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  • Amores à Parte: como o iminente caos é abordado com humor e sarcasmo

    A convite da Diamond Films , pudemos conferir antecipadamente o longa “Amores à Parte”, que chega aos cinemas dia 21 de agosto. Confira a seguir o que achamos do filme. Na obra, acompanhamos Carey (Kyle Marvin) que se vê preso em uma constante angústia ao descobrir que sua esposa Ashley (Adria Arjona) quer se divorciar. Atrás de consolo, o marido busca recorrer aos antigos amigos Julie (Dakota Johnson) e Paul (Michael Angelo Covino, que também é diretor do longa) em busca de respostas, porém descobre que o casal esconde um segredo: Eles desfrutam de um relacionamento não-monogâmico. Surpreso com a ideia, Carey se vê curioso e sem o controle da situação. Um dos pontos mais interessantes aqui, é a abordagem sensata da direção em relação a temas diversos dentro do contexto relacionamento. Mesmo com uma diversidade grande de vertentes a serem exploradas, como por exemplo relacionamentos abertos ou até mesmo casamentos precoces, a direção não perde a mão em como dosar de forma correta o humor e o romance. A forma como o filme consegue expelir aquela visão animalesca comum dos personagens em filmes de comédia e humanizá-los é o que dá o toque especial aqui, a persona de Carey, por exemplo, apesar de ser o marido que faria de tudo pela esposa - como até mesmo perdoar uma traição - se mostra muito inseguro consigo mesmo em diversos momentos da película, sendo essa uma de suas principais características/contradições, entender o outro sem entender a si mesmo. Ao mesmo tempo sua esposa, Ashley, decide se divorciar de um amor que seria possivelmente para vida toda  por julgar ter usufruído pouco de sua vida pré-Carey, sem ao menos tentar entender o real motivo de sentir isso. Percebe que mesmo sendo algo feito com o intuito de nos fazer dar risada, ele não cai nos padrões usuais das comédias românticas e ainda aborda temas recorrentes no mundo real? Isso que citamos apenas um dos casais principais, pois do outro lado da moeda temos Paul e Julie, um casal não-monogâmico que, apesar de manterem esse tipo de relacionamento, são inseguros consigo mesmos, principalmente Julie, que sofre com diversas escolhas irresponsáveis e esdrúxulas de seu marido. A dupla usufrui dessa vulnerabilidade como uma válvula de escape para que o casamento dure mais que o convencional, seja pelo ou pelo dinheiro, como é dito na própria película. Usar desses temas, dessa forma, foi um grande acerto da produção, pois se desvencilhou dos grandes clichês já estabelecidos nas rom-coms mais populares, principalmente pelo fato que a sua maioria são voltadas para o público adolescente, aqui não, temos algo com o olhar ligeiramente mais maduro para o assunto relacionamento. Ao mesmo tempo que engraçado, a obra é refletiva. Em suma, “Amores à Parte” se destaca pela sua direção afiada e incisiva até certo ponto que, acompanhada com a sua decupagem, nos imerge no que seria essa mistura de personalidades totalmente diferentes e ainda por cima se originaliza por ter uma pegada menos clichê , e mais focada em temas que são amplamente discutidos na atualidade, como insatisfação conjugal e, sobretudo, a não-monogamia. A película precisa ser assistida se você estiver a fim de dar risadas enquanto pensa sobre o quanto o ser humano pode ser complexo, mesmo se tratando de um assunto relativamente simples: a comunicação.

  • O Último Azul - Gabriel Mascaro mostra que não há idade para reaprender a existir

    A convite da Primeiro Plano ,  assistimos com exclusividade ao esperado O Último Azul , marcado para estrear nos cinemas brasileiros no dia 28 de agosto de 2025 . O hype por trás do filme aumentou ao entrar na   lista de pré-selecionados pela Academia Brasileira de Cinema a uma vaga no Oscar de Filme Internacional.  Confira nossas impressões sobre o longa a seguir. O futuro é para todos? Tereza vive em uma cidade costeira industrializada na Amazônia. Aos 77 anos , ela recebe uma ordem oficial para mudar-se para uma colônia de idosos — um “descanso” forçado imposto pelo governo.   Expulsa de sua própria rotina, Tereza rejeita de cara a ideia e decide perseguir um de seus maiores desejos: o de voar. Em busca dessa liberdade, ela embarca numa aventura pelos rios e afluentes da região, em uma viagem capaz de mudar completamente o curso de sua vida.  Atuações Para viver a protagonista, Denise Weinberg apostou certo em uma atuação que parece contida e introspectiva, mas que cuida de todo o coração do filme.  Tereza, muitas vezes pura e inocente, mas com uma sabedoria gigantesca, pega emprestado de Denise um trabalho corporal cuidadoso e sutil.  A mesma qualidade se enxerga em seus parceiros de aventura. Rodrigo Santoro reforça cria para o seu personagem, Cadu, uma interpretação que parece mais contida, mas que conta um remorso do passado que não precisa de muitas palavras para ser entendido.   Cheio de nuances, ele explode em dramaticidade em um ponto chave do filme, mostrando mais uma vez a sua potência como ator. Outro destaque vai para o trabalho da fabulosa Miriam Socarras, aqui interpretando Roberta, que divide parte da aventura com Tereza. Energética e cheia de vida, a atriz consegue uma química invejável entre as duas personagens.   O curso do rio Gabriel Mascaro reuniu forças criativas sólidas para construir sua história, e o mérito maior está em como ele conduz a direção e o roteiro. A narrativa tem um ritmo tão orgânico quanto os rios e afluentes da Amazônia,  acompanhando de perto a jornada dos personagens. O descaso sofrido pelos idosos aparece de maneira sutil, quase sempre nas entrelinhas, revelando um tema delicado que muitas vezes é esquecido .  Ao lado de Tereza durante os noventa minutos de filme, o espectador percebe a dureza e também os desejos de uma vida que pode ser frágil, mas continua repleta de vontades e sonhos. Do ponto de vista estético, tudo em O Último Azul se encaixa com uma elegância rara. A direção de arte se aproveita das paisagens naturais para criar cenas vibrantes  que contrastam com os obstáculos da protagonista. Em momentos-chave, efeitos visuais discretos mas precisos reforçam a atmosfera,   enquanto a fotografia alterna entre registros realistas da natureza — chuva, vento, sol — e instantes de fantasia iluminados por cores de néon, em um efeito quase hipnótico. A trilha sonora de Memo Guerra, em seu segundo trabalho no cinema, merece destaque: trompetes e saxofones compõem uma música que ora é lúdica, ora sinfônica, sempre compassada e emocional, dando ritmo e respiro às aventuras de Tereza. Seu lugar no céu ta garantido Com a repercussão positiva e o apelo de Ainda Estou Aqui,   o cinema nacional ganhou novos holofotes. O Último Azul, vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim,  é mais um exemplo da excelência das artes visuais brasileiras. O filme mexe com um instinto primitivo do ser humano: o de explorar mais de si mesmo, a natureza ao seu redor e, acima de tudo, o desejo quase desesperado de existir — de fazer valer a vida, seja qual for a idade .  Obsoleta se torna a vida quando se fica mais velho. Pelo menos é esse destino que nós, como humanos, aprendemos a reconhecer. Mas, o que acontece quando, ao chegar lá, os sonhos ainda estão vivos? Tereza é uma rebelde por se permitir querer mais. Reaprende a viver, a lutar pela liberdade de ser, e nos leva junto: cabelos prateados ao vento, navegando às margens de um rio em uma surpreendente e autêntica jornada.  Não dá vontade de partir no final. Queremos permanecer com ela, como quem se recusa a acordar de um sonho raro. No entanto, toda viagem precisa ter um fim. E é nesse silêncio devastador que O Último Azul ecoa — lembrando que a vontade de ir além nunca envelhece.

