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  • 6 produções sobre personalidades brasileiras para assistir na HBO Max

    A HBO Max reúne um catálogo repleto de histórias emocionantes que revelam lados nunca vistos de personalidades brasileiras que, de inúmeras e diferentes formas, movimentaram o país. De hits musicais clássicos e gols memoráveis à lindas histórias de amor, reunimos seis produções imperdíveis para maratonar na plataforma de streaming.  1 - Meu Ayrton por Adriane Galisteu Dividida em 2 episódios, a produção documental teve sua estreia em 6 de novembro na HBO Max. Com a carga emocional de uma história contada pela perspectiva única da apresentadora, MEU AYRTON POR ADRIANE GALISTEU emociona o público ao revisitar o marcante relacionamento entre Galisteu e o piloto de fórmula 1, Ayrton Senna.  2 - Romário, O Cara Das favelas do Rio de Janeiro ao estrelato mundial, ROMÁRIO, O CARA explora a ascensão do jogador e os bastidores de conquistas e polêmicas protagonizadas pelo craque dentro e fora do campo. A produção conta com 6 episódios de 50 minutos, aprofundando os detalhes e motivações de Romário durante momentos decisivos de sua carreira.  3 - Rita Lee: Mania de Você Com arquivos pessoais inéditos e depoimentos exclusivos, a produção RITA LEE: MANIA DE VOCÊ apresenta um retrato íntimo e profundo da artista, revisitando sua brilhante trajetória e os desafios enfrentados ao longo da vida. O documentário apresenta os triunfos e desafios que cercaram a vida da cantora ressaltando sua importância no cenário artístico e musical. 4 - Bob Burnquist: A Lenda do Skate A série documental acompanha a carreira do skatista e multimedalhista brasileiro Bob Burnquist e os desafios enfrentados até o reconhecimento global. Com 4 episódios, BOB BURNQUIST: A LENDA DO SKATE reúne imagens inéditas do acervo pessoal de Bob e conta com depoimentos de grandes nomes do skate como Tony Hawk e Danny Way.  5 - Adriano Imperador Um dos grandes nomes do futebol brasileiro enfrentou momentos desafiadores ao longo de sua jornada. Seu enorme talento o levou a jogar no time Inter de Milão com apenas 18 anos, mas entre polêmicas e crises, Adriano precisou superar desafios pessoais e profissionais. A produção ADRIANO IMPERADOR acompanha acontecimentos marcantes na vida do astro futebolístico.  6 - Herchcovitch: Exposto A produção acompanha o retorno do renomado estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch à sua marca após sete anos de uma venda milionária ao grupo InBrands. O documentário HERCHCOVITCH: EXPOSTO mostra o ponto de vista de pessoas que acompanharam o caminho de Herchcovitch no mundo da moda e as dificuldades enfrentadas durante o processo para recuperar sua grife.  Reforçando a diversidade do talento brasileiro em produzir obras emocionantes, essas produções celebram o legado de personalidades que compartilharam suas histórias e paixões com o público. Na HBO Max é possível conferir os bastidores das trajetórias que começaram em pistas, passarelas e palcos.

  • “Morra, Amor” é tudo menos aquilo que gostaríamos

    A convite da Paris Filmes assistimos antecipadamente ao filme “Morra, Amor”, que chega aos cinemas no dia 27 de novembro. Confira o que achamos!  O enredo O filme acompanha um casal que se muda para uma cidade rural no interior dos Estados Unidos. A mulher, Grace, depois da chegada do primeiro filho, luta com a maternidade, o casamento e a psicose. O filme é baseado no livro de mesmo nome de  Ariana Harwicz. O roteiro Definitivamente o roteiro não é nada do que esperávamos, inicialmente acompanhamos o casal chegando a casa no interior dos EUA, a primeira parte do filme é realmente bem arrastada, com muitos momentos de silêncio completo. Vemos que Grace e Jackson têm uma conexão, mas é a partir da chegada do primeiro filho que o roteiro se torna em uma história sem pé nem cabeça. Somos convidados a acompanhar as loucuras de Grace, ou melhor, a sua depressão pós-parto , ela parece ter cedido aos pensamentos intrusivos e começa a fazer as mais loucas atrocidades, desde se jogar do carro em movimento até tentar atravessar uma porta de vidro, por mais de uma hora de filme acompanhamos Grace enlouquecendo, enquanto Jackson assiste aquilo sem saber o que fazer. O filme faz com que o espectador se sinta incomodado a maior parte do tempo, principalmente por conta do barulho de moscas voando e do cachorro adotado por Jackson que não para de latir um segundo, se o objetivo do filme era levar o espectador também a loucura, esse objetivo foi atingido. A verdade é que você torce para que o filme tenha um desfecho logo e que esse desfecho traga explicações para todas as loucuras que assistimos, mas realmente era esperar demais de um roteiro que nasceu sem rumo. Percebe-se que o objetivo do filme era trazer os dilemas que acompanham a mulher após ela se tornar mãe , a rejeição do marido e por aí vai, me lembrou muito o filme Mother, também com Jennifer Lawrence (que eu não suporto). As atuações Eu devo elogiar a atuação de Jennifer Lawrence , ela deu o melhor de si para interpretar um roteiro confuso e ambíguo. Eu nem deveria citar o pobre Robert Pattinson, se ele teve mais de cinco falas ao longo do filme é muito, vemos apenas aquele olhar sofrido que conhecemos em Crepúsculo, o roteiro não deixou ele mostrar nem 1% do seu potencial. Nosso veredito Ninguém estava preparado para “Morra, Amor”, de um dos filmes mais aguardados se tornou em uma das maiores decepções do ano para mim, ele simplesmente entra na prateleira de filmes feitos para os críticos elogiarem, mas que para o público se transforma em um tortura de quase duas horas.

