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- Cara de Um, Focinho de Outro é a volta da Pixar às origens
A convite da Disney e da Pixar assistimos antecipadamente ao filme Cara de Um, Focinho de Outro, nova animação que chega aos cinemas no dia 5 de março. Vem saber o que achamos! O enredo O filme acompanha Mabel, uma jovem amante da natureza que passou sua adolescência ao lado de sua avó observando os animais que vivem em um lago. Qu ando sua avó faleceu, o prefeito anti-animais Jerry quer retirar todos os animais do lago para fazer uma estrada, Mabel então troca de cérebro com um castor robótico hiper-realista, e se infiltra no mundo selvagem para convencer os animais a voltarem ao lago. O roteiro Desde o lançamento de Divertida Mente 2, parece que a Pixar estava perdida em busca da sua essência , que estava presente principalmente em seus roteiros divertidos, inspiradores e emocionantes. Em Cara de Um, Focinho de Outro parece que finalmente eles encontraram o que estavam procurando. No início conhecemos Mabel e como surgiu sua relação forte com sua avó e a natureza, mais especificamente com o lago que ficava logo atrás da casa da família, nos deparamos com uma sentimento profundo e que pode te emocionar, pois acompanhamos Mabel perdendo a avó aos poucos, é quando entendemos a relação que ela criou com o lago, a única coisa que restou de lembrança. No momento em que Mabel se torna Castor o clima muda, se prepare pra dar boas risadas com cenas que parecem ter saído da mente de uma criança muito criativa , todo o universo criado em torno do reino animal é muito bem desenvolvido, acredito que para as crianças pode ser uma forma divertida de aprender sobre ele. O desenrolar da história é envolvente, sem contar que neste filme prestei atenção que a trilha sonora passou por uma curadoria diferenciada, é interessante também ver como o estlo visual da animação muda em cenas onde não conseguimos entender o que os animais estão falando. O roteiro tem tudo o que amamos na Pixar, cenas engraçadas, personagens caricatos, e uma lição importante ao final, capaz de fazer qualquer adulto sair chorando da sessão. Nosso veredito Com Cara de Um, Focinho de Outro podemos até ter esperanças de um Toy Story 5 muito melhor que o anterior, acredito que a Pixar faz boas escolhas quando não tenta abraçar pautas complexas e foca em sentimentos que nos perseguem há anos. Vale a pena assistir essa animação com a família toda, é certeza de risada e lágrimas na mesma proporção.
- 6 filmes para assistir nos cinemas em março de 2026
Após o lançamento de diversos filmes que marcaram presença no Oscar 2026 , o cinema viveu dias ruins, mas no mês de março há filmes que merecem ser vistos nos cinemas. Saiba quais são a seguir! 1 - Kokuho - O preço da perfeição Concorrendo ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Maquiagem Kokuho narra a vida do jovem Kikuo, que após a morte de seu pai foi acolhido por um famoso ator de Kabuki, ao lado do único filho do ator, ele decide se dedicar a essa tradicional forma de teatro, eles então crescem e evoluem juntos, em meio a escândalos, irmandade e traições, um deles se tornará o maior mestre japonês da arte Kabuki. Data de lançamento: 05/03 2 - A Noiva! Jessie Buckley, nossa queridinha de Hamnet , retorna agora no papel de A Noiva!, o filme é do universo de Frankenstein e mostra o monstro viajando para Chicago dos anos 30 para contactar uma cientista pioneira e lhe pedir que crie uma companheira para ele. Os dois então revivem uma jovem assassinada. Data de lançamento: 05/03 3 - Cara de Um, Focinho de Outro Depois de um 2025 ruim para a Pixar, ela retorna com a animação Cara de Um, Focinho de Outro. N o filme acompanhamos Mabel, uma jovem que quer fazer de tudo para impedir que um bosque que abriga os animais seja destruído, ela então transfere sua mente para um castor robótico realista para se infiltrar no mundo selvagem e convencer os animais a ajudarem. Ela então vive uma louca e engraçada aventura. Data de lançamento: 05/03 4 - O Testamento de Ann Lee Esse é um dos filmes mais aguardados de março e s e trata de uma fábula sobre a líder religiosa Ann Lee, fundadora do Movimento Shaker, que foi proclamada por seus seguidores como a versão feminina de Cristo e construiu uma das maiores sociedades utópicas da história americana, adorando por meio de canções e dançar exuberantes. Data de lançamento: 12/03 5 - Iron Lung Para os fãs de terror, Iron Lung traz uma nova proposta de filme. A produção é baseada no jogo Iron Lung e acompanha uma sociedade a bordo em naves espaciais após as estrelas desaparecerem e os planetas sumirem. Depois de uma descoberta, um submarino é construído para adentrar no oceano de sangue. Um filme que promete misturar terror e ficção científica. Data de lançamento: 12/03 6 - Uma Segunda Chance O filme Uma Segunda Chance é baseado no livro de mesmo nome de Colleen Hoover, que também é autor de Se Não Fosse Você e que recentemente foi adaptado para o cinema. A produção acompanha Kenna, que comete um erro imperdoável que a levou à prisão, sete anos depois, ela retorna à sua cidade natal na esperança de reconstruir a vida e conquistar a chance de se reencontrar com sua filha pequena, a quem nunca conheceu. Data de lançamento: 19/03
- Como o filme #SalveRosa se encaixa no nosso dia a dia
