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“Três Horas Para Viver” e tiro, porrada e bomba!

Foto do escritor: Maurício Neves
Maurício Neves
há 5 minutos
3 min de leitura

Dirigido por Scott Waugh e escrito por Miles Hubley e Tommy White, Três Horas Para Viver conta com Alan Ritchson, Owen Wilson e Rodrigo Santoro em seu elenco.


Com estreia programada para o dia 29 de outubro nas telonas brasileiras, fomos convidados pela Diamond Films para assistir ao longa antecipadamente. Confira a seguir a nossa opinião.


“Três Horas Para Viver” e tiro, porrada e bomba!

Enredo

Uma garota de sete anos terminalmente doente espera pela chegada de um fígado raro que salvará sua vida. A carga é protegida por Hank Malone (Alan Ritchson) e Ben Bishop (Owen Wilson), um ex-soldado entregador de alto nível e um mensageiro médico. Porém, a tarefa simples se transforma em uma missão perigosa quando o líder de um sindicato do crime passa a persegui-los, querendo o órgão para si. Desse modo, Hank e Ben precisam escapar e entregar a encomenda em um período menor do que 3 horas.


“Três Horas Para Viver” e tiro, porrada e bomba!

Roteiro

O filme não perde tempo em nos apresentar a ação. Após contextualizar e apresentar onde estamos e quem é o nosso protagonista, o longa já vai direto para o momento que todos esperam. Até porque, com 98 minutos, a produção não tem muito tempo para enrolar o público. E isso é um ponto positivo, pois a produção não dá brecha para o tédio e, a todo momento, somos apresentados a alguma situação nova.


Os personagens são bem desenvolvidos e, embora algumas situações soem irreais em alguns momentos, ainda temos a noção de que estamos assistindo a algo de ficção. O projeto sabe muito bem intercalar a ação com comédia, e o personagem de Owen Wilson é o encarregado nesse último. Tanto Alan quanto Owen apresentam muita química trabalhando juntos e acabam entregando um trabalho impressionante juntos, mesmo sendo uma dupla improvável.


Rodrigo Santoro consegue apresentar um vilão sacana, porém até mesmo seu personagem tem um motivo e desenvolvimento, mostrando que não está fazendo tudo aquilo por apenas ser malvado, o que, por um lado, até faz com que o espectador crie um pouco de empatia pelo mesmo.

O personagem de Alan pode até apanhar, mas ele bate ainda mais e, como ele mesmo diz, nada vai impedi-lo de finalizar o trabalho para o qual foi contratado. Com isso, ele faz de tudo para proteger aquele fígado para salvar a vida da criança no hospital.


Três Horas Para Viver é aquele tipo de produção que chega quietinho, sem muito alarme, que não promete nada, mas acaba oferecendo diversão a cada momento. Não é um filme para filosofar, muito menos algo conceitual, é apenas para desligar a mente e aproveitar o momento.


“Três Horas Para Viver” e tiro, porrada e bomba!

Elenco

Alan Ritchson está começando a ficar marcado por esse tipo de papel, um ex-soldado e alcoólatra em recuperação. É aquele clichê que os americanos adoram e que geralmente funciona. Poderia dar totalmente errado, pois seu personagem é mais "fechado", mas a química com o personagem de Owen Wilson funciona, e os dois protagonistas mostram muita sintonia.

Inclusive, Owen traz o seu carisma de sempre e também oferece momentos de descontração quando o filme precisa, sendo também uma espécie de alívio cômico de forma natural.


Nosso Brasil é repleto de talentos, e Rodrigo Santoro é um deles. Com muito destaque ao longo do filme e sendo o vilão principal, o ator faz questão de destacar o nosso português durante vários momentos do longa.

“Três Horas Para Viver” e tiro, porrada e bomba!

Considerações

Aqui no Brasil, Três Horas Para Viver ganha um pouco mais de destaque devido à presença de Rodrigo Santoro na produção, inclusive sendo colocado no pôster principal de divulgação, que lá fora conta apenas com Alan e Owen na arte. Precisamos enaltecer os nossos, não é mesmo?


Provavelmente ainda veremos muito Alan fazendo papéis nesse estilo, pois é um trabalho que ele tira de letra — naquela vibe Jason Statham, sempre salvando alguém. Mas não que isso seja uma reclamação, o ator tem beleza, então será sempre um prazer revê-lo nas telonas.


O filme pode não trazer nenhuma novidade ao cinema, mas garanto que ele entretém durante os seus 98 minutos. É uma ótima escolha para quem quer só se divertir e não pensar em problemas por algum tempo. Eu, que não sou fã do gênero, fui conquistado desde os minutos iniciais.


©2019 por pippoca.

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