• Maria Tosin

Blonde: 7 mentiras que o filme conta sobre Marilyn Monroe


Inicialmente todo o marketing da Netflix sobre o filme Blonde era que o filme contaria a história de Marilyn Monroe, porém, não foi isso que aconteceu com o romance adaptado da autora Joyce Carol Oates e o que o diretor Andrew Dominik quis passar.


Quando comecei a assistir ao filme achei a produção incrível, a fotografia, a direção de arte e a atuação de Ana de Armas estavam perfeitos, mas algo estava errado e após pesquisar um pouco mais sobre a estrela, descobri que o filme distorce totalmente a vida da atriz, apesar de recriar muitas das cenas icônicas da vida de Monroe. A seguir vou listar todas as cenas marcantes que na verdade não aconteceram na vida real de Marilyn e se você ainda não viu o filme, assista e retorne para ler o texto completo.


1 - A mãe de Marilyn não tentou afogá-la na infância

A mãe de Marilyn não tentou afogá-la como o filme mostra, nem havia lhe dito que seu pai era alguém importante de Hollywood, além disso, Marilyn não era obcecada pelo abandono. Monroe e sua mãe tinham uma relação saudável.



2 - Ela não ganhou a carreira por conta de sexo

No filme entendemos que Marilyn só ganhou sua primeira chance em Hollywood, pois foi estuprada por Sr. Z (retratado Darryl Zanuck, chefe da Fox), na verdade o que aconteceu foi justamente ao contrário, ela perdeu contratos por se recusar a deitar com homens e há várias matérias que retratam isso. Ela foi escalada para All Bout Eve com ajuda de seu assessor John Ryde com quem teve um relacionamento próximo.


3 - Marilyn nunca esteve em um relacionamento a três

Segundo a autobiografia de Charlie C. Jr. (1960) eles tiveram um breve romance no início da carreira e só. Quanto a Edward G. R. Jr. não há nada que sustente isso, eram apenas colegas conhecidos. Outra mentira que o filme Blonde resolveu incluir na produção foi a de que Marilyn chamava todos os homens ao seu redor de "daddy", o que não é verdade, além de suas representações em filmes, não há registro desse termo em vídeo.


4 - O pai de Marilyn não mandava cartas para ela

O pai de Marilyn não mandava cartas a ela e ao final do filme isso é dito. No ano de 2022, foi comprovado a paternidade de Marilyn por Gifford, algo que ela já sabia (sua mãe havia lhe contado).



5 - Marilyn não fez aborto para se manter na indústria

Ao contrário do que o filme mostra, Marilyn não fez abortos para manter-se na indústria. Ela sofreu dois abortos espontâneos e uma gravidez ectópica, situações de extremo sofrimento para ela devido à seu grande desejo de ser mãe. Além de ter de lidar por toda vida com a endometriose.


6 - Não havia separação entre Marilyn Monroe e Norma Jeane

Ao longo do filme o diretor deixa claro que Norma Jeane não se identificava com Marilyn Monroe e que ela era apenas uma personagem criada para o cinema, o que não é verdade, ela adotou o nome Marilyn Monroe por ser mais comercial, apenas.


7 - Marilyn e o presidente Keneddy não tiveram um romance

Marilyn e o presidente Kennedy nunca estiveram juntos como um casal, eles estiveram no mesmo local apenas três vezes publicamente e tudo que inventaram sobre eles foi feito pela mídia.


Ao assistir ao filme senti que Andrew perdeu uma ótima oportunidade de mostrar para o mundo quem realmente foi Marilyn Monroe, uma atriz que lutou para ser reconhecida pelo seu talento, mas que infelizmente foi engolida pela indústria machista de Hollywood da época e até hoje é lembrada apenas pelo seu belo corpo e rosto marcante. Não queríamos um filme que recria uma Marilyn objetificada pela mídia, queríamos um olhar sensível do cinema para mostrar quem realmente ela era, mas parece que mais uma vez a Netflix errou feio.



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