  • A Natureza das Coisas Invisíveis é meigo, sutil e emocionante

    Assistimos com exclusividade ao longa A Natureza das Coisas Invisíveis. O filme brasileiro que rodou em vários festivais chega aos cinemas no dia 27 de novembro.  A seguir, a história e nossas impressões. Coisa de criança Glória é uma garota de dez anos  que está passando suas férias com a mãe em um hospital onde ela trabalha. Entre correrias de uma rotina apertada, a garota se encontra com os pacientes e ouve suas histórias para passar o tempo. Em um desses dias, ela acaba se encontrando com Sofia, uma menina que vai parar no hospital para acompanhar a mãe na internação de sua bisavó.  Elas rapidamente formam uma amizade e fazem dos corredores daquele local o playground de suas aventuras juntas. Glória, que passou por uma cirurgia de transplante de coração, lida com situações profundas que parecem não ser só dela, enquanto Sofia faz companhia para sua bisavó na esperança de uma melhora. O filme nos convida   a apreciar, junto das garotas,  uma breve jornada que entrelaça temas como perda, despedidas e conexões de forma emocionante e poética. O sutil quase invisível Este é um longa que se engrandece pelos detalhes. E todos esses detalhes só funcionam bem graças à capacidade de observação da diretora e roteirista Rafaela Camelo.  O texto que parece simples à primeira vista, é na verdade ambicioso e cheio de entrelinhas. As histórias que os pacientes contam para Glória se refletem nas cenas e no imaginário da garota de forma bem criativa. A fotografia é outro ponto de acerto. Quando no ambiente fechado do hospital, ela é mais fria e aposta em uma câmera que fecha bem em ângulos que exploram os sentimentos de angústia, mas também de esperança dos personagens. Já na segunda metade do filme, em uma área rural,   ela prefere explorar (muito bem) a luz natural  e a paisagem daquele local.  Nos dois momentos, Rafaela não deixa de focar com muita precisão no sutil e em momentos despretensiosos, e são esses em que o filme cresce em qualidade. Há uma jogada bem legal feita pela produção,   onde em vários momentos do filme é possível ver figuras de coração.   Seja o próprio órgão exposto, estampado nas roupas das crianças ou em formato de doce, esse simbolismo – e outros – criam um senso de unidade para o filme e para os temas que ele escolhe explorar.  O Elenco Em termos de atuações, temos bons pontos a se considerar. A bisavó, vivida pela atriz Aline Marta Maia é uma força que não precisa de muito para se mostrar.   Sua atuação é cheia de afeto e energia,  fazendo dela o destaque e o coração do filme. Camila Márdila é a mãe de Sofia e entrega uma atuação contida e cheia de momentos emocionantes. Mas o que prende mesmo é o trabalho das duas protagonistas. Laura Brandão faz a sua estreia em um longa e já demonstra um profissionalismo surpreendente.   Glória é uma menina cheia de energia e imaginação, que consegue ser doce e ao mesmo tempo questionadora. Laura tira de letra com seu trabalho.  A outra estreante, Serena é o elo que ajuda a mover a trama. A garota que, mesmo nova, passou por uma experiência que transformou sua vida,  precisa agora olhar para o seu passado para encerrar um ciclo. A atriz já mostra uma capacidade de segurar tramas complexas com uma capacidade ao mesmo tempo doce e direta. Sagrado Feminino A Natureza das Coisas Invisíveis (um belo título a propósito) é um filme meigo, sutil, emocionante, e totalmente brasileiro.   É uma visão centrada sobre a vida como um ciclo, as despedidas, o luto, e principalmente, a passagem para um outro além . No meio disso, existem momentos em que o filme encontra um humor despretensioso e que aquece o coração. É como se a diretora voltasse a ser criança e estivesse cheia de curiosidades sobre os adultos que a cercam. Para onde eles vão quando se vão?   Só com uma mente limpa e uma alma leve é possível criar uma obra tão delicada quanto essa.  E mais uma coisa: fique só mais um pouquinho para assistir aos créditos finais. Vai valer a pena!

