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  • "Seu Cavalcanti" chega em Curitiba neste fim de semana e recebe masterclass com o diretor Leonardo Lacca

    Dirigido por Leonardo Lacca, "Seu Cavalcanti" finalmente pode ser assistido em Curitiba neste fim de semana. Desde seu lançamento, "Seu Cavalcanti" passou por cidades como Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Niterói, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Na capital do estado do Paraná, o filme ficará em cartaz no Cine Passeio (Rua Riachuelo, 410 - Centro). A classificação indicativa é de 12 anos. Além das exibições, neste domingo, 26/10, haverá a masterclass Direção e Preparação de Elenco, com a presença do diretor Leonardo Lacca, que compartilhará as suas experiências e impressões sobre a importância dessas funções. O encontro está programado para acontecer de 14h30 às 17h30 e é preciso realizar inscrição prévia. Para submeter os seus dados, clique aqui . “Seu Cavalcanti” é um “docuficção” de cunho familiar que nos apresenta Seu Cavalcanti, um homem de mais de 90 anos que, depois de sofrer uma grande contrariedade, tenta reconquistar a sua independência e prestígio na sociedade. Lacca explica: “ Eu me libertei da preocupação em definir se é um documentário ou ficção. Meu foco estava no personagem, na narrativa. Embora seja uma história com meu avô, quis criar um filme universal .” Leonardo Lacca começou a filmar seu avô em 2003, quando teve acesso a uma câmera emprestada da universidade. Desde então, sempre que surgia uma oportunidade, registrava momentos com Seu Cavalcanti. " Ele começou a perceber a câmera e a aceitou como parte da nossa rotina ", relembra o diretor. Com o tempo, o avô tornou-se colaborador ativo e ator de sua própria história. Mesmo após sua morte, no início de 2016, o projeto seguiu, com a ausência de Seu Cavalcanti sendo incorporada à narrativa. “ Foi uma loucura transformar 20 anos em um filme... a montagem foi um processo lento, natural, livre e de muita descoberta ”, comenta Lacca. A edição, conduzida por Luiz Pretti e Ricardo Pretti, ocorreu ao longo de dez anos, em diversas etapas e cidades, como Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Quando começaram a trabalhar juntos, em 2012, havia 20 horas de material em miniDV e outros formatos. Ao final do processo, esse volume quase triplicou. Inicialmente produzido de forma independente pela Trincheira Filmes, o projeto foi ganhando novos parceiros com o tempo. Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho, da Cinemascópio Produções, e Mannu Costa, da Plano 9, se uniram à produção, contribuindo com recursos e experiência artística. “ Essas colaborações não apenas proporcionaram recursos para uma finalização de qualidade, mas também trouxeram uma riqueza de visão ao projeto ”, destaca Lacca. Além de Seu Cavalcanti, protagonista do filme, e de suas filhas, Tereza Cavalcanti e Isabel Novaes, o elenco conta com a participação especial da atriz Maeve Jinkings (“Aquarius”, “Carvão”), que contracena com o avô do diretor em cenas improvisadas filmadas em 2013. Lacca e Maeve se conheceram durante a preparação de elenco de “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, e construíram uma amizade desde então. “ Foi uma honra pra mim testemunhar e eternizar essas relações através do cinema ”, comenta a atriz. O elenco também inclui Tânia Maria, atriz potiguar que ficou conhecida pelo bordão “ que roupa é essa, menino? ”, em “Bacurau”. Convidada após a preparação de elenco, ela participa de uma das cenas do longa com sua já característica espontaneidade e também é destaque em “O Agente Secreto”. Na equipe técnica, destacam-se nomes como o fotógrafo Pedro Sotero, o compositor Tomaz Alves Souza — autor da música “O Silêncio da Madrugada”, ouvida na abertura —, e o designer Raul Luna, que assina a sequência inicial do filme. A pós-produção de som, conduzida por Marina Silva, Carlos Montenegro e Roberto Espinoza, foi responsável por construir toda a ambiência sonora do longa, com destaque para as dublagens feitas em estúdio pelo próprio Seu Cavalcanti. A correção de cor, realizada por Gustavo “Tijolinho” Pessoa, conferiu à obra sua textura visual marcante, pensada para ser vivida nas salas de cinema. Sinopse Seu Cavalcanti tem noventa e tantos anos e uma saúde de ferro. Depois de enfrentar uma contrariedade que o desafia profundamente, embarcamos na sua aventura em busca de reconquistar sua independência e seu prestígio na sociedade. Ficha técnica Direção e Roteiro: Leonardo Lacca Elenco: Severino Cavalcanti, Tereza Cavalcanti, Isabel Novaes, Maeve Jinkings, Tânia Maria, Jácylla Kenya, Leonardo Cavalcanti Produção: Emilie Lesclaux, Kleber Mendonça Filho, Leonardo Lacca, Mannu Costa Empresas Produtoras: Trincheira Filmes, Cinemascópio, Plano 9 Montagem: Ricardo Pretti, Luiz Pretti Fotografia: Leonardo Lacca, Pedro Sotero. Som: Marina Silva, Carlos Montenegro, Roberto Espinoza, Nicolas Hallet, Tião Trilha Sonora: Tomaz Alves Souza Ano de Produção: 2024 Duração: 78 minutos País de Origem: Brasil Distribuição: Cajuína Audiovisual Sobre o diretor Leonardo Lacca nasceu no Recife e trabalha como diretor, roteirista e preparador de elenco há 20 anos. Fundou a Trincheira Filmes, com Marcelo Lordello e Tião. Seu primeiro longa “Permanência” foi exibido e premiado em festivais no Brasil e no mundo. Foi diretor assistente de “Bacurau” e “O Agente Secreto” e preparador de elenco em “Aquarius”, “O Som ao Redor”, “Paterno”, “A Salamandra” e “Dormir de Olhos Abertos”. Atualmente está finalizando sua primeira série de TV, “Delegado”, e lançando “Seu Cavalcanti”, seu segundo longa.

