 minutos, além de oferecer novas possibilidades à franquia.
- Dollhouse é um terror pavoroso, no pior sentido
Este ano trouxe uma boa dose de filmes de terror – alguns excelentes, outros duvidáveis. Assistimos com exclusividade a Dollhouse, o longa japonês que estreia no dia 6 de novembro no Brasil. A seguir, nossas impressões. A história Kae enfrenta um luto devastador após perder sua filha pequena, Mei, em um acidente doméstico. Um dia, ela encontra uma boneca incrivelmente realista em uma feira de antiguidades. Kae decide adotar o estranho brinquedo como um amparo no seu momento mais vulnerável. A esperança volta à casa da família quando Kae descobre estar grávida de sua segunda filha, Mai. Com isso, a boneca acaba sendo esquecida. A partir daí, uma série de acontecimentos fora do normal começam a surgir na casa da jovem , fazendo-a acreditar que a boneca tem vida própria. O pânico se instala, e Kae logo decide se livrar da boneca. O problema é que, quanto mais ela tenta, mais a boneca dá um jeito de voltar. E por muitas vezes, deixando rastros cada vez mais malignos a cada volta. Boneca-terapia? A primeira meia hora do filme é muito bem construída. Toda a sequência da história devastadora da perda da filha, as poucas cores que restam na casa e o calor retornando com a chegada da boneca faz o público se engajar e querer saber mais. Interessante esta tradução na fotografia com as cores escuras que vão dando espaço às mais quentes, enquanto a história se move para a superação do luto da mãe. E ele retorna ao sombrio quando as coisas se complicam com os “sentimentos de ciúmes” da boneca com a filha pequena. Em termos de atuação, a premiada atriz Masami Nagasawa leva o filme às costas. Ela é o motor emocional do filme que faz o público seguir até o fim. Masami passa junto de Kae por todas as fases do luto e tira de letra as nuances que vão da alegria ao desespero. Já o seu companheiro, Koji Seto, acaba não conseguindo acompanhar o ritmo da protagonista, infelizmente. Maternidade é…complicado Filmes de terror com bonecos macabros geralmente precisam escolher um lado para funcionar. Ou eles vão para um lado mais sombrio, ou acabam indo para uma caricatura sem se levar à sério . Alguns até conseguem um bom meio do caminho. O grande problema de Dollhouse foi não conseguir chegar a lugar algum. Ao contrário, ele se leva como uma trama seríssima. Por exemplo, a sequência onde os personagens estão em perigo, e vão procurar ajuda em um vídeo na internet estrelado por caçadores de mitos. Com o tom de seriedade definido, tudo parece artificial e piegas até demais. O roteiro também se torna confuso e acaba levando o espectador para vários lugares diferentes, sem nem mesmo conseguir encontrar um propósito para isso. A história de origem da boneca guarda um plot twist que é previsível e leva um grande tempo para ser revelada. Tempo esse que já fez o filme perder o interesse. Além de ter furos no que diz respeito aos poderes sobrenaturais da boneca. Às vezes estática, outras vezes demoníaca. Depende do que o roteiro precisa na hora. O curioso é que nem os próprios roteiristas tinham ideia de como se livrar da boneca de fato. É um filme que desenha camadas de terror muito bem no seu início, mas que com o decorrer se perde. A boneca passa por ocultistas, monges, policiais… e a essa altura, o que você quer mesmo não é o fim dela — é o fim do filme. Mas ele demora a chegar. Lendas nunca morrem Muitas vezes, os filmes de terror querem trazer temas da atualidade, ou até resgatar lendas e mitos de uma determinada cultura para dar um olhar mais aterrorizante, mais sobrenatural. É um gênero rico que se aproveita desse modelo há tempos. Com Dollhouse, essa intenção ficou só na ideia. Ele te coloca direto na zona do tédio no momento em que deveria mais se intensificar. Todo o medo foi podado, e o que sobra é uma trama que não sabe para onde ir. Nessas horas, o bom é deixar as lendas enterradas mesmo. É melhor não mexer em maldição da qual não consegue lidar.
