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  • Arthur Ripka Barbosa

Pantera Negra: Wakanda Para Sempre e a beleza na maturidade da Marvel


Ao estrear em 2018, Pantera Negra foi um estrondoso sucesso não só de bilheteria, mas também como de crítica, pois mostrou pela primeira vez que a Marvel estava disposta a abordar temas sociais e reais em seus filmes, sobretudo com a questão racial. Com o sucesso garantido, sua sequência era mais que questão de tempo, porém a morte de Chadwick Boseman, que interpretava o rei T’Challa e o Pantera Negra, adiou os planos do estúdio. Então, com o roteiro reescrito, Ryan Coogler utilizou do luto para escrever aquilo que é a produção mais madura que a Marvel já fez.


A história


Pantera Negra - Wakanda Para Sempre não é uma história sobre o Pantera Negra, mas sim sobre Wakanda. Nela vemos como o país está lidando com a morte de T’Challa - solução encontrada para o personagem, já que a Marvel não iria substituir Boseman e nem revivê-lo digitalmente - e com a exposição das tecnologias para o resto do mundo. Na ambição de encontrar vibranium em outros lugares, os demais países acabam envolvendo o reino de Talokan e de seu rei, Namor (Tenoch Huerta), que se torna um rival de Wakanda com o desenrolar da história.


O luto é o fio condutor da história

Logo na primeira cena do filme acompanhamos como Shuri (Letitia Wright) recebe a notícia da morte do seu irmão, T’Challa, e isso é posto intencionalmente aqui, porque quer deixar claro que o luto, não só por T’Challa, mas como sentimento é que irá conduzir toda a história. É por ele que vemos Shuri tendo que encontrar o equilíbrio entre a ciência e a tradição, as justificativas de Namor para seus atos, a reclusão de Nakia (Lupita Nyong’o) da sociedade wakandiana e até mesmo os questionamentos ao trono de Wakanda. E a forma como o roteiro trabalha esse sentimento, sempre pondo-o sutilmente em evidência é que faz com ele seja maduro e bonito.


As questões políticas continuam forte

Se no primeiro filme a questão racial foi o principal tema abordado, o segundo trouxe o colonialismo no seu cerne. Ao mudar a origem de Namor da grega para a mesoamericana, Coogler conseguiu aproximar os dois reinos e tornar ambos comuns à questão, já que Wakanda é um país africano nesse universo. O filme então sai da política interior de Wakanda, do debate da abertura de fronteiras, para a exterior, na qual eles se vêem obrigados a escolher entre ser aliado ou rivais de um país semelhante. E é por isso que o filme se trata mais de Wakanda do que do Pantera Negra, sendo a figura do herói uma consequência para aquele que governa o país.




Balanço final

Fazendo um balanço entre pontos positivos e negativos, o filme tem muitos mais positivos. O roteiro e as atuações são pontos fortíssimos, apesar de cometer alguns deslizes, sobretudo nos arcos do Everett Ross (Martin Freeman) e a conclusão dos arcos de Riri Williams (Dominique Throne) e Okoye (Danai Gurira). O CGI em alguns momentos é bem incômodo, como tem sido de praxe nas produções mais recentes da Marvel, além de que em alguns momentos a montagem fica um pouco confusa. Além disso, o filme expande o Universo Marvel ao apresentar Namor como mutante e ao introduzir a Riri Williams, que assume o manto do Coração de Ferro.


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