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  • Superman - James Gunn resgata a esperança e as cores para o Universo DC

    Assistimos com exclusividade a Superman de James Gunn, o primeiro filme do novo Universo Cinematográfico da DC, no qual o primeiro capítulo foi batizado de Deuses e Monstros.   O longa estreia oficialmente no dia 10 de julho nos cinemas brasileiros  e promete ser um fenômeno instantâneo! Já pega a sua capa vermelha e vem conferir as nossas impressões do longa.  Velho heroi, nova aventura O escoteiro mais poderoso da terra, com seu sorriso meigo e afeição pela humanidade, não hesita em salvar quem precisa de ajuda — isso, você já sabe. Mas, nesta nova versão dirigida por James Gunn,  o Superman sofre sua primeira grande derrota.  Ele é vencido por um inimigo aparentemente mais forte e mais inteligente, controlado por Lex Luthor — o milionário que não pensa duas vezes antes de colocar os seus planos em ação.  Nessa nova aventura, além de enfrentar a criminalidade, Superman precisa encarar as consequências políticas de suas ações em um mundo que começa a questionar seus valores. Tem bastante sol em Metrópolis  A sequência de abertura já dá o tom do filme — e é simplesmente linda. Com dinamismo e precisão,   ela estabelece o universo, apresenta a ameaça central e já é capaz de conquistar o público logo nos primeiros minutos. Logo depois, uma das cenas mais marcantes: a tão esperada entrevista entre Superman e Lois Lane. Construída com inteligência e entregue nas mãos dos atores, é talvez o maior embate do filme.  A Rachel Brosnahan, já acostumada com diálogos fervorosos, domina essa e outras cenas do filme com maestria.   Já o parceiro, David Corenswet encontra o equilíbrio perfeito entre a indignação do Superman e a hesitação do Clark Kent. A tensão entre eles   tem ritmo e ajuda a sustentar um contexto político  que vai permear toda a trama. O trio principal é impecável. Rachel Brosnahan é a Lois mais inteligente e elegante. David Corenswet, por sua vez, entrega um Superman carismático,   cheio de presença, e consegue humanizar o heroi com nuances comoventes. E Nicholas Hoult é uma escolha certeira para Lex Luthor: perverso, mimado, explosivo e manipulador. Sua presença em cena impõe respeito e inquietação, e a atmosfera da LexCorp é construída com precisão ao redor da atuação dele.  Ele realmente assusta não só como um bom vilão, mas por se parecer, até demais, com personagens reais do nosso mundo. Quase tirado dos quadrinhos As cenas de voo do Superman são as imagens mais belas do filme,  auxiliado pelos efeitos visuais realmente eficazes. E nesse ponto, é preciso reconhecer a alma na direção de James Gunn. Aqui ele tem os seus já tradicionais tempos de comédia e os seus personagens excêntricos em abundância. Porém a joia da coroa foi a capacidade que o diretor tem em passear por diferentes fases do Superman com segurança e sem perder o foco da mensagem por trás do heroi. Usar a trilha clássica de John Williams foi um trunfo. Ela evoca emoção, memória e eleva momentos-chave. Já a ambientação e o design de produção são um espetáculo à parte. Coisa rara em filmes de herois termos tempo para notar os detalhes  — geralmente a maioria dos sets são destruídos antes disso. Figurinos, cenários e composições de cena foram pensados com cuidado e afeto. E tem Kryptonita nesse Superman? Existem alguns detalhes que só são percebidos depois que o sangue esfria e a empolgação pós sessão diminui um pouco. Nessa nova trama, eles felizmente são pontuais, mas ainda sim existem. Temos diálogos expositivos demais para fins de empurrar a trama. No começo são toleráveis, mas acabam cansando — especialmente vindo do Lex Luthor, que supostamente é um estrategista.  Apesar do charme clássico do vilão que gosta de se gabar, faltou uma dose de equilíbrio.  A sequência no "mundo comprimido", criado por Lex, é onde o filme realmente tropeça no ritmo que estava indo bem. Visualmente, ela é carregada de CGI, e possui pouca carga emocional para servir a trama.  E falando em efeitos visuais… o que em nome da IA genérica foi aquele bebê alienígena? E um “rio de prótons” muito parecido com um mundinho carregado no Minecraft… As sequências de ação infelizmente ficaram pouco inspiradas.  Salvo o set piece em que um kaijū  invade o centro da cidade, nas demais parece haver quase uma obrigação de cumprir o cronograma de porradaria do que servir à história. Esses deslizes não tiram o mérito do filme como um todo, mas são incômodos difíceis de ignorar. Eu sou punk rock Superman é um filme cheio de vontade e coração, colorido e sem medo de se entregar às fantasias dos quadrinhos. James Gunn resgatou a esperança de um Universo DC que faz jus à essência dos seus personagens.  David Corenswet e Rachel Brosnahan brilham com uma química poderosa, enquanto Nicholas Hoult entrega um Lex Luthor assustadoramente real — o tipo de vilão que parece existir logo ali, do outro lado da tela. No fim, o filme entende que ser o primeiro super-heroi do mundo não é só sobre força, mas sobre compaixão. E isso fica claro no diálogo final entre Superman e Luthor, que sintetiza a beleza do personagem: um alienígena que, apesar de tudo, insiste em acreditar na humanidade. Superman pode não ser perfeito, mas é sincero, inspirado e necessário — quase um poema disfarçado de blockbuster.

