Nova adaptação de Razão e Sensibilidade mostra que é sempre bom revisitar um clássico

A convite da Universal Pictures, assistimos antecipadamente à nova adaptação de Razão e Sensibilidade, livro de Jane Austen, mesma autora de Orgulho e Preconceito, que chega aos cinemas no dia 29 de outubro. Vem saber o que achamos!
O enredo

Em Razão e Sensibilidade, acompanhamos duas irmãs, Elinor e Marianne. Após a família ficar em situação financeira delicada, elas são obrigadas a se mudar junto com sua mãe e irmã mais nova para um chalé humilde em Devonshire. Elas então conhecem seus amores e a partir daí acompanhamos os altos e baixos dessa relação.
O roteiro
Temos que admitir que os últimos romances lançados nos cinemas estavam muito abaixo do que o público esperava. Agora, com o lançamento de Razão e Sensibilidade, vejo um respiro em meio a todas essas decepções.
Se você já assistiu a Orgulho e Preconceito, já sabe muito bem o que esperar, um filme com ritmo lento, sensível, focado completamente nos diálogos e que exige do espectador muito mais do que atenção, exige uma conexão com os personagens, o que pode desagradar principalmente os homens, que podem ter uma dificuldade maior em se conectar.
Acho importante ressaltar que estamos falando de um livro de 1811, ou seja, a única esperança de uma mulher ser feliz era por meio do casamento, encontrar um homem era o único e principal objetivo naquela época, e mesmo que esse seja o caminho da história, há reflexões e diálogos que se encaixam perfeitamente nos dias de hoje.

É notável que Elinor é a razão e Marianne é a sensibilidade. Em determinada conversa, Elinor aceita que não ficará com o homem que gostaria e uma de suas falas é justamente sobre ser errado colocar sua felicidade completamente nas mãos de outra pessoa, ao mesmo tempo em que claramente mostra querer isso ao longo da história. Já Marianne revela querer um homem que não temos nem em 2026 rsrs um homem que não tenha medo de expressar seus sentimentos, saiba se comunicar e deixá-la segura. Parece que os desejos das mulheres não mudaram muito desde 1811, não é mesmo?
O elenco
Sou suspeita para falar de Daisy Edgar-Jones, desde sua atuação na série Norman People, fiquei encantada pela sua capacidade de transparecer os mais profundos sentimentos, e foi exatamente o que ela fez interpretando a razão, Elinor. Confesso que vi poucos trabalhos de Esme Creed-Miles, mas interpretando Marianne ela dá alma a garota cegamente apaixonada. George MacKay é par romântico de Daisy Edgar-Jones e o papel caiu como uma luva para ele, aquele homem que não sabe exatamente como demonstrar seus sentimentos. Frank Dillane, conhecido como Nick em The Walking Dead faz par romântico com Esme Creed-Miles, entregando um canalha de carteirinha.
Nosso veredito

Razão e Sensibilidade ganhou uma nova adaptação à altura de seu livro, apesar de ser um romance cercado de dramas, há momentos cômicos que tiram risadas do público. De tempos em tempos, é muito bom revisitar obras clássicas para nos lembrar de que a humanidade não mudou tanto e que talvez as mesmas coisas que nos perturbavam há séculos ainda continuem tirando nossa paz.


