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  • Foto do escritorArthur Ripka Barbosa

O que vimos na 8 1/2 Festa do Cinema Italiano 2024

Atualizado: 11 de jul.

Mais uma edição da 8 ½ Festa do Cinema Italiano chegou ao fim. Assim como nas outras edições, o festival permite acompanhar o que uma das principais escolas do cinema mundial vem fazendo, trazendo sempre filmes atuais em sua seleção. A seguir falaremos um pouco das obras que acompanhamos ao longo do festival.


Segredos

O que vimos na 8 1/2 Festa do Cinema Italiano 2024

Nesta trama, acompanhamos a história da relação entre o professor de literatura Pietro Vella (Elio Germano) e Teresa Quadraro (Federica Rosellini), uma de suas ex-alunas. O que parecia ser uma história de amor entre os dois, revela-se um verdadeiro caso de obsessão, marcado pelo medo de Pietro que o seu segredo contado num pacto entre eles seja revelado. O filme consegue trabalhar bem com essa tensão, principalmente por não revelar ao espectador, deixando tão somente no campo especulativo, usando ele como um fio condutor da relação dos dois. Porém, o filme peca na percepção da passagem do tempo com uma maquiagem que pouco muda os atores, principalmente no começo da relação, quando os personagens são mais jovens.

A Imensidão

O que vimos na 8 1/2 Festa do Cinema Italiano 2024

Ambientado na década de 60, o filme se torna interessante por abordar diversos temas sociais atuais. Sob a ótica de Andrea (Luana Giuliani), um garoto trans, podemos acompanhar sua luta para ser reconhecido como um garoto por seus familiares, vemos a violência doméstica para com sua mãe, Clara (Penélope Cruz), e suas consequências mentais, além da exclusão urbana e social de minorias, como os ciganos, representado no interesse romântico, Sara (Penelope Nieto Conti). Apesar do filme conseguir abordar bem os temas, seu final repentino acaba por quebrar a experiência do público, já que não traz um final definitivo para essas questões.


Ainda Temos o Amanhã

O que vimos na 8 1/2 Festa do Cinema Italiano 2024

“Ainda Temos o Amanhã" é um dos maiores, senão o maior, sucesso cinematográfico recente da Itália. O filme, que aborda a violência doméstica, a construção da república italiana pós-fascimos e o direito universal ao voto, tornou-se uma poderosa ferramenta para o discurso feminista no belpaese, ainda mais em uma época que o país se encontra governado pela extrema-direita. O filme não chegou de forma inédita no festival, tanto que o Blog Pippoca já pode conferir ele, mas visitá-lo novamente só reafirma aquilo que há época foi dito: sua história é muito bem escrita, muito bem atuada, apesar dos maneirismo na direção.


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