  • Franquia Invocação Do Mal retorna aos cinemas antes da estreia do último filme

    Fãs de terror já podem se preparar para reviver as histórias que assombraram gerações. A Warner Bros. Pictures Brasil acaba de anunciar o retorno dos três primeiros filmes de Invocação do Mal  às telonas, em uma maratona especial entre os dias 21 e 27 de agosto. As sessões antecedem o aguardado lançamento da conclusão da franquia, Invocação do Mal: O Último Ritual , que chega aos cinemas em 04 de setembro. A pré-venda para as reexibições da franquia já está disponível. Essa é a chance de se assustar de novo ou conhecer pela primeira vez Ed ( Patrick Wilson ) e Lorraine Warren ( Vera Farmiga ), investigadores paranormais que enfrentaram alguns dos casos sobrenaturais mais sombrios e assustadores do cinema. Inspirada em eventos reais, a série de filmes que acompanha os famosos demonologistas chega ao seu capítulo final em 2025, quando o casal retorna para lidar com o caso mais perturbador e enigmático de suas carreiras. Para mais informações sobre datas e horários das exibições, confira a programação da rede de cinema mais próxima. Sobre Invocação do Mal 4: O Último Ritual A New Line Cinema apresenta o nono filme do universo cinematográfico Invocação do Mal, que já arrecadou mais de 2 bilhões de dólares nos cinemas,   Invocação do Mal 4: O Último Ritual , dirigido pelo veterano cineasta da franquia, Michael Chaves, e produzido pelos arquitetos do universo Invocação do Mal , James Wan e Peter Safran. Invocação do Mal 4: O Último Ritual é o mais novo eletrizante capítulo do icônico universo cinematográfico Invocação do Mal, baseado em eventos reais. Vera Farmiga e Patrick Wilson se reencontram, para trabalhar em um último caso, como os renomados investigadores paranormais da vida real Ed e Lorraine Warren, uma considerável e arrepiante adição à franquia sucesso mundial de bilheteria. Vera Farmiga e Patrick Wilson estrelam ao lado de Mia Tomlinson e Ben Hardy, nos papéis de Judy Warren, filha de Ed e Lorraine, e seu namorado Tony Spera. O elenco também conta com Steve Coulter, que retorna como Padre Gordon, além de Rebecca Calder, Elliot Cowan, Kíla Lord Cassidy, Beau Gadsdon, John Brotherton e Shannon Kook. Michael Chaves dirige Invocação do Mal 4: O Último Ritual  a partir do roteiro de Ian Goldberg & Richard Naing e David Leslie Johnson-McGoldrick, com argumento de David Leslie Johnson-McGoldrick & James Wan, baseado nos personagens criados por Chad Hayes & Carey W. Hayes. Os produtores executivos são Michael Clear, Judson Scott, Natalia Safran, John Rickard, Hans Ritter e David Leslie Johnson-McGoldrick. Em sua equipe criativa atrás das câmeras, Chaves conta com o diretor de fotografia Eli Born; o designer de produção John Frankish; os editores Elliot Greenberg e Gregory Plotkin; o supervisor de efeitos visuais Scott Edelstein; o produtor de efeitos visuais Eric Bruneau; o figurinista Graham Churchyard; Rose Wicksteed e Sophie Kingston-Smith, responsáveis pelo elenco; e o supervisor musical Ian Broucek. A trilha sonora foi composta por Benjamin Wallfisch. A New Line Cinema apresenta uma produção da Safran Company/Atomic Monster, Invocação do Mal 4: O Último Ritual , que será lançado e distribuído mundialmente pela Warner Bros. Pictures nos cinemas e salas IMAX de todo mundo.

  • A Mulher da Casa Abandonada é uma história pesada sobre racismo

    O Prime Video acaba de lançar o documentário original “A Mulher da Casa Abandonada”, baseado no podcast de Chico Felitti, que conta a história de uma mulher que mora em uma casa abandonada em um dos bairros mais nobres de São Paulo. Vem saber o que achamos! Para aproveitar ainda mais o documentário, quanto menos informações você souber sobre a história melhor. O documentário traz diversos personagens importantes para desvendar quem era a mulher que morava em uma mansão abandonada e vivia reclusa na casa. Inicialmente você acha que é apenas a história de uma mulher que sofre com problemas mentais, a famosa acumuladora, pessoa que acumula todo tipo de coisa compulsivamente, mas a verdade sobre Margarida Bonetti esconde uma história difícil de digerir que envolve r acismo e exploração. A moradora, junto ao seu ex-marido, Renê, foi acusada de agressão e de manter ilegalmente Hilda Rosa dos Santos, uma trabalhadora doméstica brasileira, por cerca de 20 anos nos Estados Unidos, o documentário traz pela primeira vez o depoimento de Hilda e é de revirar o estômago, nos faz pensar “como uma pessoa é capaz de tratar outra pessoa dessa forma?”. Hilda é uma mulher negra, nasceu em uma família muito pobre, seus pais a doaram, pois não tinham condições de criá-la, a família Bonetti, muito rica nos anos 90, acolheu Hilda, que era empregada doméstica da família em São Paulo e foi levada para os Estados Unidos para fazer companhia para a filha do casal Bonetti, Margarida. O documentário traz depoimentos de pessoas do Brasil e dos Estados Unidos essenciais para entender o caso mais a fundo, com apenas três episódios de 30 minutos a produção consegue mostrar o racismo escondido (ou nem tanto), na relação de Hilda com a família Bonetti. Na época que o podcast foi lançado, a população de São Paulo buscou respostas para o caso, resta sabermos se o lançamento do documentário irá fazer reabrir o caso.