  • Filmes e séries com David Corenswet

    Com um novo Superman prestes a estrear nos cinemas, muita gente está se perguntando: onde já vi esse ator? A resposta pode te surpreender. David Corenswet já tem um histórico interessante na TV e no cinema.  Quer conhecer mais do trabalho dele antes de vê-lo de capa vermelha? Aqui vão as nossas recomendações. Hollywood Um grupo de jovens aspirantes a atores e cineastas buscam realizar seus sonhos em uma Hollywood dos anos 40, pós Segunda Guerra Mundial. Diante do auge da indústria cinematográfica, eles irão enfrentar as barreiras raciais, de gênero e orientação sexual para alcançar as suas maiores ambições. Baseado em personas reais da Era de Ouro do Cinema,  essa é uma produção que pega carona na época boa de Ryan Murphy, onde ele mistura referências históricas com personagens cativantes, a fim de expor as hipocrisias e estruturas de poder de um cenário predatório e ao mesmo tempo em uma crescente revolução. A minissérie completa está disponível na Netflix  The Politician Essa é mais uma produção de Ryan Murphy que também pega embalo na época boa do criador de Glee. Em The Politician acompanhamos Payton (Ben Platt), um ambicioso jovem que, segundo o próprio, um dia será o presidente dos Estados Unidos.  Mas antes disso, ele precisará passar pelo traiçoeiro caminho de se tornar presidente do grêmio estudantil de sua escola. A série serve como uma sátira política divertida e envolta de mistérios. Na sua primeira temporada, David Corenswet interpreta River, um dos concorrentes ao cargos de liderança do grêmio estudantil, que logo também se torna o interesse amoroso e rival político de Payton. As duas temporadas estão na Netflix. We Own This City  Essa minissérie policial foi criada por David Simon e George Pelecanos, responsáveis pela renomada The Wire .  A trama vai mergulhar fundo em um dos maiores sistemas de corrupção policial dos EUA e nas consequências diretas da prisão em massa e da força policial desmedida na região de Baltimore. Na narrativa em seis episódios, David Corenswet (com uma barba maravilhosa) dá vida a David McDougall, um dos primeiros a iniciar a investigação sobre casos de overdoses que irão revelar os escândalos por trás da unidade policial de Baltimore . Junto do detetive Scott Kilpatrick, ele irá ajudar a desencadear a operação que irá expor todo o esquema corrupto dentro da polícia. A minissérie está disponível na HBO Max. Twisters (2025) Quem não gosta de um bom filme farofa? Em Twisters, vamos acompanhar Kate, uma ex-caçadora de tempestades, seu amigo Javi e o influencer Tyler Owens.  Juntos, eles irão a campo testar novas tecnologias de rastreamento de tornados. Em meio a drama, ação e suspense, o grupo passa a enfrentar os fenômenos mais perigosos e extremos do mundo. Nada de papel de mocinho para David Corenswet. Aqui ele é Scott, o principal antagonista do filme. Movido por interesses financeiros, o jovem é o parceiro de negócios de Javi sua ambição vai em buscar na destruição causada pelos tornados o lucro acima de tudo.   O filme está disponível na HBO Max. Pearl Esse filme sem sombra de dúvidas é um marco do gênero de terror moderno. A história que  precede a história de X: A Marca da Morte  vai mergulhar na mente conturbada da jovem sonhadora que dá nome ao filme. Presa em uma fazenda isolada, Pearl deseja se tornar uma estrela de cinema, custe o que custar.  Nossa estrela, David Corenswet, interpreta um personagem enigmático que trabalha no cinema local e logo desperta o interesse de Pearl. A relação dele com a jovem é marcada por bastante tensão, e não acaba nada bem.  O papel de David é breve, mas serve como catalisador das obsessões da personagem principal.   Pearl está disponível na Netflix, e para aluguel digital no Prime Video.