  • De The Bold Type a The White Lotus: o sucesso de Meghann Fahy

    Meghann Fahy não cansa de trabalhar! A atriz teve reconhecimento em 2017 com o seriado The Bold Type. Desde 2021, com o encerramento da 5ª temporada, a loira tem participado de diversas outras produções, estas que também estão levando o seu nome para indicações em premiações como o Emmy e o SAG Awards. Confira a seguir onde a artista marcou presença nos últimos anos. The Bold Type (2017–2021) Exibida durante 5 temporadas pela Freeform, a comédia dramática é inspirada na vida e carreira da ex-editora-chefe da revista Cosmopolitan, Joanna Coles, que também é produtora executiva da série. Totalizando 52 episódios, a série acompanha a vida de três mulheres millennials, Jane Sloan (Katie Stevens), Kat Edison (Aisha Dee) e Sutton Brady (Meghann Fahy), todas empregadas em uma publicação global fictícia chamada Scarlet na cidade de Nova Iorque. Por The Bold Type, Meghann foi indicada ao Teen Choice Awards em 2018 na categoria “Choice Summer TV Actor”. Onde assistir:   Amazon Prime Video The White Lotus — 2ª temporada (2022) A série antológica dramática e satírica criada, escrita e dirigida por Mike White teve a sua 2ª temporada exibida pela HBO com um total de 7 episódios. Com um elenco de peso (sendo alguns deles: Jennifer Coolidge, Meghann Fahy, Theo James, Aubrey Plaza, Leo Woodall, etc.), o enredo acompanha a vida de funcionários e hóspedes ricos de um resort de luxo na Sicília. A temporada foi aclamada pela crítica e fez Meghann ser nomeada ao Emmy e ganhadora no SAG Awards. Onde assistir:  HBO Max O Casal Perfeito (The Perfect Couple, 2024) Baseada no romance homônimo de 2018 de Elin Hilderbrand, a série de 6 episódios conta com Nicole Kidman, Liev Schreiber, Meghann Fahy, Dakota Fanning, entre outros, em seu elenco. Seguindo nos moldes de The White Lotus, a produção gira em torno do casamento luxuoso de Amelia (Eve Hewson) com uma das famílias mais ricas de Nantucket, até que uma morte chocante interrompe abruptamente o evento, transformando todos os convidados em suspeitos. Inicialmente anunciada como minissérie, a produção foi renovada para uma 2ª temporada. Onde assistir:   Netflix Invencível (The Unbreakable Boy, 2025) Baseado no livro The Unbreakable Boy: A Father's Fear, a Son's Courage, and a Story of Unconditional Love, de Scott Michael LeRette e Susy Flory, o filme narra a história real do filho de LeRette, Austin, que nasceu com uma rara doença óssea frágil e também está no espectro do autismo.   O longa é estrelado por Zachary Levi e Meghann Fahy. Onde assistir:   Amazon Prime Video Drop: Ameaça Anônima (2025) Dirigido por Christopher Landon, o suspense é estrelado por Meghann Fahy e Brandon Sklenar. No longa, uma mãe viúva recebe mensagens ameaçadoras durante seu primeiro encontro em anos, o que a faz questionar seu encontro e temer por sua segurança. Onde assistir:   Google Play, YouTube, Apple TV, Amazon Prime Video (todas as opções pagas). Sereias (Sirens, 2025) Rotulada como uma série limitada de comédia de humor ácido, a produção de 5 episódios é baseada na peça Elemeno Pea, de 2011, de Molly Smith Metzler (também criadora da série). Ambientada em um final de semana em uma luxuosa propriedade de praia, a série explora temas de gênero, poder e classe social, com Meghann Fahy, Milly Alcock, Julianne Moore e Kevin Bacon no elenco. Devon (Meghann Fahy) é uma jovem problemática que fica alarmada com o perturbado envolvimento de sua irmã Simone (Milly Alcock) com sua nova chefe, a enigmática e controladora Michaela Kell (Julianne Moore). Decidida a rastrear Simone, Devon se convida para a propriedade de Michaela para entender a dinâmica da relação entre ambas, aumentando as tensões entre as pessoas da ilha. Por seu papel, novamente Meghann recebeu indicação ao Emmy. Onde assistir:   Netflix Já assistiu a alguma dessas produções da atriz? Qual é a sua favorita?

  • 3 séries da Marvel que ninguém viu

    Trazendo visões além do Universo Cinematográfico, a Marvel constantemente vem lançando produções extras no catálogo do Disney+.  Algumas realmente valem a atenção, mas outras nem tanto. Separamos aqui alguns lançamentos recentes que acabaram ficando perdidos no tempo, mas que são relevantes de serem reconhecidos. Marvel Zombies Após o mundo ter sido contaminado por um vírus zumbi, os sobreviventes desta tragédia unem suas forças (e seus superpoderes) na esperança de encontrar uma cura e salvar o mundo. Este é um caso muito curioso. Aproveitando a notoriedade   de um dos episódios de What If?,  a série continua os eventos do apocalipse zumbi que devastou o mundo, as pessoas, e em consequência, alguns dos herois mais poderosos do universo. Protagonizado por Kamala Khan, é uma aventura que explora novas dinâmicas dos personagens já conhecidos da Marvel . Existe um fio condutor bem interessante ao decorrer da temporada. E, apesar das críticas quanto ao estilo de animação, é perceptível alguns bons shots cinematográficos durante a narrativa. Não é nada revolucionário ou original na história. Apesar das ideias recicladas de outras produções, como Wandavision e Multiverso da Loucura ,  o peso se balanceia com personagens cativantes e já conhecidos do universo cinematográfico. Vale a pena dar uma olhada. Mas se Marvel Zombies ainda tinha algo de interessante a mostrar, o mesmo não se pode dizer desta próxima série… Coração de Ferro Riri Williams é uma jovem brilhante de Chicago que após dominar o uso do Vibranium, desenvolve uma armadura parecida com a do Homem de Ferro. Durante seu retorno para sua cidade natal, ela se junta a gangue do misterioso “The Hood”, realizando missões que colocam em prova o limiar entre a tecnologia avançada e a magia oculta do universo. Durante oito episódios Riri passa por uma jornada de autodescoberta, onde entra em jogo a percepção de que o seu poder vem mais de quem está comandando do que da própria armadura. Coração de Ferro é um caso que infelizmente sofreu com a crise de identidade da Marvel chamada Fase 5.   Após diversos cortes,   a série leva o mesmo desfecho de Echo,  e se encontra esquecida no catálogo do Disney+. É uma produção que resultou em uma trama básica demais e com um ritmo tedioso para se acompanhar. A não ser que você esteja entediado numa terça feira de noite, não há motivo melhor para arriscar dar play. É seguro dizer que: o charme que faltava em Coração de Ferro pode ser visto com glória nesta próxima série… Olhos de Wakanda Esta é uma animação antológica que explora novas histórias de guerreiros de Wakanda que saíram para o mundo para encontrar e recuperar artefatos perdidos de Vibranium  em missões que se passam em diferentes períodos do tempo. A série animada oferece olhar diferente para o universo criado nos filmes do Pantera Negra, com um aprofundamento não só na cultura do país, mas também nos segredos ocultos que a nação esconde por tantos anos. São quatro episódios curtos com um estilo de animação diferente do que o estúdio está acostumado a apostar, e algo bem parecido com a franquia de histórias animadas de Star Wars.   Uma diversão inocente para um bom sábado à noite.