  • Juntos: body horror demonstra como o relacionamento codependente atrapalha o desenvolvimento pessoal

    A convite da Diamond Films , pudemos conferir antecipadamente o longa “Juntos”, que chega aos cinemas dia 14 de agosto. Confira a seguir o que achamos do filme. Em “Juntos”, acompanhamos a estória de Tim (Dave Franco) e Millie (Alison Brie) um casal disfuncional que decide deixar a vida suburbana para trás ao se mudar para um bairro isolado, entretanto, Tim e Millie não contavam que o local escondia um segredo perturbador. Ao ler sobre o enredo, você pode pensar que se trata mais uma vez sobre um filme de terror clichê e genérico, porém nesse caso em específico não é bem assim. Apesar da premissa simplista, a obra carrega consigo grande personalidade e, diga-se de passagem, originalidade. Ligeiramente conseguimos adentrar ao ímpeto das figuras centrais da estória, e isso acontece em grande parte pela forma como o diretor Michael Shanks conduz a trama, que eu nomearia como uma calmaria ansiosa , fruto de takes com pouca movimentação ou até mesmo informação, porém com um significado fervoroso para aqueles que estão assistindo, temas como codependência emocional, traumas familiares, problemas psicológicos e religiosidade são alguns dos assuntos que dão vida à catarse. O casal núcleo da trama é composto por Tim, um músico de 35 anos que ainda sonha em se tornar uma estrela mesmo após traumas familiares afetarem sua capacidade para atingir esse feito, que por sinal já se demonstrava ser quase que inalcançável. Já do outro lado da moeda temos Millie, a cara metade de Tim, companheira e dotada de um grande amor por crianças, (visto que a mudança de cidade foi impulsionada após ela ser convidada a lecionar para o ensino fundamental em uma escola local) Millie, mesmo que empática em relação ao seu parceiro e seus traumas, tende a se mostrar reprimida tanto sexualmente quanto emocionalmente em relação a Tim, seja por situações constrangedoras em frente aos colegas do casal, ou até mesmo uma maior preocupação de Tim com suas músicas e demos ao invés de seu bem-estar. Como dito antes, tudo isso consegue ser muito bem representado e, apesar da direção ter créditos em grande parte disso, ela não é a única, acredito que esse filme não seria o mesmo sem a dupla de atores principais Dave Franco e Alison Brie (que por sinal, são de fato um casal na realidade também) ambos conseguem trazer uma química transbordante em tela , não só romanticamente como atuando também, é como se um completasse o outro. Ao desenvolver os assuntos discutidos antes, Michael Shanks trabalha em cima deles de uma forma puramente explícita. Para além do terror convencional, temos a face do ser humano, suas fragilidades, falhas e religiosidades sobre o olhar fantasmagórico comumente usado nas películas de terror. Aqui não temos os humanos fugindo de fantasmas ou algo do tipo, e sim fugindo de outros humanos , até mesmo o seu próprio parceiro, afinal, a possibilidade de se juntar àquele que ama nem sempre parece tão tentadora. Em suma, Juntos é um suspiro de alívio ao cinema body horror , na falta de grandes filmes do gênero, temos esse que juntamente com visuais chocantes e muito bem-feitos, consegue trazer uma mensagem profunda e impactantes por trás, e pasmem, tudo isso com um tom de comédia muito bem equilibrado! O filme demonstra ser de fato, mais do que parece.