  • Bugonia - Yorgos Lanthimos e sua fórmula

    Se eu dissesse pra você que fiquei empolgado quando vi sobre Bugonia, estaria mentindo. Isso porque depois de Pobres Criaturas, o diretor Yorgos Lanthimos  seguiu entregando filmes com uma janela de tempo muito curta entre eles, o que pode significar uma perda significativa de qualidade. Felizmente posso dizer que não foi isso que aconteceu com Bugonia, pois o longa protagonizado por Jesse Plemons, Emma Stone e Aidan Delbis surpreende positivamente . Seja na entrega dos atores, na complexidade de seus personagens, na qualidade fotográfica, direção ou sonoplastia, Bugonia tem uma assinatura marcante, já presente em muitos filmes dirigidos por Lanthimos. A temática do filme Bugonia é um remake do filme sul coreano “Save the Green Planet!” . A trama acompanha a jornada de dois homens responsáveis pelo sequestro de Michelle Fuller, uma renomada CEO do ramo farmacêutico que eles acreditam ser uma alienígena, responsável por destruir a vida na Terra. Teddy (Jesse Plemons) é responsável por todo o plano, Don é primo de Teddy, que o acompanha desde o sequestro até o interrogatório, com torturas e seus requintes de crueldade. Coerência contemporânea Em um mundo que não se sabe direito o que é realidade e o que é artificial, em uma época em que as teorias de conspiração parecem ganhar cada vez mais força dentro dos fóruns, reddits, redes sociais e afins, temos uma obra digna do seu tempo. Bugonia é assustadoramente atual em sua temática, principalmente quando estamos falando dos absurdos que acontecem nos ermos do interior dos Estados Unidos. O roteiro Teddy acusa Michelle Fuller de ser uma andromedana, parte de um povo antigo da galáxia de Andrômeda, que está cultivando aos poucos a destruição da raça humana. Teddy Gatz é um personagem complexo, repleto de traumas e que trabalha com o respaldo de suas “pesquisas” em relação ao comportamento dos andromedanos . Gatz submete sua refém a testes, que vão confirmando para ele que Fuller é exatamente quem ele diz ser. Don é primo de Teddy e acredita que seu primo é uma pessoa sensata e que sabe muito bem o que está dizendo, seguindo seus passos e ordens, mesmo que por muitas vezes não concorde com os atos. O roteiro é esperto e trabalha de forma ambígua, cada acontecimento vai sempre deixando aquela pulga atrás da orelha, que nos faz pensar em um certo momento “será que é mesmo uma teoria da conspiração ou o Teddy realmente está certo?”. O playground de Yorgos Lanthimos O diretor já vem mostrando em suas diversas obras recentes, que está construindo um estilo próprio de direção, mostrando que ainda existe espaço para o novo dentro do audiovisual. O estilo meio surrealista de Lanthimos se faz muito bem vindo nesta obra, mesmo que dessa vez em uma história mais contemporânea e menos irreal. Pois dentro de suas viagens surrealistas, o diretor pôde explorar o imaginário das teorias de conspiração, trazendo até um certo tom mais cômico em temáticas que poderiam ser muito pesadas. Arrisco dizer que Bugonia fica na mesma prateleira que outras grandes obras de Lanthimos, como Pobres Criaturas, A Favorita e O Lagosta. As atuações Esse filme não seria o mesmo sem a potência de tela que Jesse Plemons e Emma Stone trazem à tona. Jesse já demonstra a tempos que tem uma capacidade absurda de interpretar personagens aterrorizantes e isso é inegável, mas com Teddy o ator conseguiu explorar camadas antes inexploradas por outros personagens que compartilham do mesmo arquétipo. I sso deu palco para uma atuação estonteante de Emma Stone que interpretou duas personagens distintas em uma mesma carcaça: Uma CEO poderosa e cheia de si e uma refém gentil e diplomática , com um texto cheio de argumentos sensatos e comentários ardilosos. Saldo final Talvez pela baixa expectativa que eu construí antes de ver o filme, Bugonia foi uma das maiores surpresas do ano. Com uma direção concreta e que diz muito do estilo de Yorgos, ele consegue trazer um tema extremamente atual para um âmbito surrealista e se diverte com isso como se o texto fosse o seu playground. Esse é o tipo de filme que pode fazer uma aparição nas premiações da academia no ano que vem , já que a película tem seu carisma e a assinatura de um diretor já bem presente nos lobbies do Oscar. Ah, eu sinceramente, não esperava a reviravolta no final.

  • Os Donos do Jogo: baseada em uma história real

    A nova série brasileira da Netflix lançada em 29 de outubro teve muita repercussão e continua a ter até agora  por descobrirem que é uma história baseada em fatos reais, essa história que envolve muitas famílias, confusões e discussões está rendendo muito assunto.   História A série conta a história da família Guerra, que o patriarca da família está prestes a falecer e seu genro irá herdar a sua herança do jogo do bicho.   Toda essa trama se passa no Rio de Janeiro, essa intriga começa com as duas irmãs lutando pelo poder do pai como apenas homens podem assumir a posição de contraventor, as filhas são obrigadas a casar e esse homem poderá herdar esse título. Assim que Suzana, se casa com Búfalo, ela consegue o poder e ele passa a ocupar o lugar de seu pai na mesa dos bicheiros . No entanto, sua irmã, Mirna, fica extremamente enciumada e acha um absurdo eles tomarem o poder já que ela era a filha que acompanhava o pai e estava mais a par da situação. Com isso, Mirna acaba conhecendo um rapaz, Profeta, que já é bicheiro em Campo e decide tentar a vida na cidade do Rio de Janeiro e com essa coincidência eles resolvem armar para poder tirar o Búfalo da cúpula.  Assim, Mirna e Profeta acabam por formar uma aliança e tirar Suzana e Búfalo do poder, para isso acontecer eles precisam se casar e acaba gerando uma confusão e muitas brigas em torno dessa família .  Isso acaba na eliminação do marido de Suzana e ela sendo ameaçada a nunca mais procurar Mirna.  História real Na história real, Mirna e Suzana são irmãs gêmeas que nunca se deram bem e elas tinham um irmão mais velho que não queria seguir a carreira do pai . Então, elas disputavam entre si para quem iria ficar a herança do contraventor, uma das irmãs realmente casou-se com um lutador profissional que foi representado pelo Búfalo e ele acabou por falecer. Na série, tenta mostrar que elas se importam uma com a outra, mas na realidade elas sempre tiveram essa rivalidade e que uma tentava derrubar a outra.  Considerações finais A série é muito boa e é muito legal essa visão de fora de como é realmente um bicheiro e como eles atuam, como é o seu poder de fato .  Infelizmente, o Rio de Janeiro é tomado por eles e, como foi mostrado, controlado por eles, essa é uma realidade que muitas pessoas não sabem e nem conseguem ter noção do quão grande é isso.  E também podemos ver a intervenção deles no carnaval, como eles conseguem abafar os casos envolvendo a cultura do país.