  • O Último Rodeio: uma história simples quando bem contada, vira ouro!

    O Último Rodeio resgatou algo que eu tenho muita saudade dos filmes que vieram antes dos anos 2000: Entender que às vezes você só precisa ir no simples e contar uma boa história de forma convincente. Entende o que quero dizer? Tô falando daquele excelente filme de sessão da tarde carregado de clichês, mas que te faz chorar sem nem notar. O Último Rodeio é um desses filmes. O longa dirigido por Jon Avnet e protagonizado por Neal McDonough é convincente no simples. Vem entender o motivo! Sinopse No interior dos Estados Unidos, uma grande estrela dos rodeios aposentada há mais de 10 anos, volta a participar de uma competição de montaria com a intenção de juntar US$750 mil para salvar seu neto. Antes de tudo: Sim, esse é mais um daqueles filmes, que se acontecessem no Brasil, não durariam 10 minutos, pois aqui temos o SUS. No meio desse retorno, o velho Joe, acaba lidando com traumas, perdas, luto e conflitos familiares , que testam a fé e a coragem de um homem a muito tempo descrente. Sobre a direção e a fotografia A direção de cenas se destaca principalmente em construir e manter a tensão dentro da arena. A direção é extremamente eficaz no que se propõe: trabalha com cenas que prolongam o tempo para amplificar a expectativa — transformando oito segundos em uma verdadeira eternidade — e com cortes rápidos em diferentes ângulos para transmitir a intensidade do esporte. Essa combinação faz com que a direção das cenas na arena se destaque de forma marcante em relação ao restante do filme. A fotografia explora o ambiente de forma assertiva, nada é por acaso. Pequenas cenas são pensadas para te colocarem naquele cenário e ajudarem a entrar na história aos poucos e já ir aos poucos entendendo as conexões entre os personagens, sem precisar de tanta introdução. A estrela no centro da arena Neal McDonough é um excelente cowboy, isso é inegável. Mas devo dizer que aqui, ele rouba todos os holofotes e apresenta um personagem completamente diferente do que ele já havia apresentado na carreira. Joe é um herói inquieto, um pai ríspido e um amigo fechado, que acabou se afastando de todos depois de perder a esposa para um câncer. Um homem carregado de rancor, arrependimentos e cheio de ressentimentos, que resolve por fim olhar para o próprio futuro e começar a arrumar as coisas. Neal ajudou Avnet no roteiro, então talvez essa proximidade a mais com o cerne do personagem, tenha ajudado com essa conexão. O que temos como resultado final, é uma atuação emocionante e convincente. Não só de grandes estrelas se faz um céu Neal não é o único a brilhar nesse filme. Atores coadjuvantes entregaram atuações louváveis em cada um dos seus papéis, que ajudaram muito o personagem principal em sua entrega para o papel. Na minha opinião, apenas uma atuação foi fraquíssima dentro desse filme: Daylon Swearingen, que interpreta Billy Hamilton, parece ser aquele novato do teatro que fala as frases de forma claramente decorada, não demonstra interpretar o que tá sendo dito, dificultando bastante nessa interação com Neal. Nosso veredito Esse filme é como um bom PF com bastante arroz, feijão e farofa: quando bem feito, não tem como dar errado. O Último Rodeio sabe o que está fazendo, se propõe ao simples e cumpre com louvor com a proposta. É o clássico filme que você veria numa sessão da tarde, e olha, como eu sentia falta disso…

