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Colegas e o Herdeiro: a representatividade no centro da narrativa

  • Foto do escritor: Tatiana Lousada
    Tatiana Lousada
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Fomos convidados pela H2O Filmes para assistir ao filme Colegas e o Herdeiro, dirigido por Marcelo Galvão e que chega aos cinemas no dia 13 de agosto. A produção inclusiva é uma continuação de Colegas, lançado em 2012, e mantém como protagonistas personagens com síndrome de Down.


Colegas e o Herdeiro: a representatividade no centro da narrativa

O filme acompanha quatro jovens com síndrome de Down que recebem um convite de antigos alunos do instituto onde vivem para viajar até ao Uruguai e encontrar Stallone, um ex-aluno que agora está hospedado num hotel em Punta del Este. No entanto, como a diretora do instituto não permite que eles façam a viagem, os quatro decidem partir escondidos, dando início a uma aventura marcada por situações inesperadas.

Colegas e o Herdeiro: a representatividade no centro da narrativa

Durante o percurso, eles encontram Márcio, outro antigo aluno do instituto, que os ajuda a chegar ao Uruguai. Já no país, tentam conseguir uma carona até ao hotel e acabam por conhecer três criminosos que pretendem se aproveitar deles para atravessar a fronteira. Mais tarde, encontram algumas mulheres que os ajudam e os levam até ao hotel, permitindo que finalmente cheguem ao destino.


Colegas e o Herdeiro: a representatividade no centro da narrativa

A narrativa apresenta uma estrutura simples e próxima do universo infantojuvenil, centrada no desejo dos protagonistas de sair do ambiente protegido do instituto e conhecer o mundo por conta própria. Nesse sentido, a viagem funciona não apenas como uma aventura, mas também como uma experiência de descoberta, liberdade e autonomia.

Embora os personagens não sejam desenvolvidos de forma muito aprofundada e a narrativa privilegie situações mais simples e humorísticas, o filme possui uma importância significativa do ponto de vista da representatividade. Grande parte do elenco é composta por pessoas com síndrome de Down, o que contribui para colocar essas pessoas no centro da narrativa e não apenas como personagens secundários ou representações estereotipadas.


Colegas e o Herdeiro: a representatividade no centro da narrativa

Dessa forma, Colegas e o Herdeiro pode ser entendido como uma produção que procura ampliar a presença de pessoas com deficiência no cinema, permitindo que espectadores com síndrome de Down possam reconhecer-se nos personagens, nas suas experiências e, sobretudo, no desejo de viver aventuras, fazer escolhas e conquistar maior autonomia. Ao mesmo tempo, o filme contribui para que outros públicos tenham contato com essas representações e percebam as personagens para além da sua deficiência, como jovens com desejos, personalidades e vontade de explorar o mundo.


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