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  • Foto do escritorMaria Tosin

Diário da Minha Vagina é tão necessário quanto Barbie

Atualizado: 2 de abr.

Chegou recentemente ao Max o filme “Diário da Minha Vagina”, apesar do nome não ser tão convidativo quanto o nome original “Fitting In”, que ao pé da letra significa “se encaixar” ou “se enquadrar”, a produção traz para reflexão diversos assuntos tabus, algo muito semelhante ao que o filme Barbie fez em 2023. Confira a seguir o que achamos!


É um drama adolescente fora do comum

Diário da Minha Vagina é tão necessário quanto Barbie

Inicialmente você acredita que o filme é semelhante a vários filmes adolescentes que são ótimos para assistir em uma noite de domingo, mas logo você entende toda a profundidade que o roteiro do longa carrega. No filme acompanhamos Lindy, uma adolescente de 16 anos, atleta da escola e que assim como toda garota da idade dela está esperando sua primeira menstruação.



Ela então começa a se envolver com um garoto do colégio, mas Lindy ainda é virgem e têm diversas inseguranças, o que a faz procurar um ginecologista, a partir daí ela recebe o diagnóstico de que possui uma doença reprodutiva, seu canal vaginal não é desenvolvido, sendo assim ela descobre que não pode fazer sexo por enquanto, precisa passar por uma série de tratamentos ou fazer um procedimento cirúrgico.


Diversos temas importantes são inseridos 

Diário da Minha Vagina é tão necessário quanto Barbie

Engana-se quem pensa que o longa foca apenas em Lindy, somos convidados a mergulhar em histórias de outras pessoas também, conhecemos então Rita, mãe de Lindy, que passou por um câncer de mama e por isso teve que retirar um dos seios, ela criou Lindy sozinha e desde então busca um parceiro que a aceite do jeito que ela é. Conhecemos também Jax, que se identifica como intersexual, pessoa que não se encaixa nas típicas noções binárias de corpos masculinos e femininos. Muitas pessoas ainda não sabem lidar com intersexuais e o filme encaixa Jax de forma maravilhosa.


Tão impactante quanto Barbie

Diário da Minha Vagina é tão necessário quanto Barbie

Uma das cenas que mais me marcaram durante o filme foi o momento em que Lindy está realizando uma tomografia, a enfermeira então avisa “você ouvirá barulhos um pouco altos, você gostaria de ouvir música?”, Lindy então aceita e logo em seguida a famosa música “Barbie Girl” começa a tocar em seus fones, como pode uma cena tão simples dizer tanto? Após o diagnóstico, acompanhamos Lindy em uma busca incessante para se tornar uma garota normal, mesmo que no fundo ela saiba que isso seria impossível por conta de sua condição genética.



“Diário da Minha Vagina” realmente surpreendeu, entregando um drama adolescente completamente diferente dos que conhecemos, fico feliz em saber que as próximas gerações não vão encontrar apenas dramas adolescentes que reforçam estereótipos.


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