  • O Telefone Preto 2 traz conexão ao anterior e amplia a mitologia

    O Telefone Preto 2, sequência do filme de 2021, conta com Mason Thames, Madeleine McGraw, Ethan Hawke e Demián Bichir no elenco. Dirigido por Scott Derrickson e escrito em companhia com o mesmo e C. Robert Cargill, fomos convidados pela Universal Pictures para assistir previamente à produção, que chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de outubro. Enredo Quatro anos após matar seu sequestrador, Finney tenta viver uma vida normal como o único sobrevivente do Pegador.   Com dificuldade de superar o trauma, sua irmã mais nova, Gwen, começa a receber chamadas do telefone preto em seus sonhos, com a presença de três garotos no acampamento Alpine Lake. Querendo investigar as visões, Gwen visita o local com Finney durante uma tempestade de neve. O que ambos descobrem é que o assassino está interligado com a história de sua família.  Com sede de vingança, o Pegador se torna mais poderoso depois de morto, ameaçando Gwen e obrigando Finney a enfrentar um mal inacreditável. Roteiro Em 1982, Finney, Gwen e Terrence tentam se recuperar dos traumas vividos pelas mãos do serial killer Pegador, quatro anos antes.  Enquanto isso, Finn se mete em brigas com bullyinadores no colégio, além de fazer uso de drogas no tempo livre para aliviar a dor. Não demora muito para Gwen começar a ter visões envolvendo o assassino, o telefone preto e algumas crianças que desapareceram no acampamento Alpine Lake. Após pesquisa, os irmãos descobrem que, quando jovens, sua mãe esteve no local, e entendem que precisam ir até lá para desvendar os pesadelos de Gwen. Chegando lá, uma forte tempestade de neve faz com que fiquem presos no local. Após algum tempo no acampamento, os irmãos percebem que sua mãe, o assassino, os assassinatos no acampamento e os de 1978, assim como os sonhos de Gwen, estão todos interligados. No mundo do terror, é muito raro uma sequência dar realmente continuidade à história contada no original. Aqui, não só continua como também amplia a mitologia. Trazer todo o elenco do primeiro de volta foi um grande acerto; em 2021, os irmãos ainda eram crianças, e vê-los agora já maiores e com mais conexão foi muito legal. A não repetição da história do primeiro também é um ponto positivo; aqui, somos levados para outra ambientação, e muitas coisas que ficaram inexplicadas no primeiro são melhor desenvolvidas, como toda a história da mãe das crianças, que no original ficou em segundo plano. Aqui, tudo se conecta, mostrando que O Telefone Preto 2 não é apenas uma produção feita com a intenção de caça-níquel, mas sim pensada para homenagear e trazer mais elementos ao seu universo. Dessa vez, o Pegador ataca por meio dos sonhos (em uma vibe bem Freddy Krueger), e Gwen é a mais prejudicada. A atuação de Madeleine está impecável, e aqui ela consegue brilhar ainda mais que no primeiro filme. No final, não tem como não criar apego pelas crianças e não se emocionar, pelo menos um pouco, com todo o plot familiar. Nem melhor, nem pior que o primeiro, apenas diferente - e uma grata surpresa! Elenco Se no primeiro filme o foco era em Mason Thames , dessa vez é Madeleine McGraw quem brilha, embora a sincronia de ambos seja demais e seja muito legal ver a relação dos personagens agora já mais grandinhos. Impossível não torcer pelos dois! Ethan Hawke pode até ver seu nome em destaque nos materiais promocionais, mas ao contrário do longa anterior , onde conseguimos ver seu rosto em diversas ocasiões, aqui, na maior parte, ele tem sua face escondida pela máscara do assassino. Entretanto, o ator tem carisma o suficiente e entrega boas cenas com a dupla de protagonistas. Miguel Mora retorna como Ernesto Arellano, irmão de Robin, uma das vítimas do serial killer no primeiro filme. No anterior, ele interpretou o papel do irmão. Jeremy Davies também volta como o pai dos protagonistas, e, embora tenha sua redenção aqui, o personagem está mais caricato que no longa anterior. Entre os novos atores, temos Demián Bichir, Arianna Rivas, Anna Loire, Graham Abbey e Maev Betty, como a equipe do acampamento. Os personagens são competentes e conseguem se introduzir bem entre os veteranos. Considerações O primeiro Telefone Preto, com uma pegada à la Stranger Things, impactou o público de surpresa devido ao seu roteiro diferenciado.  Quando anunciada a continuação, muitos se perguntaram "qual a necessidade?" devido ao final conclusivo do longa de 2021. O ponto alto de sua sequência é dar continuidade ao que foi mostrado no anterior sem tentar repetir sua fórmula. O elenco está de volta e ainda mais afiado, e todo o enredo é conectado à história original. Não sei se intencional, mas a produção remete a longas como A Hora do Pesadelo (1984) e Presos no Gelo (2006).   Sua fotografia e edição ainda trazem muitas referências aos anos 70/80, deixando a produção ainda mais bela. Seu roteiro se mantém fiel a tudo o que nos foi apresentado no primeiro longa e também nos traz novas informações ao universo. Os efeitos especiais talvez decepcionem um pouco, mas a trilha sonora combina com a ambientação, dando aquela sensação de frio. No fim, O Telefone Preto 2 entrega o que promete e entra na categoria de sequências de terror que valem a pena ser assistidas.

  • Boots acerta em cheio ao misturar Fuzileiros Navais, homossexualidade e história

    Recentemente chegou sem fazer muito alarde a série Boots na Netflix. A produção é inspirada no livro The Pink Marine, de Greg Cope White , que resolveu entrar nos Fuzileiros Navais na década de 90, mesmo sendo homosexual. Comecei a série esperando que ela fosse tratar com ironia e chacota os Fuzileiros Navais e toda sua cultura em torno da instituição, pois o foco seria em Cameron Cope, que se alistou apenas para acompanhar seu melhor amigo hétero no sonho de se tornar um Fuzileiro. Nos últimos anos vemos as instituições sendo descredibilizadas por sua postura preconceituosa, mas não é isso que a série Boots faz. Somos convidados a acompanhar Cameron no treinamento de duas semanas para se tornar um fuzileiro, o treinamento envolve fortes atividades físicas, mas Cope é magro demais para completar as provas com folga, além de acompanharmos as difíceis provas que nos proporcionam até boas risadas, nos envolvemos com os colegas de treinamento de Cope. Seus colegas, apesar da maioria deles ser aquele esteriótipo de homem forte e hétero, carregam com eles histórias e sentimentos únicos, o que nos faz nos apegar a cada um deles. Mesmo que a série reforce que se tornar um fuzileiro naval não é para qualquer um, nós entendemos que as lições e os valores ensinados pela instituição são fonte de inspiração para quem passa pelo treinamento, e foi exatamente isso que Cope enxergou nas semanas intensas que passou por lá. Aliás, preciso dizer que o sucesso da série se deve 99% graças ao ator Miles Heizer, que nunca teve papel de destaque nas produções e agora descobrimos que ele tem muito a nos surpreender. Na época em que a série se passava, ser gay nas forças armadas era crime, vemos então essa batalha entre a instituição e os homens que tinham que esconder sua sexualidade , mas ao mesmo tempo buscavam as forças armadas para buscar sua masculinidade. Boots é uma série dramática, divertida e inteligente ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre o papel das instituições nos dias de hoje, os fuzileiros não “curaram” a homosexualidade de Cope, mas com certeza ensinaram disciplina e vontade de vencer.