O filme #SalveRosa foi lançado no dia 23 de Outubro de 2025, e chegou essa semana na Netflix . E desde que chegou na plataforma, teve muita repercussão por todas as histórias que já ouvimos falar com crianças e adolescentes que são exploradas por adultos para virarem famosas e manterem um bom estilo de vida. O enredo O filme acompanha a história de uma jovem chamada Rosa, ela está completando seus 13 anos, e ela é muito famosa em suas redes sociais. Rosa grava conteúdos para crianças, divulgando jogos e brincadeiras, o nome do canal se chama “brincando com Rosa”. Ao longo da história acompanhamos Rosa e sua mãe, ela não tem amigos e vive criando conteúdo, a mãe tem total acesso às suas redes sociais e com quem ela pode ou não se comunicar. No início, já reparamos que tem algo muito estranho com a mãe dela porque toda a noite ela dá um remédio para Rosa tomar . Com isso, ao completar 13 anos ela se lembra de uma amiga de infância que fazia aniversário no mesmo dia, mês e ano que ela. Então, como está curiosa, tenta pedir ajuda de sua amiga de escola para procurar a amiga de infância. Quando Rosa consegue encontrar com essa amiga, repara que ela já está muito mais velha que ela e que ela está prestando vestibular, o que causa muita confusão em sua vida e ela acaba indo de encontro a verdade, que sua mãe está drogando ela com hormônios para ela não crescer. O fim da infância Assim que Rosa descobre que sua mãe está a manipulando e tudo isso pelo dinheiro e fama, a mãe dela acaba trancando ela no quarto e só permitindo que coma caso ela grave os vídeos. Assim, Rosa passa alguns dias trancada dentro de casa enquanto grava vídeos justificando que está na casa do pai. Até que essa amiga de infância denúncia a mãe de Rosa para a polícia , e assim vão tentar apreender ela, mas ela já tinha fugido do estado e deixado Rosa no quarto trancada. Considerações finais É horrível de se pensar, que a mulher que torturou Rosa por anos se safou e ainda está grávida , nós levando a pensar que ela irá fazer o mesmo com o próximo filho, e Rosa é encontrada desmaiada em sua cama. Infelizmente essa história retrata a vida de muitas crianças que são exploradas para que os pais possam se dar o luxo de ter uma vida com qualidade , um dos exemplos é a “Sam” de “Icarly”, que até escreveu um livro sobre o livramento de sua vida que foi sua mãe, que sempre a obrigava ser perfeita e a se submeter a todo o tipo de atitudes para continuar na mídia. O final não é algo que esperamos, como ver a mãe presa e muito menos pagando pelos seus crimes ou ver a Rosa retomando sua vida e tendo uma vida normal. Contudo, essa crítica social retrata uma realidade que muitas pessoas vivem e tem que viver com o peso das decisões de seus tutores.
- Cavaleiro dos Sete Reinos é mais do que só o lado B de Game Of Thrones
Durante o tempo que estava no ar, acompanhamos Game Of Thrones sempre em uma perspectiva mais ampla, mais larga, mirando nas casas de maiores renomes do reino. Sabe aquela curiosidade de acompanhar como aquele pequeno cara segurando as rédeas de um cavalo deve viver? O Cavaleiro dos Sete Reinos é aquela lupa no mapa de Westeros que vai pegar um pequeno pontinho e ampliar para uma história épica, nos seus próprios moldes. Cavaleiro Errante Tem muito humor na série. Aquele descarado, embaraçoso e com timing de edição na medida certa. A composição do elenco casa de maneira harmônica, ajudando a construir a ambientação do universo através das histórias de cada personagem que entra em tela. Entre eles, os destaques são Daniel Ings, como o bon vivant Sir Lyonel Baratheon; Bertie Carvel como o nobre Baelor Targaryen e o consagrado Danny Webb que empresta o seu talento como o Sir Arlan of Pennytree, a “figura paterna” mais improvável do protagonista. Falando em protagonismo, a dupla dinâmica também consegue sustentar bem o show. O Peter Claffey tem a capacidade de transmitir para Dunk uma personalidade atrapalhada, adorável, cheia de honra e quase infantil. Já o mini divo, Dexter Sol Ansell, também dá ao Egg essas características, além de uma energética impetulância, que só mais para frente descobriremos os motivos. Essa irmandade que se desenvolve ao longo da temporada é o tempero da série. Roteiro e desconstrução de mundo O roteiro também funciona como nunca. Claro, ter a benção e as palavras de George R. R. Martin faz toda a diferença para encontrar uma linha narrativa que funciona nesse universo. Mas existe um mérito da equipe de roteiristas em agrupar diálogos que se fazem fluidos como um rio para engajar o espectador a ir fundo episódio por episódio. Parar no meio do maior episódio da série para voltar no tempo em um flashback parece ser a pior decisão possível na teoria. Mas Ira Parker, o criador e roteirista principal, tinha um plano em mente: criar ainda mais vínculo emocional com o protagonista Dunk. Uma construção tão bem feita, que quem ainda não comprou a história não teve opção a não ser dar o braço a torcer. Deixaram a musiquinha para o melhor Episódio cinco, Em Nome da Mãe. Fazia tempos que um episódio de Game Of Thrones arrancava todos os sentimentos possíveis. Aquela sensação de estar dentro do embate. O tipo de tensão que te prende no presente e faz, finalmente, se esquecer do celular . E de quebra, lembra o quão esse universo é poderoso. Esse episódio em especial utiliza todos os elementos em jogo — rivalidades, expectativas sociais, hierarquias, vínculos — para criar um frenesi emocional que cresce até o último momento. E te derruba no final. O que começa como um torneio regional rapidamente se transforma em algo muito maior. A série soube dosar o tom de comédia que construiu ao longo da temporada com o clássico episódio épico que define Westeros: drama crescente, tensão política, decisões impulsivas e consequências inevitáveis. Não era mais sobre vencer uma disputa. Era sobre honra, orgulho e sobrevivência. O episódio utiliza todos os elementos em jogo — rivalidades, expectativas sociais, hierarquias — para criar um frenesi emocional que cresce até o último momento. O protagonista perfeito Sir Duncan não veio de lugar nenhum. E talvez por isso soubesse que sua alma pedia por mais. Ao longo da temporada, ele não só participou dos acontecimentos como alterou o ambiente ao seu redor. Mudou as percepções. Provocou tensões. Desafiou estruturas. Ele não vem de família nobre , nem tem nome histórico para sustentar suas escolhas. O que ele tem é convicção. E um sonho. Um garoto que não tinha nada a perder, mas que desejava se tornar maior do que jamais foi — e isso vai muito além da sua altura física. Sua grandeza nasce da crença inabalável de que pode ser melhor do que o lugar que o mundo reservou para ele. O Cavaleiro dos Sete Reinos se mostra poderosa por conta de elementos como esse. Serve como uma excelente porta de entrada para o universo de Gelo e Fogo, sem a necessidade de decorar tantos “Aegons” e “Damons”, e casas nobres e gigantes. Por conta da duração e quantidade de episódios, é uma maratona tranquila, amigável e muito divertida. Além disso, se torna um respiro novo para os fãs de longa data da série.