  • Level Up - evolução das adaptações live-action de videogames

    Falar sobre adaptações live-action  de videogames , ou seja, com atores reais em vez de apenas animações 2D ou 3D, já foi, por muito tempo, um tema delicado para fãs de jogos e de cinema. Felizmente, esse cenário vem melhorando nos últimos anos. O objetivo deste artigo é apresentar uma linha do tempo das principais adaptações de jogos de videogame , destacando as mudanças mais relevantes que ocorreram ao longo de quase quatro décadas. Anos 90: um começo meio “Trash” Os anos 90 abriram as portas de Hollywood para filmes baseados nos jogos de sucesso da época, mas esse início estava longe de ser promissor. As principais adaptações vieram de jogos de fliperama que dominavam o período: Super Mario Bros., Double Dragon, Street Fighter  e uma duologia de Mortal Kombat . As adaptações dessa época não são nem as mais fiéis aos jogos, muito menos algo que valha a pena assistir atualmente, tanto por se tratar de um conceito ainda novo para os estúdios da época, quanto pela falta de tecnologia e pelos orçamentos baixos. Ainda assim, algumas dessas produções são consideradas “ cult classics ” hoje em dia.  Nenhum deles teve bom desempenho entre os críticos. O segundo filme de Mortal Kombat , por exemplo, possui apenas 4% no Tomatômetro do Rotten Tomatoes . Já o filme do Mario  provocaria pesadelos nas crianças que assistiram sua animação de 2023. Nem mesmo a presença de Jean-Claude Van Damme conseguiu salvar o filme de Street Fighter , afinal, sabemos que o verdadeiro protagonista dos jogos é Ryu, não Guile. Anos 2000: adaptação só no nome Na virada do milênio, os videogames conquistaram de vez as casas dos gamers , tornando-se um hobby ainda mais popular graças à popularização dos consoles. Com isso, os jogos passaram a apresentar histórias mais ricas e elaboradas, algo que, em teoria, deveria facilitar sua adaptação para o cinema. No entanto, a realidade foi diferente.  É inegável que os dois filmes de Tomb Raider , com Angelina Jolie no papel de Lara Croft, marcaram uma geração de gamers . Houve também o filme de Doom , com Karl Urban e The Rock, além das adaptações de dois clássicos do terror: Silent Hill  e Resident Evil . Apesar dos nomes de peso na atuação e nos jogos escolhidos, todos sofriam do mesmo problema: enredos fraquíssimos, sem capturar a essência dos jogos que estavam adaptando. O resultado foi filmes frequentemente tediosos e superficiais, não conseguindo agradar nem aos fãs, nem aos críticos. O pior exemplo talvez seja a própria franquia de seis (sim, SEIS) filmes do Resident Evil , que, embora tenha feito sucesso com cenas de ação e efeitos especiais, distorceu completamente a história dos jogos. A protagonista dos filmes, Alice (interpretada por Milla Jovovich), sequer existe nos jogos, e as continuações se afastaram cada vez mais da trama original, sendo quase como um efeito “Velozes e Furiosos” versão zombie . Anos 2010: muitos erros e alguns acertos A partir de 2010, o assunto de adaptar jogos para o cinema já havia se tornado um tabu entre os fãs. Claro, a ideia de ver seu jogo favorito adaptado nas telonas era atraente, ainda mais com o aumento dos investimentos dos estúdios, melhores efeitos especiais e até grandes nomes em papéis principais , mas, diante do histórico, era melhor não criar muitas expectativas. Neste período ainda lançavam adaptações “desalmadas” como Hitman, Prince of Persia, Need for Speed, Assassin's Creed  e Rampage (que marca a segunda aparição do The Rock em filmes ruins de videogame), onde pegavam apenas os nomes dos jogos com seus conceitos básicos e jogaram em um liquidificador junto com clichês genéricos de filmes de ação e saía o famoso “mais do mesmo”.  Porém nem tudo estava perdido, já que 3 filmes desta década tentaram algo inimaginável: ser mais fiel ao jogo que estavam adaptando!! Uma ideia realmente revolucionária, eu sei. Estes filmes foram:  Warcraft , que mesmo não agradando a todos, foi muito bem avaliado pelos seus fãs graças aos visuais e narrativa do universo do jogo;  Tomb Raider , na qual o filme é baseado no reboot dos games e em ambos os casos tentam apresentar a Lara Croft de forma mais realista e humanizada, sendo mais uma sobrevivente do que uma musa nerd; E por último, sendo esta minha adaptação favorita, Detetive Pikachu, que trouxe toda a magia do mundo Pokémon para uma trama investigativa com um Pikachu dublado pelo Ryan Reynolds e conseguiu agradar os fãs dos jogos , o público geral até os críticos, alcançando incríveis 68% no Tomatômetro, que pode não parecer muito, mas ele foi a primeira adaptação a conseguir uma nota tão alta.  Anos 2020: poder do ouriço azul!  Mesmo com certa cautela, é válido dizer que o cenário das adaptações está melhor atualmente. Ainda há fracassos, como Until Dawn , que tentou inventar moda em vez de usar a excelente história original, ou Monster Hunter , que prova que o raio pode, sim, cair duas vezes no mesmo lugar , onde mais uma vez temos Milla Jovovich como protagonista de uma adaptação com enredo fraco, que não agradou aos fãs. Há alguns filmes medianos que, mesmo longe de serem perfeitos, são mais assistíveis e capturam melhor a essência dos jogos quando são comparados com as adaptações dos anos 2000. Uncharted , por exemplo, mistura ação e humor em meio a seus mistérios; o reboot de Mortal Kombat  traz mais violência, mas comete o erro de criar um personagem que não existe nos jogos para conduzir a narrativa; e até Five Nights at Freddy’s , que apesar da violência suavizada para atrair o público mais jovem, conseguiu agradar boa parte dos fãs.  Porém, sendo bem sincero, acho que não existe uma pessoa no mundo inteiro que imaginaria que o Sonic seria o grande nome dos filmes de videogames em pleno 2020 , ainda mais depois do trailer original do primeiro filme que apresentou uma versão bizarra do personagem e que, graças à grande revolta popular, o estúdio corrigiu essa gafe antes do filme lançar.  Os três filmes do mascote da Sega  foram sucesso de bilheteria, sendo fieis a aspectos importantes dos jogos, tendo um enredo leve e divertido e que foi introduzindo gradualmente mais personagens dos games aos filmes , mas sejamos sinceros, quem rouba a cena nos filmes é o Doutor Robotnik, interpretado pelo genial Jim Carrey e que ajudou muito a garantir o sucesso do ouriço azul nas telonas.  Sobre este ano, já tivemos um astronômico sucesso do filme do Minecraft nas bilheterias e agradou bastante seu público alvo , mesmo não sendo lá a maior obra prima cinematográfica e ainda teremos mais as continuações de Mortal Kombat  em Outubro e de Five Nights at Freddy’s  em dezembro.  Vale destacar também que algumas adaptações migraram das telonas para os streamings, assumindo o formato de séries, como The Last of Us , Fallout , Twisted Metal  e Halo . Isso as tornou mais acessíveis, já que praticamente todo mundo assina pelo menos uma dessas grandes plataformas. Além disso, as séries andam mais populares que os filmes e conseguem desenvolver tramas mais detalhadas e fiéis aos jogos, por não estarem presas à limitação de tempo de uma produção cinematográfica. Ainda assim, nem tudo dá certo: a série de Resident Evil , por exemplo, foi um fracasso, mostrando que algumas coisas não valem ser ressuscitadas.

