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Hamnet: tão sensível quanto tudo que Shakespeare fez

  • Foto do escritor: Maria Tosin
    Maria Tosin
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

A convite da Universal Pictures, assistimos antecipadamente ao filme “Hamnet”, que chega aos cinemas brasileiros no dia 15 de janeiro, mas vai contar com sessões antecipadas a partir de 9 de janeiro. Vem conferir o que achamos! 


O enredo

Hamnet: tão sensível quanto tudo que Shakespeare fez

A produção mostra o que aconteceu antes do filho de William Shakespeare falecer, como conheceu sua esposa Agnes e como a tragédia da perda de Hamnet afetou toda a família, dando origem a obra-prima intemporal Hamlet. É importante lembrar que a história não é verdadeira, apenas o fato de Shakespeare ter perdido o filho, todo o restante foi criado por Maggie O’Farrell e escrito no livro de mesmo nome, que com base em poucas informações sobre o escritor criou um romance fictício sobre como uma das suas principais obras foi criada.

O roteiro

Iniciamos o filme conhecendo quem é Agnes, quais são os mistérios que envolvem essa mulher que tinha uma ligação com a floresta e a natureza. A produção nos transporta para épocas passadas, o romance entre Agnes e Shakespeare não demora a acontecer, logo vemos um casal sedento para viver o amor que nenhuma das famílias aprova, vieram então os filhos, e Agnes continua tendo uma ligação com a natureza, que a faz capaz de ouvir previsões sobre sua vida e o que ela deve fazer. Para mim essa é a parte mais bonita dessa história, que no início parece um sonho de verão, mas logo dá espaço aos sentimentos confusos de Shakespeare e de alguma forma entendemos porque ele foi tão brilhante. 

Hamnet: tão sensível quanto tudo que Shakespeare fez

A produção conta com diálogos profundos, retirados muitas vezes das obras de Shakespeare, cada detalhe da história parece ser milimetricamente pensado, cada pista se torna a resposta para o dilema retratado na cena seguinte. É impossível não se emocionar ou se colocar no lugar daquela família que é obrigada a viver uma tragédia, sem estar preparada para ela. Entendemos que Shakespeare sentia demais, mas não era capaz de expressar seus sentimentos de forma “comum”, como em uma conversa com sua esposa, ele preferia transformar em arte, em poesia, em história, mas Agnes demora a perceber isso, entendendo tudo apenas na cena final.

O filme é grandioso o tempo todo, mas isso lhe fez terminar de uma forma diferente do que esperávamos, para quem esperava um final grandioso assim como o restante do filme, o encerramento não agrada tanto, mas oferece um bom desfecho para a história.


O elenco 

Hamnet: tão sensível quanto tudo que Shakespeare fez

Já sabemos desde Aftersun que Paul Mescal se tornou o queridinho de Hollywood, e apesar de eu achar de início que interpretar Shakespeare seria uma missão grande até demais para o ator, que ainda não tem uma longa lista de produções, de alguma forma ele conseguiu nos fazer enxergar Shakespeare em sua atuação, se mostrando muito mais versátil do que imaginamos, o entrosamento com Jessie Buckley parece ter sido de imediato. Aliás, Hamnet não seria o mesmo sem o trabalho de Jessie Buckley e de Jacobi Jupe, eu já tinha um carinho pela atriz, mas nessa produção ela mostrou toda sua potência, com cenas que fazem qualquer um se arrepiar, o mesmo acontece com Jacobi Jupe, de apenas 12 anos, e que interpreta Hamnet, arrisco dizer que a cena que antecede sua morte é a melhor entre tantas outras incríveis. 


Nosso veredito

Hamnet: tão sensível quanto tudo que Shakespeare fez

É difícil acreditar que não foi exatamente isso que aconteceu com Shakespeare, há uma linha tênue entre ficção e realidade, parece que mergulhamos nos dilemas do escritor e entendemos como surgem as grandes obras, a trilha sonora ativa os mais diversos sentimentos e ao final você pode sem perceber estar mergulhado em lágrimas. Já começamos o ano com essa obra de arte que já foi indicada a seis categorias no Globo de Ouro 2026 e vai marcar presença no Oscar 2026. 




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