  • Wicked Parte 2 se perde tentando achar seu próprio caminho

    A convite da Universal Pictures , assistimos antecipadamente Wicked Parte 2, que chega no dia 20 de novembro aos cinemas. Vem saber o que achamos! O enredo Elphaba agora é a Bruxa Má do Oeste, e la vive no exílio, enquanto Glinda reside na Cidade Esmeralda , mas quando a população de Oz se volta contra a Bruxa Má, Elphaba precisa se unir com Glinda para transformar a si mesma e todo o Oz para o bem. O roteiro Bom, já quero deixar claro que não assisti a peça Wicked, mas sabemos que o roteiro segue fielmente a peça da Broadway, o que talvez fez essa segunda parte parecer muito mais solta ou perdida quando analisamos ela como um filme de fato e não uma peça. Iniciamos já conhecendo como Glinda e Elphaba vivem atualmente, todos de Oz temem por Elphaba e Glinda tenta jogar nos dois times, protegendo a amiga e acalmando a população.  Flyero tem mais destaque nesta segunda parte, já que participa de um triângulo amoroso com Glinda e Elphaba, o que deixa o tom do filme mais cômico, mas estranho ao mesmo tempo, não sabemos como ele se aproximou de Elphaba ou como a paixão surgiu, só sabemos que está ali. Outro ponto que para mim foi um pouco desanimador foi a forma como os famosos personagens do filme O Mágico de Oz se transformam, a transformação de Boq em homem de lata é fria e sem graça, já a transformação de Flyero em espantalho consegue ser ainda pior, transformando esses personagens tão especiais em meros coadjuvantes, enquanto Glinda e Elphaba tentam segurar o público. Acompanhamos diversos conflitos que envolvem Glinda, Elphaba, Flyero e o Mágico de Oz, mas nenhum deles parece ser grandioso o suficiente, como ocorre no final do primeiro filme.  Tive a impressão que neste filme há muito mais canções inseridas, mas nenhuma delas forte o suficiente para grudar na nossa mente ou nos fazer dançar, as cenas musicais também estão muito menos elaboradas, parece que todo o esforço colocado no primeiro filme não estava mais ali . O final segue o restante da produção, não surpreende nem nos faz sair do cinema com um sorriso no rosto. O elenco Ariana Grande ainda nos serve cenas icônicas e engraçadas com seu jeitinho Glenda, Cynthia Erivo também não decepciona pela atuação e cantoria na parte 2, pena que não posso falar o mesmo de Jonathan Bailey, que parece ter incorporado um príncipe caricato. A qualidade da atuação dos atores coadjuvantes decaiu se compararmos com o primeiro filme. Michelle Yeoh, vencedora do Oscar, não é a vilã que esperávamos, o mesmo acontece com Marissa Bode, com pouco tempo de tela, mas mal aproveitados. Gosto do que vi de Jeff Goldblum na produção, ele realmente incorpora o Mágico de Oz. Considerações Wicked Parte 2 parece uma produção com pressa e sem destino, acompanhamos diversos conflitos na terra de Oz, mas nenhum deles é interessante o suficiente para nos manter atentos. A produção não é ruim, mas está longe de ser memorável, pode te deixar entediado depois de 2 horas de filme, mas ainda assim é um bom passatempo para ser visto com as crianças, que ao meu ver vão adorar. Infelizmente não vou adicionar nenhuma canção do filme à minha playlist dessa vez.