- Pânico 7: quando o terceiro ato mata o filme
Pânico 7 marca o retorno da scream queen Neve Campbell como a final girl Sidney Prescott à franquia que deu início há 30 anos. Dirigido por Kevin Williamson a partir de um roteiro coescrito pelo mesmo com Guy Busick, por meio de uma história de James Vanderbilt e Busick, o elenco ainda conta com Courteney Cox, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Isabel May, entre outros grandes nomes. Com as exibições já iniciadas nos cinemas brasileiros, fomos assistir à produção na sessão de pré-estreia realizada no IMAX. Confira a seguir nossas considerações. Enredo Um novo Ghostface surge para aterrorizar a vida de Sidney Prescott (Neve Campbell). O assassino chega à tranquila cidade onde Prescott cria sua filha, novo alvo do serial killer. Focada em proteger sua família, Sidney precisa enfrentar os horrores e traumas do passado para dar fim a essa perseguição. Roteiro Iniciando com a tradicional cena de abertura onde dois personagens sempre são assassinados, dando começo a um novo massacre do Ghostface. Retornamos pela terceira vez à icônica casa de um dos Ghostfaces originais, Stu Macher, onde aconteceram os assassinatos de 1996 e 2022. Toda a cena é bem trabalhada, trazendo várias referências tanto ao filme original quanto ao quinto longa, além de ser onde mais aparece a metalinguagem tão utilizada anteriormente na franquia. O maior problema é que o ocorrido aqui não interfere na história e quase não é comentado durante o restante do longa. Já de começo é falado sobre rumores de que Stu pode ter sobrevivido após ter uma televisão jogada em sua cabeça — rumor levantado ao longo da franquia, e aqui com o próprio personagem aparecendo por meio de videochamadas com Sidney, fazendo a personagem duvidar se realmente o matou 30 anos atrás ou se só seria um deepfake. Como estamos na época em que a Inteligência Artificial está em alta, entendo que querem unir o útil ao agradável e trazer personagens que morreram em filmes anteriores para fazer uma grande homenagem, mas algumas dessas participações acabaram soando forçadas. Após 5 filmes com Sidney lutando ao lado de amigos, dessa vez vemos ela querendo proteger sua família. Pela primeira vez presenciamos um lado diferente da personagem, e após tantos traumas, foi legal ver ela tentando uma nova vida e trabalhando em uma cafeteria. Sidney sempre foi reservada e discreta quanto aos massacres, sempre evitando aparecer na mídia, e não seria diferente com sua filha, que tenta a todo custo entender o que aconteceu em seu passado — o que acaba trazendo alguns conflitos na relação de ambas. Acredito que aqui temos talvez um dos maiores elencos da franquia, e para desenvolver todos os personagens precisaríamos de pelo menos umas quatro horas de filme. Tirando Sidney e Tatum, o resto do elenco é tão mal aproveitado. Não tem como se importar com o elenco jovem, e suas mortes acabam não gerando impacto. Embora as mortes dessa sequência estejam realmente violentas e as perseguições de tirar o fôlego, nenhum personagem trouxe algo relevante para a história. Nem mesmo temos a icônica cena que se repete em todos os filmes, onde um dos personagens (anteriormente Randy, Charlie, Robbie e Mindy) tenta ambientar o resto dos personagens sobre o que está acontecendo. Novamente temos Mindy tentando explicar ao público, porém dessa vez fomos cortados por Chad. Porém, como Kevin disse anteriormente, aqui o foco seria mais na relação familiar de Sidney e menos na metalinguagem. Embora Sidney não tenha participado dos ataques acontecidos em Nova Iorque, eles são bastante comentados no desenvolver do filme, e também vemos que Gale sofreu consequências após o encontro que teve com Ghostface. Além disso, temos referências aos outros filmes, como a jaqueta que Tatum pega emprestada, anteriormente usada por Sidney na segunda sequência. Sem contar também citações a filmes dirigidos por Wes Craven, o diretor da quadrilogia. Sobre a ambientação, Pine Grove é uma cidade que lembra bastante Woodsboro, e embora tenha a vibe tranquila e segura, dá para sentir o perigo iminente. E destaque para a cena de entrada de Gale: é a melhor cena do filme e nos prova por que a personagem é fodona! Infelizmente, o longa chega a um terceiro ato tenebroso, com os piores ghostfaces da franquia e os piores motivos já dados até então. Parece que escolheram os assassinos no uni-duni-tê; não faz sentido nenhum com o que foi feito anteriormente na franquia, e toda a cena de revelação chega a ser vergonhosa e superficial. Pelo menos lembraram que, um dia, no passado, Sidney lançou um livro sobre seus traumas. Pânico 7 não chega a ser o pior filme da franquia, mas o clímax estraga a experiência, deixando o resto do longa com uma imagem ruim. Fiquei com a sensação de que o filme estava incompleto; ainda estou sem acreditar que realmente assisti a esse terceiro ato. Elenco Como diz Kevin Williamson, não existe ninguém que conheça mais Sidney Prescott que a própria Neve Campbell; a atriz reprisa a personagem por 30 anos em seu sexto filme na franquia. Após um quinto filme com uma participação menor e um sexto filme com sua ausência, para um fã da franquia é incrível presenciar a atriz/personagem retomar o protagonismo que merece. Não é à toa que Sidney Prescott é uma das melhores final girls dos filmes de terror, e aqui ela novamente mostra por que essa coroa é dela e somente dela. Por outro lado, é realmente triste ver o que fazem desde o sexto filme com Courteney Cox e a sua Gale Weathers, uma personagem que teve grande participação na resolução dos massacres ocorridos em Woodsboro (1996, 2011 e 2022), Ohio e Los Angeles, deixada totalmente de lado. Não dá para negar que Courteney brilha em cena, e Gale também é uma grande final girl, e precisamos futuramente de uma presença maior da personagem. Jasmin Savoy Brown e Mason Gooding, que retornam após o quinto e sexto filmes, também têm participações que parecem mais por fanservice; seus personagens estão ali apenas para dizer que estão ali, totalmente desnecessários para a trama. O retorno de Matthew Lillard, David Arquette e Scott Foley foi anunciado acompanhado de muita curiosidade dos fãs, pois seus personagens haviam morrido em filmes anteriores, e tirando a de Matthew, as restantes realmente não passaram de participações mal aproveitadas — com também o retorno de outra personagem morta anteriormente, que não foi vazada sua participação. Isabel May é o novo rosto da franquia e interpreta Tatum, a filha de Sidney. É também ela que ganha o maior destaque após Neve. Anteriormente, Emma Roberts e Melissa Barrera tiveram a difícil missão de serem uma "nova" Sidney , e Isabel não faz mal; suas interações com Neve são boas. É muito interessante ver pela primeira vez Sidney nesse papel como mãe protetora, e Tatum tem tudo para se tornar uma final girl fodona como a mãe. Joel McHale faz o marido de Sidney, Mark, que anteriormente, supostamente, era para ser Patrick Dempsey, que interpretou o outro Mark em Pânico 3. Embora com participação menor, sua interação com a nossa protagonista também é consistente, e o personagem mostra que faz de tudo para proteger sua família. Anna Camp e Mckenna Grace têm carisma e é sempre ótimo acompanhar ambas em produções; pena que aqui suas personagens também são mal aproveitadas, assim como o resto do elenco adolescente: Asa Germann, Celeste O'Connor e Sam Rechner. Considerações Como um grande fã de anos da franquia, para mim é muito difícil escrever esse texto com imparcialidade. Entendo os erros, mas Pânico é uma franquia que me diverte até em seus momentos mais fracos. Após todas as polêmicas por trás dos bastidores, com a demissão de Melissa Barrera, saída de Jenna Ortega e Christopher Landon, o filme ganhou novas expectativas com a notícia da volta de Neve Campbell após sua ausência no filme anterior, e também da contratação de Kevin Williamson na direção, o criador de todo o universo. Pânico 7 pode ser considerado o filme que mais destoa na franquia. Na minha opinião, foi um erro deixar de lado a metalinguagem, ela é parte da franquia e fez ela ser o que é. Embora os outros filmes tenham as suas falhas, o resultado sempre é positivo. Porém, aqui fica a sensação de que o filme poderia ter sido muito mais, que Sidney Prescott merecia muito mais. O filme tentou se prender à nostalgia, mas aproveitou tão mal seus personagens legados, que também ajudaram a construir essa franquia. Saí do cinema tão revoltado com o terceiro ato e senti que ele estragou totalmente o filme, e eu tava gostando do longa até chegar na parte da revelação dos assassinos. Gosto muito da franquia, até mesmo do terceiro filme odiado por muitos. Mas agora, fico preocupado com o futuro: um oitavo filme já está em desenvolvimento. Talvez com o tempo a gente reavalie assim como aconteceu com o terceiro e quarto filmes? É um filme que, mesmo com 114 minutos, muita informação nos é passada rapidamente. Por isso, ainda pretendo voltar ao cinema novamente essa semana para pegar detalhes anteriormente perdidos e, assim, quem sabe minha opinião sobre alguns acontecimentos mude.
- O Caso dos Estrangeiros é o filme mais importante do começo de 2026
Não, esse título não é uma hipérbole. O filme dirigido e roteirizado por Brandt Andersen está ganhando destaque no momento em que ele se faz mais necessário. Com tudo o que vem acontecendo no mundo em relação a imigrantes e refugiados, O Caso dos Estrangeiros acaba se tornando mais que um apelo, ele se torna pilar. Bateu a curiosidade? Vem ver o que mais temos pra falar sobre esse filme que chega dia 26 de fevereiro aos cinemas! O enredo A premissa é: Como as vidas de refugiados podem se entrelaçar em uma mesma história? Com um enredo que entrelaça cinco histórias de personagens diferentes em meio a guerra da Síria, o diretor se propõe a algo difícil, complexo e por muitas vezes, doloroso. Essa história começa acompanhando a médica Amira, que relembra de seu trabalho caótico em meio a guerra, quando ela mesma ainda não era uma refugiada. O conflito se inicia em Aleppo, em meio a bombardeios, onde Amira tenta salvar diversas vidas e vê a vida de seus familiares em risco. Durante a história acompanhamos toda a trajetória que fez com que Amira tivesse saído de seu país para ser refugiada em solo europeu. O filme acaba passando pelas histórias dramáticas e extremamente reais de Mustafa, Marwan, Fathi e Stavros, até voltarmos ao ponto inicial do filme, quando vemos que todo aquele sacrifício, foi para um resultado também cruel em sua nova realidade. O elenco A atuação é visceral. Cada um dos artistas envolvidos entregou o seu melhor e em nenhum momento minha atenção escapou do filme por conta de alguma atuação que se desviou do propósito. Desde a menor das crianças até o coadjuvante mais discreto, tudo nesse filme fez com que eu parecesse estar assistindo a um documentário. É impressionante como o sentimento de se sentir deslocado no lugar onde está, é algo constante desde o primeiro minuto de filme. E é claro que o elenco internacional, que conta com franco-senegalês Omar Sy, a libanesa Yasmine Al Massri, o palestino Ziad Bakri, o grego Konstantinos Markoulakis e o sírio Yahya Mahayni reforça isso com uma entrega impactante. A direção A direção desse filme é desafiadora, corajosa e convicta das suas referências e escolhas. É incrível ver a forma com que Brandt une cinco histórias de uma forma que faz parecer algo tão realista e natural. E é impressionante ver um diretor americano, que não tem medo de abraçar os idiomas dos locais que está gravando. Resultando em um filme com pouquíssimo tempo de tela na língua inglesa. Qual a sua importância? Quando uma obra é mais que cultural, ela começa a escapar da zona de entretenimento e acaba trabalhando como um alerta. Assim ela começa a ganhar não só notoriedade cultural, como também um grande reconhecimento social. São poucas as obras que vemos ao longo do tempo com esse tipo de impacto, um exemplo que posso citar, é a importância de Pantera Negra para a comunidade de pessoas pretas ao redor do mundo. E eu acho que é isso, o impacto de O Caso dos Estrangeiros tem esse nível de importância para refugiados. E eu não preciso nem falar né? A situação entre Israel e Palestina, a perseguição de refugiados e imigrantes nos Estados Unidos, a rejeição de tantas e tantas vidas buscando um espaço no mundo para poder viver, tornam esse filme mais necessário do que nunca. Em tempos de ICE… Esse filme nos faz refletir: refugiados não estão em outro país por que querem, mas sim por que precisaram fugir de uma realidade extremamente opressora e hostil. Esses refugiados não deixaram para trás somente um endereço, eles deixaram sua história, suas lembranças, seus entes queridos, suas conquistas e sonhos. Deixaram para trás toda uma vida construída que já não tinha mais espaço em sua trajetória, seja pelo resultado da guerra, opressão ou por simplesmente não terem mais nada em suas mãos. Nosso veredito Saio desse filme com o coração rasgado, mas com uma percepção ainda mais empática com aqueles que tiveram que deixar seu país em busca de uma vida melhor. E u não sou alguém com estômago forte, mas recomendo que todos assistam a O Caso dos Estrangeiros, posso garantir que esse filme vai te fazer refletir, empatizar e valorizar a vida que tem.
