• Maria Tosin

4ª temporada de Stranger Things: prometeu e entregou tudo


A série original da Netflix é uma das poucas que conseguiu conquistar uma legião de fãs, eu mesma confesso que sou fã, tenho até duas camisetas da série. A terceira temporada não tinha entregado muita coisa e deixou várias pontas soltas que deveriam ser explicadas nas temporadas seguintes e foi justamente isso que a quarta temporada fez. A seguir vou compartilhar minha opinião sobre essa nova temporada. Cuidado, pois contém spoilers!


Primeiramente, já percebemos que a história precisou se ajustar com a idade dos atores, que agora já são adultos, além da necessidade de um ajuste com o público que assiste, o que possibilitou a inclusão de itens como: maior violência e sangue nas cenas, a inserção de Argyle na história e de temas como drogas, além de um roteiro mais complexo.

A quarta temporada inicia a história mostrando a nova Eleven, agora sem poderes e que sofre com bullying na escola, mas também podemos compreender como seus poderes surgiram, além de descobrir que o Vecna é o número 1 e toda a sua história. A principal resposta que esperávamos nessa nova temporada era saber como Hopper sobreviveu ao último episódio da terceira temporada, isso a série nos entregou, mas também dividiu a narrativa em três grupos, dois grupos dos amigos de Hawkins e um grupo de Hopper e Joyce.


A quarta temporada entregou muito mais do que esperávamos, o roteiro, os atores e os efeitos especiais estão em um nível muito alto e o último episódio é um marco onde entrega tudo que gostamos: luta, Eleven com seus poderes de volta, os amigos unidos contra o Vecna. O foco no desenvolvimento de cada personagem que já conhecíamos, além de incluírem novos personagens também é um ponto forte dessa temporada, destaque para Argyle e para Eddie, que conseguiram marcar a série mesmo em pouco tempo. Se você não chorou na cena em que Dustin revela ao tio de Eddie que seu sobrinho morreu ou quando Max estava quase morrendo, você TEM UM CORAÇÃO DE PEDRA.

É claro que há pontos negativos, Will e Mike tiveram um tempo de tela minúsculo, mas os atores também não se mostram tão talentosos como o restante da equipe. A grande surpresa foi que talvez Will seja o foco da próxima temporada, pois nessa claramente o foco foi em Max. Ah e não posso deixar de elogiar a trilha sonora dessa temporada, que emplacou várias músicas nas redes sociais, aliás a trilha sonora sempre foi um marco de Stranger Things, quem lembra da cena em que toca “Should i Stay Or Should i Go”?


Fazia tempo que eu não escrevia uma crítica com mais pontos positivos do que negativos, esperamos que a Netflix continue nos entregando séries como essa.





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