  • Porque você deveria dar uma chance para A Maravilhosa Sra. Maisel

    Iremos ouvir muito o nome de Rachel Brosnahan nas próximas semanas com o lançamento do novo Superman de James Gun.  Mas você sabia que ela já era uma estrela antes de dar vida a Lois Lane? Se você ainda não viu A Maravilhosa Sra. Maisel , essa é sua chance de descobrir uma das melhores séries do catálogo do Prime Video  - se não a melhor! De dona de casa á comediante Ambientada nos anos 50, acompanhamos Miriam “Midge” Maisel, uma dona de casa judia recém-casada que parece ter a vida perfeita: um bom apartamento em Nova York, dois filhos pequenos e um marido por quem é completamente devotada.  Determinada a ser a esposa ideal, ela se dedica com afinco à rotina doméstica — até que tudo desmorona. Midge descobre que Joel, seu marido, está tendo um caso com a secretária do trabalho . Desolada, ela sai de casa no meio da noite, de roupão e com uma garrafa de vinho nas mãos, e acaba em um bar de stand-up. Lá, em meio ao caos emocional,  ela sobe ao palco e desabafa diante de completos desconhecidos. O que era para ser um surto vira uma revelação: Midge tem talento — e muito.  Susie, funcionária do bar e aspirante a empresária, imediatamente reconhece o potencial da nova comediante e decide apostar nela. A partir daí, Midge mergulha em uma vida dupla: de dia, é uma mãe recém-divorciada tentando manter as aparências; à noite, sobe aos palcos para transformar suas dores em piadas.  Ao longo das cinco temporadas, a série acompanha sua jornada em busca do estrelato,  enfrentando as normas conservadoras da época, o machismo do meio artístico e até mesmo as tradições de sua própria família.   Por que ela é tão maravilhosa? Criada por Amy Sherman-Palladino de Gilmore Girls, A Maravilhosa Sra. Maisel é uma série onde a roteirista se move com absoluta familiaridade: diálogos verborrágicos, cheios de ritmo, humor e inteligência.  É o tipo de texto que exige precisão — e ela acerta em cheio, apoiada por um elenco de peso que inclui Alex Borstein, Tony Shalhoub, Marin Hinkle e Jane Lynch. Mas é Rachel Brosnahan quem comanda o espetáculo. Sua atuação magnética, carismática e poderosa  não apenas acompanha o ritmo vertiginoso do roteiro, como também o domina com naturalidade. Ela se entrega à complexidade da personagem em uma performance memorável — que, com razão, lhe rendeu prêmios importantes. A série recebeu 22 Emmys, 5 Critics Choice Awards e 3 Globos de Ouro   incluindo categorias como Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz em Série de Comédia para Rachel Brosnahan e Melhor Atriz Coadjuvante para Alex Borstein.  Outros prêmios incluem, merecidamente, figurinos; maquiagem e cabelo; fotografia; edição e direção. A narrativa mergulha em temas como feminismo, maternidade, liberdade artística e repressão social, tudo com um ritmo delicioso . Há episódios que satirizam com elegância o universo aristocrático dos pais de Midge — como viagens a resorts judaicos ou o planejamento de um bar mitzvah — e outros que exploram os dilemas éticos da comediante ao recusar oportunidades que violariam sua integridade. Os encontros com Lenny Bruce (personagem inspirado no comediante real) são pura química e poesia, como se fossem pequenos romances encapsulados em cena. Obrigada e boa noite! Mrs. Maisel foi lançada no catálogo do Prime Video numa época em que o streaming da Amazon  ainda buscava entender seu próprio catálogo e identidade. Talvez pelo marketing quase negativo, muita gente sequer ouviu falar da série ou passou batido por ela.  E isso é, sinceramente, uma perda. Ao longo de cinco temporadas, ela entrega não apenas humor e estilo, mas reflexões que ainda ecoam com força nos dias de hoje. A trajetória de Midge rumo ao estrelato é cheia de altos e baixos, mas sempre marcada por coragem, carisma e persistência.  E o episódio final… é daqueles que te abraçam e deixam um nó na garganta — uma despedida emocionante, redonda, merecedora de todos os aplausos. Se você ainda não conhece Mrs. Maisel, ou se abandonou a série em algum episódio aleatório, vale a pena dar uma nova chance. Algumas histórias só revelam seu brilho completo quando a gente chega até o fim.

  • O pior final possível em Round 6

    Dia 27 de Junho estreou a terceira temporada de Round 6 , uma das séries mais aclamadas da netflix voltou, ela é a continuação do que estava acontecendo na segunda temporada. E veio com grandes expectativas, já que a segunda temporada teve várias reviravoltas e histórias que conseguiram arrancar muitos sentimentos dos telespectadores. Enredo A terceira temporada começa com o final da “guerra” que Seong Gi Hun tinha começado com os seus aliados, para que todos pudessem sair daquele jogo com vida.  Contudo, acabou com a derrota deles e a perda de muitas vidas nessa tentativa de fuga, como o jogador 456, Seong Gi Hun, perdeu as esperanças, pois viu seu melhor amigo perder a vida nessa batalha, ele continuou no jogo e lutou até o fim. A série enrola durante os outros 5 episódios, já que terminaram a história no primeiro que é com o fim do conflito.  Depois disso, vemos as pessoas sendo eliminadas e só sobrando as piores pessoas possíveis, que todos estão torcendo para eles serem eliminados, pois estamos torcendo pelo jogador 456 que também foi perdendo seu carisma, mas era o melhor que temos.  Nesse meio do caminho, a menina que estava grávida acaba dando a luz num dos jogos, mas depois acaba por ser eliminada no jogo seguinte por não conseguir competir, Seong Gi Hun salva a criança e leva ela até o final, já que as pessoas que estão assistindo os jogos entram num acordo de deixar a bebê como jogadora. Assim, temos a bebê vencendo porque o Jogador 456 resolve se auto-eliminar no último jogo, deixando a bebê ganhar todo o prêmio.   Personagens Na segunda temporada entraram personagens super carismáticos, que conseguiram roubar os holofotes de Seong Gi Hun, atores realmente muito bons e que conseguiram cativar a audiência desde o primeiro momento. No entanto, nessa terceira temporada as pessoas ficaram mais sem graça, perderam todo o carisma e fizeram a gente nem torcer mais para elas.  Isso pode ter acontecido, pelo motivo dos diretores saberem que eles teriam que ser eliminados então não deixar o público com raiva ao eliminar um personagem tão amável. Com isso, optou por deixar os caras mais desprezíveis para disputar os últimos jogos com o queridinho da série.  Considerações finais A série deveria ter parado na segunda  temporada e ter dado logo um desfecho,  porque sim, já sabíamos que aquela rebelião não iria dar certo então faria sentido ficar prolongando isso. A série podia ter um outro final, que não deixasse todos indignados, já que não fez sentido ele se auto-eliminar, pois o prêmio seria dividido entre os dois.  Ou poderia até pensar em deixar os bonzinhos ficarem até o fim, e eles dessem uma lição de moral sobre amizade, honra e lealdade.  P ara os fãs da série assim como eu, acredito que ela deveria ter acabado na segunda temporada.

