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Infinite Icon: Uma Memória Visual — Paris Hilton como você nunca viu!

  • Foto do escritor: Maurício Neves
    Maurício Neves
  • há 15 horas
  • 3 min de leitura

Dirigido por JJ Duncan e Bruce Robertson, Infinite Icon: Uma Memória Visual é o novo documentário que mostra a jornada de Paris Hilton.


Fomos convidados pela Sato Company para assistir antecipadamente ao projeto que chega aos cinemas no dia 29 de janeiro. Confira a seguir nossa opinião.

Infinite Icon: Uma Memória Visual — Paris Hilton como você nunca viu!

Enredo

O filme acompanha a jornada musical de Paris — desde seus sonhos de infância até sua adolescência em clubes, do álbum de estreia à sua reinvenção musical — entrelaçando imagens de shows, momentos sem filtros, clipes de arquivo, vídeos caseiros nunca vistos, narração original e novas entrevistas. Paris mostra como a música “salvou sua vida” após abusos em adolescentes problemáticos e pela mídia no início dos anos 2000. Cada capítulo mistura profundamente narrativa documental com visuais imersivos para traçar a evolução de um fenômeno único da cultura pop. Esta é a história de Paris — contada por meio da música e tornada inesquecível pela imagem em movimento.

Infinite Icon: Uma Memória Visual — Paris Hilton como você nunca viu!

Roteiro


A história começa passando por seus anos na fase adolescente, como uma jovem rebelde baladeira, e rapidamente a socialite traz para contexto os abusos que aconteceram com ela na Provo Canyon School, já contados anteriormente por ela no documentário This is Paris, de 2020.


Para fugir dos traumas, ela busca consolo na música, onde ela diz que foi o que salvou a sua vida. Foi quando ela começou a ganhar reconhecimento por empreender em diversos segmentos, como cinema, música e reality show, que vazaram uma sex tape gravada por seu namorado da época.


Vimos também a empresária construindo a personalidade de “loira burra”, algo que com o tempo a foi prejudicando, pois ninguém a levava a sério.


Entre imagens pessoais que se alternam entre sua vida pessoal, a gravação do seu segundo álbum Infinite Icon, assim como os vídeos musicais e o show Infinite Icon Experience realizado no Hollywood Palladium, em Los Angeles, em 2024, vimos Paris em seu lado mais real.

Aqui é onde a direção do documentário peca mais. A edição que vai misturando imagens do show com os vídeos musicais (e às vezes uns lyric videos) acabam soando mais caseiros. Toda vez que o documentário volta para a parte do show, mostram duas ou três músicas, o que acaba perdendo um pouco do ritmo do que estava sendo contado por ela anteriormente.


Fazendo relação ao seu documentário e à sua biografia, a história é como se fosse um depois do relatado anteriormente, com Paris encontrando finalmente a felicidade após tantos traumas, conhecendo o amor e começando sua família.


Podemos ver também o quanto Paris é amada e abraçada não só pelo público LGBTQIA+, mas também por crianças.


Para quem já acompanha a personalidade, muito do que é mostrado aqui pode passar batido. Mas, para quem está do lado de fora, pode enxergar Paris de uma nova forma e ver que ela não é apenas aquele produto construído pela mídia.

Infinite Icon: Uma Memória Visual — Paris Hilton como você nunca viu!

Participações

Além da própria Paris Hilton, temos a participação da cantora Sia, onde é revelado que, além de amigas, a mesma serve como mentora e produtora executiva da empresária.


Ainda, o documentário conta com relatos do seu marido Carter Reum e da aparição de seus dois filhos, London e Phoenix.


Nicole Richie, sua amiga de anos e parceira no reality show The Simple Life, também faz uma breve participação.

Infinite Icon: Uma Memória Visual — Paris Hilton como você nunca viu!

Considerações

Paris Hilton sempre foi muito reservada quanto à sua vida pessoal, para preservar aquela imagem de garota baladeira. Porém, foi quando a mesma percebeu que não conseguia empreender por não ser levada a sério que decidiu revelar tudo em seu documentário This is Paris, de 2020. Acho muito importante assistir essa produção antes de assistir Infinite Icon: Uma Memória Visual, pois muitas coisas são melhor explicadas lá.


Assim como ela diz, o novo documentário é a sequência do que já estava sendo dito no documentário de 2020 e também em sua biografia lançada em 2023.

Quem tem costume de acompanhar biografias e documentários de artistas sabe que Paris não é a primeira ou a única a inventar uma personagem para conseguir lidar com a fama, e que isso é muito comum para personalidades fugirem de seus traumas.


Por muitos anos vista como uma pessoa fútil e rasa, finalmente conseguimos ver a real Paris e descobrir que ela é muito mais do que deixava mostrar. Mas algo que não se pode negar é o quanto ela é grande na indústria e também uma das pioneiras quando o assunto é influencer.


Embora eu ainda prefira o documentário de 2020 por ter mais camadas, Infinite Icon é realmente uma experiência visual.


©2019 por pippoca.

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