- Agora no Brasil oficialmente: por que Heated Rivalry já nasceu aclamada?
Chegando em meados de novembro de 2025 no Canadá pelo serviço de streaming Crave, Heated Rivalry viralizou e fez com que a HBO Max corresse o mais rápido possível para colocar os episódios no streaming para o restante do mundo. No Brasil, a série chegou em fevereiro de 2026, o que alongou ainda mais a base de fãs das histórias quentes do casal Ilya e Shane. Juntamos aqui alguns fatos sobre a série e quais os reagentes que fizeram a primeira temporada se tornar essa explosão química de sucesso. Os Aliados Tudo começou bem pequeno. A rede de streaming Crave no Canadá abriga filmes da Warner Bros e alguns conteúdos da HBO. A mesma também foi uma das responsáveis por encomendar a versão canadense de Drag Race , uma das franquias de maior sucesso do reality. Já Heated Rivalry contou com um orçamento baixíssimo e só foi possível sair do papel graças aos incentivos fiscais do governo canadense. Enquanto a maioria das redes rejeitava a história por conta do conteúdo sexual explícito, a Crave apostou no projeto com tudo. A HBO entrou no negócio muito em cima da hora (sem tempo para uma campanha própria), mas o “tiro no escuro” acertou em cheio. O Material Original Todo o enredo da série Heated Rivalry foi baseado (quase página por página) no livro de mesmo nome de Rachel Reid. O curioso é que esse livro faz parte de uma saga de romances chamada Game Changers – e é na verdade o segundo volume desta saga. O primeiro livro de Game Changers conta a história do jogador de hockey Scott Hunter e do barista Kip, que vemos como um episódio à parte muito bem adaptado na primeira temporada. Agora o "Rivalidade Ardente", o livro, chega ao Brasil em fevereiro, aproveitando o hype. A Química de Milhões Hudson Williams e Connor Storrie eram praticamente desconhecidos antes da série. Antes de ser o nosso príncipe dos olhos marejados interpretando Shane, Hudson Williams trabalhava como garçom enquanto escrevia, dirigia e atuava curtas metragens com os amigos. Alguns dos seus curtas, inclusive, estão disponíveis no YouTube. Já antes de se tornar o lobo solitário com pinta de durão, o Illya Rozanov, ou melhor Connor Storrie, já vinha aparecendo em alguns papeis menores. Ele chegou até a ter uma participação pequena, mas importante, em Coringa Delírio a Dois. Logo depois do boom da série, os atores esticavam a sua química fora dos sets. A dupla participou de diversos talk shows, apresentaram categoria no Globo de Ouro, carregaram a tocha olímpica na Itália, e com certeza não vão parar por aí. O mais interessante do bromance dos dois é perceber como o comportamento dos atores é completamente o oposto do de seus personagens. E as câmeras, AMAM eles! Totalmente Aclamados Em termos de audiência e números, a série estreante serve de inveja para muitas outras tentando seu lugar nos holofotes. Em pouco tempo ela se tornou a série original mais vista da história da Crave , e na HBO Max ficou no top 10 diário dos EUA. Segundo a Crave, cerca de 33% do público assistiu à temporada inteira mais de uma vez, e 15% já maratonou 5 vezes ou mais. Além do ranking do IMDb que disparou de notas. O penúltimo episódio chegou a aclamada nota 10/10 no ranking, empatando com nada menos do que o episódio "Ozymandias" de Breaking Bad – que conquistou o feito há 12 anos quando estava no ar. E o Emmy, quando vem? Depois desse terremoto cultural que foi a série, algumas perguntas ficam no ar. Será que os atores e a série podem abocanhar algum Emmy no ano que vem?A resposta infelizmente é não. O chamado Primetime Emmy (digamos o “prêmio principal”) tem algumas regras que impedem a série de estar entre as prestigiadas. Uma delas, por ser uma produção 100% canadense da Bell Media, ela viola as regras de coprodução americana exigidas para a premiação, sendo classificada como produção estrangeira. Apesar disso, o fenômeno notado rendeu já uma indicação em Outstanding New Series no GLAAD Media Awards 2026 e o prêmio “Cultural Impact Award” da comunidade LGBTQ+ de Nova York recebido por Jacob Tierney (o criador) e os produtores. Futuro Antes do fim da primeira temporada de Heated Rivalry , já foi feito o anúncio da segunda. Provavelmente a adaptação em jogo é o sexto volume de Game Changers, intitulado The Long Game, que continua a história de Shane e Ilya. Ainda sem confirmação de data, Jacob Tierney, que escreveu os episódios, adianta que não quer se apressar só porque a série se tornou um sucesso. O divo está certo. Porém agora, com bastante orçamento e parceiros criativos, como a HBO Max, será que esse intervalo criativo será conservado? Esperamos que sim, ansiamos pelo melhor!