  • Lançamentos de julho de 2025 para assistir nos cinemas

    O mês de junho de 2025 acabou com um saldo negativo nos lançamentos , será que julho de 2025 trará mais produções de peso para os cinéfilos? Confira os principais lançamentos a seguir. 1 - Jurassic World - Recomeço Com Scarlett Johansson no papel da especialista em operações secretas Zora, a franquia Jurassic World retorna ao cinema. Sua missão é coletar material genético de dinossauros em uma ilha perigosa, o lugar já foi local de pesquisa do Jurassic Park e abriga espécies perigosas deixadas para trás.  Lançamento: 03/07 2 - Jovens Amantes Selecionado para o Festival de Cannes, Jovens Amantes acompanha a história de quatro amigos que completam 20 anos , eles fazem exame de admissão para a famosa escola de atuação criada por Patrice Chéreau e Pierre Romans, eles então experimentam um ponto de virada de suas vidas e sua primeira tragédia. Lançamento: 03/07 3 - Superman O tão aguardado novo filme de Superman dirigido por James Gunn traz a jornada para reconciliar sua herança kryptoniana com a criação humana e a rotina na pele do jornalista Clark Kent. Lançamento: 10/07 4 - Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado A franquia de quatro filmes ganha um reboot do filme de terror original de 1997 . A trama gira em torno de um grupo de amigos que após causarem um acidente de carro fatal, prometem guardar segredo sobre o ocorrido e seguir como se nada tivesse acontecido, mas anos depois o passado volta para cobrar. Lançamento: 17/07 5 - Smurfs O quarto filme da franquia Smurfs acompanha a busca de Smurfette e os Smurfs pelo Papai Smurf , que foi misteriosamente levado por bruxos malignos, novos personagens pretendem entrar na história para ajudar os Smurfs. Lançamento: 17/07  6 - Quarteto Fantástico: Primeiros Passos O Quarteto Fantástico retorna para defender a Terra do temido Galactus e da Susfista Prateada. O novo quarteto fantástico conta com Pedro Pascal, Joseph Quinn, Vanessa Kirby e muitos outros nomes de peso no elenco. Lançamento: 24/07 7 - Amores Materialistas O tão aguardado romance que conta com Pedro Pascal, Dakota Johnson e Chris Evans no elenco acompanha os negócios de uma casamenteira de Nova York que se complica quando ela se envolve em um triângulo amoroso com seu ex-namorado ator e um novo pretendente ricaço, quem não queria estar na pele de Dakota Johnson?  Lançamento: 31/07 8 - A Morte de Um Unicórnio Jenna Ortega retorna para as telonas para dar vida a história de um pai e uma filha que acidentalmente acabam atropelando um unicórnio , mas as propriedades curativas da criatura fantástica enchem os olhos de um bilionário que só pensa em lucrar com a descoberta. Lançamento: 31/07

  • Jurassic World: Recomeço — Quando Hollywood não sabe a hora de parar

    Jurassic World: Recomeço, dirigido por Gareth Edwards e escrito por David Koepp, funciona como uma sequência independente de Jurassic World: Domínio (2022), sendo o quarto filme da franquia Jurassic World e o sétimo do universo Jurassic Park. O elenco conta com Scarlett Johansson, Mahershala Ali, Jonathan Bailey e Rupert Friend. A convite da Universal Pictures, assistimos antecipadamente à produção, que estreia nos cinemas brasileiros no dia 3 de julho de 2025.   Confira, a seguir, nossa opinião. Enredo Cinco anos após os eventos de Jurassic World: Domínio, uma equipe destemida se reúne em uma missão para obter amostras de DNA de três criaturas colossais.  Com o planeta se tornando cada vez mais inóspito para os dinossauros, os poucos sobreviventes passam a viver em regiões equatoriais isoladas, onde o clima se assemelha ao do período pré-histórico. Nessa biosfera tropical, três espécies guardam a chave para o desenvolvimento de um medicamento capaz de salvar inúmeras vidas. Roteiro Talvez eu seja duramente criticado pelos fãs da franquia, mas Jurassic World: Recomeço consegue ser o pior filme de toda a série. Quase nada se salva. Desde o início, fica claro que se trata de uma sequência caça-níquel, cuja história pouco ou nada acrescenta ao universo já estabelecido pelos seis filmes anteriores.  Para não dizer que tudo é completamente raso, há a adição dos dinossauros mutantes — mas nem essa novidade é bem explorada. Os personagens são desinteressantes e mal desenvolvidos, dificultando qualquer tipo de conexão emocional com o público.   O núcleo familiar parece estar ali somente para tomar decisões estúpidas. Aparentemente, a intenção desses quatro personagens era servir como alívio cômico, mas até as piadas surgem em momentos inadequados e simplesmente não funcionam. Se há um ponto positivo, é que, apesar de seus 133 minutos de duração, o filme passa rápido. Porém, mesmo com sequências de ação e aventura , a produção se torna entediante — e, em certos momentos, tudo o que se deseja é que a história acabe logo. Totalmente descartável, sem carisma e brilho. Nem mesmo Scarlett Johansson consegue salvar o projeto. Aliás, sua escalação parece ter sido feita unicamente para atrair um grande público interessado em seu nome. Entre tantos erros, a direção de Gareth Edwards é uma das poucas exceções. Seu trabalho anterior em Godzilla (2014) claramente o preparou para lidar com o escopo dessa produção. Para quem não é familiarizado com a franquia, talvez Recomeço funcione como porta de entrada, já que quase não há referências diretas aos filmes anteriores. Elenco Como mencionado, Scarlett Johansson parece ter sido escalada somente para atrair espectadores, e sua atuação — apesar de correta — não tem o brilho esperado. Ela e Jonathan Bailey até têm os personagens mais interessantes do filme, mas tudo é tratado de maneira superficial. Mahershala Ali, por exemplo, vive um personagem que enfrenta uma crise no relacionamento, mas o roteiro não se aprofunda, deixando tudo nas entrelinhas.  Rupert Friend, como antagonista, entrega uma atuação caricata e pouco convincente. Manuel Garcia-Rulfo, Luna Blaise e Audrina Miranda são completamente descartáveis, e suas participações somente atrapalham ainda mais um roteiro já desinteressante. David Iacono, por sua vez, parece estar ali somente para aparecer sem camisa do início ao fim. Os demais personagens são tão rasos que nem seus nomes conseguimos memorizar. No fim, as verdadeiras estrelas do filme continuam sendo os dinossauros, que roubam a cena sempre que aparecem. Considerações Entre os seis filmes anteriores, a franquia Jurassic conseguiu entregar, ao menos, três produções realmente boas. Jurassic World: Domínio havia encerrado a trilogia de forma razoável.  Então, qual a real necessidade dessa nova sequência? Para mim, trata-se de uma tentativa óbvia de lucrar ainda mais com um público que os estúdios já consideram fiel à marca. O maior problema aqui é a pressa:   diferentemente do intervalo entre as trilogias Jurassic Park e Jurassic World, essa nova produção surgiu somente três anos após o lançamento de um filme que já havia sido mal recebido. Mesmo com o retorno de David Koepp — roteirista dos dois primeiros filmes —, a tentativa de resgatar a nostalgia da franquia original não surte efeito. No fim, Jurassic World: Recomeço representa mais um exemplo de como Hollywood insiste em reiniciar franquias que já demonstram claros sinais de saturação.

