Michael é uma carta de saudades ao Rei do Pop
- Maria Tosin

- há 22 horas
- 3 min de leitura
A convite da Universal Pictures assistimos antecipadamente a cinebiografia de Michael Jackson, que chega aos cinemas no dia 23 de abril. Vem saber o que achamos!
O enredo

Michael traz a história do rei do pop Michael Jackson, desde a sua infância no Jackson 5 até o momento em que ele decide seguir carreira solo e se torna um fenômeno mundial. Conhecemos o artista visionário que marcou gerações e se tornou o maior artista do mundo.
O roteiro
Se você está esperando um mergulho à fundo nas emoções e na história de Michael Jackson, é melhor você segurar suas expectativas, desde o início fica claro que o roteiro focou em ser uma bela homenagem ao artista e a um retorno aos maiores hits e shows de Michael.
Começamos o filme conhecendo a infância de Michael junto de seus quatro irmãos, e é claro, a personalidade de seu pai Joe Jackson, entendemos como Joe era rígido com os meninos, o objetivo era que todos os filhos tirassem a família da realidade pobre que viviam por meio da música. A infância de Michael é a parte mais rápida do roteiro, logo vemos Michael chegando aos 18 anos e seus desejos mudando.

Aos poucos temos acesso a uma versão de Michael que muita gente já conhecia, que preferia os animais do que as pessoas, que viu a infância passar rápido e tinha o sonho de viver em Neverland, e também viu suas vontades indo embora para agradar ao pai e a família.
Infelizmente a cinebiografia comete o mesmo erro de outras cinebiografias da música, retrata o processo criativo dos maiores hits do mundo como algo completamente fácil e rápido, sabemos que Michael era cinéfilo e que provavelmente o videoclipe de thriller teve grande influência do que o artista assistia, mas tenho certeza de que a ideia não surgiu rapidamente enquanto ele assistia a um filme de zumbis.
Outra questão que deixa a desejar é a caracterização dos figurantes, notamos que houve pouco cuidado ao selecionar pessoas que realmente passassem a ideia de que estaríamos nos anos 80, não era comum as meninas terem preenchimento labial naquela época, por exemplo. O filme também comete o mesmo erro de Bohemian Rhapsody, abusa do CGI em cenas que talvez ele nem precisasse ser usado, apenas o macaquinho de Michael é um CGI que não incomoda tanto.

Apesar disso, não podemos deixar de exaltar o grande trabalho feito pela maquiagem e figurino do filme, estão extremamente fiéis aos figurinos usados por Michael, é um filme show que faz até quem não viveu essa época entender a dimensão de quem foi Michael Jackson.
O elenco
Juliano Krue Valdi interpreta Michael Jackson na infância e nos faz viajar no tempo, não tendo muita experiência, mas dando aula de atuação. Já quem interpreta Michael Jackson adulto é Jaafar Jackson, sim, o sobrinho de Michael Jackson e filho de Jermaine Jackson. No início do filme o ator não mostra tanta confiança, mas conforme a produção se desenrola seu talento melhora, mas o auge são as apresentações, Jaafar parece ter incorporado o tio e se quisesse poderia ser o próximo rei do pop.

Colman Domingo interpreta o pai de Michael e rouba a cena como o antagonista, demonstrando como apenas o dinheiro era importante para ele, mas infelizmente acho que mais uma vez o ator poderá entrar nas premiações, mas sem muitas esperanças de levar algo, se considerarmos os próximos lançamentos que estão por vir.
Nosso veredito

Michael não é um filme que nos leva até as profundezas do artista, mas um filme show que vai te transportar até os anos 80 e relembrar todos os clássicos, é a produção perfeita para curtir em IMAX e sair de lá querendo mais, até porque a história não terminou, o filme é apenas a primeira parte da história de Michael, e a segunda parte já está em desenvolvimento.



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