- O Agente Secreto é o thriller tropical afiado de Kleber Mendonça
Assistimos a um dos melhores filmes do ano! O Agente Secreto, de Kleber Mendonça, chega aos cinemas de todo Brasil no dia 6 de novembro. Vem que te contamos mais detalhes sobre o longa! História Brasil, 1977. Marcelo chega a Recife em busca de um recomeço para sua vida. A fim de fugir de um misterioso passado que insiste em persegui-lo, ele encontra a cidade tomada pelo caos em meio da semana de Carnaval. Com o passar do tempo, Marcelo vai percebendo que a cidade que antes parecia acolhedora está cada vez mais longe e complicada de ser o seu refúgio para uma vida melhor. Bem vindo ao Edifício Ofir Sobre as atuações, elas são excepcionais. Dos companheiros de prédio até os oficiais da polícia, não há um ponto de divergência. Apenas pura coerência. Wagner Moura tem uma sinergia impecável com o diretor que é visível em tela. Ele pega o texto para si como se fosse a ação mais natural do mundo. Um bom destaque no filme é a rápida, mas central, participação da Maria Fernanda Cândido como Elza, uma jornalista que age em segredo a fim de ajudar os perseguidos pelo regime da ditadura. Outro destaque bem pontuado é a performance cativante de Tânia Maria como Sebastiana. A dona da pensão que acolhe os refugiados em Recife, é a alma do filme que joga de igual para igual com Wagner em praticamente todas as cenas. Tânia, de 78 anos, que começou sua carreira de atriz aos 72, é parte da irreverência e do charme cativante do filme em uma performance suprema. Não sei o que tá acontecendo, mas tô amando A história vai se desdobrando aos poucos, sem pressa. Apenas na segunda metade do filme é onde descobrimos de fato quem é o Marcelo e o que aconteceu com ele no passado. A narrativa é envolvente e interessante, com uma dose de ironia ácida conhecida do diretor. Ele nos conduz através de um afiado roteiro em uma história de identidade forte, criando momentos de tensão onde uma eminente e cega caçada se afunila cada vez mais. Trilha, ambientação, cores saturadas e pulsantes, músicas que tocam no rádio, roupas, cenários, carros. Todos os elementos imergem o público direto aos anos 70. A harmonização deste ambiente fica por conta do excelente trabalho de direção. É impressionante como Recife pulsa nas veias de Kleber, e o diretor tem uma capacidade de transpor a cidade para a tela de um jeito que o espectador se sente parte da cidade. É como conhecer Recife sem mesmo nunca ter visitado. Em contraste, um ponto a desejar são os saltos temporais entre a história principal na década de 70 e as cenas nos dias de hoje. Com uma narrativa que se apresenta fluida, cortar esse embalo acaba fazendo ele perder um pouco do ritmo. Mas não é nada que arruine a experiência. Mistura de Elementos O Agente Secreto não é uma coisa só. O longa mistura elementos de fantasia, ficção científica, terror, camp, referências culturais únicas de Recife – isso tudo sem sair nem um pouco do tom mais tenso do thriller que é proposto. Uma mistura de bom gosto que dá muito certo. Além de ser cômica e absurda, os elementos colocados no filme ainda servem como um apontamento social. A lenda da tal ‘perna cabeluda’ , contada nos jornais, funciona como uma analogia inteligente e marrenta à memória curta da sociedade – que, naquela época e até hoje, parece esquecer o quão devastador foi o período da ditadura nesse país . No esquema de telefone sem fio, de cortes extraídos e cada vez mais podados, a visão se torna turva, e a memória é cada vez menos eficaz. Mas um hit, Brasil? O nome do filme, o pôster e o seu início mais devagar fazem levar a pensar que se trata de um filme de espionagem. Kléber brinca com nossas expectativas e entrega algo muito mais humano e simbólico. Ainda mais que isso – genuinamente brasileiro. O Agente Secreto definitivamente entra para o hall de excelentes filmes nacionais, alguns dos quais lançados recentemente, que trazem o holofote para situações cotidianas onde tudo pode ser perdido aos poucos, inclusive a humanidade . Quem ainda vem guardando maus olhares para o cinema nacional, nunca esteve tão enganado. Bom, agora só resta dizer: que venha o Oscar!
- 12 lançamentos de novembro de 2025 para assistir nos cinemas
A temporada de filmes do Oscar está a todo vapor e novembro de 2025 trará diversos lançamentos aos cinemas. Saiba quais são os principais! 1 - Predador: Terras Selvagens Mais um filme da franquia de Predador chega aos cinemas em novembro com Elle Fanning no elenco. Neste filme conhecemos um jovem predador que foi excluído do seu clã, mas ele encontra uma aliada humana improvável, com quem embarca em uma jornada cheia de perigos em terras desconhecidas . Se prepare para tudo que você adora nos filmes da franquia. Data de lançamento: 06/11 2 - Quando o Céu se Engana A comédia Quando o Céu se Engana conta com um elenco queridinho e já conhecido do público, como Seth Rogen, Keanu Reeves e Aziz Ansari. A produção segue um anjo bem-intencionado, mas que não trabalha muito bem, ele então se envolve na vida de um trabalhador autônomo em dificuldades e de um capitalista de risco, mas sua ajuda não funciona como ele gostaria. Data de lançamento: 06/11 3 - O Agente Secreto O tão aguardado filme brasileiro vencedor de Cannes e provavelmente indicado ao Oscar 2026 chega aos cinemas com Wagner Moura no elenco. A