  • Jovens Amantes é um espetáculo promissor, mas falta alma

    O cinema francês é recheado de grandes obras cinematográficas. Algumas delas querem retratar memórias que foram sentidas na pele. É o caso do longa Jovens Amantes, um dos poucos filmes dirigidos por uma mulher a ser selecionado para competir no Festival de Cannes.  Assistimos com exclusividade a obra semi-autobiográfica da diretora Valeria Bruni Tedeschi que chega aos cinemas brasileiros no dia 3 de julho .  Confira a seguir nossas impressões. A história Acompanhamos um seleto grupo de jovens, que em 1980, foram escolhidos a dedo para estudar na prestigiada escola de teatro Les Amandiers,  nos arredores de Paris, sob a direção do lendário Patrice Chéreau. Entre ensaios, descobertas e inquietações, esses alunos irão se agrupar para viver intensamente suas primeiras experiências na arte e na vida   -  os amores, as dúvidas, os excessos e os sonhos que moldam a juventude. Baseado na própria vivência da diretora Valeria Bruni Tedeschi e de seus colegas da época, o filme revela sob uma ótica crua o amadurecimento de uma geração de artistas em formação,  à medida que aprendem a transformar suas dores e desejos em expressão cênica. Por que você quer atuar? A força motriz do filme está em apostar as fichas em um elenco talentoso. A atuação principal de Nadia Tereszkiewicz, no papel principal, é sensorial e cheia de vida. A jovem tem a capacidade de dominar o espaço e expurgar de dentro da protagonista Stella todos os sentimentos mais passionais que surgem em cena. O seu parceiro de tela, Sofiane Bennacer, interpreta o Étienne, um jovem perdido na vida e dependente químico. O casal tem uma química intensa e conturbada. Juntos, os atores se entregam a essa relação turbulenta , guiados pelas camadas emocionais dos personagens. Além do casal principal, Clara Bretheau, que dá vida a Adèle, amiga de Stella, é efervescente e carismática. Outros destaques ficam para o trabalho contido e preciso de Micha Lescot, e para o veterano Louis Garrel, que interpreta o renomado diretor Patrice Chéreau com bastante firmeza. A arte dentro de sua época A fotografia do filme é um acerto indiscutível. O diretor de fotografia Julien Poupard foi caloroso em trazer para o elenco jovem uma ambientação cheia de cores, texturas e pulsações ao reviver aqueles anos 80.  A câmera passeia com liberdade, quase como se também estivesse descobrindo o mundo ao lado daqueles personagens. A trilha sonora entra como um segundo fôlego para essa ambientação. Bach, Liszt e Vivaldi se misturam ao grito rouco de Janis Joplin — uma mistura improvável que funciona como uma trilha de formação, de descoberta e de liberdade. A diretora mergulha em suas memórias,  costurando junto da sua equipe retrato afetivo e detalhado da juventude. Nesse aspecto, é de se reconhecer um trabalho sensível e recompensador para o espectador. E quando as cortinas se fecham… Jovens Amantes é um longa com propostas interessantes, mas tropeça em muitos pontos. É um filme longo, que se estende além do necessário, e que se perde na própria ambição. Ele até toca em temas importantes, como os abusos de poder em ambientes artísticos e os relacionamentos disfuncionais, mas não se dá ao luxo de lidar com eles.  A dinâmica entre Stella e Étienne, por exemplo, tenta se inspirar no clássico Pânico em Needle Park de 1971,  mas aqui soa desmedida e pouco envolvente, mesmo com o empenho dos atores. Enquanto isso, personagens que poderiam trazer mais força ao filme acabam subaproveitados. A amiga Adèle, o jovem Franck lidando com a paternidade, e até o contexto assustador da epidemia de AIDS são deixados de lado, quase em um terceiro plano. Ele quer mostrar que os anos 80 foram duros e sem freios, mas acaba não dizendo muita coisa sobre isso. No fim, Jovens Amantes tenta se sustentar pela afeição que o público teria desenvolvido pelo grupo de jovens protagonistas.  Mas essa conexão, infelizmente, não se concretiza. Há uma barreira entre o público e os personagens que não é rompida — e isso enfraquece o impacto das cenas finais, por mais sinceras que as atuações sejam. Em Cannes, filmes ganham uns 10 minutos de aplauso. Este aqui acaba perdendo a plateia aos poucos.

