Procurando Emily - Amor, loucura e todo o resto que há no meio
- Silas Castro

- há 5 dias
- 2 min de leitura
Até onde você iria para achar o amor da sua vida? Ou pelo menos o suposto amor da sua vida...E quando um ato romântico se torna loucura? Será que é possível mesmo ficar louco de amor? Essas e outras perguntas são levantadas ao longo de "Procurando Emily", a mais nova comédia romântica com um teor de psicologia, que já chegou em Dublin, na Irlanda, mas chega no Brasil apenas no dia 17 de setembro de 2026. Vem saber o que achamos!

No filme vemos a vida de Owen (Spike Fearn) mudar completamente após ele encontrar a "garota perfeita" em uma noite em seu trabalho como técnico de som de uma balada na Inglaterra. Porém ele anotou o número incompleto dela em seu celular o que o deixa totalmente desesperado.
Sem saber o que fazer, ele começa a buscar formas de encontrar tal garota ideal e acaba cruzando caminhos com nossa segunda protagonista, Emily (Angourie Rice), uma estudante americana de psicologia que precisa terminar seu TCC sobre como todo amor resulta em autossabotagem ou corre o risco de perder seu visto inglês. Percebendo que Owen pode ser o objeto perfeito para sua tese, ela começa a ajudá-lo em sua jornada atrás da "outra Emily".
Depois de tentar várias formas de descobrir mais sobre sua crush e prestes a largar mão disso tudo, Emily decide entrar no sistema da faculdade que ela estuda e Owen trabalha para pegar o e-mail de todas as 318 Emilys que estudam lá e o incentiva a enviar uma mensagem para contatá-la, porém ele acaba criando um grupo de mensagens em vez de mandar e-mail individuais, o que acaba gerando muito mais atenção midiatica que ambos esperavam.
Com uma premissa simples e um elenco jovem, o filme aborda de forma muito divertida e até profunda a questão do amor nos dias de hoje, já que ao mesmo tempo que conseguimos entender a motivação romântica das atitudes de Owen, também somos apresentados à dura realidade que isso hoje em dia pode nao ser muito bem visto. Temas como privacidade virtual, masculinidade tóxica, stalking, incels, idealização e projeção de um amor irreal são tocados e tornam a história muito mais pé no chão que muitas outras comédias românticas.

O filme também mostra como a mídia adora distorcer e modificar a realidade para gerar engajamento, temos até uma apresentadora de podcast que tenta manipular e colocar palavras na boca de seus entrevistados.
A abordagem mais psicológica que o filme traz sobre questões amorosas fará voce sair da sessão pensativo, de uma forma muito boa, além de te fazer rir e se emocionar. Para saber o final das desventuras de Owen, os brasileiros vão ter que esperar até 17 de setembro. Já marca na agenda.



