Copan - Quando contemplar fica enfadonho e exaustivo
- Fabrizzio Laroca

- há 11 minutos
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Copan, um marco da cidade de São Paulo, é palco e cenário de dois eventos paralelos: A eleição para o próximo síndico de um condomínio que abriga milhares de pessoas e a eleição presidencial de 2022, provavelmente uma das eleições mais polarizadas que o Brasil já viu.
A premissa é interessantíssima e o potencial é enorme, vem ver o que nós achamos!

O filme documentário dirigido por Carine Wallauer tem como plano de fundo um dos edifícios mais icônicos, da grande São Paulo. Copan é um projeto de Oscar Niemeyer e só por isso já chama a atenção para o documentário, mas não passa disso. Como eu disse, Copan é plano de fundo e só. Plano de fundo de um documentário sem coesão, sem foco e que tenta falar de tanta coisa que acaba não conseguindo falar de nada. Pra ser honesto, acho que nem tenta.
A impressão que o filme passa é de que várias câmeras foram presas fixamente em diversos pontos do Copan e pronto. Câmeras que observam à distância, vêem o raso, contemplam exageradamente e tornam 15 minutos de filme uma eternidade. Trechos soltos de uma história sem um fio condutor, apenas uma temática flutuante que paira em todas as conversas.

Como público o que nos resta é olhar para o raso e imaginar o que existe para além dali, quais são os verdadeiros conflitos que poderiam ser explorados nesse documentário? Quais vidas seriam impactadas por uma mudança? Que paralelos podem ser traçados entre essas duas eleições que permeiam toda a temática do documentário?
No fim, são 1160 apartamentos, 32 andares e mais de 5000 pessoas, para no fim, não explorarmos a história de ninguém. É definitivamente uma pena que uma fonte de inspiração tão rica tenha sido usada de forma tão vaga para contar uma história sobre nada.