  • The Bear vai à terapia em sua 4ª temporada

    Mesmo entregando uma boa 3ª temporada, The Bear sofreu para manter nela a altíssima qualidade que se impôs na (quase perfeita) temporada anterior. Mesmo tentando revisitar o clima da sua 1ª temporada, marcada fortemente pelo caos, a falta de uma urgência concreta e até uma leve soberba afastaram do objetivo e empacaram a série . Porém, nesta nova temporada, como em uma boa terapia, os criadores foram capazes de aceitar os erros e conseguiram reverter a situação, mas de uma forma diferente do que já foi feito. Venha ver o que achamos dessa 4ª temporada da aclamada série. A temporada é autoconsciente A 4ª temporada de The Bear é sobre movimentos. Isso fica claro logo no primeiro episódio quando Carmy (Jeremy Allen White) menciona estar se sentindo preso no mesmo dia todos os dias, como acontece no filme “Feitiço no Tempo”. Mas mais que uma sensação do personagem, essa é a sensação que o roteiro busca evitar na série e por isso dá a todos os demais personagens movimentos de busca de crescimento, melhorias e por suas paixões, sejam pessoais ou profissionais, avançando a história da série. Em um resumo bem resumido, é como se toda a temporada fosse uma extensão de “Forks”, o aclamado episódio da 2ª temporada focado em Richie (Ebon Moss-Barach). E o roteiro não faz disso uma forma gratuita, mas sim resgatando elementos que trouxera outrora, principalmente na 1ª temporada, como por exemplo, a sua primeira cena ser um sonho e a metalinguagem de programas de culinária, que antes eram protagonizados por Carmy e agora são por Sid (Ayo Edebiri). O roteiro é dialético O principal trunfo que traz uma veracidade a esses movimentos de avanço é o fato do roteiro subverter toda a lógica que a série trouxe e teve como marca registrada. Saem os gritos, as discussões acaloradas e os diálogos rápidos - tornando esses momentos raros durante a temporada - e entram a calmaria, o diálogo e o entendimento. O grande momento que evidencia essa alteração é no episódio “The Bears”, o segundo episódio de toda a série que possui uma hora de  duração, assim como “Fishes”, mas que serve justamente de contraposição a ele. Se “Fishes” é totalmente baseado na criação de tensão, esse episódio é baseado na quebra dela, já que se passa num ambiente em que a série se habituou a levar e fazer o espectador esperar o caos. E reforçando a autoconsciência da temporada, esse hábito é mencionado no próprio episódio. A trama é o de menos Ao final da terceira temporada, sai a tão esperada crítica que validaria o trabalho feito e determinado por Carmy no The Bear e ajudaria o restaurante a alavancar financeiramente, porém sua recepção ao restaurante é mista, contrariando as expectativas. A quarta temporada, de fato, repete a trama da temporada anterior, porém melhorando-a. Ela começa, então, com o tio Jimmy (Oliver Platt), principal financiador, colocando um relógio com a regressiva até o prazo que o restaurante teria  para dar retorno, criando assim o senso de urgência que ficou subentendido anteriormente. Além disso, Carmy não buscou Claire (Molly Gordon) para conversar após o término e continua brigado com Richie, o próprio Richie ainda busca entender onde se encaixa nas coisas, Sid não assinou a sua parte do contrato e continua incerta sobre sua posição no The Bear, Tina (Liza Colón-Zayas) ainda sofre com suas novas funções e Marcus (Lionel Boyce) continua tendo questões familiares. Mas pelo fato da série colocar todas as coisas para se resolverem, ela eleva a sensação de que a terceira temporada era somente uma meia temporada. A parte técnica está perfeita, como sempre Falar de The Bear e não elogiar a parte técnica é impossível. Os atores já estão mais que confortáveis e habituados aos seus papéis, o que faz das interações serem naturais, a ponto até mesmo de Ayo Edebiri e Lionel Boyce escreverem um dos episódios da temporada (e que, de fato, é o mais deslocado da trama, mas tão importante para ela quanto). A direção artística e de fotografia continuam no mais alto nível, tendo a última trazido novos elementos, como novos tons para a paleta da série, e que somado ao exposto sobre o roteiro, indicam que a quarta temporada é uma sutil continuidade retroativa (também conhecida como retcom) para a série.

