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  • Foto do escritorVictor Taouil

Sem Ar: uma imersão tensa do início ao fim


A convite da Paris Filmes, no dia 13/09 o Blog Pippoca foi assistir ao filme “Sem Ar”. O longa propõe uma experiência intensa e imersiva em um dia nada comum de duas irmãs chamadas Drew e May (Sophie Lowe e Louisa Krause). Com certeza um dos filmes mais tensos do ano!


O enredo

O filme acompanha duas irmãs em um dia de mergulho profundo (com auxílio de oxigênio) em algum ponto da praia paradisíaca e rodeada de falésias. Desde o início do filme o diretor parece fazer questão de introduzir a ideia de que há somente as duas num raio de quilômetros, fato que será utilizado no decorrer do filme. Logo nas primeiras cenas é perceptível a existência de questões mal resolvidas entre as duas, assim como entre elas e seus pais, além disso, a diferença de personalidade delas é também bastante notável. May é uma mulher reservada e sofrida, o filme dá a entender que parte desse sofrimento vem de sua relação familiar, enquanto Drew é inocente e mais expansiva que a irmã.


Apesar de May não parecer estar particularmente feliz com a viagem, ela mergulha junto com Drew. Cena após cena a tensão vai aumentando, o espectador sabe o que está por vir. Entretanto, antes do primeiro clímax do filme, há um mergulho lento e meticulosamente calculado para que suas emoções fiquem a mil. As irmãs nadam entre pedras gigantescas e cardumes de peixes, elas vão cada vez mais fundo até encontrarem um bolsão de ar numa mini caverna, de lá decidem voltar à superfície.


Quando o espectador menos espera é que acontece um acidente, pedras que estavam nas falésias caem no mar atingindo e imobilizando May. Drew agora tem que correr contra o tempo para evitar que a irmã morra sem ar.

O que achamos

O longa tem uma boa imersão e consegue fazer com que o espectador se sinta sem ar junto com as personagens. Do primeiro ao (quase) último minuto há um clima tenso no filme, desde a relação entre as irmãs, a inexistência de outras pessoas no local até a corrida de Drew contra o tempo.


Gostamos da trilha sonora, sentimos que há uma sinergia entre os sentimentos despertados e as músicas do filme. O ambiente é paradisíaco e as filmagens no oceano conseguem te deixar com uma sensação de estar no fundo do mar, é ao mesmo tempo incrível e muito assustador.

Como nem tudo são flores, as irmãs poderiam ter sido melhor exploradas no início, conhecer a história delas teria deixado o filme ainda mais angustiante. Outro ponto é que uma história tão imersiva assim necessita ser o mais real possível e, em algumas cenas, as ações de Drew são completamente descabidas e inocentes.


Um bom filme para repensar aquela viagem com o intuito de mergulhar de cilindro, ah e se você tem claostrofobia, recomendamos não assistir!



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