“As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você” traz reflexão sobre a vida

Baseado no livro de 2019 de Fernanda de Castro Lima, As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você conta com Any Gabrielly, Giulia Be, Pâmela Germano, Daniel Rangel e Sheron Menezzes no elenco e direção de Diego Freitas.
Fomos convidados pela Paris Filmes para assistir antecipadamente ao longa, que chega às telonas brasileiras no dia 29 de outubro. A seguir, nossas considerações.
Antecipo que minhas opiniões são referentes apenas ao filme, visto que não tive contato com o livro.

Enredo
Julia (Giulia Be) e Gabi (Any Gabrielly) são amigas desde crianças, porém completamente diferentes uma da outra. Gabi é cautelosa, tímida e tem medo de sair de sua zona de conforto. Já Julia é extrovertida, carismática e gosta de novos desafios. Julia sofre um acidente de carro e, antes de morrer, escreve dez cartas para Gabi, com o objetivo de ajudá-la a perder a timidez. Cada recado conta com uma missão, e, enquanto Gabi segue os desafios que nunca se imaginou fazendo, também precisa lidar com o luto.

Roteiro
O roteiro trata de um assunto pesado, em que o foco é o luto e a culpa. Vemos uma personagem que não vê mais sentido nas coisas e tem dificuldade em continuar vivendo após a perda de sua melhor amiga.
O filme trabalha de forma delicada sobre a importância de buscar ajuda e tenta ressignificar temas relevantes e atuais, intercalando drama com comédia. O enredo tenta mostrar como as relações são importantes em momentos cruciais e que nem sempre sabemos o que uma pessoa está realmente sentindo.
Geralmente acho diálogos em produções brasileiras mais forçados, mas aqui não cheguei a ter esse sentimento. Detalhe para a trilha sonora, que traz músicas bem bacanas que combinam e agregam à história.
Em um mundo onde a depressão está cada dia mais presente na vida das pessoas, é uma história importante que ajuda na conscientização, mas também pode gerar gatilho em alguns espectadores mais sensíveis, além de auxiliar na reflexão sobre o quanto a vida é frágil e curta.
Elenco
A dinâmica de Any Gabrielly e Giulia Be funciona, assim como a de Any com Pâmela Germano. Tanto Giulia quanto Pâmela conseguem tirar um carisma maior da personagem da Any em cena.
Pâmela, inclusive, não recebe o destaque que merece no marketing do filme, e sua personagem, assim como a de Giulia, se mostra bastante à frente do tempo. Mesmo com a personagem de Giulia morrendo cedo na história, sua presença segue viva na história.
Daniel Rangel, que, na minha opinião, é um dos atores mais gatos no audiovisual brasileiro atual, novamente faz aquele personagem com uma pegada mais nerd fofo que ele sabe fazer bem e que também consegue conquistar o público.
O filme ainda conta com uma participação de Juliano Floss, que teve bastante destaque esse ano no Big Brother Brasil 26, conquistando o terceiro lugar na temporada.

Considerações
Com uma vibe meio 13 Reasons Why e Depois do Universo, esse último também com a presença de Diego Freitas e Giulia Be, o filme tenta mirar em um público mais jovem, mas isso não quer dizer que quem é mais velho não vai se encantar também.
Com uma estética peculiar, não é apenas um filme fofo que vai te emocionar; ele também faz você refletir sobre diversas pautas. É um longa que te faz perceber o quanto a vida é preciosa e o quanto devemos valorizar as coisas.
PS: Alguém mais achou muita coincidência a personagem da Giulia se chamar Julia e a da Any Gabrielly se chamar Gabi? Será que foi intencional?