- Valor Sentimental é tão bom assim? Ele pode ganhar de O Agente Secreto?
Desde o início da corrida do Brasil em busca das indicações para O Agente Secreto um outro filme vem chamando a atenção, principalmente dos brasileiros, o filme norueguês Valor Sentimental. Mas o que esse filme tem? Ele realmente pode roubar nossas chances de vencer? Vem saber mais. Sobre Valor Sentimental Valor Sentimental é um filme norueguês dirigido por Joachim Trier, conhecido por seus roteiros profundos e que refletem a complexidade da vida humana, ele também é diretor do filme “A Pior Pessoa do Mundo”, um dos meus filmes favoritos e que de uma forma incrível consegue transmitir as dúvidas e ansiedades da vida adulta. Não é à toa que Renate Reinsve, protagonista de “A Pior Pessoa do Mundo”, retorna como protagonista em “Valor Sentimental”, inclusive seu par romântico Anders Danielsen Lie, também retorna no filme de 2025. Valor Sentimental traz à tona sentimentos familiares , acompanhamos as irmãs Nora e Agnes, que se reúnem com seu excêntrico pai, Gustav, um famoso diretor que desapareceu por muito tempo e retorna após a morte da esposa, mãe de Nora e Agnes. É um filme que resgata feridas e sentimentos envolvendo principalmente a relação entre pai, filhas e irmãs. É impossível assistir ao filme e não sair da sessão extremamente reflexivo sobre diversas cenas que vão trazer à tona problemas que envolvem relações familiares. T emos que dar o devido crédito a Trier sobre sua capacidade de traduzir sentimentos complexos humanos em roteiros tão bem construídos, e esse dom agradou ainda mais a academia do Oscar. Sobre as indicações Desde Parasita acompanhamos filmes não americanos sendo indicados em categorias principais, e não apenas na categoria de Melhor Filme Internacional. Valor Sentimental é um filme norueguês, mas que em boa parte do tempo é falado inteiramente em inglês, além de contar com a participação de Elle Fanning, atriz norte-americana, o que gera um pouco de dúvidas sobre o filme ser mesmo um filme não americano. No Globo de Ouro 2026 vimos Valor Sentimental sendo indicado nas principais categorias, inclusive contra O Agente Secreto, mas a surpresa é que o filme não conseguiu levar muitos troféus para casa , levando apenas o troféu de Melhor Ator Coadjuvante com Stellan Skarsgård. Já no Oscar 2026, essa situação mudou, vemos Valor Sentimental concorrendo com duas atrizes ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, além de ser indicado a Melhor Roteiro Original e Melhor Direção, duas categorias de muito prestígio e que infelizmente O Agente Secreto ficou de fora (ainda acho que a academia do Oscar detesta Kleber Mendonça). Quem leva? Ganhar outros prêmios como Cannes, Critics Choice Awards, Globo de Ouro e entre outros, infelizmente não garante que também vamos levar o Oscar, já que os participantes de cada votação podem variar muito. Devido ao grande número de indicações, Valor Sentimental vai ser uma pedra no sapato de O Agente Secreto, e já mostra ser um dos queridinhos da academia. Um ponto importante é que os dois filmes são distribuídos pela Neon, ou seja, a distribuidoras deve divulgar os dois filmes igualmente, uma das estratégias adotadas para talvez garantir o Oscar para Wagner Moura foi a de colocar Stellan Skarsgård na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, pois se ele estivesse na categoria de Melhor Ator, com certeza iria levar a estatueta para casa. Wagner Moura pode ser a Mickey Madson desse ano, aquele que ninguém espera ganhar e tirar a estatueta de quem já está há anos aguardando por ela, como Timothée Chalamet, que agora concorre por sua atuação em Marty Supreme. Valor Sentimental é realmente um filme sensível, tocante e já está disponível para ser visto pela MUBI. Vale a pena assistir ao principal concorrente do Brasil no Oscar 2026.
- Você Só Precisa Matar - Vale a pena viver para ver o amanhã?
Antes de começar a falar sobre o filme, gostaria de dizer que nunca fui muito de mangás, mas apesar disso, sempre fui muito fã de histórias de ficção científica e foi isso que me chamou a atenção em Você Só Precisa Matar. O filme, baseado no romance original de Hiroshi Sakurazaka, que mais tarde foi adaptado para os mangás e agora para as telonas, foi dirigido por Ken'ichirô Akimoto e Yukinori Nakamura, produzido pelo renomado Studio 4°C e distribuído aqui no Brasil pela Paris Filmes. O roteiro Preciso dizer, que não li o livro, nem o mangá, então minha crítica será baseada somente na obra do filme, o que por vezes considero ser algo bom, mas não me permite dizer se o roteiro foi bem adaptado ou não da obra original. Rita e Keiji, assim como todos da região em que eles moram, trabalham explorando e fazendo reconhecimento do Darol, uma grande flor alienígena que um certo dia se instalou naquela cidade e acabou sendo o centro de todas as operações futuras. Depois que Rita e Keiji tiveram contato com uma flor alienígena do Darol, um loop temporal foi formado, deixando os dois presos dentro de um mesmo dia. O desafio deles era enfrentar os seres alienígenas que saíam dessa grande flor, se um deles morresse, eles voltavam no início daquele mesmo dia. Esse filme é uma grande mistura de Dia da Marmota com No Limite do Amanhã ( na verdade, aqui entre nós, esse filme também foi baseado na obra do Sakurazaka ), e rende muitas cenas icônicas e momentos de reflexão intensos. A animação Uma das primeiras coisas que me chamaram a atenção logo na primeira vez que assisti ao trailer, f oi seu estilo muito próprio de traço e animação. Com uma originalidade nas cores e estilos de elementos All You Need Is Kill se destaca das demais animações da atualidade. O filme todo tem uma paleta de cores bem vibrante e não tem receio algum de ir para lugares incomuns nas suas escolhas criativas. Uma reflexão sobre o sentido da vida Quando parei para assistir a um filme sobre loop temporal, uma das poucas coisas que não esperava acontecer era uma reflexão tão profunda sobre o sentido da vida. Passamos dia após o outro, vivendo para fazer as coisas que precisamos fazer, trabalhamos para viver o amanhã, estudamos para sermos mais inteligentes que ontem, mas e se de repente o nosso dia fosse sempre o mesmo, sem esperança de mudança? Como fica a mente humana, ao passar pelas mesmas situações, sabendo que nem a morte pode te livrar do mesmo fim? Pois bem, a protagonista Rita, nos faz refletir profundamente dentro da sua situação, nos deixando a sensação de que o dia de hoje só vale a pena por existir um amanhã. Nosso veredito Você Só Precisa Matar, apesar de seu nome, é um filme gostoso de assistir, com um excelente ritmo e incrivelmente relaxante. O fato do anime trabalhar com nuances do mesmo dia e conseguir fazer isso sem tornar a experiência cansativa, é total mérito do roteiro e dos animadores. Pois o filme além de curto (dentro dos seus 85 minutos) consegue dar uma aula de ritmo! O que em um filme de loop temporal, considero algo essencial. Recomendo ver este filme nas telonas, pois a animação tem seu valor gráfico e merece ser apreciada em sua totalidade.