produção se passa em Recife dos anos 70, período da ditadura, conhecemos Marcelo, um especialista em tecnologia acusado de atividades subversivas que se mudou para escapar do governo, mas logo ele começa a achar que seus vizinhos o estão espionando. Data de lançamento: 06/11 4 - Truque de Mestre - O 3º ato A aguardada sequência de Truque de Mestre chega aos cinemas, agora nós acompanhamos de volta os Quatro Cavaleiros com uma nova geração de ilusionistas, além de uma trama cheia de plot twists e reviravoltas, tudo isso envolvendo a joia mais valiosa do mundo. Data de lançamento: 13/11 5 - Eddington Depois de muito tempo de espera, o filme Eddington chega ao Brasil com um elenco de peso, com Pedro Pascal, Emma Stone e Joaquin Phoenix, dirigido pelo aclamado diretor de terror Ari Aster. No filme vemos um impasse entre o xerife de uma pequena cidade e o prefeito local que desencadeou um verdadeiro barril de pólvora, colocando vizinhos uns contra os outros em Eddington, no Novo México. Data de lançamento: 13/11 6 - O Bad Boy e Eu Os fãs de comédia romântica vão poder se deliciar com “O Bad Boy e Eu” , que acompanha uma jovem sonhadora chamada Dallas, ela está determinada a honrar a memória de sua mãe e entrar na melhor escola de dança do país, tudo ia bem, até o bad boy mais popular do colégio entrar na sua vida, surge então um amor inesperado. Data de lançamento: 13/11 7 - O Sobrevivente O amado Glen Powell retorna às telonas para o remake de "O Sobrevivente" no papel de Ben , um homem desesperado por dinheiro para salvar sua filha doente, ele então se junta ao programa de maior audiência na televisão chamado “O Sobrevivente”, uma competição mortal onde os concorrentes devem sobreviver por 30 dias enquanto são caçados por assassinos profissionais. Data de lançamento: 20/11 8 - Silvio Santos Vem Aí Vem aí mais uma cinebiografia sobre um dos maiores apresentadores da TV Brasileira, desta vez quem interpreta Silvio Santos é Leandro Hassum. Nesta produção assistimos o momento em que o apresentador se candidatou à presidência do Brasil, quando a jornalista Marília o investiga para prever possíveis ataques dos adversários. Data de lançamento: 20/11 9 - Wicked: Parte 2 A segunda parte do aclamado musical da Broadway chega aos cinemas , acompanhamos agora Elphaba, que vive no exílio escondida na floresta de Oz, pois é demonizada como a Bruxa Má do Oeste. Ela então tenta mostrar a todos a verdade sobre o Mágico de Oz, enquanto isso Glinda se tornou o símbolo da bondade, mas em breve ela terá que se unir com a Bruxa Má para controlar a multidão enfurecida. Data de lançamento: 20/11 10 - Zootopia 2 A sequência da animação da Disney Zootopia retorna com a parceria inseparável entre a coelha Judy Hopps e a raposa Nick Wilde, que vão enfrentar desafios perigosos e solucionar os rastros deixados por Gary, uma serpente misteriosa. Data de lançamento: 27/11 11 - Bugonia É o próximo filme do premiado diretor Yorgos Lanthimos ao lado de Emma Stone. Bugonia acompanha dois jovens obcecados por teorias da conspiração que sequestram a CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma alienígena que tem a intenção de destruir o planeta Terra. Se tratando de Yorgos podemos esperar algo fora da casinha. Data de lançamento: 27/11 12 - Morra, Amor Em “Morra, Amor”, Glace e Jackson formam um casal prestes a ter um bebê e se mudam para uma casa herdada no campo, com a chegada da criança em um local isolado, Glace se vê em uma jornada de autodescoberta, encontrando na forma de sua imaginação uma vivacidade indomável. O filme promete ser um dos melhores do ano com Jennifer Lawrence e Robert Pattinson no elenco. Data de lançamento: 27/11
- Quando o Céu se Engana é uma comédia que tropeça nas próprias asas
E se o seu anjo da guarda é mais caótico do que sua vida inteira? Essa é a premissa central da comédia Quando o Céu se Engana, que estreia no dia 6 de novembro nos cinemas brasileiros. Eis aqui nossas impressões sobre o longa. Dinheiro não compra felicidade? Arj é um sujeito azarado que sobrevive de bicos e pequenos trabalhos. Em um deles, conhece Jeff, um milionário que o chama para ser seu assistente. Com a sua vida nada fácil, Arj chama a atenção de Gabriel, um anjo cheio de boas intenções que, frustrado com o seu único trabalho de impedir acidentes de trânsito, enxerga no jovem uma oportunidade de salvar uma alma sem esperança. Decidido a provar que a vida de Arj vale a pena ser vivida, Gabriel tem a pior ideia possível: fazer com que ele troque de lugar com Jeff, o milionário que tem tudo o que o dinheiro pode comprar. Jeff agora tem uma vida árdua e sem dinheiro, enquanto Arj vive no conforto e cercado de luxo. E, pasmem, Arj não aprende a lição que Gabriel esperava que ele fosse aprender. Com a vida do lado de lá muito mais confortável financeiramente para Arj, os três passam por situações caóticas e irreverentes para tentar voltar com as suas vidas para o lugar, antes que Martha, a chefe de Gabriel, intervenha para colocar ordem na situação. Anjo da Sorte Em termos de atuações, temos pouca novidade. O jeito atrapalhado do Keanu Reeves como o anjo que prova os pecados de ser um humano é o ponto mais irreverente do filme. Já Seth Rogen, o antagonista, mostra experiência e alcance, mas entrega apenas o básico. E o Aziz joga no seguro como o protagonista, mas nada do que