  • M3GAN 2.0 aposta no caos e acerta no entretenimento

    M3GAN 2.0 é a sequência do filme de 2022, escrita e dirigida por Gerard Johnstone, baseada em uma história criada por ele e por Akela Cooper — ambos já envolvidos no longa original. No elenco, Allison Williams, Violet McGraw, Amie Donald e Jenna Davis retornam aos seus papéis, enquanto Ivanna Sakhno e Jemaine Clement são dois dos novos destaques. A convite da Universal Pictures, assistimos antecipadamente à produção, que chega aos cinemas brasileiros hoje, 26 de junho. Enredo Dois anos após os acontecimentos do primeiro filme, Gemma (Allison Williams) agora é uma autora de sucesso que defende a supervisão e o controle governamental da Inteligência Artificial.  Por outro lado, sua sobrinha, Cady (Violet McGraw), agora com 14 anos, não aprova totalmente sua atitude superprotetora. Quando um poderoso empresário rouba a tecnologia do protótipo de M3GAN e constrói uma potencial arma militar letal chamada AMELIA (Ivanna Sakhno), a criação ganha autoconsciência e se rebela contra as ordens humanas, tornando-se uma ameaça de aniquilação. Roteiro Logo após nos apresentar a vilã da vez, o filme rapidamente mostra o que aconteceu com Gemma e Cady após o final do longa de 2022, além de situar como estão suas vidas atualmente. Com o crescimento significativo da Inteligência Artificial nos últimos dois anos, o projeto se apoia nessa temática e aborda os problemas do uso excessivo dessa tecnologia. O tempo todo somos lembrados de que a IA pode ser perigosa, mas também útil se usada corretamente. A sequência oscila entre horror, comédia e ação,   exagerando ainda mais no humor — muitas vezes soando como uma paródia , o que não considero nada negativo. Embora o destaque do primeiro filme tenha sido o terror, nesta continuação esse gênero está quase ausente, dando lugar a cenas engraçadas e momentos mais descontraídos. Ainda assim, é uma sequência que busca manter conexão com o filme de 2022, trazendo diversos flashbacks do original.   O desenvolvimento de M3GAN com os demais personagens é mais aprofundado, e a boneca está ainda mais debochada e divertida.  Embora a revelação do grande vilão seja previsível, isso não compromete o enredo. O roteiro, embora apresente falhas pontuais, tenta ser mais ambicioso do que o anterior — e, ao mesmo tempo, não tenta parecer algo que não é. É um filme que não se leva a sério e, no fim, toda essa “bagunça” funciona! Elenco A interação entre Allison Williams e Violet McGraw está no ponto certo, e ambas conferem mais profundidade às suas personagens  — embora Violet ainda precise amadurecer sua atuação, que em muitos momentos carece de expressividade. Amie Donald e Jenna Davis mais uma vez se unem como corpo e voz de M3GAN, oferecendo momentos marcantes e cheios de carisma para a já icônica androide. Brian Jordan Alvarez e Jen Van Epps, apesar de ganharem mais espaço aqui em comparação com o primeiro filme e funcionarem bem como alívio cômico, continuam com personagens pouco desenvolvidos. Ivanna Sakhno é uma boa adição ao elenco, entregando uma vilã emblemática que rivaliza com a boneca protagonista. Considerações Sim, já vimos essa história antes. Lá em 1991, James Cameron transformou o icônico personagem de Arnold Schwarzenegger em herói em O Exterminador do Futuro 2.  E não é a primeira vez que a Blumhouse se arrisca em mudar o tom na sequência de um de seus grandes sucessos — já vimos isso em A Morte Te Dá Parabéns 2 (2019). Em 2022, o primeiro M3GAN chegou causando comoção e se tornou um sucesso de público, graças à sua mistura inusitada de horror e humor.   Mas será que uma continuação era realmente necessária para um filme que nem era tão marcante assim?   A resposta é não. Porém, o maior trunfo desta sequência é justamente não tentar repetir a fórmula original. Talvez o trailer tenha mostrado demais — e da forma errada.  Particularmente, eu estava com expectativas baixas, mas me surpreendi positivamente com o resultado. Não é um filme para ser levado a sério; é uma produção para desligar a mente dos problemas do dia a dia e se divertir por duas horas. É a clássica “farofada” da Blumhouse — e eles sabem fazer isso muito bem. E prepare-se: o M3GANverso ainda não acabou. O spin-off SOULM8TE tem lançamento previsto nos Estados Unidos para 9 de janeiro de 2026.

  • Quebrando Regras: uma história para se emocionar

    Fomos convidados pela Paris Filmes para assistir a cabine de imprensa do filme, Quebrando as Regras, um filme   baseado em fatos reais de uma mulher inspiradora e com grandes sonhos . O filme será lançado dia 26 de Junho.  O filme conta a história de Roya, que é uma mulher que cresceu no Afeganistão e desde nova foi incentivada por seu pai a correr atrás de novas oportunidades.  Como no Afeganistão, as meninas são muito limitadas pelas leis impostas pelo governo, Roya não pode aprender a usar o computador junto com os meninos na época de escola.  Mas ela não deixou se abalar por isso, quando ficou um pouco mais velha pediu para o senhor de um bar para deixá-la usar o computador e aprender tudo sobre programação e ensinava a ele como usar para que ele pudesse cobrar dos clientes que precisassem do computador.   E a partir daí, Roya, Ali e Herat, seu irmão e irmã, a ajudaram a divulgar sua aula de programação pela escola para as meninas aprenderem programação.  Depois de ver sua influência nas alunas, e perceber que muitas delas estavam gostando de aprender programação e tinham muito potencial. Roya resolve montar uma equipe para a área de robótica, ela reúne quatro meninas para que elas comecem a aprender mais sobre e possam competir fora do país . Sua primeira disputa foi em Washington, Estados Unidos, que por alguns motivos elas foram impedidas de ganhar o visto para competirem e isso gerou uma grande repercussão no mundo inteiro, até que elas conseguiram. No fim, elas vão para um competição no Novo México, onde elas teriam uma oportunidade de ganhar financiamento para o seu projeto   que era para um robô que identificava onde estava as minas e fazia uma marca para identificar o caminho mais seguro para os moradores dos países que sofressem com isso pudessem utilizar, e assim elas conseguiram o financiamento.  Essa história é muito inspiradora e tem vários momentos que mostram a triste realidade de pessoas que são submetidas a leis criadas por um país extremista , mas que as pessoas de lá fazem de tudo para tentar fugir ou mudar esse cenário. Assim que o governo extremista retornou ao poder em 2021, as meninas foram forçadas a fugir de lá para seguirem seus sonhos e conseguiram entrar em faculdades nos Estados Unidos e na Europa.

