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De pastores mirins a David Lynch: o que vimos nos primeiros dias do 14º Olhar de Cinema

  • Foto do escritor: Maria Tosin
    Maria Tosin
  • 15 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 15 de jun. de 2025

No terceiro e quarto dia do 14º Olhar de Cinema fizemos uma seleção interessante de produções que nos surpreenderam, confira a seguir o que achamos delas.


A Voz de Deus

De pastores mirins a David Lynch: o que vimos nos primeiros dias do 14º Olhar de Cinema

Você deve ter ouvido falar dos pastores mirins, recentemente esses pregadores ganharam destaque nas redes sociais, mas Miguel Antunes Ramos, diretor do documentário “A Voz de Deus”, já vinha acompanhando esse fenômeno há 10 anos e lançou com exclusividade o longa no Olhar de Cinema 2025.

Na produção, acompanhamos dois meninos, um deles é o adolescente Daniel, e outro é João, de apenas 6 anos. É interessante como o documentário nos apresenta essa temática e entrelaça com o momento político da época, quando Jair Bolsonaro ganhava sua primeira eleição como presidente do Brasil. A produção traz reflexões importantes sobre a influência da religião no Brasil e o papel dos pais na vida dos pastores mirins e como muitas vezes a vontade das crianças não é levada em consideração, sendo elas apenas um meio para que seus pais alcancem o que nunca alcançaram. É importante ressaltar que “A Voz de Deus” acompanha os pastores mirins ao longo da vida, nos dando uma visão mais ampla do impacto desse fenômeno na vida de cada um. Vale a pena assistir!


Salomé

De pastores mirins a David Lynch: o que vimos nos primeiros dias do 14º Olhar de Cinema

O longa “Salomé” teve sua estreia nacional no Festival de Brasília e chegou ao Olhar de Cinema para as exibições especiais. Na produção acompanhamos Cecília, uma jovem modelo trans que retorna para Recife, sua cidade de origem, para passar as festas de fim de ano com a mãe Helena. Um dia ela acaba reencontrando João, que oferece para ela uma droga diferente, uma espécie de loló, a partir daí a relação entre os dois toma um rumo intenso e misterioso, João se envolve em uma seita que glorifica a figura de Salomé, uma princesa bíblica. 

Ao assistir ao longa, gostei bastante de alguns núcleos da história, como a relação entre Cecília e sua mãe, as amigas de Helena, Cecília e suas amigas e o romance entre Cecília e João, com diálogos envolventes e engraçados, mas infelizmente o núcleo que envolvia a seita de Salomé para mim foi o que menos me agradou, dando uma sensação de desconexão com o restante da trama.


Meu Nome é Oona

De pastores mirins a David Lynch: o que vimos nos primeiros dias do 14º Olhar de Cinema

Na mostra Olhares Clássicos assistimos ao curta-metragem Meu Nome é Oona de 1969, dirigido por Gunvon Nelson. Gunvon usa imagens de sua filha Oona impressas opticamente, com voz de Oona sendo usada na trilha sonora. É realmente um curta de vanguarda, que mostra um lado muito sensível da diretora, uma espécie de homenagem à filha com uma edição muito avançada para a época e que poderia muito bem ser lançado atualmente.


Eraserhead

De pastores mirins a David Lynch: o que vimos nos primeiros dias do 14º Olhar de Cinema

Assistimos ao primeiro longa de David Lynch “Eraserhead”, lançado em 1977, o longa acompanha Henry e Mary, que têm um bebê que nasceu prematuro e é desumano, quando Mary vai embora Henry é obrigado a fazer o papel de pai solteiro.


Para mim Eraserhead é um dos filmes de David Lynch que mais divide opiniões, é inegável que a qualidade visual do longa é incrível e ficou ainda mais ao ver no cinema, mas o roteiro desconexo e com muitas ideias soltas que podem funcionar só na cabeça do diretor pode fazer algumas pessoas não se envolverem tanto com o filme, mas mesmo assim é sempre bom ver Lynch nas telonas. 


©2019 por pippoca.

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