  • “Silvio Santos Vem Aí!” é melhor que o esperado

    Baseado na vida do apresentador e girando em torno dos bastidores de sua candidatura à presidência do Brasil em 1989 , “Silvio Santos Vem Aí!” é a nova produção dirigida por Cris D'Amato e estrelada por Leandro Hassum, Manu Gavassi, Regiane Alves, Marcelo Laham, Gabriel Godoy, entre outros. Com estreia para o dia 20 de novembro , fomos convidados pela Paris Filmes para assistir ao longa antecipadamente. Confira a seguir nossa opinião. Enredo Em 1989, para surpresa de todos, Silvio Santos se candidatou à presidência da República. A jornalista Marília (Manu Gavassi) é convocada para trabalhar na equipe do apresentador para investigar sua vida e antecipar qualquer ataque dos adversários. Embora desconfiada, Marília é conquistada pelo comunicador que, reservado, faz revelações surpreendentes. Roteiro O filme já inicia mostrando a equipe da campanha à presidência de Silvio fazendo uma reunião de planejamento e alinhamento, onde o coordenador coloca Marília, uma jornalista, para acompanhar o dia a dia do apresentador. A escolha de colocar Marília para acompanhar a rotina de Silvio é interessante, a jornalista não é fã do apresentador, então a dinâmica entre ambos acaba sendo bastante curiosa.  Além disso, Marília se mostra uma personagem inteligente e sabe as perguntas certas a fazer para Silvio. As cenas onde Marília imagina a vida de Silvio no passado acabam soando cafonas, mas entendo que também foi a melhor forma que eles arranjaram para contextualizar a história. Embora biográfico, não consigo dizer o que realmente aconteceu.   Mas vemos que Silvio, em sua vida pessoal, era totalmente diferente do que mostrado nos programas de televisão, sendo uma pessoa muito mais reservada. Com referências ao Gugu, à Gretchen e até mesmo à piada do bambu, o filme já pode ser considerado melhor que a produção de 2024. Impossível não sentir nostalgia e não lembrar daqueles domingos quando criança e ligava a TV no SBT. Elenco Leandro Hassum e Manu Gavassi são os verdadeiros destaques do filme.   Apesar do nome da produção contar com Silvio Santos, a personagem Marília também é uma grande protagonista no longa. Embora a caracterização do Leandro como Silvio não esteja 100%, ela lembra bastante o comunicador , e o ator também consegue reproduzir muito bem os trejeitos do apresentador. Percebe-se que ele se esforçou para entregar uma boa homenagem. Já Manu Gavassi entrega algo bem diferente da sua bolha e consegue surpreender. É muito legal ver ela ganhando o destaque que merece após sua grande participação no BBB 20.  As interações entre ela e Leandro são ótimas. Regiane Alves, Marcelo Laham e Gabriel Godoy contam com participações menores e aparecem em momentos mais específicos do roteiro, não tendo tanto aprofundamento em seus personagens. Hugo Bonèmer foi tão mal aproveitado aqui que, se suas cenas tivessem sido cortadas, seu personagem não faria falta nenhuma. Considerações Após O Rei da TV (2022–2023) e Silvio (2024), Silvio Santos Vem Aí! marca a terceira produção biográfica envolvendo o apresentador, conhecido como o maior comunicador do Brasil. Para ser sincero, até pensei em assistir à produção com o Rodrigo Faro para ter mais embasamento , porém o projeto foi tão massacrado pela crítica que optei por não perder tempo. Já sobre a série, pretendo assistir futuramente quando estiver com mais tempo disponível. Mas, pelo que andei lendo, o seriado também aborda os acontecimentos mostrados nos dois filmes. Silvio Santos viveu muito e teve uma longa carreira, então normalmente os longas mostram somente um recorte de sua vida .  Muita gente nascida após os anos 2000 ou até os anos 90 (eu, inclusive) não deve saber sobre diversos fatos de sua vida. Particularmente, fiquei chocado quando descobri que ele havia se candidatado à presidência. “Silvio Santos Vem Aí!” chega aos cinemas com a difícil missão de atrair um público que (1) já não gostou do longa de 2024 e (2) tem nariz empinado com o trabalho de Leandro Hassum. Embora não seja a melhor produção brasileira , e também ainda não esteja aos pés do que Silvio Santos merece, o filme é bom sim. E sua curta duração ainda contribui para não ser uma experiência cansativa. É importante ir sem expectativas, pode acabar se surpreendendo.

  • “O Sobrevivente” é ação do início ao fim!

    Produzido e dirigido por Edgar Wright, “O Sobrevivente” marca a segunda adaptação do romance de 1982 de Stephen King.  Escrito por Wright e Michael Bacall, o elenco inclui Glen Powell, William H. Macy, Lee Pace, Michael Cera, Josh Brolin, entre outros nomes. Com previsão de estreia para o dia 20 de novembro , fomos convidados pela Paramount Pictures para assistir previamente à produção. Confira a seguir nossas considerações. Enredo Em uma realidade sombria nos Estados Unidos, a economia está em colapso e a violência se intensifica. No meio do caos, Ben Richards (Glen Powell) encontra uma chance de salvar sua família ao se voluntariar para participar do violento game show O Sobrevivente (The Running Man).   No programa, os participantes precisam escapar de assassinos profissionais enviados para matá-los durante 30 dias, com a promessa de ganhar um prêmio em dinheiro. Se sobreviver, Ben conseguirá ajudar sua filha doente e tirar sua família da pobreza. Roteiro O filme começa nos apresentando Ben Richards, um trabalhador presente na lista negra que vive nas favelas com sua esposa Sheila e a filha Cathy. Sem poder pagar pelos remédios de sua filha, que está doente, Ben participa de testes para programas de auditório da televisão, onde ele acaba sendo selecionado para O Sobrevivente, o reality show mais perigoso e popular da emissora. Com um adiantamento no dinheiro e uma vantagem de 12 horas, Ben e mais dois participantes são apresentados ao público, manipuladamente, como assassinos psicopatas. Eles ainda são obrigados a enviar uma fita deles mesmos diariamente para ser exibida no programa, enquanto civis também ganham recompensas por denunciar ou matar um fugitivo. O filme consegue introduzir muito bem os seus personagens, além de sua ambientação, um mundo distópico onde a mídia controla e manipula o país. Quando o filme entra no modo ação, funciona, e as cenas de perseguição e lutas empolgam. Na versão de 1987, a adaptação só manteve a ideia geral e pouca coisa foi preservada, e por sua curta duração, o enredo ficou sem muito desenvolvimento e muitos acontecimentos acabam sendo resolvidos rapidamente. A nova versão acerta em pontos onde a antiga errou; aqui a duração está a favor do roteiro, onde a história é desenvolvida amplamente. Embora, após 1h30 de exibição, a produção enfie tanta informação que você quase não consegue parar para respirar, dando a impressão de que não sabiam como acabar o longa.   Porém, sua história se mostra atual, ainda mais em um mundo onde a Inteligência Artificial está cada dia mais presente em nossa rotina. Mais fiel ao livro de origem e com um elenco de peso, ainda contamos com uma participação fotográfica de Arnold Schwarzenegger, que protagonizou a outra versão. Talvez muitos vão achar que esse não é o melhor trabalho de Edgar Wright, mas o filme é uma boa diversão! Detalhe para a cena em que Glen Powell derruba a toalha ao tentar fugir de um prédio. Elenco Glen Powell carrega o filme e ainda faz com que o público se divirta enquanto ele ataca os caçadores. Ele tem beleza e carisma, e já conquistou o carinho do público. Josh Brolin, já acostumado a fazer vilões, mais uma vez se destaca do seu jeito, mostrando que é uma grande estrela.  Colman Domingo também rouba a cena em todas as suas aparições durante o longa. Lee Pace foi tão mal aproveitado, passando o filme inteiro com uma máscara e só tendo o seu rosto revelado na parte final.   Katy O'Brian, Michael Cera e William H. Macy até têm personagens interessantes, mas com pouco tempo de tela. Considerações É assustador pensar que em 1982 Stephen King já falava sobre manipulação de imagem e hoje estamos realmente vivendo isso.   O filme aborda um mundo cada vez mais brutal e desumanizado, temas muito atuais. O filme de 1987, embora com a presença de um grande astro, acabou resultando em algo mais cafona. Já o de 2025 se aproveita do avanço tecnológico para entregar ao público algo que realmente dê um ar mais futurista. Durante a exibição, fiquei pensando que seria muito interessante se a história fosse adaptada em formato de série, mostrando os 30 dias certinhos dos fugitivos, já que aqui vão pulando os dias devido à duração. Embora o longa apresente falhas, O Sobrevivente diverte e empolga, principalmente por suas diversas cenas de ação que nunca acabam. Vale a pena a ida ao cinema!