  • F1: a fórmula Top Gun funciona mais uma vez

    A convite da Warner Bros. Pictures assistimos antecipadamente ao filme F1, que chega aos cinemas no dia 26 de junho e conta com Brad Pitt no elenco. Vem saber o que achamos! O enredo  Conhecemos o piloto Sonny Hayes, na década de 90 ele era o piloto mais promissor da Fórmula 1 até que um acidente na pista quase encerrou sua carreira, trinta anos depois ele volta a uma equipe de Fórmula 1 a convite de um amigo, para se tornar o melhor do mundo. O roteiro Como o título desta crítica já diz, se temos o diretor de Top Gun: Maverick, Joseph Kosinski, dirigindo F1, pode ter certeza que teremos um resultado no mínimo satisfatório. Se algo já deu certo uma vez, a chance de dar certo mais um vez usando a mesma receita é alta, e foi exatamente isso que Joseph Kosinski fez em F1. Inicialmente nos envolvemos com a história de Sonny, conhecemos os dilemas da equipe APXGP e a relação turbulenta entre Joshua e Sonny, os dois pilotos da equipe, é claro que temos uma narrativa de mocinho que se torna herói, e isso faz nos envolvermos ainda mais com o personagem. Também temos romance, outro item essencial, Sonny acaba se envolvendo com Kate, uma das engenheiras da equipe APXGP. O grande feito de F1 é conseguir inserir Sonny em uma narrativa real, mas como? Várias cenas do filme foram gravadas nos GPs, com os pilotos profissionais, como Hamilton, Verstappen e Fernando Alonso, por exemplo. Além disso, para a alegria dos brasileiros, Ayrton Senna é citado diversas vezes durante o filme, inclusive Sonny conta que seu acidente teve envolvimento de Senna. Às vezes esquecemos como o piloto brasileiro foi importante para a F1 e o filme nos faz lembrar disso. As cenas nas pistas são envolventes, com uma trilha sonora de tirar o fôlego, foi criado um álbum exclusivo para o filme, com composições de nomes de peso da música, como Ed Sheeran, Doja Cat, Tate MacRae, entre outros. Para os fãs de velocidade é um prato cheio para se sentir pilotando um carro de F1. Outro ponto incrível é como o filme insere as marcas de forma natural no enredo, assim como é feito nos GPs. A duração do filme poderia ser menor, a corrida final é extensa, dando a sensação de estarmos vendo uma corrida do início ao fim, em um ritmo mais lento que o restante do filme. O elenco Parece que Joseph Kosinski tem o poder de trazer de volta os galãs consagrados do cinema, em Top Gun trouxe Tom Cruise para os holofotes, agora chegou a vez de Brad Pitt, que na minha opinião, deveria ser mais bem aproveitado por Hollywood, o ator ainda tem o “molho” para atuar, dando vida ao piloto Sonny, foi uma ótima escolha para o papel. Damson Idris, interpreta Joshua, e apesar de não ter uma carreira de destaque, fez um bom trabalho na hora de dar vida às intrigas entre os pilotos. Javier Bardem, interpreta Ruben, dono da equipe de F1, o ator já se mostrou ter um grande talento e está entre os queridinhos de Hollywood atualmente, seu mais recente trabalho foi Duna Parte 2. Kerry Condon, dá vida a Kate, par romântico de Brad Pitt, os dois possuem uma química intensa e envolvente ao longo do filme. Nosso veredito Enquanto a fórmula Top Gun for seguida, teremos todo ano um lançamento satisfatório para assistirmos no cinema, é claro que ela precisa ser seguida por técnica e qualidade. F1 é uma produção que vale a pena ser vista em IMAX, para os amantes de carros a experiência vai ser ainda mais extraordinária.

  • 14º Olhar de Cinema: o melhor ficou para o final

    O 14º Olhar de Cinema chegou ao fim e conferimos mais alguns filmes que com certeza valem a pena ficar de olho para os lançamentos oficiais nos cinemas. Confira quais são a seguir! Hot Milk A produção Hot Milk da diretora e roteirista vencedora do Oscar Rebecca Lenkiewicz, chega aos cinemas no dia 4 de julho e tivemos a honra de assistir antecipadamente no festival, digo que é meu filme favorito desta edição do Olhar de Cinema. No longa somos convidados a conhecer Sofia, uma jovem que mora na praia e cuida da sua mãe que é cadeirante, Sofia abriu mão de muitas coisas para cuidar dela, elas então vão em busca de um médico que consiga trazer uma esperança para as duas , mas Sofia acaba descobrindo que há muito mais do que ela imagina por trás da doença de sua mãe. Com um roteiro envolvente Hot Milk traz uma pitada de romance enquanto nos faz refletir sobre responsabilidade e relacionamentos, é diferente de todos os filmes que já vimos sobre maternidade, a produção é impactante e você vai sair do cinema querendo mais, além disso, o elenco conta com Emma Mackey, Vicky Krieps e Fiona Shaw, que dão um show de interpretação. Nem Toda História de Amor Acaba em Morte Se eu pudesse definir esse filme em uma palavra seria diversidade, a produção tem a primeira protagonista surda do cinema brasileiro e é conduzida pelo diretor curitibano Bruno Costa, responsável pelo premiado ‘Mirador‘ e co-diretor da série ‘Cidade de Deus – A Luta Não Para‘, da HBO Max. No filme acompanhamos Cris e Otávio, casal que acaba de terminar o casamento, mas esse fim não é nada comum, os dois ainda estão morando juntos na mesma casa, mas dormem em quartos separados, os dois então acabam levando parceiros para a casa, nascendo intrigas, mas também novas amizades. O filme é uma produção leve, divertida e que surpreende por sua diversidade, conseguindo incluir de forma natural e sensível a deficiência da protagonista na narrativa.  Verde Oliva  O filme curitibano Verde Oliva encerrou o 14º Olhar de Cinema com saldo positivo. A produção foi gravada em pontos importantes da cidade como a Galeria Tijucas, a Rua XV, o Museu Oscar Niemeyer, o Teatro Paiol, entre outros. Acompanhamos João, um cinegrafista contratado para filmar com um drone imagens comprometedoras de um famoso político, durante o trabalho ele acaba registrando um suposto assassinato e se envolve em um plano de distribuição de fake news. A produção coloca como centro a polarização política que o Brasil vive desde a entrada de Bolsonaro à presidência, com um roteiro inteligente, nos faz refletir e rir sobre a realidade que vivemos atualmente.

©2019 por pippoca.

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