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Dia D é uma completa imersão sobre o presente e o futuro

  • Foto do escritor: Maria Tosin
    Maria Tosin
  • há 9 minutos
  • 3 min de leitura

A convite da Universal Pictures, assistimos antecipadamente ao novo filme de Steven Spielberg, Dia D, que chega dia 11 de junho aos cinemas. Vem saber o que achamos! 


O enredo

Dia D é uma completa imersão sobre o presente e o futuro

Desde as primeiras divulgações o filme não deixa muito claro qual é a trama, mas entendemos que ele explora a existência de alienígenas e como essa descoberta irá afetar pessoas ao redor do mundo em nossa sociedade atual. Não é a primeira vez que Spielberg faz um filme sobre alienígenas, E.T. e Guerra dos Mundos traz esse tema à tona e marcou gerações, agora o diretor traz um olhar mais maduro para os cinemas.


O roteiro

O filme já começa caótico, com uma espécie de fuga, não entendemos muito bem do que se trata, mas esse início dita o ritmo de todo o resto. Primeiro conhecemos Daniel Kellner, que está fugindo da empresa da qual ele trabalhava levando um artefato misterioso de interesse de todos.


Acredito que a grande sacada de Spielberg foi desafiar o espectador a desvendar o que está acontecendo, esqueça diálogos super expositivos, estamos o tempo todo entendendo que se trata de uma trama sobre extraterrestres e buscamos pistas.


Os personagens principais são Kellner e a meteorologista interpretada por Emily Blunt, coisas estranhas começam a acontecer com os dois, mas todos os detalhes vão sendo revelados aos poucos durante o filme, o que sabemos é que eles possuem uma espécie de dom dado talvez por extraterrestres.

Temos Jane, namorada de Kellner, uma ex-noviça que também tem destaque na trama e por meio dela o diretor consegue inserir a religião nesse contexto. Os diálogos entre os personagens são extremamente bem desenvolvidos, trazendo questionamentos realmente essenciais sobre fé, religião, comunidade, empatia, mas não se engane, o filme traz momentos muito bons de risadas, mantendo o equilíbrio perfeito.


A trama gira o tempo todo em volta dessa caçada de gato e rato em que Kellner e a meteorologista precisam fugir da empresa que detém informações sobre os alienígenas para divulgar todas as informações para o mundo e encontrar quem realmente vai ajudá-los a entender o que está acontecendo, o que rende ótimas cenas de tensão e ação, servindo aquilo que Spielberg sempre soube fazer.


Dia D é uma completa imersão sobre o presente e o futuro

Ao final, é revelado para o mundo que existe vida fora da Terra e que durante 79 anos o governo já sabia disso e acoberta essa informação, o mais interessante é que o diretor preferiu utilizar a forma que já conhecemos dos ETs, aquela mais caricata, não inventando nenhuma nova forma. 


O elenco 

Dia D é uma completa imersão sobre o presente e o futuro

Josh O'Connor, que interpreta Daniel, estourou após atuar no filme Rivais, é difícil listar quantos filmes o ator já fez depois dele, o maior talento é com certeza sua versatilidade, entregando um bom resultado desde em filmes de romance até ficção científica. Já Emily Blunt é a peça principal para o filme ter entregue a mensagem da forma mais genuína possível, a atriz realmente surpreendeu. Fiquei feliz quando vi Eve Hewson no papel de Jane, conheci seu trabalho na série “Por Trás dos Seus Olhos” da Netflix, que inclusive é sensacional, mas agora pude ver um pouco mais da atriz.

Costumo dizer que Colman Domingo foi o ator que mais apareceu em 2026 e estamos apenas em junho, o ator fez o filme Michael, além da série Euphoria e agora está em Dia D, aqui seu papel é secundário, sendo uma espécie de dono da sabedoria, nada além do que o ator já está acostumado a fazer. Temos Colin Firth interpretando Noah, CEO da empresa e vilão da história, e ele sabe muito bem como construir um personagem assim. 


Nosso veredito

Dia D é uma completa imersão sobre o presente e o futuro

Dia D nos confirma como a criatividade e a inteligência de Spielberg vai muito além, conferimos uma trama cheia de histórias, elementos, mas nenhum deles fica perdido, sobrando ou fora do contexto, assistimos a uma história que pode ser certamente comprada como real por nós e que pode realmente acontecer. Se você acredita que não estamos sozinhos, pode ser que Spielberg deixe isso ainda mais claro. O final do longa deixa aquela sensação de que acabamos de assistir uma obra cheia de crenças, estudos e reflexões que pode marcar gerações.


©2019 por pippoca.

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