já não vimos o divo se sair até melhor, como em Parks and Recreation e na autêntica Master Of None. Mas tá aí um elefante na sala que a gente precisa comentar: que desperdício de Keke Palmer! Esse definitivamente não é um filme feito para mulheres nem para gays . A personagem da atriz acaba presa no papel ingrato de “escada” narrativa — aquela que existe só pra empurrar o protagonista adiante. Apesar disso, Keke faz o que pode e entrega carisma de sobra. Voando muito perto do Sol O roteiro original de Aziz Ansari é bem esperto e conta com vários twists narrativos que envolvem o espectador. Porém ele pára no meio do caminho em termos de ritmo narrativo da história. Por mais que a trama principal seja interessante, esbarrar com alguns clichês já conhecidos sobre disputa de classes e “os ricos também choram” faz do filme um tanto entediante e edificante demais pro lado negativo e piegas da coisa. A cinematografia é um dos pontos mais simpáticos do longa. Estamos numa Hollywood ensolarada na maior parte do filme. E ao mesmo tempo, ela é suja e vulgar nas melhores das intenções. A estética quase plástica dos anjos combina com esse clima fantasioso e é um acerto visual. Pena que o mesmo não se pode dizer do humor. As piadas não carregam a trama direito, elas funcionam bem pouco. O que é essencial para uma boa comédia funcionar, além de uma história que prenda a atenção, é o quanto as piadas e o ritmo vão contribuir para deixar o espectador entretido enquanto acompanha o desdobrar de acontecimentos. Infelizmente contamos aqui com piadas já batidas e de gosto duvidoso, que mais constrangem do que divertem. E não estou falando de um constrangimento nível The Office , aqui é ruim mesmo, porque a história tenta dar tantas voltas para chegar, no final, em lugar nenhum. De boas intenções… Não tem como não pensar na premissa do filme de Aziz e não lembrar de Ninguém Tá Olhando, a série nacional de Daniel Rezende que foi cancelada pela Netflix , mas ganhou o Emmy Internacional de Melhor Série de Comédia naquele ano . O anjo que vira humano, tem suas falhas mesmo sendo uma criatura divina, e com sua humanidade tenta salvar uma alma perdida, é um clichê, que às vezes é bem trabalhado, como fez nosso diretor brasileiro. Quando o Céu Se Engana é um bom entretenimento de streaming, daqueles inofensivos e quase esqueciveis. Mas ele não prende a atenção, ele não deixa nada urgente ou irreverente. Ele fica em um meio do caminho perigoso para o gênero de comédia. Tenta ser mais inteligente do que é e acaba tropeçando na própria moral da história. Afinal, quem acredita que um milionário mimado mudaria de vida tão fácil assim? Não dá para pegar o público com uma mensagem tão piegas… O filme tenta, mas é, ironicamente, o tipo de comédia celestial que a gente esquece assim que toca o chão de novo.
- O que esperar da terceira temporada de Ninguém Quer?
A segunda temporada de “Ninguém Quer” estreou dia 23 de outubro e já trouxe o casal mais inusitado da Netflix de volta . Nesta temporada acompanhamos Joanne e Noah juntos pra valer, agora com um possível final feliz já que eles conversaram sobre ficar juntos e sobre como seria essa parte da religião. Enquanto Joanne achou que Noah teria desistido da ideia dela se tornar judia, ele estava esperando que enfim ela estivesse pronta para se converter e ele poder seguir sua vida de rabino chefe com sua linda noiva. No entanto, Joanne não esta se sentindo pronta e passou a temporada inteira tentando descobrir um meio para que ela pudesse se identificar com o judaísmo e aceitá-lo em sua vida. Enquanto isso, Noah conheceu os pais de Joanne, os pais de Joanne conheceram os pais de Noah e assim a família foi ficando cada vez mais unida com Noah e Joanne. No meio disso, ele tentou entrar em outra sinagoga, visto que a sinagoga que ele trabalhava contratou outro rabino para assumir o cargo de rabino chefe e mexeu muito com Noah. Assim, ele foi para um sinagoga mais moderna onde ele achou que seria o local ideal visto que o rabino que tinha lá era judeu e sua esposa não, ele se sentiu representado mas com o passar do tempo percebeu que não havia judaismo, ele não teria que ensinar ou ajudar ninguém e por isso acabou desistindo do trabalho. Com isso, ele resolveu avisar Joanne que não teria possibilidade de ficar ali e que eles teriam que efetivamente terminar, para que ele pudesse seguir como rabino chefe. Contudo, como esse casal é cheio de reviravoltas, Joanne acabou percebendo que todo esse contato com o judaísmo deixou ela bem confiante para ser uma pessoa judia , após ouvir sua cunhada falar que ela era a pessoa mais judia que já conheceu e assim ela e Noah voltaram , mas isso será pauta para a próxima temporada. Além desse desenrolar, acompanhamos a irmã dela se jogar num relacionamento com o seu terapeuta e o irmão de Noah estar numa péssima fase com sua esposa . Infelizmente, eles acabam sendo ofuscados, até esquecidos, por seus respectivos irmãos e acabam se sentindo de lado. Essa temporada teve algumas reviravoltas, para a nossa felicidade o casal ficou junto no final e esperamos que dure até o fim. Mas essa temporada mostrou bem que eles são sempre o centro das atenções, e se mostraram bastante egocêntricos ao não repararem em seus irmãos , que estavam passando por momentos difíceis e mesmo assim não contaram com o seu apoio.