  • 15 indicados ao Emmy 2025 que você deveria assistir

    No dia 14 de julho foram anunciados os indicados ao Emmy 2025, alguns nomes já conhecidos na premiação apareceram, mas alguns ficaram de fora, como Round 6 . Confira a seguir 15 produções indicadas que você deveria assistir.  1 - Andor Antes dos rebeldes interceptarem os planos da Estrela da Morte, e Luke Skywalker salvar o dia, a Rebelião andou às duras pernas para se formar diante da tirania do impiedoso Império. Andor revela quem são estas pessoas que vieram antes e que tiveram que, sem muita escolha, sacrificar suas vidas em busca de uma faísca de esperança na galáxia . A segunda temporada chega para fechar perfeitamente a jornada de Cassian Andor até Rogue One. Esta é, sem dúvidas, a melhor produção de Star Wars desde os filmes clássicos. E também, uma das séries de drama mais refinadas deste ano. A série completa você confere no Disney Plus. 2 - The Last of Us A aguardada segunda temporada de The Last of Us, série baseada no aclamado jogo homônimo, aprofunda ainda mais a complexa relação entre Joel e Ellie, sobreviventes em um cenário pós-apocalíptico marcado por desafios, perdas e dilemas morais. Cinco anos após os acontecimentos da primeira temporada, a narrativa apresenta um vínculo abalado por revelações impactantes e consequências de um segredo capaz de mudar tudo. Entre traumas do passado e novos perigos, a trama conduz o público a uma jornada intensa, repleta de suspense, emoção e descobertas transformadoras. Assista às duas temporadas completas de The Last of Us exclusivamente na HBO Max. 3 - Paradise O agente de segurança braço direito do presidente acaba se envolvendo na investigação de um assassinato que abala as estruturas de uma pacifica comunidade. Estreante no Emmy, a série de mistério é criada por Dan Fogelman, o mesmo nome por trás de This Is Us. Ao longo dos episódios, uma sequência de revelações surpreendentes transforma a trama em um quebra-cabeça eletrizante, conduzido por um roteiro que prende do começo ao fim. A primeira temporada está disponível no Disney+. 4 - The Boys A 4ª temporada de The Boys trouxe uma perspectiva mais política para o confronto entre o nosso grupo de mocinhos/vigilantes contra os super-heróis asquerosos liderados pelo  Homelander / Capitão Pátria, espetacularmente interpretado pelo Anthony Starr, já que o grande perigo do momento é a vice presidente Victoria Neuman, uma “supe” disfarçada, assumir o comando do governo dos Estados Unidos. Para auxiliar em seu plano de dominação, Homelander reforça sua equipe, The Seven, com duas novas integrantes que dão uma boa agitada nesta temporada: Sister Sage, a “supe” mais inteligente do mundo e extremamente manipuladora com todos ao seu redor, e Firecracker, a extrema direita americana personificada em uma “super-heroína” e que foi inserida especificamente por odiar a Estrela-Luz. A trama continua violenta, cheia de sátiras do mundo real, dilemas morais sobre o que é o certo a se fazer em um ambiente totalmente corrupto e manipulado pela mídia e também consegue expandir alguns arcos de seus personagens, como a relação de Butcher com Ryan e o passado complicado de Homelander. Assista todas temporadas de The Boys e seus Spin-offs (Gen-V e The Boys Apresenta: Diabólico) na Prime Video.  5 - The Bear  Na sua terceira temporada, o restaurante mais caótico de Chicago permanece na ativa, enquanto Carmy e toda a equipe enfrentam cada um os seus dilemas pessoais e digerem os traumas deixados pela grande noite de reinauguração no final da segunda temporada. Em episódios mais contidos, The Bear continua mergulhando na pressão criativa da cozinha e na complexidade emocional de seus personagens. Um dos belos episódios dessa temporada é dirigido por Ayo Edebiri e foi indicado à melhor direção. The Bear, seja drama ou comédia, está disponível no Disney+. 6 - Hacks A categoria de Melhor Comédia nunca foi tão concorrida quanto neste ano! Hacks chega na sua quarta temporada. Desta vez, Deborah Vance finalmente realiza seu sonho de ser a apresentadora principal de um talk show noturno na TV, e a primeira mulher a ocupar esse lugar. Porém, a comediante terá que resolver as coisas com Ava, que a chantageou para pegar o lugar de roteirista-chefe do programa. Com uma roteiro esperto e no ponto, a série vencedora do Emmy no ano passado vai dar trabalho para suas concorrentes. As quatro temporadas estão disponíveis na HBO Max.   7 - Ninguém Quer Ninguém Quer acompanha o relacionamento entre uma podcaster de relacionamentos e um rabino , os dois acabam se conhecendo por acaso e se apaixonam, mas a diferença de culturas e religião vão gerar ótimas cenas cômicas e reflexivas. A série está disponível na Netflix. 8 - O Estúdio Seth Rogen, criador da série, dá vida a Matt Remick, um amante de cinema que se torna chefe dos estúdios Continental. Junto da sua equipe executiva, Matt terá que manter uma balança entre os interesses financeiros do estúdio com as ambições criativas dos diretores e atores, que miram alto na arte de fazer filmes. Cheia de sacadas inteligentes e participações estelares, O Estúdio é uma comédia no nível The Office obrigatória para qualquer cinéfilo. Ela é a série de comédia mais indicada deste ano, e as apostas estão altas! A primeira temporada está disponível na AppleTV+. 9 - As Quatro Estações A série de comédia acompanha três casais de amigos durante as quatro estações do ano, ela começa na primavera com um dos casais completando mais um ano casado, mas Nick não estava mais feliz nesse casamento. Então, ele decide se divorciar nessa viagem e desde então Nick e Anne precisam dividir seus amigos. Essa série mostra uma fase complicada na vida de um casal divorciado que tem uma vida inteira juntos e amigos em comum. A série está disponível na Netflix.  10 - Adolescência A minissérie britânica Adolescência acompanha a vida da família Miller, que teve sua casa invadida por policiais com um mandado de busca para levar o filho do casal de 13 anos, Jamie, acusado de homicídio. A série é muito envolvente e nos faz refletir sobre como a internet está influenciando a vida dos adolescentes e suas ações, e como os pais podem agir para evitar que certas situações aconteçam. A série está disponível na Netflix. 11 - Black Mirror A série, de ficção científica e suspense, faz uso de várias analogias para mostrar uma nova realidade de como o mundo seria se nós agíssemos igual nas redes sociais ou na internet e no mundo real. Para isso a série nos teletransporta para uma época mais simples, com os anos 70/80/90 onde a tecnologia estava começando a tomar forma e traz a tona essa nova forma das pessoas se conectarem. Essa série traz muitos questionamentos para os espectadores e muitas críticas sociais sobre como utilizamos a internet e até onde os nossos limites são ultrapassados. A série está disponível na Netflix.  12 - Pinguim A série Pinguim se aprofunda na história de Oswald Cobblepot após os eventos de The Batman, e mostra uma história de ascensão no crime e todos os sacrifícios e escolhas que levam um vilão de Gotham a tornar-se o que é . Gotham é quase uma entidade criminosa, e a série se aproveita disso para mostrar os crimes e as atrocidades que um criminoso dessa cidade precisa fazer para chegar no topo. A série está disponível na HBO Max. 13 - Rebel Ridge O filme acompanha um ex-fuzileiro que foi chamado para retirar seu primo da cadeia, mas no meio do caminho é abordado por dois policiais que forjam provas contra ele, começa aí uma caçada para descobrir uma extensa rede de corrupção. O filme traz reflexões importantes sobre o racismo nos EUA. A produção está disponível na Netflix.  14 - Sereias A minissérie conta a história de Simone, que saiu de casa para trabalhar com a socialite Michaela em uma ilha, certo dia sua irmã Devon resolve visitar a irmã no trabalho para pedir ajudar para cuidar do pai com Alzheimer, mas ao visitar a irmã ela descobre uma relação estranha entre a irmã e a chefe. A produção conta com Julianne Moore, Meghann Fahy e Milly Alcock no elenco e está disponível na Netflix. 15 - Ruptura Você é a mesma pessoa no trabalho e na sua vida pessoal? Esse questionamento é a ponta do iceberg que a série de Ben Stiller decide explorar. Na sua segunda temporada, Ruptura lida com as consequências deixadas no final da primeira temporada. Com os segredos da Lumon sendo ameaçados de chegarem à superfície, eles preparam um plano de contingência para manter as coisas em ordem dentro do departamento de Ruptura, enquanto se preparam para finalizar o projeto mais importante da história da empresa. As duas temporadas da série mais indicada deste ano no Emmy estão disponíveis na AppleTV+