  • Pluribus é a nova série imperdível do criador de Breaking Bad

    Depois do estrondoso sucesso de Breaking Bad e do encerramento de Better Call Saul, Vince Gilligan apresenta ao mundo a sua mais nova série. Pluribus estreou na AppleTV+ e já de cara conquistou uma nota 100 de aprovação no Rotten Tomatoes. Estranho Mundo Novo  Vira e mexe a cultura pop está tentando criar novas invasões alienígenas ou algum vírus que dizimou metade da população  a fim de remexer nas crenças e filosofias de uma sociedade que já se encontrava em colapso antes do fardo.  Em Pluribus, a visão é inédita e inovadora, mas não quero dar nenhum spoiler .  A série se beneficia muito sem que a história do primeiro episódio seja resumida em qualquer texto ou vídeo.  O que dá para adiantar é que acompanhamos a personagem da Rhea, e ela está bem infeliz com sua vida.   Quem sabe uma boa dose de felicidade não possa dar uma mexida nas coisas para ela… Aceita uma água? A narrativa envolvente de Vince Gilligan que foi aplicada com maestria em Breaking Bad se replica aqui em Pluribus. Durante as tensas horas dos dois primeiros episódios, a garganta fica seca, o lábio treme e os olhos se encontram hipnotizados na tela onde o artista usa toda a ambientação ao seu favor para prender o espectador.   Não dá para desgrudar um minuto sequer. Existe uma história de fundo acontecendo onde todos os detalhes importam. Diálogos que dizem pouco, cenas que dizem muito. O trabalho de roteiro é fenomenal e esse mesmo esforço é aplicado na fotografia da série. Planos muito bem elaborados, a maioria deles em câmera aberta para capturar todo o escopo da situação que está acontecendo.  A atuação de Rhea como Carol é digna de Emmy. Ela que já se provou como uma excelente atriz em Better Call Saul, retorna para esse projeto como a protagonista perfeita para esse mundo . Rhea tem a capacidade de traduzir exatamente as reações do público diante das situações em que sua personagem está inserida  e ao mesmo tempo oferece camadas profundas para Carol.  Existem tantos elementos sendo trabalhados, tanto em frente a tela quanto nos bastidores, que fazem dessa uma série imperdível. As cold openings – aquelas cenas iniciais que parecem aleatórias, mas introduzem a temática do episódio –   estão de volta e,  com aquele ritmo mais lento, dão aquele tom de desorientação no espectador típico do olhar do Vince. Nós somos nós Pluribus já se prova nos seus dois primeiros episódios tendo material suficiente para trazer teorias,  simbolismos, visões e muita piração. É uma daquelas séries que vai alugar um triplex na mente, no melhor sentido. A narrativa única de Vince prende desde o começo, aqui com uma vibe parecida com a série The Leftovers e uma ambientação completa e imersiva, bem com a cara de Twin Peaks.  Vá desarmado assistir ao piloto, você não vai se arrepender!

  • Make a Girl: namorar pode ser um “Level Up”

    Recentemente estamos tendo uma nova onda de filmes de animes  em cartazes no cinema e vindo nesta leva a Sato Company  traz para o Brasil um novo longa metragem neste estilo chamado “ Make a Girl ”. Criado por Gensho Yasuda, o filme é baseado no curta “ Make Love ” do mesmo criador e passou por um processo de financiamento coletivo para ser lançado, estreando no início do ano no Japão e foi um dos nomeados para melhor animação no Globo de Ouro! O Blog Pippoca teve a oportunidade de assistir com antecedência e trazer para vocês o que achamos desta animação que chega em dezembro no Brasil!  A trama do filme acontece em uma cidade japonesa em um futuro não muito distante na qual robôs chamados SALT fazem parte da rotina da maioria das pessoas, auxiliando em diversas tarefas. Nesse contexto, acompanhamos Akira Mizutame, um garoto tímido e com dificuldades sociais, mas extremamente inteligente e que tem como meta de sua vida continuar as pesquisas robóticas que sua mãe, a criadora dos SALTs, deixou para ele antes de morrer, porém que atualmente ele se sente estagnado por não conseguir evoluir neste seu projeto.     Ao ouvir de seu amigo que ter uma namorada o deixa mais forte, Akira tem a ideia de criar uma namorada com intuito de melhorar seu potencial como pesquisador. E assim ele cria ZERO, uma garota feita em seu próprio laboratório para testar se o que seu amigo falou era verdade.  Logo após sua criação, Akira não teve nenhuma melhoria em sua pesquisa por ter uma namorada até que sua vizinha o explica que n ão basta apenas a presença de uma namorada para ter mudanças e sim todo o contexto do namoro que pode mudar a percepção de alguém sobre o mundo e para isso ele pede que ZERO aprenda mais como ser uma garota normal, estudando com ele no seu colégio e até trabalhando em uma lanchonete com sua amiga para que ela o ajude a ter o tal “level up” esperado.  Enquanto ZERO vai se desenvolvendo como uma garota e entendendo mais sobre seus sentimentos por Akira, e ele continua obcecado em sua pesquisa, um outro problema surge ao redor da cidade. Alguns robôs estão sendo hackeados e roubados por alguém que também está interessado na pesquisa da mãe de Akira e esta conspiração uma hora irá afetar diretamente a relação dos nossos personagens! O longa traz muito a tona questionamentos sobre o que nos faz humanos, o que torna um sentimento real, se é possível ou não programar os sentimentos de alguém e a clássica pergunta se robôs podem realmente ter sentimentos como os nossos, além de tratar sobre aspectos de amizade, família e desenvolvimento pessoal em relação às expectativas dos outros. Com uma animação extremamente linda e bem detalhada e uma trama que pode parecer não muito distante de um futuro próximo de início, mas que se desenvolve de forma surpreendente, “Make a Girl”  é um filme que vale a pena ser visto nas telonas para quem é fã de anime e ficção científica!