- Um sabor napolitano: Napoli-NewYork é a pérola do 20º Festival de Cinema Italiano
Se tem algo que o cinema italiano sabe fazer é contar uma história com personagens cativantes. e quando esses personagens são duas crianças, esse carisma triplica. O filme De Nápoles a Nova York, do diretor Gabriele Salvatore demonstra isso com toda sua potência. Contando uma história crítica de forma leve pelo ponto de vista de duas crianças órfãs, em meio a uma Napoli que luta para sobreviver em um êxodo pós Segunda Guerra Mundial. Vem ver tudo o que a gente achou do filme! Sinopse Celestina e Carmine são dois amigos que perderam seus pais e vivem às margens na cidade de Napoli. Carmine tem 12 anos e vive das ruas, vendendo cigarro, ganhando em apostas no carteado de Mazzetti e fazendo todo tipo de serviço necessário para tirar algum dinheiro dos turistas americanos do pós guerra. Celestina é uma garota de 8 anos, que logo no começo do filme perde sua tia Amélia nos escombros de uma explosão de bomba no centro de Nápoles, restando apenas sua irmã mais velha Agnese, que foi embora para Nova York encontrar com seu amado, um soldado americano. Os dois pequenos iniciam uma jornada até Nova York, tendo como ferramenta toda a sabedoria e sagacidade que a vida nas ruas lhes deu, além do seu carisma natural, para enfrentar as adversidades pelo caminho. O cinema italiano Um cinema de sensações, um cinema realista e cheio de carisma, algo até muito próximo do cinema brasileiro nesse sentido . É do tipo que conhece sua história e sabe muito bem como contá-la de forma real, intimista e ao mesmo tempo leve. Grandes atores já formados e em formação ganham destaque neste filme, justamente pelo espaço dado pelo roteiro e direção de um cinema estruturado e pensado para destacar as personalidades e relações de cada pessoa. O carisma que envolve Se tem um ponto alto que deve ser evidenciado dentro dessa obra, são as atuações. Principalmente quando estamos falando dos dois protagonistas mirins. A pequena Dea Lanzaro e o jovem e imponente Antonio Guerra, entregam uma Celestina e um Carmine extremamente maduros dentro de seus universos. O roteiro pede muito da interpretação dos dois pequenos, que entregam com sobra e intensidade tudo aquilo que é necessário para entregar e sustentar uma boa história. Desde as primeiras cenas é possível ver que Dea tem um potencial enorme e que Antonio desde o começo lembra uma versão de Vito Corleone, se fosse criança. Esperto, sagaz, sempre esperto para trapaças e conhecendo o terreno que está se colocando, é bonito de ver como o filme todo é centrado nos dois e não perde em nenhum momento para atores mais velhos. Pierfrancesco Favino que interpreta Garofalo, já é um ator muito mais experiente, com diversos filmes conhecidos na cultura pop como As Crônicas de Nárnia Príncipe Caspian, Anjos e Demônios, Rush, etc. E aqui ele entrega tudo o que é necessário para fazer a trama funcionar e se desenvolver, tornando mais fácil a vida dos coadjuvantes. Um tema extremamente atual Não é novidade nenhuma, que a imigração é um tema ainda muito presente. Migrar é inerente ao ser humano, pois se um lugar não está nos dando aquilo que é necessário para sobreviver, vamos para outro. A escolha de trabalhar esse tema aos olhos de duas crianças, com suas visões tão inocentes em frente ao desconhecido, foi acertadíssima. Celestina e Carmine têm o carisma necessário para entregar todas as “italianidades” e “criancices” que se pode ter em um filme como esse. Afinal, como é vista uma Nova York das eras de ouro, pelo olhar de duas crianças de Nápoles? A própria direção de arte entrega uma Nova York completamente fantasiosa, colorida e cheia de efeitos surreais, para mostrar essa visão dos pequenos em meio à toda aquela novidade. Nosso veredito Se eu precisasse recomendar um filme leve e que é entretenimento garantido, nesse momento eu recomendaria Napoli-Nova York, u ma história intimista e leve mas que ainda consegue fazer sua crítica social com facilidade, merece sua atenção , é gostoso de assistir e ainda por cima entrega um plot twist bem no finalzinho, que foi a cereja do bolo, einh?