  • Pacificador: a segunda temporada é boa, mas deixa uma red flag

    A segunda temporada de Pacificador é tudo o que se espera de James Gunn: caótica, engraçada, cheia de personalidade — e, ainda assim, um pouquinho frustrante. Após os eventos de Superman,   os novos episódios mostram que o diretor realmente tem um plano para o DCU. A dúvida é: será que ele ainda tem controle sobre o caos que criou? O mundo perfeito não exist…  O grande acerto da temporada é utilizar o temido multiverso a favor da história  e do desenvolvimento do protagonista. Quando Chris encontra uma versão de sua vida perfeita — com o pai amoroso, o irmão vivo e o amor correspondido por Harcourt —, tudo parece bem… até ele descobrir estar em um universo onde os nazistas venceram! É um dos momentos mais afiados da série.  O grande plot twist (que estava bem na cara) muda toda a trama do meio da temporada e é onde se encontram os melhores episódios.   O legal de Peacemaker é como o James Gunn encontra maneiras de ser político sem precisar fazer quase esforço algum no seu texto. É levar ao absurdo aquela ideia de que   a grama do lado vizinho não é tão verde assim. A equipe Checkmate O elenco é o coração pulsante da temporada. Sob um texto generoso que constroi diálogos muito bem elaborados e humanos,  somos servidos por ótimas interpretações.  Desde o cinismo metódico de Steve Agee como o Economos até o escapismo alegre e bobo do Freddie Stroma como o Adrian, melhor melhor amigo de Chris, todo o elenco brilha ainda mais nos novos episódios.  John Cena domina o papel com uma entrega impressionante. Não só nas cenas que precisam de toda sua “galhofice”, como nos momentos de maiores curvas dramáticas, o heroi surpreende  pela sua vulnerabilidade .  Jennifer Holland, por sua vez, dá profundidade à Harcourt, especialmente ao confrontar as feridas deixadas por Rick Flag Jr. Agora, a estrela do show com certeza é Danielle Brooks. Sua Adebayo é a companheira mais calorosa do grupo.   Duas cenas da queen merecem destaque: o término de relacionamento mais sincero e honesto da TV recente, e o momento em que ela confronta Chris, pedindo que ele pare de negar seus sentimentos. Afinal…foi uma bomba mesmo? James Gunn é apaixonado por Pacificador. E isso ele não esconde nem um pouco. Em suas últimas declarações, o diretor disse que os últimos três episódios dessa temporada foram a melhor coisa que ele já havia feito.  Eu amo pessoas apaixonadas pelo que fazem, e amo o fato do James Gunn se dispor a compartilhar cada frame que pode dos bastidores de seus projetos. Porém, nosso web divo precisa ter um cuidado especial, ainda mais como chefão do DCU. Quando ele opta mais para um desenvolvimento de personagens, ao invés de um final apoteótico —  e um cameo somente para encargos de fanservice   —  parece ser um sinal de lealdade para com o microcosmos de Pacificador. Porém essa ideia vai por água abaixo quando o episódio final se torna, ao mesmo tempo, um grande ensaio para projetos futuros. Deve se existir um balanceamento entre a entrega dos projetos e a expectativa que o público está com os próximos passos, ainda mais visando o sucesso crescente deste novo universo.   Porque, a frustração dos fãs com um hype exagerado, também pode ser crescente, e destruir um universo inteiro… (Alô, Marvel!) Em algum lugar do planeta Salvação A segunda temporada de Pacificador passa longe de ser ruim, muito pelo contrário. Ela soube roubar a atenção do espectador semana após semana, construindo aos poucos uma trama sólida, porém com muitas abas abertas na finalização.   Tão ricos são os personagens e suas dinâmicas, que o público espera muito uma resolução redondinha. Ao deixar tantas pontas soltas, a série termina parecendo mais um “vem aí” do que uma conclusão. O esquema de venda casada, onde é preciso ver uma produção para assistir a outra,   entra em ação. Respostas? Só no próximo filme do Superman… será que vale mesmo a pena esperar?