  • Meu Ano em Oxford: um clichê para se apaixonar

    O filme “Meu ano em Oxford” estreou dia 1 de agosto de 2025, o filme da Netflix que já ficou em top 1 em menos de uma semana no catálogo do streaming. O filme conta a história de uma mulher, Anna de La Vega, que vai para a Inglaterra para fazer o mestrado dos sonhos em Oxford. Ela acaba tendo um caso com o seu professor de poesia, Jamie, nesse romance eles deixam bem claro que iria ser algo casual já que Anna teria que voltar para os Estados Unidos para trabalhar como analista.  Nesse tempo que eles estão juntos, eles acabam se apegando mais que o normal e assim eles se apaixonam.  Até que Anna descobre que Jamie tem uma doença rara e que ele estaria na sua última tentativa de tratamento, e caso não funcionasse ele viveria cada segundo intensamente antes que fosse tarde demais. Depois disso, eles se tornam o casal do ano e Anna muda seus planos para poder ficar com Jamie e poder viajar com ele nos seus últimos minutos de vida. Esse filme é mais um dos filmes de Sofia Carson que você vai se emocionar do início ao fim, ele veio pra trazer um novo romance clichê para a gente passar anos revendo e se emocionando.   Para quem ama os romances dos anos 2000, ele traz de volta todo esse drama e paixão .

  • A Hora do Mal: o terror do ano… ou só mais um?

    A Hora do Mal é o novo projeto escrito, produzido e dirigido por Zach Cregger (Noites Brutais), estrelado por Josh Brolin, Julia Garner, Cary Christopher, Alden Ehrenreich, entre outros. Estreando hoje nos cinemas brasileiros, fomos convidados pela Warner Bros. Pictures para assistir antecipadamente ao longa.  Confira a seguir o que achamos! Enredo Dezessete crianças de uma mesma classe misteriosamente fogem de suas casas no meio da madrugada, ao mesmo tempo.   Sem qualquer sinal de arrombamento, a cidade inteira exige respostas sobre o que aconteceu naquela noite.   Enquanto os pais buscam explicações, as autoridades tentam entender quem está por trás deste estranho mistério. Roteiro O longa começa com a narração de uma criança, explicando o desaparecimento dos colegas e os impactos do caso na cidade. A maneira como o filme é construído e editado colabora para o espectador entender melhor o ponto de vista de cada personagem e, assim, montar o quebra-cabeça com eles, à medida que a história se desenrola. A todo momento, o roteiro transmite uma sensação de desconforto e tensão, à medida que novas informações surgem e mais dúvidas são criadas. A maquiagem da vilã também merece destaque: ela é desconfortavelmente assustadora. Apesar do bom desenvolvimento e de o roteiro conduzir bem a narrativa, as revelações acabam sendo pouco surpreendentes. Parece que optaram por uma solução mais fácil, em um filme que, até então, se mostrava mais complexo. Mesmo com a longa duração, algumas questões não são explicadas de forma explícita, cabendo ao espectador tirar suas próprias conclusões. Embora o final possa soar um tanto decepcionante, o filme todo empolga e instiga a curiosidade. Elenco Embora Julia Garner trilhe sua carreira há alguns anos, foi somente em Ozark, da Netflix, que ela ganhou grande reconhecimento. Escolhida pela própria Madonna para interpretá-la em seu filme biográfico, Julia começa a se destacar também no gênero de terror  — neste ano, já protagonizou Lobisomem. É um nome para ficar de olho. Aqui, sua atuação colabora para o suspense da trama, apresentando uma personagem com um passado conturbado, o que faz com que torçamos por ela. Josh Brolin entrega uma atuação forte. Seu personagem é um dos principais na busca por respostas sobre o desaparecimento das crianças, sendo um grande destaque da produção. Cary Christopher interpreta a única criança da sala que não desapareceu. Apesar de muito novo, ele cumpre bem o que o roteiro exige, mostrando um personagem confuso e amedrontado diante das consequências do caso. Já os personagens de Alden Ehrenreich e Austin Abrams, embora também envolvidos no desenrolar do mistério, parecem estar ali mais para oferecer uma quebra na tensão. Considerações Embora já seja comediante e ator há anos, Zach Cregger viu seu nome ganhar notoriedade em 2022 com o lançamento de Noites Brutais, que recebeu críticas positivas e fez sucesso mundial.   Ainda que não tenha sido sua estreia na direção, foi seu primeiro trabalho no terror. Em 2025, ele também participou como produtor de Acompanhante Perfeita, outro projeto bem recebido pelo público. A Hora do Mal chega em um momento em que o público está carente de bons filmes do gênero, e o marketing colocou as expectativas lá em cima  — especialmente após a boa estreia de Cregger no terror. Com elementos que remetem a produções como Longlegs e até o próprio Noites Brutais, A Hora do Mal é bem construído ao longo de suas 2 horas e 8 minutos, com uma trilha sonora que contribui para a tensão e planos-sequência que aumentam o mistério da história. O filme pode não entregar tudo o que o marketing promete, mas Zach Cregger sabe o que está fazendo. Você não vai conseguir tirar os olhos da tela!

  • Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda vale o preço do ingresso

    A convite da Disney, assistimos antecipadamente ao filme Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, continuação do aguardado filme de 2003 , que chega aos cinemas dia 7 de agosto. Vem saber o que achamos! Sobre o enredo  Agora Anna tem uma filha e uma futura enteada, mas as duas adolescentes não se dão nada bem, e já sabemos no que isso vai dar. A crise de identidade ataca novamente e não            apenas Anna e Tess trocam de corpo, mas Harper e Lily também, filha e enteada de Anna. Sobre o roteiro Sabemos que continuações, remakes e live-action estão dominando os cinema s , a onda de nostalgia ataca novamente, mas graças a Deus desta vez a Disney deu um passo certo. O filme tem uma introdução de personagens bem rápida logo no início, o que é válido se pensarmos que quem está indo assistir a continuação certamente já viu o filme de 2003. S omos então apresentados a nova vida de Anna e Tess, a como Anna conheceu seu futuro marido, Eric, o que faz com que Harper, filha de Anna, ganhe uma irmã chamada Lily , as duas têm personalidades completamente diferentes e os atritos são diários. É claro que a história se repete, na despedida de solteira de Anna, uma vidente acaba fazendo Anna, Tess, Harper e Lily trocarem de corpo, Anna se torna Harper, Tess se torna Lily e vice-versa , dando início a uma jornada engraçada e divertida de troca de corpo, com cenas que amamos desde o primeiro filme. Um toque a mais ao enredo é adicionado, Anna é dona de uma gravadora e é responsável pelos artistas, a cantora Ella é uma delas e acaba dando mais trabalho do que o normal, mas rende boas cenas cômicas. A comédia pastelão e leve que nos faz rir de situações simples está muito presente , o que nos transporta diretamente para o filme de 2003, além disso, outros personagens do primeiro longa retornam para a história, como Jake, o famoso crush de Anna da adolescência, além de Ryan, pai de Anna e marido de Tess. É claro que tem muito fan service nesse filme também, recriando cenas do primeiro filme de uma maneira diferente do que estamos acostumado s, dando um desfecho satisfatório para os fãs. O elenco Lindsay Lohan retorna ao papel de Anna depois de um tempo afastada de Hollywood, sua volta está sendo em grande estilo, servindo muita beleza e talento, mas preciso comentar que apesar das plásticas terem deixado ela linda, após sua beleza ter sido bastante afetada por drogas e álcool, em cenas em que a atriz está chorando, a falta de expressão pode incomodar um pouco. Jamie Lee Curtis volta no papel de Tess, e ao contrário de Lindsay, Jamie parece estar no auge de sua carreira, servindo atuações incríveis na série The Bear e no filme em que levou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo , é incrível como ela é capaz de transitar em diferentes gêneros de forma brilhante, e não foi diferente em Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda. Uma surpresa boa foi a entrada da atriz Maitreyi Ramakrishnan como Ella no elenco, Maitreyi ficou conhecida pelo seu papel na série “Eu Nunca…” da Netflix , na produção percebemos que falta um pouco de experiência para a atriz, mas ela dá um bom suporte para a trama de Anna e Tess, fico feliz em ver atrizes de outras nacionalidades presentes em filmes americanos. Julia Butters interpreta Harper, filha de Anna, e tem em seu currículo alguns filmes de peso como Era Uma Vez em Hollywood e Os Fabelmans, servindo uma boa atuação em Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, Sophia Hammons interpreta Lily, enteada de Anna, e apesar de não ter em seu currículo produções de peso, tenho certeza que logo ganhará os holofotes. O retorno de outras pessoas do elenco do primeiro filme também é satisfatório, posso dizer que Chad Michael Murray envelheceu como vinho. Nosso veredito  Depois de tantos erros vindos da Disney, podemos finalmente dizer que vale a pena assistir a continuação de Uma Sexta-Feira Muito Louca nos cinemas. A produção fez uma boa mistura de comédia de sessão da tarde com nostalgia , aliás, a trilha sonora ajuda e muito no clima de nostalgia, que conta com hits dos anos 2000 . O filme inova em algumas partes do enredo, mas mantém o que sempre amamos no filme de 2003.

  • Drácula - Uma História de Amor Eterno: precisava de uma nova adaptação?