- Springsteen nos leva ao lado sombrio de um sucesso
A convite da 20th Century Studios , assistimos antecipadamente ao filme Springsteen: Salva-me do Desconhecido, cinebiografia do cantor e compositor Bruce Springsteen, que chega aos cinemas no dia 30 de outubro. Vem saber o que achamos! Sobre o enredo A produção acompanha o processo turbulento de criação do álbum Nebraska, um dos álbuns mais famosos de Bruce Springsteen. O roteiro é baseado no livro Deliver Me from Nowhere de Warren Zanes , somos convidados a mergulhar nos pensamentos e angústias do cantor e compositor enquanto sua gravadora o pressiona para lançar os próximos sucessos. Sobre o roteiro Pode ser que você tenha a impressão de já ter visto um filme assim, pois incrivelmente as recentes cinebiografias lançadas acabaram seguindo roteiros semelhantes, não por culpa dos roteiristas, mas sim pela história do artista. Há muitas semelhanças entre o filme Better Man e Springsteen , isso porque o pai dos dois artistas tiveram grande influência em sua carreira, seja a maneira como eles lidaram com a fama ou como se lembram da infância. Em Springsteen nós não acompanhamos a trajetória de Bruce do anonimato até a fama, o que é um ponto positivo para o longo, que se preocupa exclusivamente em retratar o processo de criação do álbum Nebraska. Em meio a isso, acompanhamos o desenrolar da vida do artista, que inclui é claro o início de um romance, problemas familiares, a aversão pela fama e muito mais. Apesar do filme focar na composição do álbum Nebraska, há diversos flashbacks que mostram a infância de Bruce e de onde surgiram as referências para as músicas que são uma confissão sobre os sentimentos guardados pelo artista ao longo dos anos. Aqui é onde o filme mais peca, tentando encaixar exatamente a cena com o verso da música, algo que ao longo do filme começa a ser visto como “tosco” e não mais como uma lembrança carregada de sentimentos e significados. Apesar de ser uma cinebiografia musical, não há tantas cenas que envolvem canções ou shows do artista, dando foco mais na história em si , porém o filme acaba se perdendo um pouco no tom e no fim quase se torna um filme de autoajuda, por suas constantes lições sobre a depressão. Sobre o elenco No papel de Bruce temos o premiado Jeremy Allen White, que ganhou ainda mais destaque depois de atuar na série The Bear como Carmy . Como Bruce ele carrega o filme nas costas, capaz de traduzir todas as emoções internas que o artista carregava naquele momento. No papel de empresário de Bruce temos Jeremy Strong, já muito conhecido pela academia do Oscar por seus papéis complexos e emblemáticos, a dupla rendeu uma boa atuação. Quem se lembra de Stephen Graham na minissérie Adolescência da Netflix? Aqui ele interpreta o pai de Bruce e se faz presente muito mais nas cenas de flashbacks, mas mostrou que está pronto para novos projetos. Nosso veredito A ideia de representar um recorte da vida de Bruce Springsteen é boa, mas sua execução nem tanto, pois a escolha de trazer a depressão como foco pode ter ofuscado o brilho da história desse artista, apesar disso, Springsteen conta com um elenco incrível e que vale a pena a ida ao cinema.
- Gen V - 2ª Temporada prepara o terreno para final apoteótico em The Boys
Depois de quase dois anos de espera, Gen V finaliza o segundo ano com uma inevitável conexão com os acontecimentos de The Boys. Antes de imaginar o futuro, a toada dos oito novos episódios semanais criaram uma narrativa empolgante, cativante e também carregada de tensões. Essa nova temporada abandona um pouco o tom de besteirol universitário que consolidou a primeira e dá espaço para trabalhar melhor os personagens principais, seus traumas e a evolução de cada um deles, como indivíduos e como uma equipe. As Crianças Não Estão Nada Bem Entre os destaques de atuação, Jaz Sinclair carrega com segurança, tanto nas curvas dramáticas quanto nas cenas mais intensas que Marie enfrenta nesta temporada. Ser a protagonista em meio a um elenco carismático e harmonizar com o tom absurdo de Gen V é um trabalho difícil, mas Jaz tira de letra. Quem ganha destaque também é Lizze Broadway. A Emma, que na primeira temporada vivia presa na autodepreciação e em distúrbios alimentares, agora encontra forças justamente na vulnerabilidade. A personagem ganha uma nova vida ao entender que não precisa se diminuir (literalmente e metaforicamente) para se sentir poderosa. Lizze reserva não só os momentos de descontração, mas também o coração da equipe. Sua parceria com Polarity é um dos pontos mais altos da temporada. Aliás, Sean Patrick Thomas é também um dos atores que mais ganhou espaço. Um pai que lida com o luto da perda recente do filho e da raiva interna de respostas não contadas, Polarity é o adulto que mais erra, e por isso mesmo, o mais humano. A série também acerta ao lidar com a perda do ator Chance Perdomo