  • Alice in Borderland: um possível final

    A série “Alice in Borderland” teve a sua última temporada lançada em 25 de setembro, a série durou longos 5 anos até que tivéssemos um desfecho. Como já vimos com outras séries, essa longa pausa entre as temporadas não é boa para captar a audiência, mas eles precisavam dar isso aos fãs que queriam entender o que realmente aconteceu com os personagens.  A narrativa da série é voltada para um rapaz japonês, Arisu, que não tem perspectiva de vida ou de futuro, ele é um adolescente que só quer saber de ficar em casa e jogar.   No entanto, um dia caminhando com seus dois melhores amigos isso muda quando há um grande terremoto e ele acaba entrando num jogo com outras pessoas em que o objetivo é ganhar todos os jogos para enfim voltar para sua realidade.  Esses jogos são divididos entre as cartas de um baralho onde vai da carta número 1 até o A que é o nível mais difícil.   Todas as pessoas que estão nos jogos não pediram para entrar, elas apenas entraram e querem tentar sair o mais rápido possível, durante esses jogos as pessoas que perdem são eliminadas . O objetivo é ser o vencedor, em alguns jogos terão vários vencedores, em alguns casos será uma equipe vencedora e em algumas exceções só poderá ter 1 vencedor. Nessa terceira temporada, nós, telespectadores, recebemos algumas respostas.   Os jogadores na verdade são pessoas que estão passando pelo transe entre a vida e a morte , então o rapaz principal sofreu um acidente na cidade de Tóquio que levou ao seu coma, e por isso ele estava nesse transe. Contudo, nessa terceira temporada só entrava quem queria pois existia um remédio que fazia a pessoa passar do plano da vida para o outro plano e lá ela podia participar dos jogos.  Arisu, que agora já é um homem casado com Usagi, que conheceu nos jogos, entra no jogo para salvar sua esposa que entrou por vontade própria.   Nesse desenrolar, ele acaba encontrando-a, mas é forçado a se separar e tomar uma decisão muito importante entre ficar nesse submundo ou salvar sua esposa e ficar com ela, a resposta para ele já estava muito óbvia já que ele não queria estar ali.  A série é bem reflexiva e nos mostra o porquê de estarmos vivos, no final Arisu atende alguns pacientes, que foram as pessoas que participaram com ele dos jogos anteriores, e ele pergunta se eles se sentem bem com a vida que estão a ter. Quando estavam nos jogos, todos diziam não ver sentido na vida e que não se importariam de ficar lá pra sempre, mas agora eles falaram as razões que os fazem estar vivos e porque estão bem com essa decisão “inconsciente” que tomaram.   Mas talvez esse não seja o fim de tudo, já que nos últimos minutos da série mostra um possível terremoto perigoso na Europa e perto dos EUA, será que ainda terá mais jogos?

  • Atores de Crepúsculo vêm ao Brasil para evento com fãs

    São Paulo se prepara para receber um evento histórico para os fãs da saga Crepúsculo . Nos dias 17 e 18 de janeiro de 2026 , o Distrito Anhembi será palco da Forks Conventio n , o primeiro evento na América Latina a reunir parte do elenco de uma das franquias cinematográficas mais amadas do mundo. Entre os convidados confirmados estão os atores: Jackson Rathbone ( Jasper Hale ) Ashley Greene ( Alice Cullen ) Kellan Lutz ( Emmett Cullen ) Peter Facinelli ( Dr. Carlisle Cullen ) Durante a convenção, os fãs poderão participar de atividades interativas inspiradas em Crepúsculo , ativações especiais , sorteios de brindes exclusivos e, dependendo do pacote adquirido, terão a chance única de tirar fotos com os artistas, participar de sessões de autógrafos, conversar com os atores e viver experiências inesquecíveis . A Forks Convention promete ser um encontro mágico e emocionante, celebrando o legado da saga que conquistou milhões de corações ao redor do mundo. A realização é da Somos , empresa responsável por diversos eventos e shows no Brasil e na América Latina. Ingressos & Valores Super Premium – R$ 2.550,00 Premium – R$ 1.500,00 Gold (Meia / Meia Social) – R$ 395,00 Gold (Inteira) – R$ 790,00 Venda de atividades extras com os atores convidados também estão disponíveis no site de venda: Selfies, autógrafos, foto profissional e pacotes. Serviço Data: 17 e 18 de janeiro de 2026 Local: Distrito Anhembi – São Paulo/SP – Brasil Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo – SP Ingressos: Ultra Tickets FORKS CONVENTION - TWILIGHT EXPERIENCE - Ultra Tickets Brasil

  • Assalto à Brasileira é uma deliciosa comédia de absurdos

    No último dia da Mostra Vertentes do CineBH ,  o festival guardou uma surpresa especial: a pré-estreia nacional do longa Assalto à Brasileira . Claro que a gente não ia perder essa! Confira a seguir nossas impressões. Uma tarde qualquer de Londrina, em 1987 Paulo (Murilo Benício) é um jornalista cansado da profissão  e recém-demitido do jornal onde trabalhou por anos. No mesmo dia em que vai ao banco retirar sua rescisão,   ele acaba no meio de um assalto à mão armada.   Em poucos minutos, se vê refém junto com mais de 300 pessoas em uma das maiores agências de Londrina No meio desse caos, Paulo percebe que o grupo de assaltantes não possuem a menor experiência em roubos, muito pelo contrário, são amadores. É aí que ele enxerga uma oportunidade de ouro: se oferecer para ser o porta-voz do grupo nas negociações com a polícia.   Com acesso livre à cena do crime, Paulo aproveita para entrevistar os reféns, recolher histórias e montar uma grande reportagem, enquanto se deixa levar pela fama instantânea que o caso gera. Entre o improviso dos ladrões e o espetáculo midiático, a história logo se transforma numa comédia de erros cheia de tensão, ironia e crítica. Baseado em fatos reais, o filme relembra o histórico assalto ao Banestado de 1987,  um evento tão inacreditável que só poderia mesmo ter acontecido no Brasil. A Gangue desse Assalto O elenco principal e de suporte entregam ótimas atuações, e o destaque, claro, vai para Murilo Benício. Veterano da indústria, ele imprime o nível certo de canalhice e ironia ao jornalista Paulo,  transformando um personagem dúbio em um protagonista carismático e divertido de acompanhar. A trupe de assaltantes também é essencial para o andamento da trama, e funciona muito bem. Matheus Macena traz um tom leve e descontraído, com um timing de comédia preciso, enquanto Robson Nunes segura as rédeas da tensão, equilibrando o grupo. Já o “líder” Moreno, vivido por Christian Malheiros, é quem realmente rouba a cena.  Conhecido pela série Sintonia, o ator entrega uma performance cheia de nuances:   dá pra sentir em tela o conflito interno de um jovem educado e gentil que, por circunstâncias da vida, acaba vivendo o momento mais perigoso e contraditório de sua trajetória. Uma baita atuação. Mas nem tudo são flores. A escalação de Paulo Miklos como o comandante Fonseca, por exemplo, não convence totalmente. O personagem, que deveria impor presença e representar uma ameaça real, acaba soando deslocado.   O mesmo vale para Fernanda de Freitas, que vive a esposa grávida de Paulo. Talvez por um desvio de direção, sua atuação pende demais para o tom de comédia de esquetes, lembrando o estilo do Porta dos Fundos,  o que destoa um pouco do resto do elenco . Nada, porém, que comprometa a experiência. O conjunto segue sólido e divertido de assistir. Roteiro e Direção O que faz Assalto à Brasileira funcionar tão bem é o equilíbrio entre uma história inusitada e o olhar afiado de José Eduardo Belmonte.   A direção é segura, generosa e cheia de ritmo. Ele sabe conduzir os personagens entre o absurdo e o emocional com naturalidade, transformando uma situação completamente caótica em algo divertido e, às vezes, até tocante. Os roteiristas também merecem aplausos. O texto é cheio de personagens e ,  o mais impressionante, todos têm uma função. Cada figura que surge — o gerente morrendo de medo, a senhora da fila que reclama de tudo, o recém-casado meio bobão — ajuda a construir esse microcosmo de um Brasil cotidiano, onde o humor nasce justamente das pequenas tragédias do dia a dia.  Essa diversidade de tipos é o que dá alma à comédia  e faz o público se enxergar em algum canto daquele banco. Criar uma gangue de ladrões que entra atirando, causa pânico e depois consegue conquistar a empatia do espectador não é tarefa simples. O roteiro desconstroi as primeiras impressões e mergulha nas camadas de cada personagem, fazendo a gente torcer por eles quase sem perceber.  E, por trás de tudo, Belmonte segura o volante com firmeza — sabe quando deixar o riso acontecer e quando puxar o freio para dar espaço à emoção. É o Brasil do Brasil! Assalto à Brasileira é mais do que um filme divertidíssimo e cheio de ritmo. É também um retrato espirituoso de um país em crise , e das pequenas tragédias e improvisos que moldam o nosso cotidiano. Por trás do humor e do caos, há uma reflexão sobre a luta de classes, a desigualdade e o valor do dinheiro na vida de pessoas comuns que só tentam sobreviver. Confesso: às vezes caio na perigosa armadilha de comparar produções nacionais com versões internacionais. E aqui seria fácil soltar um “é tipo uma  La Casa de Papel brasileira ”. Mas, na real, a série espanhola da Netflix jamais conseguiria ter todo esse estilo, charme e malandragem que Assalto a Brasileira tem de sobra. E, claro, assistir a tudo isso em tela grande, cercado de um público que vibra, ri e se envolve com cada desventura, só deixa a experiência ainda mais saborosa.  É aquele tipo de cinema que lembra por que a gente ama ver histórias (especialmente as nossas) ganhando vida na telona.