- O Morro dos Ventos Uivantes é visualmente incrível e só
A convite da Warner Bros Pictures assistimos antecipadamente ao filme “O Morro dos Ventos Uivantes”, que chega aos cinemas no dia 12 de fevereiro. Vem saber o que achamos! O enredo O filme é baseado no livro de mesmo nome de Emily Brontë e narra a história de Catherine e seu irmão adotivo Heathcliff, que se apaixonam, mas enfrentam diversos problemas para que esse amor aconteça, pois Catherine vem de uma família rica na Inglaterra do século 18 e Heathcliff trabalha para a família em troca de abrigo e alimento. O roteiro Eu já vou deixar claro que não li o livro em que o filme é baseado, mas é importante você saber algumas informações sobre a história que tem impacto direto na qualidade do filme na minha opinião. O primeiro ponto é que durante o livro a autora deixa algumas pistas de que Heathcliff seria negro, ela cita o personagem como “cigano de pele escura”, por exemplo, e se tratando de um livro que busca refletir o contexto racial e colonial, escolher um ator branco para interpretar Heathcliff é fazer o famoso “whitewashing” , apagando o contexto tão importante a ser debatido durante o desenrolar da história. Além disso, o livro não traz cenas de contato físico e amor ardente. Mas agora vamos ao filme. Nos primeiro minutos do filme entendemos como Catherine e Heathcliff se conheceram, como foi a infância e a adolescência juntos. Essa introdução é muito rápida para nos dar um contexto de quando a paixão entre os dois surgiu. Gosto de como o filme traz os flashbacks que unem passado e futuro, mas a partir de certo ponto o filme realmente vira um completo 50 Tons de Cinza. No início você tem a impressão de que o romance irá se aprofundar, trazendo temas mais importantes como a divisão de classes e como isso influencia as escolhas amorosas, mas em pouco tempo ele se perde e o foco está em transmitir a paixão ardente que há entre o casal protagonista , com cenas que provavelmente não passariam na mente de nenhuma pessoa do século 18. Não posso deixar de ressaltar que a fotografia e o figurino do filme são dois itens que se salvam, há diversas analogias nas cenas sexuais, acredito que por conta disso o filme evitou pegar classificação +18 e trouxe um ar mais cult para a obra, mas que é totalmente destruído pela trilha sonora, que me proporcionou calafrios ao ver a incongruência entre assistir uma cena que remete ao século 18 e ouvir Charli XCX ao mesmo tempo. Infelizmente você sairá do cinema com um tipo de amnésia, pois não sabe exatamente o que acabou de assistir, se era uma história de amor com reflexões reais ou apenas um filme erótico. O elenco Podemos dizer que essa adaptação gira totalmente em torno do elenco e todas as fichas foram apostadas nele. Temos Jacob Elordi interpretando Heathcliff, ele que do dia para a noite se tornou o queridinho de Hollywood e foi colocado em um pedestal, mesmo não chegando nem aos pés do talento de Timothée Chalamet, por exemplo. Margot Robbie, interpreta Catherine, e depois de Barbie e ser esnobada pelo Oscar, ficou ainda mais claro que ela é vista apenas como um rostinho bonito e aceita esse posto, mesmo tendo um talento visível para atuar. A atuação do casal não é ruim, pois isso com certeza tornaria o filme ainda pior, mas é nítido que suas escolhas estavam apenas ligadas ao marketing do filme, principalmente quando preferem colocar um ator branco para um personagem negro. Não vou citar as outras atuações, pois acredito que o menor problema do filme é o elenco, mas sim o roteiro como um todo. Nosso veredito Se você espera assistir uma história de amor sensível e que debate tópicos importantes da nossa sociedade, O Morro dos Ventos Uivantes não é a melhor escolha. Infelizmente é mais uma adaptação que não faz jus a história contada nos livros e surge apenas em nome do lucro, e com a venda da Warner Bros, espere muitos filmes como esse sendo lançados nos próximos anos, algo muito triste para o cinema.