de forma respeitosa, e colocando o personagem do Andre como o fio narrativo, deixando a memória e legado do personagem e do ator vivos na série. Mais forte que o Capitão Pátria O roteiro amadureceu tanto na construção de uma trama maior como também das dinâmicas entre os personagens. Existem alguns momentos de barrigada e outras felizes coincidências no caminho, mas não é nada que arruine a experiência em si. Os episódios foram bem divididos semanalmente o que gerou curiosidade na audiência para continuar assistindo até o final. A grande surpresa da temporada é até previsível. A revelação de que Thomas Godolkin está vivo, é um super e controla o novo reitor parece ter sido propositalmente implementada para ser assim. Até mesmo a descoberta da equipe de herois sobre a identidade do vilão tem um ar de ‘Scooby Doo’ na dinâmica do grupo que particularmente agrada. Vem aí… Gen V é um spin off que encontrou a sua própria voz. Assim como as irmãs Breaking Bad e Better Call Saul. Guardando as suas devidas proporções e propostas, claro. Estamos falando de um spin off que transmite mais estilo e trabalha mais conceitos sem precisar se escorar tanto nos absurdos do próprio universo. Além dos personagens, que causam mais conexão com o público do que a série principal propõe. Se existe um motivo real para esperar ansioso pela próxima temporada de The Boys, ele está aqui: nas novas adições à Resistência e na promessa de um final apoteótico.
- “Bom menino”: a volta do terror e do desconhecido
2025 tem sido um prato cheio para os amantes do terror . Ligações mal-assombradas, casal de demonologistas em um caso bizarro , uma idosa excêntrica atrás de crianças e um cachorro. Não entendeu a última parte? À convite da Paris Filmes , fomos convidados para a cabine de imprensa de “Good Boy” (Bom Menino), a nova estreia de terror com um enredo inédito. Descubra tudo sobre esse longa que chega ao Brasil no dia 30/10! Sinopse Todd está enfrentando graves problemas de saúde e decide se mudar para a antiga casa de seu avô junto com Indy, seu cãozinho de estimação. Conhecido por ser um local amaldiçoado, a cada dia que Todd passa no local sua saúde vai se deteriorando enquanto algo toma conta da casa . Até então, só mais um filme de terror comum…se os acontecimento não fossem contados sob a perspectiva do cachorro. O que fez de “Bom Menino” uma produção curiosa e esperada pela audiência é o fato de que o filme se passa sob o ponto de vista de Indy. Mais do que uma simples escolha estilística, a grande jogada aqui é que, posicionando-nos junto ao cachorro, assumimos um papel que restringe, mas também expande a perspectiva narrativa , permitindo brincar e explorar pontos inéditos, diversificando dentro de um gênero já tão desbravado. Um respiro em 2025 Uma grande preocupação dos amantes de animais é o uso desses seres em obras cinematográficas, afinal, não são raros os casos de maus tratos e abuso durante as gravações. Felizmente, “Bom Menino” não é um desses exemplos. Indy é, na verdade, o cão de estimação do diretor do filme e sua esposa. Como ambos escolheram não utilizar recursos de CGI na produção, foram necessários três anos de filmagem para alcançar os resultados que serão exibidos nas telas em outubro. Isso porque, além de treinar o cachorro, o casal respeitou o animal e o seu tempo, avançando no ritmo que o cão conseguia. O resultado disso são expressões reais e sensíveis do cachorro, que geram conexão instantânea com o espectador . Sobretudo, essa escolha oferece um respiro em meio à sobrecarga de CGI e inteligência artificial no terror dos últimos anos. A volta do desconhecido O terror tem bebido direto da fonte da evolução tecnológica. Utilizando diversos recursos para criar criaturas bizarras e expor acontecimentos violentos com mais realidade, as produções do gênero estão perdendo força diante da revelação do desconhecido. Em o “Bom Menino”, nenhum personagem humano é visto com clareza. Semelhante a desenhos antigos, como “As Meninas Superpoderosas”, com Senhorita Belo, “A Turma do Bairro”, com Wizard Kelly, e a icônica Mammy Two Shoes, de Tom e Jerry , estamos restritos às pernas ou ao tronco dos personagens. Em raras exceções o rosto é mostrado no escuro e ao longe, permitindo-nos ver, apenas, traços mais gerais . Além da coesão narrativa, afinal, Indy tem o campo de visão reduzido em comparação a personagens humanos por sua estatura, essa escolha devolve algo essencial ao terror que tem sido perdido com a tecnologia: a volta do desconhecido. Ao não ver o rosto e as expressões do personagem, não o conhecemos, logo não há construção de confiança e o suspense se instaura a todo momento e na presença de qualquer pessoa. Todd poderia estar possuído desde o primeiro instante, mas não vemos o seu rosto. O vizinho misterioso poderia ser um amigo ou um oportunista, já que não vemos o seu olhar. É