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  • Foto do escritorMaria Tosin

Trieu traz reflexão sobre o instinto humano

Atualizado: 12 de set. de 2023


No sábado (09/09), o Pippoca a convite da Banana Filmes e do diretor Mateus Ross, foi conferir o lançamento do filme Trieu, produção independente que foi gravada durante a pandemia na cidade de Curitiba (PR).


O longa conta a história de Rodd, um homem consumido pela rotina: trabalhar, dormir, comer e trabalhar. Até que um dia um convite de uma seita o chama para fora desta prisão. Questionando sua maneira de viver e quem ele realmente é.


Logo no início a produção apresenta de maneira cuidadosa o personagem principal Rodd, mostrando sua vida em looping, com uma rotina que é sempre a mesma e sem nenhuma surpresa. Rodd também parece ser um cara reservado e que não se interessa em fazer novos amigos. Certo dia ele recebe uma carta o convidando para participar de um encontro chamado “Trieu”, Rodd fica em dúvida, mas resolve ir até o local indicado para participar. É importante ressaltar que o filme é um suspense e a todo momento a trilha sonora te deixa tenso e ansioso para saber o que vai acontecer a cada carta ou bilhete enviado para Rodd.


Não só Rodd faz parte desta seita, mas outras pessoas também participam dos encontros e dos “desafios”, que na maioria das vezes são duvidosos e podem fazer você questionar o real motivo de Rodd aceitar fazer coisas que normalmente pessoas como ele não aceitariam. Durante todo o longo você reflete sobre quem você realmente é e quem a sociedade espera que você seja, além disso, um dos chefes da seita pergunta a Rodd em um dos encontros sobre quem ele é e se gostaria de conhecer seu “outro eu”, nesse momento ele também ressalta que os humanos são programados para seguir os instintos, assim como cada animal na Terra.

Não podemos deixar de ressaltar Jacob Gallahon, que interpretou incrivelmente Rodd, transmitindo até mesmo por meio do olhar o sentimento de insatisfação e vazio que aquele homem sentia. Por se tratar de um filme independente, posso dizer que foi uma tarefa difícil encontrar falhas, algo que poderia melhorar o filme seria a inclusão de pensamentos ou diálogos de Rodd com ele mesmo, para mergulharmos ainda mais nos dilemas do personagem. O roteiro também deixa muitas interpretações livres, no meu caso, eu prefiro roteiros que não deixam tantas brechas para que o filme tenha milhares de interpretações diferentes, mas é claro que isso foi a intenção do diretor.


Ao final, o personagem precisa fazer uma escolha e descobrir quem é seu verdadeiro “outro eu” em uma cerimônia da seita, que para muitas pessoas podem lembrar o filme Midssomar: O Mal Não Espera a Noite, de Ari Aster, mas segundo o diretor, a referência veio do filme do diretor Stanley Kubrick, De Olhos Bem Fechados. É notável que o filme também traz a reflexão sobre a frase “o homem é o lobo do homem”, dito por Thomas Hobbes. O filósofo e teórico político quis dizer que essa violência própria do animal, os riscos que ele oferece, é algo que o homem é capaz de infligir em si mesmo e nos demais ao seu redor.



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