  • Truque de Mestre: O 3º Ato tem poucas surpresas, mas muito charme

    A engenhosa franquia está de volta, como num passe de mágica! Assistimos com exclusividade a Truque de Mestre - O 3º Ato. O estiloso grupo de mágicos chega aos cinemas com uma nova aventura no dia 13 de novembro.  A seguir, nossas impressões sobre o filme. É bom estar de volta! Daniel Atlas (Jesse Eisberg) lidera uma nova geração de mágicos! Os Quatro Cavaleiros estão de volta, e agora convocam June (Ariana Greenblatt), Charlie (Justice Smith) e Bosco  (Dominic Sessa), enquanto eles se preparam para o roubo mais arriscado de suas vidas – capturar o Coração de Diamante, artefato que pertence ao império de Veronika Vanderberg (Rosamund Pike). E de quebra, vão fazer de tudo para derrubar o império criminoso da gata. Eis a verdade: só com esse pequeno trecho já dá para imaginar uma narrativa cheia de potencial, e que poderia encerrar a franquia como uma trilogia.   Mas não é bem assim. A história, que inicialmente soa ambiciosa, acaba sendo bem mais linear do que promete. O escopo épico na verdade é só mais um truque!   Apesar disso, ainda assim o filme tem um saldo positivo. Passagem de bastão Truque de Mestre pega os moldes que algumas franquias usaram para renovar os votos com os fãs por meio da nostalgia, e pegar uma nova geração de fãs no meio do caminho.  O que aconteceu em Jurassic Park, a nova trilogia de Star Wars e os novos filmes de Caça-Fantasmas se replica aqui.   E mesmo sendo a mais jovem, Truque de Mestre faz bom uso da fórmula. Sobre o novo grupo de mágicos, este foi um elenco muito bem escolhido. Ariana Greenblatt, de Barbie,  é carismática e astuta; Justice Smith é um nerd retraído com um olhar afiado; e Dominic Sessa, do excelente Os Rejeitados,  tem o perfil perfeito de um ilusionista que consegue entrar em qualquer festa privada. O trio de amigos tem uma ótima química e a dinâmica deles, agora sob a mentoria de Daniel Atlas, é bem divertida. Apesar disso, sinto que o filme não teve sucesso em balancear os “poderes” com os Cavaleiros clássicos. Todos os quatro ilusionistas do primeiro filme estão de volta, e cada um tem o seu momento de brilhar, mas ainda assim, fica uma sensação de que eles só estão ali para cumprir o aspecto nostalgia que o filme propõe.  A cena de retorno da queridinha dos fãs, Isla Fisher, tem até uma pausa estratégica de uns cinco segundos – só para esperar as palmas e a torcida no cinema. Achei bem Marvel da parte deles! Ah, e não está escrito o tanto que a Rosamund Pike parece ter se divertido no papel de vilã desse novo jogo. Ela está à vontade, e sendo a atriz com o talento que tem, domina as cenas que está em foco, mesmo com um roteiro que trabalha só na superfície da vilã construída para o filme.  Nunca revele seus segredos Foram dois filmes e mais de dez anos para a gente se divertir descendo a lenha nos diálogos expositivos, roteiros sem sentido e cenas que dão uma certa vergonha alheia.  É óbvio que o terceiro filme não seria diferente.  A franquia nunca foi daquelas com a pretensão de condizer com a realidade e muito menos esconder os seus defeitos. Pelo contrário — os dois primeiros filmes sempre pediam ao espectador mais espertinho para baixar o senso crítico, se ajeitar na poltrona e ver a mágica acontecer. Típico de um bom filme farofa,   o terceiro ato está no mesmo nível dos anteriores. Porém o que deixa a desejar aqui é um investimento maior nas cenas de ação e pouco tempo para as evasivas absurdas usando truques clássicos de mágica ,  que é a assinatura da franquia. Nada é o que parece O novo filme da franquia Truque de Mestre é muito mais controlado do que o trailer e o material de divulgação prometem.   Não é o maior roubo da história.   Pelo contrário – sabendo que nossos “Robin Hoods” modernos vão ser colocados em situações de quase morte e escapar dali num estalar de dedos – o espectador já vem para esse filme sabendo que o risco de se surpreender é bem pequeno.  Mas, o marketing também precisa fazer a sua mágica. Três é um ótimo número para encerrar uma franquia.   Mas, como um novo filme já está em desenvolvimento, esse terceiro ato é mais uma preparação de terreno do que de fato um adeus.  É um longa divertido para rever os amigos que sentimos saudades, para nos deixar levar por uma história envolvente de assalto.  No fim, Truque de Mestre: O Terceiro Ato pode não fazer a plateia levantar da cadeira aplaudindo, mas ainda sabe como nos entreter com estilo  — e, convenhamos, isso também é um truque e tanto.