  • 14 lançamentos de outubro de 2025 para assistir nos cinemas

    O mês de outubro vai nos presentear com muitos lançamentos de peso e que podem estar no Oscar 2026. Vem conferir os principais lançamentos de outubro de 2025 para você assistir nos cinemas. 1 - Coração de Lutador - The Smashing Machine Será que finalmente nosso querido The Rock ganhará sua primeira indicação ao Oscar com a ajuda dessa cinebiografia? No filme Coração de Lutador ele interpreta um lutador de MMA e campeão do UFC Mark Kerr. No auge da fama um dos maiores nomes do esporte nos anos 1990 e 2000, o atleta enfrentava batalhas pessoais intensas fora do octógono, boatos que o filme vai fazer você chorar. Data de lançamento: 02/10 2 - GOAT Para os fãs de Jordan Peele, GOAT é uma produção com participação do aclamado diretor de Corra!. No filme acompanhamos um quarterback em ascensão, Cameron Cade, que é atacado por um fã e sofre um trauma cerebral, podendo assim perder sua carreira. Quando tudo parecia perdido, o ídolo de Cam, Isaiah White, convida o jogador para treinar em seu complexo, porém, coisas estranhas começam a acontecer em meio aos treinamentos. Data de lançamento: 02/10  3 - Depois da Caçada O filme é dirigido por Luca Guadagnino e acompanha uma professora universitária conhecida por seu rigor acadêmico e dedicação aos alunos, porém seu mundo vira de cabeça para baixo quando sua protegida faz uma acusação grave contra um colega do departamento. A produção conta com nomes de peso no elenco como Julia Roberts, Ayo Edebiri e Andrew Garfield. Data de lançamento: 09/10 4 - O Último Rodeio Uma estrela de rodeio aposentada volta a participar de uma competição de montaria em touro para salvar seu neto, nesse processo ele confronta seu passado, descobre a fé e prova que a verdadeira coragem está na família.  Data de lançamento: 16/10 5 - The Mastermind A produção é baseada em fatos reais e conta a história do carpinteiro desempregado JB Mooney, que se torna ladrão de arte amador e planeja seu primeiro grande assalto, mas quando tudo sai dos trilhos, sua vida começa a desmoronar. A estrela de Rivais Josh O'Connor é quem interpreta JB. Data de lançamento: 16/10 6 - O Telefone Preto 2 Finn agora tem 17 anos, ele tenta lidar com a vida após o cativeiro, sua irmã Gwen, de 15 anos, começa a recebe ligações em seus sonhos através do telefone preto e ter visões perturbadoras de três fatores sendo perseguidos em um acampamento de inverno chamado Alpine Lake , é quando ela decide resolver o mistério. Para quem é fã de terror, O Telefone Preto é uma ótima opção.  Data de lançamento: 16/10  7 - Pai do Ano Uma história sensível sobre um pai que ao ver sua esposa ir para a reabilitação precisa cuidar sozinho dos seus filhos gêmeos de 9 anos, ele então precisa buscar ajuda com a filha que teve em seu primeiro casamento, Grance. Prepare o lencinho.  Data de lançamento: 23/10  8 - Quando o Céu se Engana  Coloque Aziz Ansari, Keanu Reeves e Seth Rogen no mesmo filme, o resultado com certeza será uma comédia fora de série . A produção acompanha um anjo bem-intencionado, mas um tanto ineficiente, chamado Gabriel, ele então se envolve na vida de um trabalhador autônomo em dificuldades e de um capitalista de risco.  Data de lançamento: 23/10  9 - Se Não Fosse Você É romance que vocês querem? Morgan Grant e a filha Clara precisam lidar com o que ficou após um acidente devastador revelar uma traição chocante e forçá-las a confrontar segredos de família, redefinir o amor e se redescobrir.  Data de lançamento: 23/10 10 - Maurício de Sousa - O filme Chega aos cinemas a cinebiografia da história do pai da Turma da Mônica, Maurício de Sousa . A produção conta desde sua infância, passando pela descoberta e paixão pelos quadrinhos, até a invenção de uma carreira considerada impossível para a época. Data de lançamento: 23/10  11 - Frankenstein A clássica história de Frankenstein é recontada agora pelo olhar do diretor Guillermo Del Toro. Acompanhamos o experimento monstruoso que acaba levando à ruína o criador e sua trágica criatura. A produção conta com Oscar Isaac, Jacob Elordi e Mia Goth no elenco. Data de lançamento: 23/10 12 - Bom Menino Sabe aquela história de que cachorros enxergam espíritos? Essa é a premissão do filme Bom Menino, um filme de terror pela visão de um cachorro, que se muda para uma casa de campo com seu dono, mas acaba descobrindo forças sobrenaturais escondidas no local. Data de lançamento: 30/10 13 - Terror em Shelby Oaks O filme acompanha Mia, que recebe uma fita misteriosa com indícios de que sua irmã desaparecida pode estar viva, ela então mergulha em uma investigação que a coloca no centro de uma espiral de horror repleta de revelações perturbadoras. Data de lançamento: 30/10 14 - Sonhos Em Sonhos, conhecemos Jennifer, uma influente socialite de São Francisco, que se envolve com Fernando, um jovem bailarino mexicano, colocando sua reputação em risco. Impulsionada pelo amor e por acreditar em recomeços, ele atravessa a fronteira para estar ao lado dela, uma decisão perigosa para Jennifer que sempre quis se preservar. Data de lançamento: 30/10