justamente o desconhecido que nos assusta, afinal, só tememos o escuro por não saber o que vamos encontrar. A partir do momento em que a entidade é revelada, o monstro aparece e o rosto do assassino é descoberto, uma parte do terror é perdida, porque se torna familiar. Em “A Freira 2” , a figura de Valak é mostrada tão nitidamente várias vezes que nos acostumamos e tememos menos em relação a quando o rosto era enigmático e poderia ser qualquer coisa em meio ao escuro. O enredo tem um ritmo mais lento que, apesar de entediante em alguns momentos, permite a construção gradual da atmosfera do suspense. Em poucos momentos é empregado o jump scare, assim, quando isso acontece o espectador é realmente surpreendido e o propósito de assustar é cumprido. Na teoria uma coisa, na prática outra… Sem dúvidas, “Bom Menino” é aquele típico filme que divide opiniões: ou você ama ou não quer nunca mais ver. Não tem como negar que o longa avança em vários quesitos que citamos acima. Porém, ainda que a premissa de uma produção de terror construída sob a perspectiva de um cachorro seja algo inédito e a tentativa de fugir do comum, a ideia acaba não se concretizando bem quando colocada em prática. Devido às limitações do cachorro, envolvendo ângulo e alcance da visão (como falamos no tópico de cima), compreensão dos acontecimentos e ações, a produção se torna monótona e repetitiva em vários momentos. Ficamos restritos aos mesmos ciclos de acontecimentos que cansam o espectador. Somado a isso, o filme termina com muitas pontas soltas e distancia mais o público que, por estar preso às descobertas e interpretações do cão, já não acessa muitas informações. O que são os seres malignos na casa? Por que eles estão ali? Os demais parentes sofreram o mesmo destino? Por que os cachorros são os mesmos? A pintura do cachorro com a entidade indica um conhecimento sobre a existência desses seres e reconhece um embate entre eles, mas de onde isso vem?] Na teoria uma coisa, na prática outra… O excesso de perguntas no final do filme reforçam a noção de que temos uma boa ideia em formato errado. Enquanto longa, a produção deixa a desejar, mas, se adaptada para um curta, renderia uma história fantástica de prender todo espectador . Em resumo, “Bom Menino” é um filme que avança ao retomar a simplicidade que faz de uma obra um bom suspense. Porém, ainda carece de trabalhos e modificações para funcionar tão bem na prática, quando funciona no papel.
- The Mastermind: quando roubar um museu não é uma ideia tão boa assim
O longa The Mastermind, dirigido por Kelly Reichardt, é uma narrativa que transita entre o sonho, o fracasso e a busca por propósito. Vem saber o que achamos! Sobre o enredo O longa é ambientado na Nova Inglaterra dos anos 70 e acompanha a trajetória de JB Mooney, um carpinteiro desempregado que se transforma em ladrão de arte amador e vê sua vida ir por água abaixo após um roubo mal sucedido. Agora com o recente roubo do museu do Louvre, essa produção parece ter sido lançada no momento certo. Sobre o roteiro Sim, The Mastermind é um filme cult, aqueles que Cannes ama, mas o público pode não gostar tanto. Ao contrário do que esperamos, o filme já começa mostrando o primeiro roubo de JB, que o fez descobrir que roubar um museu não era tão difícil assim, principalmente nos anos 70, onde câmeras não existiam. Em seguida ele seleciona quais obras deseja roubar e convida os amigos próximos para fazer o roubo com ele, mas qual é a chance de alguém que nunca roubou na vida conseguir roubar um museu tranquilamente? Nenhuma, mas é isso que a diretora quer mostrar, a ambição e depois a solidão do ladrão que esperava mudar de vida, mas acabou tendo que largar sua família para trás. A fotografia nos transporta até os anos 70 e o ritmo é na medida, há cenas em que acompanhamos JB por 5 minutos tentando esconder as obras roubadas , e assim entramos completamente na mente do ladrão, torcendo para que ele leve a melhor, mas não é isso que acontece, assistimos o seu fracasso, a perda da família e dos amigos e o fim trágico que termina a narrativa que começou cheia de sonhos e ambição. Sobre o elenco Quem interpreta JB é Josh O'Connor, conhecido por sua atuação em Rivais , em The Mastermind ele carrega o peso que a diretora gostaria de transmitir, seu olhar brilhante após roubar os quadros e seu olhar perdido quando a esposa se nega a ajudá-lo. Temos também Alana Haim, no papel de Terri, esposa de JB, conhecida pelo seu papel em Licorice Pizza, apesar de pouco tempo de tela faz um par perfeito com Josh, destaque também para as duas crianças filhos de JB, com uma ótima atuação. Nosso veredito Para os fãs de filmes com ritmo mais lento, fotografia vintage e história que te leva a reflexões profundas, The Mastermind pode te agradar. O elenco faz do filme uma ótima produção, dando um olhar humano para o ladrão de quadros.