    Dizem que o amor atravessa os séculos. Mas, e quando esse amor é a sua maior maldição? No dia 7 de agosto chega aos cinemas brasileiros   Drácula - Uma História de Amor Eterno.  Assistimos com exclusividade a esta nova adaptação do clássico romance de Bram Stoker dirigido por Luc Besson (O Quinto Elemento). E aí, vale a pena recontar esta história mais uma vez? Vem comigo que eu te conto. Sinopse O Príncipe Vladimir é um nobre cavaleiro, devoto a Deus e apaixonado por sua esposa. Porém, diante da perda repentina de sua amada, e tomado por uma ira descomunal, o príncipe renuncia à fé e herda uma terrível maldição: a incapacidade de morrer.  Condenado a uma vida eterna sem sentido, através dos séculos, sua existência passa a girar em torno de uma única obsessão - reencontrar o grande amor que a morte lhe tirou.   As boas intenções O filme faz jus ao seu subtítulo e entrega, de fato, uma tragédia romântica com tons quase teatrais.  Já preparando o espectador para ficar confinado dentro de uma história centrada na perseguição passional de um homem por sua amada.   O tom é pesado, dramático e por vezes até shakespeariano — uma escolha consciente da direção. Visualmente, o filme se apoia bem em uma estética gótica e medieval clássica, com cenários carregados e luzes marcadas, o que dá à narrativa um peso simbólico coerente com o personagem.  A fotografia se destaca especialmente em momentos em que a emoção do protagonista se reflete no ambiente ao redor, com composições que evocam pintura religiosa e decadência nobre. É verdade que o roteiro é simples para a duração do filme — e essa decisão de esticar a trama pode cansar em alguns momentos. No entanto, quando a história adota uma estrutura que lembra Entrevista com o Vampiro, ganhamos um novo ritmo .  O filme passa a explorar memórias não contadas do Drácula, o que enriquece o personagem e dá espaço para escolhas criativas de direção — como o uso de espelhos, cortes paralelos entre passado e presente, e movimentos de câmera que refletem os conflitos internos do protagonista. Nada de novo no sol Apesar da proposta emocional grandiosa, o filme muitas vezes perde o equilíbrio e escorrega no exagero. Há momentos em que a narrativa para no tempo e se transforma numa espécie de “aula introdutória sobre vampiros” , como se precisasse justificar sua própria mitologia a cada passo. A história bebe de várias fontes, mas não propõe nada realmente novo   em termos de linguagem ou desenvolvimento. A trilha sonora de Danny Elfman, embora reconhecível e potente, é usada de forma excessiva e pouco inspirada. Em vez de somar à carga dramática, ela tenta forçar uma emoção que o roteiro não sustenta,  tornando algumas cenas mais artificiais do que tocantes. O roteiro segue linhas básicas, sem camadas ou conflitos realmente profundos, e tudo isso se alonga demais no final. Uma sequência no parque de diversões — com uma tentativa de humor e leveza entre Drácula e sua amada — soa deslocada, quase como uma paródia sem intenção.  Mesmo com um notável valor de produção, a estrutura do filme só chega a ser superficial.  Olha, sinceramente… O problema dessa nova adaptação é: imagina só deixar o espectador confortável em um filme de vampiro.  Ele deixa exposto demais todo o ocultismo interessante que envolve o universo dos vampiros,  quase expondo a própria criatura ao Sol cedo demais. Desnecessariamente longo, e por vezes irritante. No fim das contas, é um plot mais empoeirado do que o caixão onde o próprio Drácula repousa.

  • Lançamentos de agosto de 2025 para assistir nos cinemas

    Agosto de 2025 promete fortes emoções para os amantes da sétima arte. Depois de um julho dominado por filmes estrelados por Pedro Pascal , este mês chega repleto de novidades imperdíveis nos cinemas. Do suspense ao romance, do terror ao live-action, confira a lista completa com os principais lançamentos de cinema em agosto de 2025. 1 - A Hora do Mal Com Josh Brolin e Julia Garner esse thriller une o suspense e o terror.  A situação fica tensa para a professora de uma escola, quando quase todas as crianças da mesma classe, somem na mesma noite ao mesmo tempo. Lançamento:  07/08 2 - Drácula - Uma História de Amor Eterno Para os amantes da categoria, vem aí mais um filme do Drácula, dessa vez dirigido por Luc Besson e inspirado na obra de Bram Stoker . O filme conta com Caleb Landry Jones e Zoë Bleu Sidel no elenco. A história conta como um príncipe do século XV renuncia a Deus após a morte de sua esposa e passa a se tornar um vampiro. Lançamento:  07/08 3 - A Melhor Mãe do Mundo E também tem filme brasileiro nas telonas no mês de agosto!   A melhor mãe do mundo conta com Seu Jorge no elenco e nos apresenta a história de Gal (Shirley Cruz), uma catadora de materiais recicláveis que está cansada dos abusos que sofre de seu marido Leandro (Seu Jorge) e sai de casa com os filhos na carroça, para tentar encontrar uma nova vida para ela e seus filhos. Lançamento:  07/08 4 - Uma Sexta Feira Mais Louca Ainda Sim, isso mesmo que você pensou, os anos 2000 estão de volta!  Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis voltam aos seus papéis, anos depois de Tess e Anna passarem por suas crises de identidade. Agora Anna tem sua própria filha e uma futura enteada, duas adolescentes que não se dão nada bem. Já sabemos onde isso vai dar né? O raio cai SIM duas vezes no mesmo lugar. Lançamento:  07/08 5 - Corra Que a Polícia Vem Aí! A comédia pastelão dos anos 80 volta com tudo. Liam Neeson, interpreta Frank Drebin Júnior, filho do personagem de Leslie Nielsen em uma história cômica que promete  os maiores absurdos. Lançamento:  14/08 6 - Juntos Um casal em crise busca recomeçar em uma pequena cidade dos EUA. Mas uma presença sobrenatural transforma sua tentativa de nova vida em um pesadelo psicológico. Lançamento:  14/08 7 - Amores à Parte Essa comédia com Dakota Johnson , Adria Arjona e Kyle Marvin promete loucuras. Carey (Kyle Marvin) fica abalado quando Ashley (Adria Arjona) o avisa que quer o divórcio. Até que Carey conhece o estilo de vida de Julie e Paul, um casal não monogâmico que abre os olhos para o próprio relacionamento , isso traz à vida e ao relacionamento de todos, um caos completo. Lançamento:  14/08 8 - Faça Ela Voltar Dos diretores Philippou (conhecidos pelo sucesso “Fale Comigo”) , este terror protagonizado por Sally Hawkins apresenta dois meio-irmãos que testemunham um ritual assustador na casa de sua nova mãe adotiva. Lançamento:  21/08 9 - Anônimo 2 Bob Odenkirk volta para a ação na continuação da saga de Hutch, um pai de família que nas horas vagas também é um assassino frio. Hutch está com problemas no casamento e resolve fazer uma viagem de férias em família, ele só não contava que essa viagem esbarraria em uma grande operação de tráfico de drogas, colocando suas férias em risco. Lançamento:  21/08 10 - Bambi: Uma Aventura na Floresta O clássico de Felix Salten ganha um emocionante live-action  francês. Com filmagens realistas da natureza, a obra promete emocionar ao retratar novamente a jornada de Bambi e a perda de sua mãe. Lançamento:  28/08 11 - Os Roses: Até Que a Morte os Separe Com Olivia Colman, Benedict Cumberbatch e Kate McKinnon, esta comédia dramática acompanha Theo Rose, um homem que vê seu casamento desmoronar à medida que a carreira de sua esposa dispara, enquanto a sua entra em declínio. Lançamento:  28/08 12 - Ladrões Dirigido por Darren Aronofsky  e estrelado por Austin Butler e Zoë Kravitz, o thriller apresenta Hank Thompson, cuja vida muda completamente ao aceitar cuidar do gato do vizinho, mergulhando em uma trama perigosa com gângsteres. Lançamento:  28/08

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