  • Apenas Coisas Boas: o desejo e o silêncio não sustentam a narrativa

    Uma das minhas coisas favoritas de participar como público de um festival de cinema  é o elemento surpresa. Muitas vezes escolhemos o que ver apenas pelo pôster, pelo título ou por dois parágrafos de sinopse que, na maioria das vezes, não conseguem preparar o espectador para o todo que o filme realmente é.  Esse é o grande diferencial em relação a uma sala de shopping: no festival, não se trata só de consumir uma obra, mas de descobri-la, de ser surpreendido por um olhar artístico que talvez nunca teria cruzado o nosso caminho fora desse espaço.   Foi exatamente assim com Apenas Coisas Boas, exibido na Mostra Vertentes da 19ª CineBH. Sinopse Em Apenas Coisas Boas, o diretor Daniel Nolasco nos leva ao interior de Goiás, em 1984. Antônio, um homem solitário que vive isolado em sua fazenda, cruza o caminho de Marcelo, um motoqueiro que sofre um acidente na região. Do encontro inesperado nasce uma relação intensa, marcada pelo desejo, pela ruptura e por memórias que insistem em permanecer.   Ao mesmo tempo em que celebra a descoberta de um amor transformador, o filme revela os silêncios e as feridas que moldaram a vida do protagonista, expondo como a paixão pode ser tanto libertadora quanto dolorosa. Fotografia e direção O espaço rural é um personagem à parte. Sua imensidão não só representa o isolamento da cidade grande, mas também a solidão das relações humanas.  A câmera, ao se aproximar lentamente dos personagens em meio a esse cenário vasto, foca em detalhes mínimos que ganham força justamente por acontecerem no meio do nada. É um recurso que cria tensão e reforça a sensação de confinamento emocional. A fotografia explora cores escuras e contrastantes, mas também vibrantes. A luz incide como símbolo de calor e desejo,   ao mesmo tempo em que denuncia violências silenciosas . Há sempre a sensação de que algo já aconteceu ou ainda está prestes a acontecer, mesmo quando nada está claro — um baita acerto da narrativa visual. Atuações O filme depende muito da entrega de seus protagonistas .  A química entre Lucas Drummond e Liev Carlos funciona em tela, sustentando tanto as cenas íntimas quanto os momentos de maior tensão. Mas é Lucas quem segura o fecho dramático quando está sozinho. Ele encarna um personagem que carrega o peso de memórias reprimidas, vivendo no fio entre silêncio e desejo. Um dos pontos altos é a cena entre o personagem principal e seu pai. O diálogo áspero, direto e sem filtros, expõe uma rejeição que marcou sua vida. Ali, ele se despe emocionalmente como não faz em nenhum outro momento do filme  — muito mais do que nas cenas de nudez, que, infelizmente, acabam caindo em estereótipos. Falando nisso… Fetichização e limites narrativos E aqui está um dos problemas de Apenas Coisas Boas: a nudez explícita, usada mais como recurso fetichizado do que como parte orgânica da narrativa. Essa escolha não acrescenta camadas à história  e, pelo contrário, reforça estereótipos ainda comuns em narrativas LGBTQIA+, onde o corpo nu parece ser o único eixo possível.  Há tantas outras questões e modos de contar histórias  que poderiam ser explorados, e é justamente nesse ponto que o filme perde força. A narrativa tenta ser disruptiva, mas não chega a provocar uma reação que vá além do imediato. É um cinema que se arrisca, mas que ainda hesita em se aprofundar. Afinal… Apenas Coisas Boas tem seus méritos: uma fotografia vibrante e estilosa, atuações competentes e momentos de grande força dramática. Mas também é uma obra que não escapa de vícios narrativos e que acaba se diluindo na vontade de ser ousada. No fim, o título promete coisas boas, mas o resultado é uma experiência desigual   — que vale a descoberta do festival, mas deixa a sensação de que poderia ter ido muito além.

©2019 por pippoca.

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