Zafira: uma triste crítica social
- Tatiana Lousada

- há 50 minutos
- 2 min de leitura
O filme Zafira foi produzido em 2024 pela diretora, Mariana Rondón, e será lançado no dia 5 de fevereiro nos cinemas, e nós já conferimos. Esse filme latino americano veio para quebrar expectativas e mostrar a verdade nua e crua de como é viver em um país onde as pessoas lutam pelo básico. Em que ter o básico é privilégio e o privilegiado é quem pode fugir dessa realidade doentia.

O enredo
O filme se passa num país latino americano, e nessa história a gente acompanha uma família formada por três pessoas. Anna é a protagonista desta história, ela é a mãe e está sempre em busca de alimento, ela, seu marido e seu filho vivem num condomínio que era para ser considerado de luxo, mas como isso não faz parte da realidade deles, acaba virando um campo minado.
Com isso, a Anna roda todos os apartamentos do prédio para poder achar comida para levar para sua família, a maioria dos apartamentos estão vazios com os pertences das pessoas, provavelmente elas fugiram só com a roupa do corpo. Caso de muitas pessoas que vivem em países em que há regulação para entrar e sair dele.
Mas para Anna isso é bom porque ela pode pegar os restos de comida, como enlatados ou o que ainda não estragou. Além disso, não há água, nem luz, eles precisam dar seu jeito para conseguir água e os apagões duram dias, então eles comem enlatados para facilitar.

Crítica social
Esse filme está sendo divulgado na melhor época, pois derrubaram o presidente da Venezuela, libertando milhares de pessoas que vivem como Anna, no modo sobrevivência. Esse filme não mostra apenas o desespero de uma mãe para alimentar seu filho, mas mostra o que o resto da população precisa fazer para sobreviver.
Enquanto Anna está assaltando os apartamentos vazios, tem pessoas invadindo o zoológico para roubar animais para comer sua carne. O filme mostra o desespero por comida, o marido de Anna muitas vezes tem atitudes egoístas como querer a porção do seu próprio filho. Essa é uma realidade que muitas pessoas vivem, que são obrigadas a comer lixo, roubar, eliminar pessoas e animais para sua própria sobrevivência.

Considerações finais
O filme não se trata de uma grande produção, não há muitos diálogos e usa a estética da sobrevivência como forma de linguagem, mas a mensagem que a diretora tentou passar vai ser algo para se pensar. Muitas vezes sabemos o que se passa com as pessoas que vivem na extrema pobreza, em que o estado não às ajuda, mas é muito difícil ver essa situação.
Mesmo que seja uma situação “comum” para nós latinos, principalmente por conta da realidade na Venezuela, é algo bem calculado para chocar, principalmente numa cena em que os homens estão tão desesperados que eles acabam eliminando um hipopótamo e comendo seus órgãos cru, uma cena intensa.






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