- Zafari: uma triste crítica social
O filme Zafari foi produzido em 2024 pela diretora, Mariana Rondón , e será lançado no dia 5 de fevereiro nos cinemas, e nós já conferimos. Esse filme latino americano veio para quebrar expectativas e mostrar a verdade nua e crua de como é viver em um país onde as pessoas lutam pelo básico. Em que ter o básico é privilégio e o privilegiado é quem pode fugir dessa realidade doentia. O enredo O filme se passa num país latino americano, e nessa história a gente acompanha uma família formada por três pessoas. Anna é a protagonista desta história, ela é a mãe e está sempre em busca de alimento , ela, seu marido e seu filho vivem num condomínio que era para ser considerado de luxo, mas como isso não faz parte da realidade deles, acaba virando um campo minado. Com isso, a Anna roda todos os apartamentos do prédio para poder achar comida para levar para sua família , a maioria dos apartamentos estão vazios com os pertences das pessoas, provavelmente elas fugiram só com a roupa do corpo. Caso de muitas pessoas que vivem em países em que há regulação para entrar e sair dele. Mas para Anna isso é bom porque ela pode pegar os restos de comida, como enlatados ou o que ainda não estragou. Além disso, não há água, nem luz, eles precisam dar seu jeito para conseguir água e os apagões duram dias , então eles comem enlatados para facilitar. Crítica social Esse filme está sendo divulgado na melhor época, pois derrubaram o presidente da Venezuela, libertando milhares de pessoas que vivem como Anna, no modo sobrevivência . Esse filme não mostra apenas o desespero de uma mãe para alimentar seu filho, mas mostra o que o resto da população precisa fazer para sobreviver. Enquanto Anna está assaltando os apartamentos vazios, tem pessoas invadindo o zoológico para roubar animais para comer sua carne. O filme mostra o desespero por comida, o marido de Anna muitas vezes tem atitudes egoístas como querer a porção do seu próprio filho. Essa é uma realidade que muitas pessoas vivem, que são obrigadas a comer lixo, roubar, eliminar pessoas e animais para sua própria sobrevivência. Considerações finais O filme não se trata de uma grande produção, não há muitos diálogos e usa a estética da sobrevivência como forma de linguagem , mas a mensagem que a diretora tentou passar vai ser algo para se pensar. Muitas vezes sabemos o que se passa com as pessoas que vivem na extrema pobreza, em que o estado não às ajuda, mas é muito difícil ver essa situação. Mesmo que seja uma situação “comum” para nós latinos, principalmente por conta da realidade na Venezuela, é algo bem calculado para chocar, principalmente numa cena em que os homens estão tão desesperados que eles acabam eliminando um hipopótamo e comendo seus órgãos cru, uma cena intensa.
- “Destruição Final 2” é uma sequência justa
Destruição Final 2 é a sequência do filme de 2020, com retorno de Gerard Butler e Morena Baccarin no elenco, assim como Ric Roman Waugh na direção e Chris Sparling no roteiro, com a adição de Mitchell LaFortune. Fomos convidados pela Diamond Films para assistir antecipadamente ao longa que chega aos cinemas brasileiros no dia 5 de fevereiro. Confira a seguir as nossas considerações. Enredo Após sobreviverem ao fim do mundo, John (Gerard Butler), sua esposa Allison (Morena Baccarin) e o filho do casal, Nathan (Roger Dale Floyd), precisam deixar o abrigo subterrâneo que os protegeu na Groenlândia em busca de um novo lar. Portanto, a jornada será perigosa, pois nenhum deles está preparado para atravessar um mundo destruído. Roteiro Continuando 5 anos depois do primeiro filme, quando o cometa interestelar Clarke destruiu parte da Terra e da civilização. Quem sobreviveu ao desastre vive em um abrigo subterrâneo na Groenlândia, pois o ambiente do planeta transformou-se em caos, com tempestades eletromagnéticas que se transformam em queda radioativa e terremotos de impacto. Porém, após um terremoto derrubar o abrigo subterrâneo, os sobreviventes precisam urgentemente evacuar e procurar um novo lugar seguro. Eles acreditam que a cratera de impacto deixada por Clarke no antigo Golfo do Leão e no Mar Mediterrâneo é onde a humanidade começou a se reconstruir, semelhante ao crescimento após o evento de extinção Cretáceo-Paleógeno. O assunto “fim do mundo” nos rodeia constantemente, devido à forma que os seres humanos cuidam do planeta. Então, filmes que abordam essa pauta sempre chama atenção de um público com curiosidade em saber como um próximo diretor vai destruir o mundo, o que já vimos em diversas outras produções. Já aqui, nossos personagens precisam lidar com o mundo pós-apocalipse , procurar um novo lugar seguro e tentar se adaptar a essa nova realidade. Se você gosta de filmes caóticos, onde mal tem tempo para se recuperar de um acontecimento que logo já vem outro, Destruição Final 2 é a escolha. Em seus 98 minutos, os personagens não têm um minuto de descanso. Tédio é uma palavra que não pode ser dita sobre esse filme, visto que é tensão a todo tempo. Claro que temos um monte de inconsistências, como gasolina e munição que nunca acabam. Mas ninguém assiste filmes desse gênero esperando realidade. E após todo o caos, parece que finalmente temos o final da história da família Garrity. Acho que agora realmente não teremos sequência futuramente. Elenco John, Allison e Nathan (Gerard, Morena e Roman) são os grandes destaques durante o filme. Embora tenhamos outros personagens, eles acabam não tendo tanto destaque ou desenvolvimento, estão ali mais para complementar a história. Gerard entrega uma atuação sólida, intensa e convincente , além de apresentar uma boa química com Morena. Morena, que inicialmente relutou a voltar para a sequência , acrescenta o toque emocional à história, adicionando peso na dinâmica familiar. Entre o trio de protagonistas, Roman é o que se mostra mais fraco, e em diversos momentos sua atuação acaba não convencendo. Considerações Embora com um elenco de protagonistas conhecido, Destruição Final: O Último Refúgio foi lançado sem muito alarde no meio da pandemia em 2020. Mesmo com o lançamento sendo feito por meio de vídeo sob demanda, o longa recebeu críticas positivas, o que nos levou para essa sequência, que novamente chega discretamente. Destruição Final 2 é um filme que tem mais pontos positivos que negativos, e o fato de tanto elenco quanto diretor e roteirista terem retornado mostra o quanto a equipe estava dedicada a esse projeto, fazendo com que a história tivesse ainda mais conexão com o anterior. Embora não fosse necessária uma sequência, é um projeto que justifica sua existência, e consegue conduzir sua história justamente após os acontecimentos do primeiro filme. Sua duração é um ponto positivo, enquanto o original tem 119 minutos, a sequência conta com 98 minutos. Ou seja, o longa não enrola em nenhum momento e já nos mostra direto para o que veio. Não é melhor que o primeiro, mas ainda é uma boa sequência. É o filme indicado para quem quer ficar sem fôlego do início ao fim!