  • Dakota Fanning: de estrela mirim a protagonista de produções atuais

    Se você nasceu após 2005, talvez não conheça tão bem a sua história. Mas Dakota Fanning vem atuando desde 1999, e embora sua irmã, Elle, hoje tenha mais relevância , no início de sua carreira era comum ela interpretar os papéis que eram de Dakota, só que como mais nova. Sim, Dakota era uma das crianças prodígios do início dos anos 2000 e muito prestigiada por sua incrível atuação mesmo tão nova , o que a fez chegar a papéis em filmes muito conhecidos e hoje considerados clássicos, como Uma Lição de Amor (I Am Sam, 2001), Grande Menina, Pequena Mulher (Uptown Girls, 2003), Chamas da Vingança (Man on Fire, 2004) e Guerra dos Mundos (War of the Worlds, 2005). Por seus papéis, a atriz já foi indicada ao Globo de Ouro, Emmy e SAG Awards e, inclusive, por Uma Lição de Amor, ela se tornou a mais jovem indicada na história da premiação. Após alguns anos mais focada em produções independentes  e nos estudos — sendo líder de torcida e duas vezes rainha do baile no colégio — especializou-se em estudos femininos com foco na representação de mulheres no cinema e na cultura na Gallatin School of Individualized Study, na Universidade de Nova Iorque. Recentemente, junto a Elle, formou uma produtora, a Lewellen Pictures.  Além disso, aos poucos tem voltado aos holofotes e retomando papéis de prestígio, como no início de sua carreira. Confira as últimas produções em que a estrela esteve nos últimos anos. The First Lady (2022) A série dramática e antológica contou com 10 episódios exibidos pela Showtime. Estrelada por Michelle Pfeiffer, Viola Davis e Gillian Anderson, a produção retrata a vida e os eventos familiares de três primeiras-damas dos Estados Unidos: Eleanor Roosevelt, Betty Ford e Michelle Obama. O projeto foi elogiado pelas atuações, figurinos, cenografia e temas. Aqui, Dakota interpreta Susan Ford. O Protetor: Capítulo Final (The Equalizer 3, 2023) O filme de ação e suspense é o último da trilogia baseada na série de televisão de mesmo nome. O filme conta com Denzel Washington, Dakota Fanning, Eugenio Mastrandrea, David Denman, Gaia Scodellaro e Remo Girone. No capítulo final, McCall (Washington) descobre que seus novos amigos em uma pequena cidade no sul da Itália são intimidados por membros da Camorra, e ele se propõe a salvá-los da ameaça. Se reunindo com Denzel 19 anos após Chamas da Vingança, Dakota interpreta Emma Collins. Onde assistir: Amazon Prime Video Ripley (2024) A minissérie de suspense psicológico neo-noir é baseada no romance policial de 1955 de Patricia Highsmith, O Talentoso Ripley. Estrelada por Andrew Scott como Tom Ripley, Dakota Fanning como Marge Sherwood e Johnny Flynn como Dickie Greenleaf, essa é a primeira adaptação do romance em forma de série. Em Nova Iorque, em 1961, Tom Ripley é um vigarista contratado por um homem, que não sabe sobre sua situação, para convencer seu filho a voltar para casa. Porém, a introdução de Tom a Dickie Greenleaf é o primeiro passo para fraudes, enganos e assassinato. Com 8 episódios, a produção recebeu elogios por sua escrita, direção, artesanato e atuações. Por seu papel, Dakota foi indicada ao Emmy. Onde assistir: Netflix Os Observadores (The Watchers, 2024) O filme de terror sobrenatural é a estreia de Ishana Night Shyamalan na direção, filha de M. Night Shyamalan.  Baseado no romance de 2021 de AM Shine e estrelado por Dakota Fanning, Georgina Campbell, Olwen Fouéré e Oliver Finnegan, a história acompanha Mina, uma jovem que fica presa em uma floresta intocada no oeste da Irlanda. Ao procurar abrigo, ela fica presa com três estranhos perseguidos por criaturas misteriosas todas as noites. Onde assistir: HBO Max O Casal Perfeito (The Perfect Couple, 2024) Inspirada no romance de 2018 de Elin Hilderbrand, a série de 6 episódios reúne um elenco incluindo Nicole Kidman, Liev Schreiber, Meghann Fahy e Dakota Fanning. A história acompanha o casamento luxuoso de Amelia (Eve Hewson) com um membro de uma das famílias mais abastadas de Nantucket,   até que um evento inesperado transforma a celebração em um mistério: todos os convidados passam a ser suspeitos. Embora tenha sido planejada como minissérie, a Netflix garantiu à produção uma 2ª temporada. Onde assistir:   Netflix Presente Maldito (Vicious, 2025) Estrelado por Dakota Fanning, Kathryn Hunter, Mary McCormack, Rachel Blanchard e Devyn Nekoda,   o terror acompanha uma jovem que precisa pernoitar lutando por sua vida após perder a noção da realidade ao receber um misterioso presente de uma visitante noturna. Onde assistir:   Paramount+

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